Médicos já podem usar o app gratuito de prescrição eletrônica do CFM

Uma demanda antiga da classe médica foi atendida pelo CFM e agora a prescrição eletrônica já pode ser feita pelo aplicativo desenvolvido pela autarquia. Os serviços, que antes eram realizados pela plataforma Prescrição Eletrônica, agora poderão ser feitos pelo smartphone.
Com o aplicativo oficial do CFM, o médico pode emitir prescrições, solicitar exames e outros documentos médicos de forma digital, segura e gratuita, com o mesmo padrão de segurança presente já na plataforma web. A solução facilita a rotina profissional e contribui para uma assistência mais ágil e conectada.
O objetivo é oferecer uma solução móvel segura, funcional e adaptada ao dia-a-dia do médico em todo o país, de forma totalmente integrada à rotina do profissional. Todas as facilidades da plataforma Prescrição Eletrônica estão disponíveis no app, como o serviço de apoio à decisão clínica.
O aplicativo foi desenvolvido em colaboração com equipes de tecnologia, especialistas em usabilidade e médicos usuários da plataforma, em uma construção coletiva para entregar mobilidade, rastreabilidade e eficiência na prática médica.
O app já está disponível, gratuitamente, nas lojas oficiais App Store e Google Play. Basta acessar a conta e começar a utilizar mais este serviço do CFM em prol do médico
Assista ao 10º Congresso de Humanidades Médicas
Câmara Técnica de Medicina Marítima e Hiperbárica debate organização da área de atuação


A Câmara Técnica de Medicina Marítima e Hiperbárica do Conselho Federal de Medicina (CFM)realizou nesta quarta-feira (16) a primeira reunião do colegiado depois da aprovação, pela Comissão Mista de Especialidade (CME), da criação da área de atuação. “Até chegarmos a este momento, foi realizado um trabalho exaustivo por mais de quatro anos, reunindo conhecimento e evidências. Agora é irmos para outro patamar na organização dos médicos que atuam nessa área”, afirmou o coordenador da Câmara Técnica e 1º vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes.
A reunião contou com a participação de vários integrantes da Sociedade Brasileira de Medicina Marítima e Hiperbárica (SBMH), que elogiaram a condução do CFM e de Emmanuel Fortes para que fosse criada a área de atuação. “Poucos países têm a maturidade que o Brasil teve de criar uma sociedade juntando a medicina marítima com a hiperbárica, o que conseguimos aqui graças ao CFM. A sociedade brasileira será a grande beneficiária, pois teremos médicos mais bem formados no manejo das câmaras hiperbáricas e no atendimento em navios” pontuou Augusto Linhares, 1º vice-presidente da SBHM.
Durante a reunião, foi debatida a organização do I Fórum de Medicina Marítima e Hiperbárica e distribuídos três processos entre os participantes da Câmara Técnica. Esses processos são questionamentos encaminhados ao CFM, os quais são debatidos pela Câmara Técnica, que envia para a Coordenação de Processo-Consulta do CFM uma proposta de resposta.
A proposta foi aprovada pela CME, que tem representação paritária do CFM, da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), mas ainda vai passar por votação no plenário do CFM.
Além de Emmanuel Fortes, representaram o CFM na reunião os conselheiros federais Mauro Britto Ribeiro, Carlos Magno Dalapicola, Estevam Rivello, Francisco Cardoso, Domingos Sávio e Antonio Meira. A reunião também contou com a participação dos médicos Iriano da Silva Alves, Carla Torres, Marcus Vinicius de Moraes, Bruno Parente, Augusto Linhares e José da Mota Neto.
CFM leva o projeto CFM-ON ao 79º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia



