Pré-Congresso do 15º Congresso Brasileiro de Atuária debate riscos, dados para atuários em Seguros

Diretora Institucional do IBA, Raquel Marimon, iniciou o pré-congresso mencionando a importância do encontro para debater assuntos pertinentes ao sertor atuarial
O 15º Congresso Brasileiro de Atuária (15º CBA) iniciou as atividades no dia 12 de agosto, com a realização do Curso Pré-Congresso, dedicado ao tema “Risco, Dados e Inteligência para Atuários em Seguros Não-Vida”. Promovida pela Casualty Actuarial Society (CAS), a programação antecedeu a abertura oficial do 15º CBA, marcada para os dias 13 e 14 de agosto.
O encontro reuniu profissionais do Brasil e do exterior para apresentações técnicas sobre temas que ganham cada vez mais espaço na atuação dos profissionais de seguros. Entre os assuntos abordados estão inteligência artificial, precificação, gestão de ativos e passivos, riscos regulatórios, mercado de carbono, resseguro, risco de crédito e os impactos da litigância sobre o setor.
Durante a abertura, Raquel Marimon, diretora de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), falou sobre a realização da iniciativa, para ampliar a proposta de atualização e intercâmbio de conhecimento que marca a edição do evento. “Trazer uma programação específica antes da abertura do Congresso é uma oportunidade de aprofundarmos discussões que já estão transformando o trabalho atuarial. Temos mudanças importantes acontecendo em áreas como inteligência artificial, regulação, gestão de riscos e seguros não-vida. A aproximação com especialistas brasileiros e internacionais permite trocar experiências, conhecer novas metodologias e preparar os atuários para desafios que já fazem parte da nossa realidade”, afirma Germany.
O pré-congresso contou com a participação da diretora Atuarial, Analytics e Claudia Ribeiro, e Rafael Costa, líder de Gerenciamento de Riscos para Veículos Autônomos da General Motors, nos Estados Unidos. Na sequência, Keith Berman, vice-presidente internacional da Casualty Actuarial Society e Chief Pricing Officer da Starr, apresentou uma análise sobre a crise de litigância nos Estados Unidos e metodologias utilizadas para mensurar os impactos do abuso do sistema legal sobre os custos e a precificação de seguros. Outro destaque da programação foi o debate sobre a relação entre otimização de portfólio e restrições regulatórias no setor de seguros brasileiro. João Vinícius de França Carvalho, professor associado da USP, e Nathalia Fonseca, pesquisadora e especialista atuarial da USP e Gallagher Re, apresentaram um modelo de gestão de ativos e passivos voltado à análise dos efeitos da alocação em ativos relacionados ao mercado de carbono.
A inteligência artificial também ocupou espaço central no encontro. Frank Chang, vice-presidente da Uber, participou com uma apresentação sobre os desenvolvimentos recentes da IA e seus reflexos sobre a profissão atuarial, incluindo as iniciativas internacionais de preparação dos profissionais para o avanço dessas tecnologias. O encontro abordou os impactos das operações com resseguradoras sobre o risco de crédito das seguradoras. O tema foi apresentado por Roberto Cazzari, professor da Universidade de São Paulo, e Patricia Arielly, consultora sênior da KPMG, a partir de estudo que acompanhou companhias brasileiras ao longo de uma década.
A realização do Pré-Congresso reforça o compromisso do IBA em oferecer aos atuários espaços de atualização e debate sobre temas que já estão impactando diretamente o mercado de seguros. “Ao reunir diversos especialistas para discutir inteligência artificial, gestão de riscos, regulação, resseguro e novas metodologias, ampliamos a troca de conhecimento e aproximamos os profissionais das transformações que estão acontecendo no setor. É uma iniciativa que complementa o Congresso e contribui para uma atuação atuarial cada vez mais preparada para os desafios de um mercado em constante evolução”, concluiu Giancarlo Germany, presidente do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA).
