Fórum do CFM debate a implementação do Programa Nacional de Rastreamento do Câncer Colorretal

O papel das equipes de saúde da família na detecção do câncer colorretal e o que as entidades médicas podem fazer para melhorar o rastreamento e o tratamento desse tipo de neoplasia foram alguns dos temas debatidos nas duas últimas mesas do I Fórum de Endoscopia Digestiva e Coloproctologia do CFM, que também contou com a participação do senador e presidente da Frente Parlamentar Mista da Medicina, Hiran Gonçalves.
O evento já está disponível na plataforma de YouTube do CFM e pode ser visto AQUI
Em sua participação, o senador elogiou as entidades médicas e o Conselho Federal de Medicina (CFM) pela defesa de um programa brasileiro de rastreamento do câncer colorretal, a ser votado esta semana pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). “A aprovação pela Conitec será um grande passo. A etapa seguinte será garantir o financiamento. Podem contar comigo nesta luta”, garantiu.

Formação de especialistas – O “Papel da Formação Educacional na Prevenção do Câncer Colorretal”, foi o tema da palestra do Secretário Adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Jerzey Timóteo Ribeiro Santos. Em sua apresentação, ele mostrou que o governo tem conseguido aumentar a detecção do câncer colorretal no país, “mas ainda sofremos com a falta de profissionais, daí porque precisamos formar mais especialistas”, afirmou.
Jerzey Timóteo também defendeu uma maior participação dos médicos de família e comunidade na detecção dos cânceres e acompanhamento dos pacientes. “É preciso que seja dado seguimento ao tratamento iniciado nos centros especializados”, defendeu. Ele informou que, em parceria com instituições como AC Camargo, o governo tem oferecido cursos sobre oncologia para as equipes de saúde da família.

Sociedades Médicas – “Prevenção do Câncer Colorretal no Brasil: como as entidades médicas podem liderar essa transformação?”, foi o tema da palestra do presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Eduardo Guimarães Hourneaux de Moura, que apresentou propostas para melhorar os índices de cura dos pacientes com câncer.
“Como sociedade médica, temos de traduzir as evidências científicas em cuidado ao paciente. É nosso papel fazer a alfabetização em saúde”, afirmou. Ele também cobrou a implementação de políticas de rastreamento e tratamento do câncer colorretal. “O Estado não pode chamar o paciente, detectar o problema e abandoná-lo depois”, criticou.

Ao final do I Fórum de Endoscopia Digestiva e Coloproctologia do CFM, o coordenador da Câmara Técnica, conselheiro federal Nailton Jorge Lyra, elogiou a qualidade dos debates. “Saímos daqui com várias propostas de como deve ser feita a prevenção e o tratamento de um câncer que, se detectado precocemente, tem um excelente percentual de cura. Vamos levá-las ao Ministério da Saúde e trabalhar para que as Diretrizes Brasileiras de Rastreamento do Câncer de Cólon e Reto sejam implementadas o mais rapidamente possível”, afirmou.
CFM participa de audiência pública para debater a Política Nacional de Combate a Doenças Cardiovasculares

O Conselho Federal de Medicina (CFM) participou, nesta terça-feira (9), de audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal. O encontro teve como principal objetivo instruir e debater o Projeto de Lei nº 3941, de 2025, que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle das Doenças Cardiovasculares.
Conselheira federal suplente pelo estado do Paraná, Viviana Lemke representou a autarquia. “O CFM está aqui não como um espectador, mas como um partícipe ativo e responsável, na construção de uma política pública que salvará milhares de vidas”, afirmou. A médica cardiologista ainda enalteceu o PL e colocou o Conselho Federal de Medicina à disposição do Senado para contribuir com o texto final.
Também estiveram presentes representantes do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), do Instituto Lado a Lado Pela Vida e do Movimento Unidos Pelo Coração.
CFM lança inteligência artificial para revolucionar a fiscalização médica no Brasil

