São Luís sedia na próxima semana o I Fórum Internacional e VI Fórum de Médicos de Fronteira do CFM

O Conselho Federal de Medicina (CFM) realizará, nos dias 29 e 30 de abril de 2026, em São Luís (MA), o I Fórum Internacional de Médicos de Fronteira e o VI Fórum de Médicos de Fronteira do CFM. O encontro acontecerá das 8h às 17h e reunirá especialistas, autoridades sanitárias, representantes de organismos internacionais e profissionais que atuam em regiões limítrofes para discutir os desafios da assistência médica nessas áreas. A programação completa pode ser conhecida na página do evento no Portal Médico. ACESSE AQUI.
Com o tema central “Desigualdade de saúde nas fronteiras”, o evento buscará aprofundar o debate sobre as dificuldades de acesso aos serviços de saúde, a cooperação entre países, os impactos dos fluxos migratórios e as estratégias para garantir assistência adequada às populações que vivem em regiões fronteiriças.
A abertura contará com a participação do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, da conselheira federal Dilza Teresinha Ambrós Ribeiro, coordenadora da Comissão de Integração de Médicos de Fronteira do CFM, do presidente do Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA), José Albuquerque de Figueiredo Neto, além de representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Ao longo da programação, especialistas do Brasil e de outros países da América do Sul discutirão temas como epidemiologia em áreas de fronteira, logística de transporte de pacientes em regiões remotas, revalidação de diplomas e prática médica transfronteiriça, saúde materno-infantil e imunização, além de aspectos relacionados à telemedicina e conectividade em territórios isolados. Também serão debatidas as particularidades do atendimento em comunidades indígenas, os desafios culturais e logísticos enfrentados pelos profissionais que atuam nessas regiões e a integração entre diferentes sistemas de saúde.
Para a coordenadora do evento, conselheira federal Dilza Ambrós Ribeiro (AC), o fórum representa uma oportunidade estratégica para reunir experiências e construir soluções voltadas à realidade das fronteiras. “As regiões de fronteira apresentam desafios próprios, que vão desde as grandes distâncias geográficas até a diversidade cultural e os fluxos migratórios. O objetivo do fórum é promover um espaço de diálogo qualificado entre médicos, gestores e organismos internacionais para pensar soluções que garantam assistência segura e de qualidade a essas populações”, afirma.
Segundo ela, o encontro também permitirá fortalecer a cooperação entre países e compartilhar experiências bem-sucedidas na organização da assistência em territórios limítrofes. “Quando discutimos saúde nas fronteiras, estamos falando de integração entre sistemas de saúde, de cooperação internacional e, sobretudo, de compromisso com populações que muitas vezes vivem em áreas de difícil acesso. O fórum busca justamente aproximar essas experiências e contribuir para a formulação de estratégias mais eficazes”, destaca.
A programação inclui ainda painéis voltados à integração entre medicina tradicional e medicina ocidental, além de debates com profissionais que atuam diretamente nas regiões fronteiriças, compartilhando experiências e relatos da prática médica nesses territórios. Ao final do encontro, está prevista a leitura da “Carta de Fronteiras”, documento que reunirá propostas e diretrizes voltadas ao aprimoramento do atendimento médico em regiões limítrofes, consolidando as discussões realizadas ao longo do evento.
V Fórum vai ouvir médicos estrangeiros sobre como a especialidade é praticada no exterior