15º Congresso Brasileiro de Atuária reúne órgãos reguladores e destaca papel estratégico do atuário

O 15º Congresso Brasileiro de Atuária (CBA) iniciou as suas atividades no dia 13 de agosto, no Rio de Janeiro, reunindo representantes de órgãos reguladores e instituições ligadas aos mercados de seguros, previdência, saúde suplementar e capitais. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), o evento tem como tema “Risco, Dados e Inteligência: o Papel Estratégico do Atuário na Sociedade Brasileira”.
Ao longo de dois dias, especialistas e representantes do setor discutem tendências e desafios relacionados à atividade atuarial, com destaque para o uso de dados, gestão de riscos, regulação, inteligência artificial e apoio técnico à tomada de decisões. A cerimônia de abertura contou com a participação de Giancarlo Germany, presidente do IBA; Carlos Queiroz, diretor da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP); Rafael Vieira de Lima, gerente de Acompanhamento de Empresas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM); Ricardo Pena, diretor-superintendente da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc); e Lenise Secchin, diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Para o presidente do IBA, Giancarlo Germany, os assuntos abordados pelo congresso refletem transformações que já impactam a economia, a tecnologia e os mercados regulados. “Nas perspectivas para os próximos anos, o uso de dados massivos, a transição demográfica e as novas exigências prudenciais redefinirão os desafios de negócio nos setores financeiro e securitário. O papel do atuário moderno transcende a projeção de cenários de longo prazo. Trata-se de antecipar vulnerabilidades sistêmicas e assegurar a robustez técnica indispensável para a mitigação de riscos, mantendo um compromisso constante com as necessidades das empresas e da sociedade.”
O diretor da SUSEP, Carlos Queiroz, destacou a importância do congresso como espaço de discussão sobre as mudanças que afetam a profissão atuarial e os mercados em que esses profissionais atuam. “Tenho certeza de que, no congresso, teremos excelentes falas e palestras para gerar entendimento neste momento e posicionar os atuários nesta nova fase de um mundo em transformação. Quero destacar também o tema escolhido pela organização do evento, que traz para o debate riscos e inteligência, assuntos essenciais e atuais.”
Na avaliação de Lenise Secchin, diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, a atuação do profissional de atuária está diretamente relacionada a áreas essenciais da sociedade, como previdência, saúde e sistema financeiro, nas quais decisões tomadas no presente podem produzir efeitos durante muitos anos. “Em todas essas áreas existe um elemento comum: a necessidade de transformar incerteza em capacidade decisória. Inteligência para fazer as perguntas certas, reconhecer as limitações dos modelos, identificar resultados e compreender as consequências das escolhas que fazemos. Acredito que estamos diante de uma transformação importante da própria posição do atuário. Esse profissional deixa de ser visto apenas como aquele que calcula os riscos e passa a ser considerado estratégico para compreendê-los, antecipá-los e apoiar decisões sobre como enfrentar esses riscos.”
Representando a CVM, Rafael Vieira de Lima ressaltou que o trabalho atuarial também exerce influência sobre a qualidade das informações utilizadas pelo mercado de capitais e, consequentemente, sobre as decisões de investidores e demais agentes econômicos. “Obrigações de longo prazo, mensuradas por métodos e premissas cuja avaliação exige conhecimento atuarial, chegam ao mercado como informação financeira. É com base nessa informação que investidores e demais participantes decidem investir, financiar e precificar. A qualidade do trabalho atuarial, portanto, não influencia apenas a precisão dos números. Ela participa da construção da confiança com que o mercado de capitais olha para o futuro.”
O diretor-superintendente da Previc, Ricardo Pena, chamou atenção para a crescente importância dos dados, das projeções e das análises de risco tanto para o funcionamento dos mercados quanto para a formulação e avaliação de políticas públicas. “O atuário tem papel fundamental na obtenção, no tratamento e na análise dos dados, inclusive em situações em que as informações disponíveis são limitadas. Mais do que reconhecer que o dado é estratégico, é preciso compreender sua qualidade, consistência e importância para decisões mais seguras e bem fundamentadas.”
