Estamos em contagem regressiva para conhecer os vencedores do 14° Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar. O evento, em formato online e com transmissão ao vivo, será no dia 11 de dezembro, das 10h30 às 12h30.
Assim como em anos anteriores, o IESS realiza junto com a cerimônia de premiação, um debate sobre um tema relevante para o setor. Nesta edição, teremos a presença de especialistas em nosso evento virtual: Mudanças Climáticas e os Impactos na Saúde. Está cada vez mais claro que o desenvolvimento descontrolado, a exploração dos recursos naturais e todo o desequilíbrio ambiental poderão incorrer em novas pandemias, em mudanças ainda mais severas do perfil epidemiológicos, que tem efeitos diretos em todo o sistema de saúde público e privado.
Na oportunidade, receberemos dois palestrantes para aprofundar esse assunto de suma importância: Ingrid Cicca, gerente corporativa de sustentabilidade e meio ambiente na Rede Dor, coordenadora do GT ESG da ANAPH e membro do conselho do projeto Hospitais Saudáveis. O outro profissional é Vital de Oliveira Ribeiro Filho, presidente do conselho da Associação Projeto Hospitais Saudáveis (PHS), que atua há 38 anos com gestão de Resíduos de Sólidos e nos últimos 15 anos com mudança do clima, energia e compras sustentáveis no setor saúde.
Mediado pelo superintendente executivo do IESS, José Cechin, o painel de debate terá como comentaristas Alberto Ogata que é médico, doutor em saúde coletiva (USP) e mestre em medicina (UNIFESP) e também Emmanuel Lacerda, superintendente de saúde e segurança na Indústria no Sesi Nacional.
Premiação
Os autores dos melhores trabalhos acadêmicos nas três categorias estabelecidas: Economia, Direito, e Promoção da Saúde, Qualidade de Vida e Gestão de Saúde, serão contemplados com R$ 15 mil para os 1º colocados e R$ 10 mil para os 2º colocados em cada categoria.
O Prêmio IESS é considerado a principal premiação do País para trabalhos acadêmicos com foco na saúde suplementar. O evento se consolidou nesse segmento no período de mais de uma década, resultando em mais de 70 pesquisas premiadas e algumas centenas de estudos avaliados.
Serviço:
TD do IESS mostra crescimento da demanda por serviços de saúde entre os jovens
Nosso novo trabalho identifica um cenário preocupante para a saúde suplementar: o crescimento de demanda por serviços de saúde, de forma cada vez mais precoce, entre os beneficiários mais jovens (faixas etárias de 0 a 18 anos e de 19 a 23 anos). Por outro lado, o mesmo trabalho constata que beneficiários de faixa etária mais idosa, de 59 anos ou mais, ainda não retomaram os padrões de consultas e exames verificados anteriormente à pandemia de Covid-19, ao mesmo tempo em que continuam sendo, naturalmente, o grupo de beneficiários com maior prevalência nas internações.
Os dados constam do “Texto para Discussão 108 – Análise do Prêmio de Risco e da Frequência de Utilização em Planos Individuais: Contribuições para o Debate sobre a Regulação de Preços na Saúde Suplementar”, que acabamos de disponibilizar. As descobertas trazidas pelo estudo indicam para a potencial necessidade, futura, de revisar a precificação e os reajustes dos planos de saúde conforme a faixa etária.
Como se sabe, o sistema de saúde suplementar se assenta sobre o princípio do “mutualismo”, no qual as pessoas mais saudáveis e que demandam menos por serviços de saúde (em sua maioria jovens) subsidiam os custos provocados pelas necessidades de serviços para quem precisa de mais assistência à saúde (majoritariamente, mais idosos). Esse princípio é o que garante o equilíbrio do sistema, de modo a garantir acesso e permanência no sistema dos mais jovens e dos idosos.
A crescente demanda por serviços de saúde (terapias, tratamentos ambulatoriais e internações) pelos jovens, de forma cada vez mais precoce, é um indicativo de que o sistema pode ter desafios importantes para sua sustentabilidade. Reflete, conforme mostra o estudo, mudanças no estilo de vida, alterações de padrões epidemiológicos e alterações introduzidas, ao longo dos anos, nas bases estruturais do sistema, especialmente – mas não apenas – com a introdução de novas tecnologias e coberturas. O trabalho levanta a hipótese, inclusive, de o aumento na frequência de utilização entre jovens poder estar relacionado à maior incidência de diagnósticos como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), e a condições crônicas, como a obesidade, ressaltando a necessidade de atenção e acompanhamento dessa população.
Com esse trabalho, mostramos a necessidade de reforçar as estratégias de promoção da saúde e de acompanhamento mais próximo entre os mais jovens, mas também apontamos uma tendência que interfere diretamente na estrutura de custos do setor e em potenciais riscos à sustentabilidade financeira do sistema.
Clique aqui e leia a íntegra do estudo.
Fonte: IESS, em 04.12.2024.