
A cerimônia reuniu membros do corpo editorial da revista ao longo de três décadas, autoridades, conselheiros e doutores em bioética do Brasil e de Portugal.
“Pronta para novos desafios, para décadas de contribuições com a ciência e para se manter como referência para o mundo acadêmico. É assim que a Revista Bioética chega aos seus 30 anos, confirmando sua vocação de estímulo ao conhecimento e à inovação que, desde sua origem, tem o apoio institucional do Conselho Federal de Medicina (CFM)”. Assim o presidente da autarquia, José Hiran Gallo, iniciou a cerimônia de celebração da Revista Bioética.
Realizada na sede do CFM neste dia 12 de julho, a solenidade reuniu editores, parecerista e integrantes do corpo editorial da revista ao longo de três décadas, autoridades nacionais e internacionais da área da saúde, membros dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina, além de doutores em bioética do Brasil e de Portugal.
Editor científico honorário da publicação, o professor português Rui Nunes destacou que “bioética é a ética da vida, é inclusão e as minhas primeiras palavras são de agradecimento ao CFM por convidar a mim e a colegas da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) para fazer parte desta revista, que sempre foi uma referência em bioética e hoje está em outro patamar, em muito graças ao empenho pessoal do presidente José Hiran da Silva Gallo. O ponto de partida já era muito elevado, mas, sob a direção dele, ganhou nova dimensão e expandiu para uma versão universalista. Hoje, para ser realmente líder, a revista precisa se firmar na ciência internacional e este é o objetivo e a nossa responsabilidade”.
A Revista Bioética é o único periódico brasileiro especializado no tema indexado em conceituadas bases de dados internacionais, tais como: SciELO, Latindex, Lilacs, DOAJ, Redalyc e, recentemente, Scopus. Neste momento, aguarda o resultado do processo de avaliação na plataforma Web of Science.
Editora-geral da publicação e 2ª secretária do CFM, Helena Leão pontuou que a medicina e a saúde sofreram muitas transformações desde a 1ª edição da revista, o que reforça a importância de valorização da ética, bioética e do biodireito. A diretora afirmou ainda que o respeito aos princípios bioéticos são determinantes para o enfrentamento de crises sanitárias.
A conselheira Tatiana Bragança, editora-geral da Revista entre outubro de 2019 e abril deste ano, lembrou que “o tempo que estive à frente da revista foi extremamente prazeroso e de grande aprendizado, pois vivenciamos a pandemia de covid-19 com todos os seus desafios. Mas, a revista seguiu expandindo, tanto que conquistamos a indexação na Scopus e iniciamos um novo processo avaliação”.
Homenagem – Comemorando os 30 anos da Revista Bioética dedicados à ciência, ao conhecimento, à medicina, ética e vida, o CFM entregou certificados e troféus em reconhecimento pela colaboração e parceria com a Revista Bioética.
Representando as categorias de editores, Corpo Editorial, pareceristas Ad Hoc e autores, os seguintes especialistas foram homenageados: Rui Nunes, Natália Oliva Teles, José Hiran Gallo, Helena Leão, Dilza Ribeiro, Tatiana Bragança, Sidnei Ferreira, Délio José Kipper, Joaquim Clotet, Giselle Gracindo, José Eduardo de Siqueira, Antônio Macena de Figueiredo, Luciana Dadalto e Elcio Luiz Bonamigo.
O álbum de fotos da cerimônia está disponível na página do CFM no flickr. ACESSE AQUI.
Programa Doutoral completa 15 anos e cinco médicos são titulados

No ano em que completa 15 anos, o Programa Doutoral em Bioética CFM/FMUP foi celebrado, em solenidade que titulou cinco médicos a doutores.