A programação do 15º Congresso Brasileiro de Atuária inclui painéis dedicados a previdência, seguros, saúde suplementar, mercado de capitais, inteligência artificial, sustentabilidade e riscos regulatórios e climáticos, entre outros assuntos relacionados à atividade atuarial. Com a participação de representantes de diferentes segmentos regulados, o encontro amplia a discussão sobre a atuação do profissional de atuária em um ambiente marcado pelo aumento da disponibilidade de dados, pela evolução tecnológica e pela crescente complexidade dos riscos. O congresso também reforça a importância do conhecimento atuarial para subsidiar decisões de longo prazo e contribuir para a sustentabilidade e a segurança dos mercados e da sociedade.
15º Congresso Brasileiro de Atuária debateu riscos, dados e inteligência na atuação profissional
Da esquerda para a direita, Ney Wiedemann, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Priscila Portal, diretora tesoureira do IBA,
Cesar Cardim, superintendente de Regulação da FenaSaúde, e Onida, sócio e atuário responsável pela CONTATU.
O 15º Congresso Brasileiro de Atuária foi realizado nos dias 13 e 14 de agosto, no Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro, e reuniu atuários, especialistas, representantes de órgãos reguladores e profissionais de diferentes segmentos do mercado. O encontro teve como tema central “Risco, Dados e Inteligência: o Papel Estratégico do Atuário na Sociedade Brasileira”.
Ao longo dos dois dias, a programação promoveu debates sobre os principais desafios e transformações da atividade atuarial. A integração entre dados, riscos e inteligência atuarial esteve presente nas discussões sobre previdência, seguros, saúde suplementar e previdência pública.
A agenda também abordou temas como judicialização e perícia atuarial nos planos coletivos de saúde, governança e transparência nas companhias abertas, inteligência artificial aplicada à previdência, sustentabilidade, mercado mutualista e melhores práticas atuariais. Um dos painéis discutiu ainda como a inteligência atuarial transformou dados em elementos para apoiar decisões e ampliar a sustentabilidade das organizações.
“Nas perspectivas para os próximos anos, o uso de dados massivos, a transição demográfica e as novas exigências prudenciais redefinirão os desafios de negócio nos setores financeiro e securitário. O papel do atuário moderno transcende a projeção de cenários de longo prazo. Trata-se de antecipar vulnerabilidades sistêmicas e assegurar a robustez técnica indispensável para a mitigação de riscos, mantendo um compromisso constante com as necessidades das empresas e da sociedade.”, declarou Giancarlo Germany, presidente do IBA.
Entre os destaques da programação esteve o painel “Judicialização, Regulação e Perícia Atuarial nos Planos Coletivos de Saúde”, realizado no primeiro dia do congresso. A discussão abordou os impactos da judicialização, a regulação e a contribuição da perícia atuarial para questões relacionadas aos planos coletivos de saúde. O painel foi mediado pela atuária e perita judicial Priscila Portal, diretora tesoureira do IBA. Participaram do debate Onida, sócio e atuário responsável pela CONTATU; Ney Wiedemann, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul; e Cesar Cardim, superintendente de Regulação da FenaSaúde.
“Debater a perícia atuarial durante o Congresso Brasileiro de Atuária foi muito importante porque aproximou diferentes olhares sobre questões cada vez mais presentes na saúde suplementar. O encontro reuniu a visão técnica do atuário, a experiência do Judiciário e a perspectiva do setor regulado. Essa troca reforçou a importância de uma perícia baseada em dados, metodologia e critérios técnicos consistentes, capazes de contribuir para decisões mais bem fundamentadas em temas complexos envolvendo os planos coletivos de saúde”, afirmou Priscila Portal, diretora tesoureira suplente do IBA e mediadora do painel.
A composição da mesa aproximou diferentes perspectivas sobre um mesmo tema, reunindo a experiência atuarial, a visão do Judiciário e a atuação do setor de saúde suplementar. O debate também reforçou o espaço ocupado pelo conhecimento técnico atuarial em discussões que chegaram ao Poder Judiciário.
O congresso reforçou a ampliação do campo de atuação dos profissionais de Atuária e destacou a importância do conhecimento técnico diante de cenários marcados por novas tecnologias, mudanças regulatórias e riscos cada vez mais complexos.
Fonte: IBA, em 21.08.2026.