O Conselho Federal de Medicina (CFM) participou do 79º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia (CSBD), realizado nos dias 10, 11 e 12 de setembro, em Fortaleza (CE), com o projeto CFM-ON. A iniciativa é uma ação de aproximação da autarquia com os médicos, levando serviços diretamente aos locais onde os profissionais estão.
“O CFM-ON representa uma mudança de postura do Conselho: em vez de esperar o médico chegar até nós, vamos ao encontro dele. Em Fortaleza, durante o congresso da SBD, pudemos atualizar cadastros, resolver questões de biometria e esclarecer dúvidas sobre certificado digital e prescrição eletrônica gratuita. É o CFM cumprindo seu papel de forma mais próxima, útil e menos burocrática no dia a dia do médico”, destaca Estevam Rivello, 2º secretário do CFM e diretor responsável pelo projeto.
Na abertura oficial do evento, ao citar as parcerias institucionais, o presidente da SBD, Carlos Barcaui, falou sobre a atuação conjunta com o CFM e as diversas reuniões realizadas, destacando a assinatura do Pacto pela Medicina Segura. Ele, também, lembrou a vitória jurídica contra a regulamentação da harmonização orofacial por dentistas: “Isso é vitória da SBD, junto com o CFM, junto com a AMB.”
Durante o evento, cerca de mil médicos foram atendidos por empregados públicos do CFM e do Conselho Regional de Medicina do Ceará (CRM-CE), tirando dúvidas das mais diversas. Certificado Digital e Prescrição Eletrônica do CFM, ambos oferecidos gratuitamente para todos os médicos, estavam entre os assuntos mais demandados pelos dermatologistas. Outro destaque foi a atualização da biometria, contabilizando mais de 60 atendimentos.
Congresso do CFM termina com defesa da essência do médico diante da inteligência artificial

O X Congresso de Humanidades Médicas do Conselho Federal de Medicina (CFM) foi encerrado nesta quarta-feira (16) com a conferência “História e realizações da Comissão de Humanidades do CFM e suas consequências”, proferida por Roberto Luiz D’Ávila, membro da Comissão de Humanidades do CFM. O evento teve como tema central “Valorização da Identidade Médica – Essência, realidade e futuro” e foi organizado pela conselheira federal Maíra Dantas, coordenadora da comissão. A mesa de encerramento foi presidida por Henrique Batista e Silva e secretariada por Helena Maria Carneiro Leão, ambos integrantes da comissão.
O conferencista relacionou avanços tecnológicos, como o crescente uso de Inteligência Artificial para tudo, à redução da empatia ao longo da formação médica, que, segundo ele, é apontada por estudos desde a década de 1990. Mencionou também pesquisas recentes que usam simulações com chatbots para treinar essa habilidade, com a ressalva de que as máquinas não alcançam a empatia real. D’Ávila citou o médico Luiz Roberto Londres (palestrante anterior), com quem disse ter aprendido que o paciente “é biologia, é biografia e é simbolismo” e que todo médico é um artista.
Nessa linha, mostrou a possibilidade do ensino das humanidades por meio da arte. Citou professores no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa que levam estudantes de medicina a museus para observar obras e discuti-las em grupo. Apresentou ainda uma comparação entre a análise de uma pintura e o raciocínio clínico, em etapas de observação, interpretação, síntese e intervenção. Como exemplo, usou a pintura A coluna partida (La columna rota), de Frida Kahlo, para discutir a dor e a experiência subjetiva do paciente. Na avaliação dele, profissionais que atuam em terapia da dor deveriam estudar a trajetória da artista.
Encerramento – Ao agradecer aos participantes, Maíra Dantas explicou a escolha das flores do cenário. “Quando nós escolhemos as flores, nós colocamos amarelas e azuis propositadamente, mostrando que a harmonia e a beleza vêm da composição, assim como numa orquestra”, disse. Ela lembrou que o congresso reuniu pessoas de ideologias, regiões e formações diferentes. Ao ver o participante mais jovem ao lado de um decano, disse ter percebido “como, ao vivo e a cores, a gente pode demonstrar o que a humanidade pode fazer pela medicina na prática”. Em seguida, pediu que Helena Leão fizesse o encerramento, em reconhecimento ao trabalho que ela desenvolveu na comissão antes de sua chegada.
Surpresa com o convite, Helena disse estar feliz com a continuidade do trabalho e destacou, sobretudo para os mais jovens, a consciência do papel social e ético do médico. “Não é o futuro, é o presente, é o que estamos vivendo agora”, afirmou. Sobre as mudanças tecnológicas, avaliou que elas transformam a profissão para melhor, mas ressalvou: “Não perder a essência do que é ser médico é o mais importante”. E agradeceu ao CFM, “que se mantém firme nesse caminho da bioética, das humanidades em tempos tão complexos”.
CFM debate o adoecimento mental de médicos e o sentido da profissão


