
O presidente do CFM destacou aos conselheiros acreanos a importância da atuação junto aos poderes Executivo e Legislativo (Foto: ASCOM CRM-AC)
Em mais uma ação do projeto de integração e aproximação com os componentes do sistema conselhal, membros da Diretoria do Conselho Federal de Medicina (CFM) visitaram a sede do Conselho Regional de Medicina do Estado do Acre (CRM-AC). No encontro, os diretores conheceram as novas instalações da autarquia regional, que teve reinaugurados o auditório e a sala de reuniões e julgamentos, que passaram por ampla reforma; com modernização de cadeiras e mesas, iluminação, pintura, climatização e equipamentos de tecnologia.
Além do presidente da autarquia federal, participaram da reunião a 2ª vice-presidente, Rosylane Nascimento das Mercês Rocha; o 3º vice-presidente, Emmanuel Cavalcanti; a secretária-geral e conselheira federal pelo Acre, Dilza Teresinha Ambrós Ribeiro; o 2º tesoureiro, Carlos Magno Pretti Dalapicola; o coordenador jurídico José Alejandro Silva; a assessora parlamentar Gabriella Tavares; a chefe de gabinete da Presidência, Vilma Silva; e outros colaboradores da autarquia.
Ao dar início à plenária, o presidente do CFM agradeceu a receptividade e falou sobre a atuação da nova gestão da autarquia federal. Destacou o enfrentamento dos principais gargalos da profissão, como a garantia de condições de trabalho e uma formação de qualidade para os jovens médicos. E ressaltou a importância da defesa dos interesses da medicina pelo CFM junto a governos e ao parlamento.
Relações institucionais e governamentais – O trabalho realizado junto ao Congresso Nacional e ao Governo Federal, em ministérios como os da Saúde, Trabalho e Previdência, foi o tema apresentado pela assessora de Relações Institucionais e Governamentais do CFM, Gabriella Belkisse. Durante a visita, a consultora apresentou aos conselheiros do CRM-AC um panorama sobre o parlamento brasileiro e a importância chamar a atenção das autoridades para a causa médica, buscando a aprovação de propostas de interesse da medicina.
A assessora alertou para a tímida presença de médicos no Congresso Nacional, ressaltando que a Frente Parlamentar Mista da Medicina deveria ser reforçada, nas próximas eleições, por um número maior de defensores da causa médica. Após a apresentação, o presidente do CFM ressaltou a importância dessa relação com o Congresso e citou como exemplo a aprovação da lei que autorizou a telemedicina no País.
Modernização da rede – A diretora da Secretaria Geral do CFM, Dilza Ribeiro, apresentou aos conselheiros acreanos os projetos de modernização do sistema conselhal, como implantação de solução de segurança do data center, serviço de computação em nuvem, prescrição eletrônica desenvolvida pelo CFM, programa de capacitação técnica, assinatura eletrônica, processo administrativo eletrônico, sistema eletrônico de informação (SEI), governança corporativa, entre outras ações.
“Todos esses serviços que estão sendo disponibilizados aos Conselhos Regionais de Medicina não têm custo financeiro para os regionais. É um trabalho árduo, mas que estamos vendo resultado na maioria dos conselhos. Isso nos deixa muito feliz, porque estamos conseguindo fazer gestão, melhorar e modernizar os conselhos de medicina. Seremos incansáveis nesses dois anos que nos faltam nesse trabalho para que, realmente, a gente deixe todos os regionais participantes ativamente e com gestão dentro do sistema conselhal”, acredita a secretária-geral.
Ainda durante a plenária, o assessor jurídico do CRM-AC, Mário Rosas, apresentou as ações desenvolvidas pelo Conselho e resultados da atual gestão, no período de 2018 até agora. Foram repassados números de fiscalizações, registro de pessoa física e jurídica, dados da tesouraria, iniciativas em meio à pandemia, conquistas judiciais e outras ações.
Por fim, a presidente do CRM-AC, Leuda Dávalos, agradeceu a presença da diretoria do CFM e de todos os conselheiros. A diretora ressaltou a parceria e contribuição fundamental da autarquia federal para que os projetos do regional fossem colocados em prática, como as reformas que ocorreram na sede no ano passado e neste ano. “Esse é um momento muito especial. Quero agradecer imensamente à Dra. Dilza, uma inspiração para todos nós, e que nos ensinou a cuidar desse conselho com muito zelo, respeito e responsabilidade. Estamos seguindo isso”, finalizou a presidente do CRM-AC.
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Presidente do CFM apresenta estudo sobre migração de médicos do AC

Hiran Gallo destacou a falta de incentivos para fixação de médicos em estados menos desenvolvidos
Mais da metade dos médicos formados no AC não atua no estado. Levantamento realizado pelo CFM mostra que quase 63% dos profissionais optam por trabalhar em unidades de saúde de outras regiões do país, após a graduação.
Os dados foram apresentados pelo presidente do CFM em entrevista concedida à Rede Amazônica, durante a visita a Rio Branco. De acordo com o diretor, um dos principais motivos para que os médicos sigam para outras regiões é a falta de estímulos para garantir a permanência deles nos hospitais do estado acreano.
O levantamento do CFM aponta também que, dos 240 médicos formados no Acre entre 2018 e 2021, 151 partiram para outros estados assim que se formaram. O número corresponde a mais da metade dos profissionais e é o maior percentual de evasão entre todos os estados brasileiros.
Faltam condições atrativas – “Oferecem um salário e, muitas das vezes, não pagam aquele valor para o médico. Queremos não só um bom salário, mas também condições de trabalho. É inadmissível, em pleno século 21, sermos agredidos nas unidades públicas, como aconteceu no Rio de Janeiro que uma pediatra foi agredida e ninguém fez nada. Como presidente do conselho, estou pedindo às autoridades melhores condições de trabalho, uma política pública palpável e mais atrativa para que nossos estados pobres tenham médicos constantemente”, destacou o presidente.
Segundo Hiran Gallo, faltam políticas públicas para incentivar esses profissionais a se manterem nos estados mais pobres, a exemplos do Acre, Rondônia, Roraima e outros. “É preocupante a situação, temos hoje 563 mil médicos no Brasil e, lamentavelmente, a maioria deles procura esses estados mais pujantes, onde tem condições de vida melhor com praia, cinema, teatro e é o que falta em nosso estado. Para que isso aconteça, não adianta só chegar e fazer promessas e não cumprir essas promessas”, lamentou.
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Fonte: Portal CFM, em 09.08.2022.