“Criado pela Universidade do Porto em 2007 e conveniado ao CFM, o programa, enquanto área multidisciplinar, busca também a transdisciplinaridade. Hoje tem estudantes de diferentes continentes e reconhecimento da cátedra internacional. Brasil e Portugal mostram ao mundo uma bioética moderna e plural”, afirmou o diretor do curso, Rui Nunes, que agradeceu ao CFM pelo empenho dedicado ao programa ao longo destes 15 anos e celebrou a realização desta cerimônia, que volta a ocorrer após dois anos suspenso pela pandemia de covid-19. O discurso do professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto foi durante a solenidade para celebração dos 15 anos do Programa Doutoral em Bioética, realizado nesta terça-feira (12), na sede do Conselho, em Brasília
Presidente do CFM, Hiran Gallo também celebrou: “eu sou o primeiro aluno do programa de doutorado e, no momento, há 116 inscrições ativas, sendo que a 12ª turma inicia nesta semana. Aos nossos alunos, deixo um conselho: sejam dedicados, perseverantes e ousados, exercitem seus talentos na seara da reflexão e tenham na dúvida uma companheira”.
António de Sousa Pereira é reitor da Universidade do Porto e, participando do evento, alertou que “a ética e a bioética são, cada vez menos, temas de exclusividade médica e que há um mundo completamente novo pela frente para o qual precisamos estar bioeticamente prontos. Há também um desafio de saúde, pois não há no mundo nenhum país economicamente capaz de atender integralmente à saúde de sua população e será preciso tomar decisões com base na ética. Também nesse sentido, é importantíssimo consolidar e expandir programas como este da Universidade do Porto com o CFM”.
A cerimônia contou também com a presença de Frank Ullrich Montgomery, presidente do Conselho da Associação Médica Mundial (WMA). “Temos que nos comprometer com a ética e a bioética face às mudanças que as sociedades, a saúde e a medicina têm pela frente. Outro desafio importante é achar um meio ético para dirimir as fakenews, que agem contra o conhecimento científico e vimos, durante a pandemia, como essas falsas informações impactaram negativamente na saúde mundial.
Desde o primeiro protocolo de convênio do Programa Doutoral CFM/FMUP, centenas de alunos já participaram das atividades propostas, sendo que 24 deles concluíram suas teses.
Na cerimônia, os médicos Ana Carolina de Lemos Tavares, Antônio Geraldo da Silva, Edson Luciano Rudey, Paulo Cezar Mariani e Rosylane Nascimento das Mercês Rocha foram titulados doutores em bioética pela Universidade do Porto.
Rosylane Rocha, 2ª vice-presidente do CFM e agora doutora em bioética, representou seus colegas afirmando que “este é um dos maiores desafios de nossas carreiras e, às vezes, pensamos: por que inventei isso? E é aí que precisamos nos reinventar e buscar ainda mais nossos professores e a equipe técnica que o CFM nos disponibiliza. Vale à pena! Esse caminho de estudo e pesquisa faz parte do nosso DNA médico. Obrigada! Nós alunos ficamos eternamente obrigados a agradecer aos nossos professores pelo aprendizado”.
O presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), César Eduardo Fernandes, afirmou que” hoje é um dia de júbilo para celebrar a Revista Bioética, motivo de orgulho para todos os médicos, e de parabenizar a todos que hoje serão outorgados pela conclusão do programa Doutoral em Bioética”. Fernandes também agradeceu à diretoria do Conselho “pela busca de sinergia e alinhamento de caminhos entre o CFM e a AMB, entidades que precisam buscar objetivos comuns se permitindo divergir com respeito”.
Outros 61 médicos receberam também o certificado pela conclusão do primeiro ano de curso. Acesse as fotos do evento na página do CFM no flickr. ACESSE AQUI.
Nota de esclarecimento: CFM ressalta compromisso dos médicos com a ética e a justiça
O Conselho Federal de Medicina (CFM) esclarece que, seguindo parâmetros previstos na legislação brasileira, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) já abriu procedimento para apurar denúncia contra médico preso em flagrante sob acusação de estupro.
“Cabe ao Conselho Regional de Medicina (CRM) do Estado onde ocorreu o fato conduzir a apuração por meio da abertura de sindicância, cuja conclusão pode levar à abertura de um processo ético profissional. Após julgamento, se houver condenação, o denunciado pode receber penas que vão até a cassação do exercício profissional. Em todas fases, é assegurado às partes direito à ampla defesa e ao contraditório”, esclarece.
Em nota, a autarquia ressalta o compromisso da imensa maioria dos médicos com a ética e a justiça. “Os Conselhos de Medicina são contra situações de abuso, preconceito e violência, devendo ser preservadas a saúde e a dignidade humana, em qualquer circunstância”.
Fonte: Portal CFM, em 12.07.2022.