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CFM apoia campanha de conscientização sobre o retinoblastoma

Atento à importância de conscientização sobre o retinoblastoma, câncer ocular que afeta crianças pequenas, o Conselho Federal de Medicina (CFM) reforça o apoio às ações de divulgação da campanha “De Olho nos Olhinhos”. A iniciativa chama a atenção para a doença que é 100% curável, mas que pode causar cegueira e até mesmo levar à morte se não tratada.
A ação é realizada há 5 anos pelos jornalistas Diana Garbin e Tiago Leifert, pais de Lua Leifert, diagnosticada com a doença aos 11 meses. A experiência levou a família a tornar o diagnóstico público e compartilhar com outros pais as informações que eles próprios gostariam de ter recebido antes. “A intenção foi fazer com que outros pais e responsáveis conseguissem perceber os sinais e chegar ao diagnóstico antecipadamente”, diz Daiana.
A campanha oficial de 2026 foi lançada nesta sexta-feira (18), na UNIFESP em São Paulo, e permanecerá no ar até 12 de outubro, com presença em diferentes plataformas de comunicação, incluindo televisão, rádio, cinema, redes sociais, embalagens de fraldas e telas de edifícios residenciais e comerciais, aeroportos, abrigos de ônibus, metrô, shoppings e farmácias.
“O CFM tem o dever de apoiar esta campanha, que presta um importante serviço para a população brasileira”, afirma o presidente do CFM, Hiran Gallo. Ele enfatiza a necessidade de a família procurar um médico assim que detectar os primeiros sintomas (áreas nos olhos opacas e sem brilho diante do reflexo da luz).
O coordenador da Câmara Técnica de Oftalmologia do CFM, conselheiro federal Nazareno Barreto, enfatiza que “a avaliação de um especialista pode ser decisiva para o diagnóstico e o tratamento”.
Acesse aqui a CARTILHA DE OLHO NOS OLHINHOS.
SOBRE O RETINOBLASTOMA: O QUE VOCÊ PRECISA SABER
O retinoblastoma é o câncer ocular mais comum entre crianças de 0 a 5 anos. É um tumor maligno que se desenvolve na retina, a parte interna dos olhos, e pode atingir um ou ambos os olhos.
Entre os sinais mais conhecidos está a leucocoria, ou “olho de gato”, em que a pupila apresenta uma área branca e opaca diante do reflexo da luz. Esse sinal pode ser percebido inclusive em fotografias feitas com flash. Tremores nos olhos e alterações na posição dos olhos, como o estrabismo, também podem aparecer.
Diante de qualquer alteração, a recomendação é que a criança seja levada ao médico oftalmologista para avaliação e realização dos exames necessários. Quanto mais cedo uma família percebe que algo pode estar errado e procura atendimento, maiores são as possibilidades de diagnóstico e tratamento no momento adequado.
O Teste do Reflexo Vermelho, conhecido como teste do olhinho, e o acompanhamento oftalmológico na primeira infância podem contribuir para que alterações sejam identificadas precocemente.
E mesmo sem nenhum sintoma, toda criança precisa ir ao médico oftalmologista no primeiro ano de vida. Muitas doenças oculares não apresentam sintomas iniciais. Por isso, a consulta de rotina com o oftalmologista é a única forma de garantir um diagnóstico precoce.
Webinar do CFM debate as novas regras para prescrição de receitas de medicamentos controlados

Médicos de todo Brasil puderam acompanhar esta semana uma apresentação sobre as novas regras de controle para receitas eletrônicas de medicamentos controlados (receitas amarelas e azuis, entre outras). As explicações foram dadas no webinar “RDC Anvisa nº 1.000/2025”, promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), com a participação do Diretor da Coordenação de Informática do CFM, Hideraldo Cabeça; do assessor e gerente substituto da Anvisa Thiago Brasil Silvério e da presidente do Conselho Regional de Farmácia de Goiás (CRFG), Luciana Calil.
O webinar, que já foi visto por quase 5 mil pessoas, está disponível no canal do CFM no YouTube e pode ser visto AQUI. Quem tiver dúvidas sobre as novas regras também poderá enviar e-mail para
Avanços – Na abertura do evento, Hideraldo Cabeça ressaltou que o CFM sempre buscou um diálogo institucional com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com o Conselho Federal de Farmácia (CFF) em busca de soluções que dessem mais segurança à prescrição e dispensação de medicamentos.