Presidente da ABP alertou para o aumento dos afastamentos do trabalho por doenças mentais.
Em mesa de ponto e contraponto, palestrantes discutiram se a medicina é sacerdócio ou profissão
O X Congresso de Humanidades Médicas do Conselho Federal de Medicina (CFM), realizado nesta quarta-feira (16) com o tema “Valorização da Identidade Médica: Essência, Realidade e Futuro”, dedicou parte da programação científica à saúde mental dos médicos e à natureza da profissão. O evento acontece com coordenação da conselheira federal Maíra Dantas.
Na conferência “Saúde mental: dedicação não é autodestruição”, moderada por João Gonçalves Medeiros Filho, o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva, apresentou dados sobre afastamentos do trabalho por doenças mentais passaram de cerca de 220 mil em 2023 para 472 mil em 2024. As principais causas foram reação ao estresse, ansiedade, episódio depressivo e depressão recorrente.
Antônio Geraldo criticou o uso da expressão “afastamento por saúde mental”. “Ninguém afasta por saúde mental, a gente afasta por doença”, afirmou. Para ele, evitar o termo “doença” reflete o estigma contra quem adoece. O psiquiatra também alertou para os danos causados pelas apostas online e pelos jogos eletrônicos, inclusive entre médicos.
Entre os fatores de adoecimento da categoria, ele citou jornadas acima de 60 horas semanais, privação crônica de sono, sobrecarga administrativa, violência no trabalho, medo de processos judiciais e isolamento familiar. Criticou ainda a resistência ao descanso durante os plantões: “O médico que não descansa produz muito menos.” Segundo ele, a cultura de invulnerabilidade afasta os profissionais do tratamento: “Não posso falar que eu estou em depressão, não posso falar que eu estou com ansiedade, senão vão dizer que eu sou fraco.” O resultado, disse, é que os médicos se tornam um grupo de alto risco, “porque a doença existe, mas o tratamento não”. O palestrante coordena a campanha Setembro Amarelo, promovida pela ABP em parceria com o CFM.
A programação científica seguiu com coordenação do conselheiro federal José Elêrton Secioso de Aboim e moderação de Mayron Ghisolfe, membro da Comissão de Humanidades do CFM. Em pauta: medicina é sacerdócio ou profissão?
Para o padre Aníbal Gil Lopes, membro da Comissão de Humanidades, a pergunta apresenta uma “falsa alternativa”, já que as duas palavras remetem a compromisso, entrega e serviço. Ele reconheceu que a medicina precisou se profissionalizar e que a ciência protegeu a sociedade do charlatanismo. Alertou, porém, para o risco de o paciente ser tratado como um caso clínico: “O corpo pode e deve ser dividido para ser estudado, mas a pessoa humana não pode ser dividida para ser cuidada.”
Na sequência, o palestrante Luiz Roberto Londres, membro da Comissão de Humanidades do CFM destacou que o médico aborda a medicina sob uma perspectiva humanística e individualizada, ressaltando a célebre premissa de Hipócrates de que “não existem doenças, existem doentes”. Ele defende a importância central da relação médico-paciente, da escuta atenta durante a anamnese e da consideração dos aspectos biopsicossociais e espirituais do indivíduo, os quais frequentemente revelam a origem subjetiva de sintomas físicos e reduzem a necessidade de exames desnecessários. Ao longo da apresentação, ele exemplifica essa abordagem com casos clínicos emblemáticos e reflete sobre o papel das práticas complementares de saúde e da medicina baseada em evidências.
CFM e Febrasgo se reúnem em defesa da obstetrícia contra projetos de criminalização em tramitação no Congresso

