
O mandato dos atuais 54 conselheiros federais termina no dia 30 de setembro e a eleição do grupo que vai assumir o mandato 2024-2029 já está marcada: será nos dias 6 e 7 de agosto, das 8h às 20h, de forma online.
Assim como ocorreu ano passado, na eleição para o mandato 2023-2028 dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs), os médicos poderão votar pela internet utilizando seu celular, tablet ou computador, de forma rápida e simples. Como no ano passado, o processo contará com os mais modernos recursos tecnológicos para proteger o sigilo do voto e a autenticidade da identidade do médico votante.
A autenticação da identidade será feita por vários meios: biometria facial, certificado digital e em nuvem (padrão ICP-Brasil) e com código PIN recebido por e-mail ou SMS, com duplo fator de autenticação. Para ter certeza de que receberá o PIN de forma correta, o médico deve atualizar seu e-mail e o número do telefone celular no CRM do estado onde está inscrito. Tais dados poderão ser atualizados pelo site www.crmvirtual.cfm.org.br.
Voto – Os 26 estados e o Distrito Federal elegerão um conselheiro federal titular e um suplente. O voto é obrigatório para todos os médicos, sendo facultativo para quem tem mais de 70 anos. Apenas os médicos que atuam exclusivamente como militares não podem votar e ser votados.
Para votar, os médicos devem estar em situação regular junto ao seu CRM (sem débitos ou pendências administrativas). Caso tenha algum problema, deve resolvê-lo até 30 de julho, data limite para a regularização.
Para saber como está sua situação, o médico pode acessar o site www.eleicoescfm.org.br, que será publicado em 24 de abril. Nele também constarão as demais informações do pleito.
Uma novidade importante: este ano, o processo de inscrição de chapas tramitará eletronicamente no sistema SEI-Medicina. Por meio dessa plataforma, as chapas vão se registrar (das 8h do dia 3 de junho até às 18h do dia 10 de junho), e fazer toda a tramitação dos documentos. Os candidatos interessados podem antecipar seu cadastro como usuários externos no site https://portalsei.cfm.org.br/para-o-cidadao/cadastro-de-usuario-externo/
CFM recebe deputada federal Silvia Cristina para tratar da atenção à saúde

A agenda institucional do Conselho Federal de Medicina (CFM) desta quarta-feira (17) começou com uma audiência com a deputada federal Silvia Cristina Amâncio Chagas (PL – RO). Em reunião com o conselheiro José Hiran Gallo, presidente da autarquia, ela tratou de temas relacionados à melhoria da atenção à saúde da população brasileira, em especial no estado de Rondônia.
Silvia Cristina expressou sua preocupação de que a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) esteja atenta às demandas e anseios da população. “Saúde é cuidar de gente, cuidar de vidas, cuidar dos médicos, mas, especialmente, cuidar dos pacientes que precisam tanto desses profissionais”, lembra a deputada, destacando a atuação do CFM neste processo.
O presidente José Hiran Gallo se mostrou sensível aos pleitos apresentados: “Lamentavelmente a saúde em Rondônia não está fácil. Me disponho a ajudar a população do Estado. Não podemos permitir dois tipos de medicina, uma para rico e outra para pobres. Os protocolos são um só”, afirmou José Hiran Gallo.
Especialistas analisam proposta de avaliação de egressos para maior segurança e eficácia à assistência

O presidente do CFM, Hiran Gallo, destacou o compromisso do CFM e CRMs com o apoio ao médico jovem
O papel dos médicos jovens na construção do futuro da medicina no Brasil foi analisado sob diferentes aspectos durante evento organizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), no dia 12 de abril, em Brasília (DF). Propostas, como a criação de um exame para avaliação dos egressos, foram abordadas na perspectiva de oferecer ao País instrumentos que contribuam com a qualificação da assistência, com garantia de maior segurança e eficácia nos atendimentos. O V Fórum Nacional de Integração do Médico Jovem reuniu lideranças e especialistas de todo o país que, juntos, avaliaram os desafios e as oportunidades para a nova geração de profissionais da medicina.
De acordo com o relatório Demografia Médica CFM – 2024, divulgado recentemente, mais de 330 mil médicos brasileiros têm até 45 anos, representando 58% do total de profissionais em atividade. O grupo com até 35 anos já ultrapassa os 185 mil, ou seja, cerca de 30% do total. Esses números mostram um mercado de trabalho mais jovem e dinâmico, com profissionais que iniciam suas carreiras mais cedo e provavelmente permanecerão por mais tempo na profissão.