O Conselho Federal de Medicina (CFM) vai realizar nesta quarta-feira, 22 de abril, com transmissão pelo YouTube e pelo Zoom, o V Fórum de Medicina de Emergência da autarquia. O encontro terá na programação emergencistas de outros países e de centros de referência brasileiros. “A Medicina de Emergência foi reconhecida pelo CFM há dez anos. Desde então, houve um crescimento quantitativo e qualitativo. Hoje, são aproximadamente mil especialistas, com muito conhecimento acumulado. No Fórum, vamos avaliar esse percurso e traçar estratégias”, adianta o coordenador do Câmara Técnica de Medicina de Emergência, Estevam Rivello.
As inscrições já estão abertas e podem ser feitas AQUI. As vagas para a geração de certificado estão são limitadas a 1.300. Não deixe de se inscrever!
No V Fórum, assim como na edição anterior, o CFM fez uma parceria com a Associação Brasileira de Medicina de Emergência (ABRAMEDE), o que vai permitir que os participantes inscritos usem o certificado para pontuar nas provas para especialistas promovidas pela sociedade de especialidade. É importante destacar que só terão direito ao certificado quem participar de 70% da programação do evento. Não perca essa oportunidade!
Programação – Tendo como tema central “Medicina de Emergência: construindo sua história”, o V Fórum vai debater as perspectivas de especialidade no Brasil e no mundo, ouvindo representantes brasileiros, da América do Norte, Europa e Ásia. Também vai analisar o uso das novas tecnologias nas emergências e abordagens em situações específicas, como nos atendimentos aéreos, nas catástrofes e em situações de choque. A programação completa pode ser acessada AQUI.
“A medicina de emergência exige atualização constante diante da complexidade e da dinâmica dos atendimentos em situações críticas. Nesse sentido, a programação foi estruturada para contemplar, em um único encontro, diferentes aspectos da prática emergencista, incluindo protocolos assistenciais, desafios da gestão em serviços de urgência e emergência e perspectivas para o fortalecimento da especialidade, além de contar com palestrantes em diferentes regiões do mundo. Serão discussões muito ricas” explica o coordenador da Câmara Técnica, Estevam Rivello.
Durante o IV Fórum da Medicina de Emergência foram debatidos temas como a superlotação e gargalos no atendimento. Para saber o que foi discutido no Fórum anterior, assista o vídeo AQUI.
Campina Grande (PB) sediará em maio o VI Fórum de Integração do Médico Jovem

Campina Grande (PB) será palco, nos dias 12 e 13 de maio, do VI Fórum de Integração do Médico Jovem, iniciativa do Conselho Federal de Medicina (CFM) voltada ao fortalecimento do diálogo com os novos profissionais e à promoção de espaços de escuta, formação e construção coletiva sobre os desafios do exercício da medicina no Brasil. O evento terá como tema central “O CFM indo onde o Médico Jovem está”.
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A escolha do município para sediar o evento reflete uma estratégia institucional do CFM de aproximar suas ações das realidades vivenciadas fora dos grandes centros. Reconhecida como um dos principais polos médico-educacionais do interior do Nordeste, Campina Grande reúne tradição na formação de profissionais de saúde, instituições de ensino superior consolidadas, programas de residência médica e serviços de média e alta complexidade, além de um ambiente acadêmico que estimula o debate crítico, a inovação e a produção de conhecimento.
Para o coordenador da Comissão de Integração do Médico Jovem do CFM, Bruno Leandro de Souza, realizar o Fórum em Campina Grande tem um significado que vai além da logística. “Levar o CFM ao interior é uma afirmação de que o médico jovem precisa ser ouvido onde ele se forma, vive e atua. É nesses territórios que a medicina se constrói cotidianamente, com alto nível técnico e humano, e é fundamental que o sistema conselhal esteja presente para dialogar, acolher e fortalecer esses profissionais”, afirma.

Ele destaca que, do ponto de vista institucional, a realização do encontro no interior da Paraíba reforça o compromisso do CFM com a interiorização de suas ações e com a valorização dos médicos que atuam fora das capitais. “A iniciativa contribui para reduzir assimetrias regionais, ampliar vínculos com profissionais em diferentes contextos de atuação e estimular o protagonismo dos jovens médicos na construção de soluções para os desafios da carreira e do sistema de saúde”, disse.
Além da relevância acadêmica e institucional, Campina Grande oferece infraestrutura compatível com a realização de um evento nacional, com rede hoteleira, equipamentos para eventos, mobilidade urbana funcional e localização estratégica no Nordeste, facilitando o acesso de participantes de diferentes estados da região. Esses fatores asseguram condições adequadas para uma programação científica e institucional qualificada.
O componente cultural também agrega valor ao fórum. Na avaliação do conselheiro federal, que também é presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM-PB), Campina Grande é reconhecida pela hospitalidade e pela identidade cultural forte. “A cidade cria um ambiente propício à integração entre médicos jovens de diferentes regiões do país. Queremos que o fórum seja, além de um espaço de debate, um ambiente de encontro, pertencimento e construção de redes de colaboração. A cultura local favorece essa troca e fortalece o sentimento de identidade profissional”, comentou.
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Acompanhe as postagens nas redes sociais do CFM sobre o VI Fórum de Integração do Médico Jovem.
Fonte: Portal CFM, em 20.04.2026.
