O PP-3 é um plano de Contribuição Definida (CD), ou seja, nesta modalidade, cada participante possui o seu próprio saldo de conta. É muito importante acompanhar a gestão dos investimentos da carteira do plano, pois o valor das cotas é atualizado de acordo com a valorização patrimonial, que está diretamente relacionada com o desempenho dos ativos investidos.
Para você conhecer melhor como estamos gerindo os investimentos do seu plano, conversamos com o nosso gerente de Macroalocação, Rainielson Faustino, que abordou temas como governança e desempenho dos investimentos.
1 - Como está o desempenho dos investimentos do PP-3 em 2023?
Até novembro, a rentabilidade prévia acumulada do PP-3 foi de 12,3%, superior ao CDI, que rendeu 12,0% no período, e superior ao índice de referência de 7,9% (IPCA + 4% a.a.), que prevê o rendimento necessário para a sustentabilidade do plano com os compromissos de longo prazo. O ganho real, ou seja, descontada a inflação, foi de 8,2%. Na comparação com outros planos administrados pela Petros, o PP-3 registrou um dos melhores resultados. O desempenho ainda se encontra um pouco aquém do objetivo de retorno, calculado pelo CDI + 2% ao ano (a.a), que acumula 14,09%, em razão de estar alto por causa da taxa Selic e, principalmente, pelo impacto da carteira de empréstimos.
2 - Então, o não atingimento do objetivo de retorno não significa que o plano está indo mal.
Exatamente. Para fins de benefício dos participantes, o índice de referência acaba sendo mais relevante. O objetivo de retorno é um parâmetro para a gestão. Nos planos CDs, dado o critério de contabilização a mercado e as próprias características dos planos, é comum avaliarmos a performance em relação ao CDI e, por isso, realizamos a divulgação comparando com o CDI + 2%. Fundos de Investimentos em Multimercados e fundos previdenciários abertos têm tido bastante dificuldade de superar o CDI neste ano, mas o PP-3 tem apresentado uma rentabilidade expressiva. Para se ter uma ideia, em média, o PP-3 vem apresentando retorno de mais de 1% ao mês, sendo um dos planos com a maior rentabilidade da Petros. O objetivo de retorno é que está alto, por causa da taxa Selic. Mas estamos gradualmente convergindo para esse objetivo, buscando sempre a adequação de risco do plano frente ao desafio.
3 - Como é composta a carteira de investimentos do plano?
A maior parte da carteira do PP-3 está alocada em renda fixa (67,4%), principalmente em fundos de investimentos geridos pela Petros e por gestores terceirizados. No ano, o segmento acumula rentabilidade prévia de 14,1%. A renda variável representa 10,7% da carteira, teve rentabilidade de 13,8% no ano, e os investimentos estruturados, que representam 13% da carteira, acumulam ganhos de 6,63%.
O segmento de operações com participantes, que representa os empréstimos, tem impactado negativamente o desempenho da carteira, com rentabilidade acumulada de 3,81%. Esse resultado é explicado pela inadimplência, que é alta no plano.
4 - O que a Petros está fazendo para resolver essa questão da inadimplência?
Para a melhor gestão do plano, estamos avaliando formas de resolver essa questão, que foi intensificada a partir da migração, pois alguns participantes não tiveram mais as parcelas do empréstimo descontadas automaticamente por causa da redução na margem consignável. Uma das medidas é fazer o desconto parcial, ou seja, a cobrança do valor limite da margem consignável, mesmo que ela não seja suficiente para quitar a parcela integralmente. E o valor excedente será cobrado via boleto bancário. Essa medida foi adotada como forma de mitigar o impacto da inadimplência na carteira do PP-3 e beneficiar todos os participantes do plano. Outra forma de lidar com a inadimplência é o refinanciamento da dívida, de forma a alongar o prazo de pagamento do contrato para que as parcelas sejam menores e caibam na margem consignável. Todos os participantes serão comunicados futuramente sobre o assunto.
5 - Por que o PP-3 não fez parte da estratégia de imunização?