Pioneiro na adoção de um roteiro unificado de fiscalização, o Conselho Federal de Medicina (CFM) dá mais um passo à frente na modernização do sistema conselhal e apresenta uma solução de Inteligência Artificial (IA) desenvolvida para potencializar as ações de fiscalização realizadas pelos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) em todo o país. Uma ação pioneira no Brasil e no mundo.
O novo módulo de IA da Plataforma Nacional de Fiscalização foi lançado na sede do CFM nesta terça-feira (9) e marca uma nova era na supervisão das atividades médicas, ampliando a capacidade de análise, monitoramento e identificação de situações que exigem atuação dos órgãos de fiscalização. A expectativa é de que a produtividade do sistema aumente em 30%.
“Com o uso da Inteligência Artificial, ampliaremos significativamente a capacidade operacional dos CRMs, tornando as fiscalizações mais ágeis, inteligentes e eficientes. Estamos incorporando tecnologia de ponta para fortalecer a proteção da boa prática médica e contribuir para um ambiente mais seguro para profissionais e pacientes”, destaca Jeancarlo Cavalcante, 3º vice-presidente e head do Departamento de IA do CFM.
Tecnologia a serviço da excelência – Desenvolvida em conformidade com as Resoluções CFM nº 2.056/13 e nº 2.454/26, além de outras normas que regem a atividade médica, a nova ferramenta utiliza inteligência própria para identificar padrões, cruzar informações e apontar possíveis inconformidades de forma rápida e precisa.

A plataforma integra dados provenientes das bases institucionais do CFM e dos CRMs, históricos de vistorias, cadastros profissionais, informações públicas de estabelecimentos de saúde, além de conteúdos disponibilizados em ambientes digitais e redes sociais. Essa integração permite análises mais completas, fortalecendo a tomada de decisão e aumentando a efetividade das ações fiscalizatórias.
Todo o tratamento das informações observa rigorosamente os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo segurança, privacidade e anonimização dos dados processados.
Monitoramento inteligente e atuação estratégica – Entre as principais funcionalidades da nova solução está a busca automatizada em ambientes digitais, permitindo a identificação de indícios de exercício irregular da medicina e os falsos médicos, publicidade em desacordo com as normas éticas e outras situações que demandem avaliação dos órgãos de fiscalização.
As informações identificadas pela inteligência artificial vão passar obrigatoriamente pela análise técnica dos departamentos de fiscalização dos CRMs, que permanecem responsáveis por todas as medidas administrativas e institucionais cabíveis.
Uma trajetória contínua de inovação – A implantação da IA representa mais um capítulo no processo de modernização da fiscalização médica brasileira, iniciado em 2013 com a padronização nacional dos roteiros de vistoria e a digitalização dos procedimentos de campo.
Nos últimos anos, o sistema avançou com a migração dos dados para a nuvem e a criação do Espaço do Fiscalizado, ambiente digital que proporciona mais transparência e permite o acompanhamento das fiscalizações pelos responsáveis técnicos e gestores dos estabelecimentos de saúde.

O sistema de fiscalização do CFM e CRMs, que é referência nacional e internacional, tendo sido premiado ano passado com o Prêmio Justiça e Saúde do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), inaugura agora um outro patamar, mais preventivo, estratégico, integrado e orientado por evidências.
Agora, com recursos de inteligência artificial, análises preditivas e cruzamento avançado de dados, o CFM amplia sua capacidade de atuação e consolida sua posição como referência em inovação entre os conselhos profissionais brasileiros e exemplo de atuação regulatória para o mundo.
“Estamos construindo uma fiscalização cada vez mais moderna, estratégica e orientada por dados. A tecnologia nos permitirá atuar com maior precisão, ampliar nosso alcance e antecipar situações que exigem atenção, sempre em benefício da sociedade e da qualidade da assistência médica”, afirma Jeancarlo Cavalcante.
Após resultados positivos nos testes realizados pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte, o novo módulo passa a ser disponibilizado gradualmente para todos os Conselhos Regionais de Medicina, acompanhando um cronograma nacional de capacitação e treinamento.
Assista às apresentações do I Fórum de Endoscopia Digestiva e Coloproctologia
Fonte: Portal CFM, em 09.06.2026.