
Única instituição acreditadora de faculdades de medicina no Brasil, o Sistema de Acreditação de Escolas Médicas do CFM (Saeme/CFM) vai entregar o certificado a mais onze escolas médicas no próximo dia 10 de julho. Receberão a certificação, faculdades de São Paulo, Santa Catarina, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Paraná, Goiás e Ceará. Com isso, serão mais 59 faculdades de medicina brasileiras acreditadas. Para obter o certificado, a universidade se inscreve gratuitamente e é avaliada por uma equipe técnica do Saeme/CFM.
A entrega do certificado faz parte da programação do I Encontro de Escolas Acreditadas do Saeme/CFM, a ser realizado no dia 10 de julho, das 8h às 18h, na sede do CFM, em Brasília, que terá como tema, “Formando uma rede de boas práticas educacionais”.
Durante o evento, também será realizada uma conferência sobre a acreditação de escolas médicas no Brasil e no mundo, seguida de uma mesa redonda em que representantes das escolas médicas já acreditadas pelo Saeme/CFM vão compartilhar experiências e iniciativas de sucesso, mostrando como a acreditação melhorou o ensino. No horário da tarde, os participantes vão se reunir em grupos de trabalho para debater o aprimoramento dos instrumentos e do processo de acreditação.
Funcionamento – Criado em 2016, o Saeme/CFM é custeada integralmente pelo CFM, sendo totalmente gratuito para as universidades. A faculdade portadora do certificado recebe um selo de qualidade, também reconhecido pela World Federation for Medical Education (WFME), entidade internacional que congrega instituições acreditadoras de escolas médicas no mundo e que no Brasil só certificou o Saeme/CFM.
Ao manter o Saeme, o CFM dá uma importante contribuição para melhorar a qualidade do ensino de medicina no Brasil, já que são examinados aspectos cruciais, como o contexto e política institucional, projeto pedagógico, programa educacional, corpo docente e discente, além do ambiente educacional. O certificado tem validade de seis anos, o que incentiva as instituições acreditadas a manter a qualidade elevada.
O coordenador do Saeme/CFM, conselheiro federal Donizetti Giamberardino, esclarece que o Saeme/CFM é um importante indicador sobre a qualidade da escola médica e aconselha os pais e estudantes a procurarem escolas médicas que tenham sido acreditadas pelo CFM.
O processo de avaliação não é classificatório. Ou seja, não há um ranking dos melhores ou piores, mas há uma avaliação se a escola atingiu os conceitos de suficiente ou insuficiente nos aspectos analisados. Esse enfoque permite a identificação das áreas que atendem aos padrões esperados, mas também das que demandam melhorias.
Inicialmente, as escolas preenchem um questionário online sobre gestão educacional, programa educacional, corpo docente, corpo discente e ambiente educacional. Posteriormente, uma equipe técnica analisa esses dados. Em uma fase subsequente, uma equipe composta por quatro avaliadores, incluindo um representante discente, realiza uma visita presencial ao curso.
Após a visita presencial, é apresentado um relatório para a instituição de ensino, incluindo o parecer final da avaliação. Esse ciclo de avaliação e feedback contribui para o contínuo aprimoramento dos cursos de medicina, garantindo padrões elevados de qualidade no ensino.
Os cursos são categorizados em três grupos: Acreditado, Acreditado com Ressalvas e Não Acreditado. Essa classificação reconhece as instituições que atendem aos padrões estabelecidos, as que têm áreas de excelência e as que precisam de aprimoramento.
“O Saeme/CFM não apenas atesta a qualidade das escolas médicas, mas também impulsiona um movimento de melhoria constante, garantindo que os futuros médicos brasileiros estejam preparados para enfrentar os desafios complexos da prática médica” frisa o presidente do CFM, José Hiran Gallo.
Escolas que receberão o certificado de acreditação Saeme/CFM

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CFM atualiza resolução que regulamenta a emissão de atestado médico

A emissão de atestados médicos foi atualizada e agora os pacientes terão de apresentar um documento com foto para que o médico possa fornecer qualquer documento médico. Essa é uma das mudanças trazidas pela Resolução CFM n 2.381/24, publicada no Diário Oficial recentemente, que normatiza a emissão de documentos médicos. Com isso, foi revogada a Resolução CFM n 1.831/08, que regulamentava a emissão de atestados médicos. n
A Resolução CFM n 2.381/24 pode ser acessar AQUI.
Ao contrário da norma anterior, a Resolução atual também normatiza a emissão de outros documentos. Agora, estão regulamentados a emissão de atestado médico de afastamento, atestado de acompanhamento, declaração de comparecimento, atestado de saúde, atestado de saúde ocupacional (ASO), declaração de óbito, relatório médico circunstanciado, relatório médico especializado, parecer técnico, laudo médico-pericial, laudo médico, solicitação de exames e resumo ou sumário de alta.
A nova resolução deixa claro que os demais documentos médicos não abrangidos explicitamente pela Resolução CFM n 2.381/24 devem apresentar, pelo menos, o nome e CRM do médico; Registro de Qualificação de Especialistas, quando houve; identificação do paciente (nome e número do CPF, quando houver), data de emissão; assinatura e carimbo ou número de registro no CFM, quando o documento for manuscrito; assinatura qualificada do médico, quando o documento for eletrônico; dado de contato profissional (telefone ou e-mail) e endereço profissional ou residencial do médico.
Na exposição de motivos, a relatora da Resolução, Rosylane Rocha, explica que os documentos médicos gozam de presunção de veracidade e têm valor administrativo, médico-legal e sanitário. Ao reunir a normatização de vários desses documentos em uma única Resolução, o CFM proporciona maior clareza sobre o que cada documento médico representa e como deve ser preenchido.
Um dos destaques é a diferenciação entre o relatório de atendimento e o relatório mais completo, permitindo que o médico seja remunerado pelo documento mais completo. A Resolução CFM n 2.381/24 também deixa claro que se há mais de seis meses o médico não acompanha o paciente, não tem direito a um relatório, tendo de passar por nova consulta. Outra mudança importante, segundo Rosylane Rocha, é a de que o paciente deve mostrar um documento de identificação com foto, o que dá mais segurança ao médico.
CFM inicia pesquisa sobre o uso de Inteligência Artificial na medicina
O Conselho Federal de Medicina (CFM) inicia nesta segunda-feira (08) uma pesquisa sobre o uso da inteligência artificial (IA) na prática médica. A iniciativa visa compreender como a IA está sendo incorporada no dia a dia dos profissionais médicos e os impactos dessa tecnologia na sua relação com os pacientes.
A IA é um campo da ciência da computação que desenvolve sistemas capazes de realizar tarefas que, tradicionalmente, requerem a inteligência humana. Na medicina, a IA pode auxiliar em diagnósticos, prever desfechos clínicos, personalizar tratamentos e otimizar processos administrativos, entre outras aplicações.
O CFM assegura que todas as informações fornecidas serão tratadas com o mais absoluto sigilo e anonimato. Os dados coletados serão utilizados exclusivamente para fins analíticos, e nenhuma informação pessoal ou identificável será divulgada.
O levantamento dessa percepção dos médicos sobre IA continuará pelos próximos dias. Poderão participar todos os médicos que fizerem parte da amostra selecionada e receberem e-mail com o link para a votação.
A participação do médico brasileiro é importante para o avanço da medicina e para a integração segura e eficaz da inteligência artificial com a prática médica.
Em caso de dúvidas, encaminhe mensagem ao seguinte e-mail:
Fonte: Portal CFM, em 08.07.2024.