
O Conselho Federal de Medicina (CFM) promoveu, na manhã desta quarta-feira (12), encontro com deputados e senadores na sede da Autarquia, em Brasília. O objetivo é buscar ações conjuntas para o fortalecimento da medicina e da saúde da população brasileira.
“Acreditamos que é uma excelente oportunidade de apresentarmos os projetos desenvolvidos pelo CFM e estreitarmos os laços entre os parlamentares de todo o país e a Autarquia”, declarou o presidente do CFM, José Hiran Gallo.
Os conselheiros irão tratar de projetos desenvolvidos pelo Conselho, como o levantamento sobre violência contra médicos e o Exame Nacional de Proficiência em Medicina. Os dois temas estão sendo tratados em projetos de lei que tramitam neste momento no Congresso Nacional.
Parlamentares destacam atuação firme do CFM em defesa da saúde dos brasileiros

|
|
|
|
|
|
Dezenas de deputados e senadores participaram, na manhã desta quarta-feira (12), de encontro do Conselho Federal de Medicina (CFM), em Brasília, e destacaram a atuação da autarquia em defesa da medicina, da saúde e dos pacientes no País.
Em discurso, o presidente do CFM, José Hiran Gallo, agradeceu a presença de todos e agradeceu aos parlamentares que trabalham em prol de melhores condições de atendimento para os médicos e população. “Recebemos a tarefa de trabalhar intensamente em defesa do exercício ético de nossa profissão e dos interesses da sociedade brasileira. Por isso, o Congresso Nacional e o Conselho Federal de Medicina são parceiros e precisam caminhar juntos”, disse Gallo.
O senador Dr. Hiran Gonçalves (PP-RR), presidente da Frente Parlamentar Mista da Medicina (FPMed), ressaltou que é importante que todos estejam unidos em defesa de pautas como a criação do Exame Nacional de Proficiência em Medicina e de projetos que aumentem a pena para quem agride profissionais de saúde em ambiente de trabalho.
O presidente da Frente Parlamentar Mista da Saúde, deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO), avalia que a participação dos médicos na política é fundamental para a construção de programas e ações do Estado. Calil observou que faltam médicos parlamentares no Legislativo brasileiro. “Eu chamo muita atenção para isso porque nós temos várias bancadas, como a do agronegócio, a da bala, a evangélica e por aí vai. Mas nós não temos uma de médicos”, comentou.
Já o deputado Doutor Luizinho (PP-RJ) criticou a Medida Provisória (MP) 1.286/24, publicada em 31 de dezembro de 2024 pelo governo federal, que promove uma distribuição desigual de reajustes salariais entre categorias da carreira TAE, concedendo apenas 4,5% de aumento para os médicos, enquanto outras categorias serão contempladas com um reajuste de 9%.
“Vamos lutar e corrigir isso para que os médicos tenham melhor índice de correção, como todas as outras carreiras de Estado. Junto com o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira, estaremos juntos em prol da saúde nessa medida provisória”, reforçou Doutor Luizinho, que é autor do projeto de lei que cria o Exame Nacional de Proficiência em Medicina.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE), líder do Bloco Parlamentar Vanguarda, por sua vez, afirmou que há temas emergenciais no Congresso Nacional que terão de contar com apoio do CFM, como o combate ao cigarro eletrônico. Ele destacou a coragem da autarquia em lidar com temas considerados mais polêmicos. “Temos que nos mobilizar. Estamos vendo a tragédia dos cigarros eletrônicos. Não podemos deixar aprovar o seu uso no Brasil”, sublinhou.
Na mesma linha, o senador Sergio Moro (União-PR) afirmou que não é possível ter prestação de saúde de qualidade no Brasil sem a participação de médicos no debate. “Não teremos boa medicina se nós não ouvirmos a classe médica. A gente está aqui em defesa de medidas que favoreçam a saúde. O atendimento à saúde no Brasil tem uma grande carência e a classe médica precisa ser valorizada”, declarou Moro.
O diretor da Segunda Diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Daniel Pereira, também participou do evento.
Fonte: Portal CFM, em 12.02.2025.




