
A resistência antimicrobiana (RAM) e, consequentemente, o aumento no número de sepses, tem aumentado anualmente em todo o mundo de forma consistente. Diante dessa realidade, o Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS) lançou este ano a campanha “Não tome de forma errada”, que busca conscientizar as pessoas para não tomarem antibióticos desnecessariamente. O Conselho Federal de Medicina (CFM) apoia essa iniciativa.
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De acordo com o ILAS, a sepse, que é uma reação exacerbada do organismo frente a uma infecção, é uma das causas de morte mais frequentes no mundo. Em 2020, foram 48,9 milhões de casos e 11 milhões de mortes relacionadas à sepse, representando 20% de todas as mortes globais.
Este número está diretamente relacionado à resistência antimicrobiana. Quanto maior for a RAM, mais as medicações disponíveis para tratar os pacientes com sepse serão limitadas e mais graves serão as reações. O único caminho para evitar a resistência é o uso consciente de antibióticos.
Por isso, a campanha incentiva que as pessoas utilizem antibióticos de forma responsável, terminando o tratamento de forma completa e nunca compartilhando o medicamento com outras pessoas.
CFM consulta médicos sobre a implementação de um Exame Nacional de Proficiência Médica

O Conselho Federal de Medicina (CFM) começou esta semana uma pesquisa sobre a percepção dos médicos brasileiros acerca da implementação de um Exame Nacional de Proficiência Médica. A pesquisa visa compreender como os médicos avaliam a proposta de criação de uma prova para os graduandos em medicina e o seu impacto na qualidade da assistência em saúde no Brasil.
Para maior confiabilidade da pesquisa e representatividade da população médica, foi selecionada uma amostragem aleatória simples considerando a representatividade regional, além da idade e de outros critérios. Inicialmente, o questionário foi enviado por e-mail para uma amostragem de médicos, de todas as regiões do país. A pesquisa só poderá ser respondida por quem receber o e-mail convidando-o a responder o questionário.
O médico que receber o e-mail, deve informar seu CRM, CPF e data de nascimento e começar a responder o questionário, que tem 14 perguntas. O objetivo é que ao final da fase de aplicação da pesquisa, haja um retrato representativo de todas as regiões do país, proporcionalmente ao número de médico, sexo, entre outros critérios. Não pode haver, por exemplo, uma sobreposição de médicos com mais tempo de carreira, sobre os recém-formados, ou vice-versa.
“Por isso é importante que os colegas selecionados respondam a pesquisa. Quanto maior for a participação, maior será o entendimento da percepção do médico brasileiro acerca dessa importante iniciativa do CFM, que é o Exame Nacional de Proficiência”, destaca o coordenador da Imprensa do CFM, Estevam Rivello.
As informações serão tratadas com o mais absoluto sigilo e anonimato e os dados serão utilizados exclusivamente para fins analíticos. Além disso, nenhuma informação pessoal ou identificável será divulgada.
Projetos – No Congresso Nacional, há dois projetos de lei (PL) principais que tratam da criação da prova: o PL 2.294/2024 (em tramitação no Senado) e o PL 785/2024 (em tramitação na Câmara). Em ambos, o CFM ficará encarregado da regulamentação do exame. Os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) serão responsáveis pela aplicação, em sua jurisdição, das provas.
Para o CFM, é importante saber a percepção dos médicos sobre a obrigatoriedade do exame, que será uma prova de avaliação de competências profissionais e éticas, conhecimentos teóricos e habilidades clínicas, com base nos padrões mínimos exigidos para o exercício da profissão.
Fonte: Portal CFM, em 19.12.2024.