O Conselho Federal de Medicina (CFM) recebeu jhoje (16) a presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Maria Celeste Osório Wender, para tratar da atuação conjunta das entidades contra projetos de lei que tipificam criminalmente a prática obstétrica.
Participaram do encontro o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, o 1º vice-presidente, Emmanuel Fortes Silveira Cavalcanti, e os conselheiros federais Raphael Câmara, Alceu Pimentel e Waldemar Amaral.
A presidente da Febrasgo destacou a importância da união de forças entre as instituições médicas para o enfrentamento de pautas legislativas que afetam diretamente o exercício da obstetrícia.
O presidente do CFM destacou a importância da convergência entre as instituições em defesa da medicina e da saúde da população. Hiran Gallo relatou o trabalho do CFM de acompanhamento legislativo para impedir que projetos dessa natureza avancem no Congresso Nacional.
O CFM apresentou ainda a plataforma Medicina Segura, iniciativa voltada à apuração de dados causados pela invasão do ato médico, convidando a Febrasgo a aderir ao pacto com o CFM.
Ao final do encontro, as instituições reafirmaram o compromisso de trabalho conjunto, com o CFM confirmando assento para a Febrasgo na Câmara Técnica de Ginecologia e Obstetrícia.
Congresso de Humanidades Médicas do CFM abre programação científica com debates sobre imagem e protagonismo médico


A programação científica do X Congresso de Humanidades Médicas, promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) nesta quarta-feira (16), começou com duas mesas-redondas: “Erros e acertos na construção da imagem médica” e “Resgate do protagonismo médico”. O congresso tem como tema “Valorização da Identidade Médica: Essência, Realidade e Futuro” e é coordenado pela conselheira federal Maíra Dantas. A programação inclui debates sobre ética, humanidades médicas, comunicação, imagem profissional e os valores que orientam o exercício da Medicina.
A primeira mesa foi coordenada pelo conselheiro federal José Elerton Secioso de Aboim (SE) e moderada pela conselheira federal Graziela Schmitz Bonin (SC). Na abertura dos trabalhos, a coordenação lembrou que a imagem médica mudou profundamente nos últimos 30 anos com as redes sociais e a inteligência artificial. Também defendeu que, diante dessas mudanças, a profissão preserve seus princípios, sua simbologia e seus valores.
O professor Hélio Angotti Neto, coordenador do curso de Medicina do Centro Universitário do Espírito Santo (Unesc), abordou o tema “Juramento de Hipócrates no século XXI”. Para ele, discutir a identidade profissional significa discutir as raízes da Medicina. “Se você não tem raiz, você pode ser qualquer coisa, você pode ser jogado para qualquer direção”, afirmou. O palestrante disse ainda que o abandono desses valores já levou a desvios graves. Angotti descreveu o Juramento como “um clássico de uma página”, com várias camadas de significado. Segundo ele, compreender essas camadas exige conhecer também as obras hipocráticas e seus comentadores.
Em seguida, o médico e advogado Alessandro Timbó tratou do “Posicionamento digital e redes sociais”, tema de sua tese de doutorado. Ele fez um histórico da regulação da profissão no Brasil desde 1808 e descreveu as redes sociais como a nova porta de entrada da população em busca de informação. Para Timbó, esse ambiente é ao mesmo tempo uma oportunidade de levar orientação em saúde e de combater informações falsas, e um risco para o médico que prioriza o ganho rápido. “A mercantilização da atividade médica deve ser evitada”, resumiu. Ele também alertou que a comunicação inadequada nas redes pode gerar consequências penais.
Protagonismo médico – A segunda mesa teve moderação de André Soares Dubeux. O conselheiro federal Eduardo Jorge da Fonseca Lima (PE) falou sobre “Liderança médica na defesa da saúde pública, da ciência e da ética”. Ele apontou quatro desafios atuais: a velocidade com que a informação circula; o ruído em que opinião compete com evidência; a complexidade das decisões clínicas; e a desconfiança em relação às instituições.
Por isso, defendeu que a liderança seja ensinada já na graduação e na residência. Ao tratar da defesa da saúde pública e da ciência, destacou a equidade no acesso, a atenção ao custo-efetividade e a transparência sobre os limites do conhecimento. “Comunicar incerteza é comunicar a verdade”, disse. Segundo ele, quem burocratiza a informação médica perde espaço para quem transmite informações equivocadas de forma mais clara.
Encerrando a mesa, Péricles Vasconcelos Brandão de Almeida, membro da Comissão de Humanidades Médicas do CFM, apresentou “Liderança social transnacional – O exemplo do Dr. Albert Schweitzer”. Ele reconstituiu a trajetória do médico, teólogo, filósofo e músico. Por volta dos 30 anos, Schweitzer decidiu cursar medicina e renunciou a uma carreira acadêmica e artística consolidada para atender populações africanas. Em 1913, partiu para o Gabão com a esposa, Helene Bresslau, e dedicou mais de 50 anos ao hospital de Lambaréné. “Ao heroísmo da ação voltada para a conquista e exploração, seria preciso opor a autodoação como prova de fraternidade”, afirmou Péricles.
CFM apresenta as fotografias vencedoras do II Concurso de Fotografias Juscelino Kubitschek




