Em razão da modalidade do plano. Segundo a legislação anterior à criação do PP-3, os planos de contribuição definida não podem fazer alocações em títulos públicos marcados na curva, que não estão sujeitos às oscilações do mercado. Por esse motivo, o plano, apesar de maduro, não teve a carteira imunizada como os planos de benefício definido. Para o PP-3, o que nós fizemos para dar mais segurança ao plano foi atrelar ao CDI, justamente para ter uma redução de risco, que é necessária para o valor da cota do participante não sofrer uma volatilidade muito grande.
6 - Como funciona a governança dos investimentos do PP-3?
Tudo começa no desenho da Política de Investimentos, que é da alçada do Conselho Deliberativo. Essa política norteia as principais estratégias de alocação. Ela é elaborada anualmente considerando as características do plano e outras variáveis, como o cenário macroeconômico e as avaliações de risco e retorno das classes de ativo com um horizonte de longo prazo. Para acompanhar a nossa gestão dos investimentos, a Petros possui uma estrutura robusta de colegiados, com o Comitê de Investimentos e o Comitê de Riscos, que possuem membros independentes com grande experiência no mercado.
7 - Como o participante pode acompanhar o desempenho dos investimentos?
A Petros disponibiliza diversas ferramentas de acompanhamento, sendo a principal delas o Painel de Investimentos, no Portal Petros, que é atualizado todo dia 12 com os resultados prévios do mês anterior, com o total dos investimentos e por segmento, objetivo de retorno e comparação com outros benchmarks do mercado. Importante esclarecer que os dados de resultados dos planos possuem fluxos de governança e, portanto, prazos distintos de publicação. Por isso, algumas publicações podem ter defasagem, quando comparada com o painel de investimentos, pois alguns apresentam a prévia de rentabilidade e outros o dado fechado do resultado do plano. Para compreender as estratégias para a gestão do plano, recomendamos também acessar a Política de Investimentos do PP-3, que está disponível na Área do Participante.
Petros adere aos Princípios para o Investimento Responsável da ONU
A Petros se tornou signatária dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI, na sigla em inglês), uma iniciativa de grandes investidores em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) em prol do desenvolvimento sustentável, incorporando aspectos ambientais, sociais e de governança (ASG) na tomada de decisão de investimentos. A adesão ao PRI reitera o nosso compromisso com o desenvolvimento responsável e sustentável, em busca dos melhores retornos dos investimentos no longo prazo.
O PRI conta atualmente com 5.391 signatários em cerca de 100 países. As instituições signatárias do PRI precisam responder, a cada ano, um questionário detalhado sobre como os critérios ASG estão incorporados à gestão de seus investimentos. Na Petros, o processo de adesão ao código foi iniciado em outubro do ano passado, quando foi assinada uma declaração de comprometimento de seguir os princípios do PRI pelo nosso presidente, Henrique Jäger, e pelo nosso diretor de Investimentos, Paulo Werneck. Na sequência, foram enviados dados para a instituição responsável pelo PRI, que aprovou a nossa adesão ao código.
Ao aderir voluntariamente à iniciativa, a Fundação se compromete em colocar em prática os seis Princípios para o Investimento Responsável. São eles:
- Incorporar os temas ambiental, social e de governança (ASG) às análises de investimentos e aos processos de tomada de decisão
- Ser proativa e incorporar os temas ESG às políticas e práticas de propriedade de ativos
- Buscar sempre fazer com que as entidades nas quais a Petros investe divulguem suas ações relacionadas aos temas ASG
- Promover a aceitação e a implementação do PRI dentro do setor de investimentos
- Trabalhar para ampliar a eficácia na implementação dos Princípios
- Divulgar relatórios sobre atividades e progresso da implementação do PRI
Além do PRI, a Petros também segue o Código Brasileiro de Governança Corporativa do IBGC e os princípios do Código de Stewardship da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), além de possuir o selo do Código de Autorregulação em Governança Corporativa da Abrapp.
Fonte: Petros, em 09.01.2024.