Instituto Ética Saúde apoia Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil
Idealizada pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), membro do Conselho Consultivo do Instituto Ética Saúde (IES), a iniciativa vai revelar os 100 melhores hospitais públicos do Brasil, com premiação dos 10 primeiros colocados prevista para maio de 2026.

Além do apoio do Instituto Ética Saúde, o prêmio — que busca reconhecer e divulgar as melhores práticas de gestão e assistência à saúde na rede pública hospitalar do país — conta com a parceria da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
Para Filipe Venturini Signorelli, diretor executivo do Instituto Ética Saúde, a iniciativa contribui diretamente para o fortalecimento da gestão pública em saúde. “Reconhecer boas práticas na rede hospitalar pública é fundamental para incentivar a melhoria contínua dos serviços, ampliar a transparência e valorizar instituições que atuam com responsabilidade, ética e compromisso com o paciente. O prêmio também estimula a adoção de critérios objetivos de gestão e qualidade, alinhados aos princípios do SUS”, afirma.
A lista dos hospitais indicados ao Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil será divulgada em janeiro e considerará serviços hospitalares das esferas federal, estadual e municipal, com atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Os 100 hospitais concorrentes incluem unidades gerais — adultas ou pediátricas — e hospitais especializados nas áreas de ortopedia, oncologia, cardiologia e maternidade, todos com mais de 50 leitos e produção registrada no Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Ministério da Saúde entre agosto de 2024 e julho de 2025. Hospitais psiquiátricos e de longa permanência não serão incluídos.
Para a definição dos 100 finalistas, serão aplicados critérios como acreditação hospitalar, taxa de ocupação, taxa de mortalidade, disponibilidade de leitos de terapia intensiva e tempo médio de permanência dos pacientes, entre outros indicadores.
A relação dos hospitais selecionados será posteriormente ranqueada com base em uma pesquisa independente de satisfação dos pacientes, no nível de acreditação dos serviços e nas informações de compliance fornecidas pelas instituições. Também será considerada uma avaliação de eficiência, que cruzará os dados de atendimento com a disponibilidade de recursos financeiros.
Diretor executivo do Instituto Ética Saúde participa como debatedor do VI Congresso Ibero-Americano de Doenças Raras
Com o tema “O Paciente Raro na Ponta da Língua”, o evento teve como foco central ampliar a escuta ativa dos pacientes e fortalecer a construção de políticas públicas voltadas à garantia de acesso, tratamento e cuidado integral.

O VI Congresso Ibero-Americano de Doenças Raras, realizado entre os dias 24 e 26 de novembro, na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), reuniu especialistas, pacientes, lideranças públicas e representantes internacionais para discutir os principais desafios e avanços no campo das doenças raras.
Entre os debatedores convidados esteve Filipe Venturini Signorelli, diretor executivo do Instituto Ética Saúde (IES), que contribuiu com reflexões sobre ética, transparência e responsabilidade institucional na formulação de políticas públicas para o atendimento às pessoas com doenças raras. Sua participação integrou os debates realizados ao longo dos dois dias de programação oficial do Congresso, nos dias 25 e 26 de novembro.
Para Signorelli, o Congresso reafirma a importância de colocar o paciente no centro das decisões. “Debater doenças raras exige escuta qualificada, compromisso ético e articulação entre poder público, sociedade civil e setor da saúde. A voz do paciente precisa ser considerada de forma efetiva na construção de políticas públicas que garantam acesso, diagnóstico oportuno e tratamentos adequados. Devemos destacar a importância para políticas públicas em doenças raras que promovam o letramento científico da população, garantir que todos tenham ‘acesso ao acesso’, ou seja, que tenham a capacidade, compreensão e à autopercepção do próprio corpo, para que assim, consigam trilhar os caminhos mais assertivos que garantam melhores resultados nos tratamentos. Participar deste Congresso como debatedor foi uma oportunidade de contribuir para um diálogo plural, técnico e humano”, destacou.
O evento foi uma iniciativa da Frente Parlamentar de Doenças Raras da CLDF, presidida pelo deputado Eduardo Pedrosa, em parceria com a Associação Maria Vitória de Doenças Raras (AMAVI Raras) e a Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras (FEBRARARAS), com transmissão e cobertura pela TV Câmara Distrital.
Durante a programação, foram realizados painéis e debates sobre novas tecnologias diagnósticas, terapias inovadoras, cuidados paliativos, saúde mental, marcos legais, acesso ao SUS e modelos internacionais de atenção às doenças raras. Um dos destaques foi a Tenda Conecta Rara, espaço dedicado ao intercâmbio de experiências, soluções e tecnologias sociais entre países da Ibero-América.
Outro momento relevante foi o Raro Talks, realizado no dia 24 de novembro, que abriu a programação com relatos de pacientes raros, promovendo reflexões sobre inclusão, superação e a necessidade de políticas públicas mais sensíveis às realidades vividas pelas famílias.
O VI Congresso Ibero-Americano de Doenças Raras foi transmitido pelo canal da TV Câmara Distrital no YouTube, onde o conteúdo permanece disponível ao público.
Exame de Proficiência Médica - PL 650/2007 foi pauta de reunião em Brasília
Proposta legislativa que visa incluir na legislação a obrigatoriedade de um exame de proficiência para médicos antes de obterem o registro profissional e poderem exercer a Medicina no Brasil foi tema central da discussão.

A Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) em conjunto com a Frente Parlamentar Mista da Saúde (FPMS) reuniram profissionais, legislativo e demais público interessado no tema, para debater sobre o Exame de Proficiência Médica - PL 650/2007, no dia 02 de dezembro, em Brasília. Neste sentido, o instituto Ética Saúde, como responsável pela secretaria-executiva da FPMS, esteve presente nesta importante discussão, e pode contribuir, como parte interessada, para a promoção e materialização da ética na formação dos futuros profissionais médicos, assim como já vem trabalhando em outras frentes similares.
O objetivo da reunião foi promover a discussão temática sobre o Exame de Proficiência Médica, cuja ideia central é dialogar com instituições e profissionais que possuem conhecimento técnico para apresentação de contribuições voltadas à construção do parecer final do PL nº 650/2007, a ser apresentado pelo relator, Deputado Dr. Zacharias Calil.
Por se tratar de uma das temáticas mais relevantes que envolvem a prática da medicina na atualidade, o assunto foi amplamente debatido, com a apresentação de conteúdos técnicos e indicadores para tornar-se ponto fundamental na construção do posicionamento do relator considerando as diversas perspectivas existentes.
Para o diretor executivo do Instituto Ética Saúde, Filipe Venturini Signorelli, “estar presente nesta discussão é de fundamental importância pois, discutir qualidade, segurança do paciente e responsabilidade com a sociedade é um dos papéis do IES. As instituições de saúde lidam diariamente com os impactos diretos da formação profissional na assistência prestada, e sabemos que a variabilidade na qualidade da formação médica é hoje um desafio concreto.”
Fonte: Instituto Ética Saúde, em 18.12.2025.