“Começamos em 2007, com a resolução sobre o prontuário eletrônico, mas o grande avanço ocorreu em 2021, com a pandemia, quando o CFM se torna uma Autoridade de Registro (AR), o que nos permitiu o certificado digital e lançar o sistema da Prescrição Eletrônica. Graças a essa experiência, pudemos ajudar a anvisa na formatação do Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR), que vai permitir a prescrição eletrônica de medicamentos controlados”, explicou Cabeça.
O diretor do CFM também falou sobre a nova funcionalidade oferecida pela autarquia aos médicos brasileiro, que foi o lançamento do app Prescrição Eletrônica, totalmente integrado ao SNCR. “Agora os médicos vão poder prescrever medicamentos ou solicitar exames eletronicamente onde estiverem, basta que tenham um smartphone com internet”, anunciou. Saiba mais AQUI.
Regras – As novas regras trazidas pela RDC 1.000/2025 foram apresentadas pelo gerente da Anvisa Thiago Brasil Silvério. Ele explicou que a nova regra preserva e atualiza o modelo físico e cria um marco regulatório para um fluxo eletrônico nacional integrado.
“O papel permanece, assim como as regras sanitárias. O receituário eletrônico ganha regras próprias, com numeração integrada ao SNCR. A diferença é que agora os sistemas físico e eletrônico passam a coexistir”, explicou.
Agora, será obrigatória a inclusão do número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) do paciente e do comprador. No caso de estrangeiro, será necessário informar o número do passaporte. Nas receitas digitais, a data de emissão é gerada automaticamente no momento da assinatura eletrônica e não pode ser alterada manualmente. Foram criados novos modelos de talonários físicos, mas os antigos já impressos continuam válidos até o fim do estoque.
A assinatura digital do médico também deve ser qualificada no padrão ICP-Brasil, que é o caso da assinatura disponibilizada gratuitamente pelo CFM aos médicos brasileiros.
O SNCR será usado para a dispensação para os casos de medicamentos que exigem Notificação de Receita, Receita de Controle Especial e Receita Sujeita à Retenção. De acordo com o cronograma da Anvisa, o SNCR vai estar plenamente em funcionamento no próximo dia 30 de setembro, com um período de transição até 30 de outubro para alguns medicamentos. Veja, abaixo, a previsão da Anvisa.

Farmácias – O detalhamento de como devem ser as novas receitas foi apresentado pela presidente do Conselho Regional de Farmácia de Goiás (CRFG), Luciana Calil. Ela foi muito enfática nas mudanças para os receituários em papel, como a necessidade de os prescritores seguirem uma numeração que identificará, por exemplo, o estado da federação em que a receita foi emitida.
“Não é permitida a customização dos modelos de Notificação de Receita ou de Receitas de Controle Especial em formato eletrônico. O layout, a disposição das informações e estrutura visual devem seguir estritamente os modelos oficiais disponibilizados pela Anvisa”, destacou.
Médicos – Complementando a fala do assessor da Anvisa, Hideraldo Cabeça fez um comparativo de como era a prescrição de medicamentos controlados antes e depois da RDC 1.000/2025 e como vai funcionar o fluxo a partir da prescrição feita pelo médico até a dispensação feita pela farmácia. Também fez um resumo das mudanças e falou sobre algumas das principais dúvidas dos médicos.

Veja, nos slides abaixo, parte da apresentação do conselheiro federal Hideraldo Cabeça sobre as mudanças trazidas pela RDC 1.000/2025.



Ao final, Hideraldo Cabeça colocou o CFM à disposição da Anvisa para ajudar no período de transição até que as novas ferramentas estejam incorporadas ao dia-a-dia do médico. “Desde que criamos o sistema de Prescrição Eletrônica, o nosso objetivo sempre foi que os médicos pudessem prescrever eletronicamente as receitas de controle especial, de notificação de receitas, por ser mais seguro e trazer mais rastreabilidade. Portanto, faremos o que estiver ao nosso alcance para que essa transição seja tranquila”, afirmou.
Assista, abaixo, o vídeo do webinar.
Fonte: Portal CFM, em 18.09.2026.