CFM abre X Congresso de Humanidades Médicas com apelo à valorização da identidade médica

O Conselho Federal de Medicina (CFM) realiza, nesta quarta-feira (16), o X Congresso de Humanidades Médicas. O evento, on-line, é transmitido pelo Zoom para os inscritos previamente e, também, pelo canal do CFM no YouTube.
O congresso tem como tema central a “Valorização da Identidade Médica: Essência, Realidade e Futuro” e propõe debates sobre ética, comunicação, imagem profissional e o fortalecimento dos valores que orientam o exercício da Medicina.
A cerimônia de abertura contou com as falas do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, e da conselheira federal Maíra Pereira Dantas, coordenadora da Comissão de Humanidades Médicas do órgão e organizadora do evento.
O presidente defendeu a inclusão de uma disciplina de humanidades nas diretrizes curriculares dos cursos de Medicina. Segundo ele, falta ao médico brasileiro “ser mais humano” e escutar o paciente, já que a relação médico-paciente estaria se perdendo. Gallo afirmou que cabe ao CFM, como órgão normatizador e fiscalizador da profissão, se empenhar para que essa disciplina passe a integrar a grade curricular.
Maíra Dantas, por sua vez, contextualizou o tema do congresso a partir de uma reflexão sobre o papel da sensibilidade em um cenário marcado pela inteligência artificial e pela exigência de racionalidade. Para ela, preservar essa sensibilidade é “um ato de resistência”.
A conselheira recorreu a duas imagens simbólicas: a resiliência da água, que “vai traçando o seu curso”, e as gérberas, escolhidas para representar a identidade médica, associadas por ela ao “renascimento com suavidade e beleza”. A conselheira afirmou ainda que, independentemente dos recursos disponíveis em cada geração, o propósito da medicina permanece o mesmo: salvar vidas, aliviar dores e prover conforto.
CFM lança minidocumentário sobre o abandono da primeira faculdade de medicina do Brasil
O Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou, no dia 10 de setembro, durante o II Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina de 2026, no Espírito Santo, o minidocumentário “Alma Mater em Ruínas – o descaso com a Faculdade de Medicina da Bahia, a primeira faculdade de medicina do Brasil”. A produção é integralmente assinada pela Coordenação de Imprensa do CFM, sem custos adicionais aos médicos.
“A Faculdade de Medicina da Bahia não é apenas um prédio histórico. Ela é o berço da medicina brasileira. Quando decidimos produzir esse documentário, o objetivo do Conselho Federal de Medicina foi dar visibilidade a uma situação que nos preocupa profundamente, o estado de abandono de um patrimônio que pertence a todos os brasileiros, não apenas à comunidade médica”, conta Estevam Rivello, 2º secretário e diretor da Coordenação de Imprensa do CFM.
“Os depoimentos que vocês vão ver neste vídeo mostram com muita clareza o contraste entre o que essa faculdade já foi e o que ela corre o risco de se tornar, se nada for feito. O CFM entende que preservar a Faculdade de Medicina da Bahia é preservar a própria história da medicina no Brasil”, complementa.
Um dos personagens do vídeo, Jorge Cerqueira, conselheiro regional de medicina pelo estado da Bahia, demonstra sua preocupação e lembra da movimentação de décadas passadas: “Aqui era um lugar muito cheio de vida”.
O médico Antônio Alberto da Silva Lopes, que iniciou sua trajetória na instituição em 1970, reforça o contraste entre o passado e o presente: “Esses prédios que você está vendo hoje nessa situação estavam perfeitíssimos naquela época. Tudo estava intacto. Hoje, totalmente em ruínas”. Apesar do cenário, os depoimentos também trazem esperança de recuperação.
O vídeo completo pode ser assistido no canal do CFM no YouTube:
Fonte: Portal CFM, em 16.09.2026.