O presidente do CFM, José Hiran Silva Gallo, reforçou que o CFM e os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) estão comprometidos com o apoio aos médicos jovens nessa jornada, “ouvindo, dialogando e construindo” soluções que tornem os primeiros passos na carreira mais suaves e assertivos. “Procuramos trabalhar favor de iniciativas e projetos que valorizem o trabalho dos médicos, reconheçam seu papel na sociedade e defendam o exercício da profissão a partir de princípios éticos e hipocráticos que levem a uma medicina qualificada e humanizada”, destacou.
Avaliação – Durante o V Fórum Nacional de Integração do Médico Jovem do CFM um dos pontos de destaque foi a discussão sobre a possibilidade de implantação de um exame de avaliação para os estudantes de medicina. Para tanto, a primeira conferência do evento, intitulada “Quem tem medo da Avaliação de Egressos? ”, abordou a necessidade de criação de regras nesse sentido em todos os cursos de graduação, incluindo medicina.
O coordenador da Comissão de Integração do Médico Jovem do CFM, conselheiro Júlio Braga, que também responde pela Comissão de Ensino Médico, enfatizou que a necessidade de avaliação já é, atualmente, um consenso entre as entidades de classe e de representação dos estudantes. Em seu entendimento, esse processo é fundamental para conhecer o nível de preparo dos egressos para atender as demandas do cotidiano na assistência.
Durante essa rodada, os conselheiros federais Donizetti Giamberardino Filho e Alceu Pimentel criticaram a proliferação de escolas médicas e afirmaram que o CFM deseja que não apenas os estudantes, mas também as instituições de ensino sejam avaliadas.
“Essa discussão é crucial para garantir a qualidade da formação médica no País e preparar os jovens médicos para os desafios futuros da profissão. O fórum proporcionou um espaço importante para debater essas questões e buscar soluções que beneficiem tanto os profissionais quanto os pacientes”, disse Braga.
Debate destaca diferenças entre a residência médica e as diferentes especializações na medicina
Especializações E pós-graduações em medicina e o papel dos médicos jovens na construção do futuro da profissão no Brasil tiveram espaço na programação do V Fórum Nacional de Integração do Médico Jovem, organizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em 12 de abril. O evento, que reuniu profissionais de todo o país, foi transmitido ao vivo pelo canal do CFM no YouTube e pode ser acessado aqui.
Os debates aconteceram a partir de mesa moderada pelos conselheiros federais Christina Hajaj Gonzalez e Carlos Magno Dalapicola. Na oportunidade, Ângelo Fajardo Almeida, integrante da Comissão de Integração do Médico Jovem do CFM, destacou a importância da residência médica como formação eficiente, apontando para o aumento do número de médicos formados. Na sua apresentação, ele tratou ainda do dilema enfrentado pelos médicos recém-formados ao decidirem o rumo de suas carreiras. Segundo pontuou, há três caminhos principais: a residência médica, a vida acadêmica e o empreendedorismo.
Especialidades – A residência médica foi apresentada como uma busca pela identificação profissional, onde os médicos escolhem sua especialidade de acordo com suas características e interesses. “Embora seja um sonho para muitos recém-formados, atualmente tem-se observado uma mudança nesse cenário, com muitos optando por outros caminhos”, disse.
Já a vida acadêmica, representada pelo mestrado e doutorado, foi descrita por Lydia Masako Ferreira, professora de Cirurgia Plástica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), como uma oportunidade de desenvolver a identidade profissional após a residência médica. A palestrante mencionou a possibilidade de os médicos irem diretamente para o mestrado e doutorado, dependendo da instituição e de suas escolhas pessoais.
Além disso, a professora apontou os desafios enfrentados pelos recém-formados, que passam por um “turbilhão de emoções, inseguranças e medos” ao escolherem o caminho da pós-graduação. Ela também ressaltou a importância da especialização como processo, ao oportunizar o convívio com diferentes situações e colegas, exercitar habilidades, como liderança, e inserir o indivíduo no mercado de trabalho.
Residência médica – Em sua exposição, Fernando Sabia Tallo, 2º tesoureiro da Associação Médica Brasileira (AMB), lembrou que a residência médica é uma modalidade de ensino completamente diferente da pós-graduação latu senso, conforme estabelecido na legislação. Segundo ele, enquanto a primeira é um treinamento em serviço, a segunda busca o aprimoramento da atuação profissional.
“É importante destacar que os certificados obtidos em cursos de especialização não equivalem ao certificado de especialidade da residência médica, conforme determina a resolução vigente”, disse. Em relação a isso, Tallo destacou que existem três principais caminhos para obter esse título: conclusão de programa de residência médica reconhecido pelo MEC e aprovação em exame de organizado por sociedade médica, em parceria com a AMB.
Fonte: Portal CFM, em 17.04.2024.