Em maio, o Plano de Benefícios (PB) da Funpresp-Jud apresentou retorno de 2,11% em termos nominais e 1,88% em termos reais, bastante acima do benchmark do PB no mês (0,59% em termos nominais e 0,36% em termos reais). No acumulado de 2023, o retorno nominal foi de 5,62% e real de 2,59%, ante 4,72% e 1,72% do benchmark em termos nominais e reais, respectivamente. Clique aqui para ler o Relatório de Investimentos de maio!
Já as Reservas do Plano de Benefícios encerraram o mês com retorno de 2,13% em termos nominais e 1,90% em termos reais, acima do benchmark no período. No acumulado de 2023, o retorno nominal foi de 5,46% e real de 2,44%, passando a ficar acima do benchmark do ano.
O Fundo de Cobertura de Benefícios Extraordinários (FCBE) encerrou o mês com retorno de 2,00% em termos nominais e 1,77% em termos reais, ficando acima do benchmark no período. No acumulado de 2023, o retorno nominal foi de 6,51% e real de 3,46%, mantendo-se acima do benchmark no ano.
Na Funpresp-Jud, os recursos que compõem o PB são distribuídos entre as Reservas e FCBE. Eles são controlados de forma independente, havendo completa segregação dos recursos de cada parte e acompanhamento dos desempenhos isolados. Dessa forma, o resultado do PB reflete a consolidação dos resultados das Reservas e do FCBE.
A rentabilidade das Reservas é aquela que efetivamente impacta o saldo de conta dos participantes da Fundação, enquanto o FCBE é o fundo coletivo constituído para cobrir os benefícios de risco para os eventos de óbito, incapacidade permanente e de sobrevida, além de suportar as diferenças entre os tempos de aposentadoria antecipada.
Sob a ótica dos ativos, a carteira de investimentos das Reservas dos Participantes finalizou o período com 81,6% dos recursos em Renda Fixa, 6,4% em Renda Variável, 4,6% em Investimentos Estruturados (Fundos de Investimento Multimercados), 3,9% em Investimentos no Exterior e 3,5% em Imobiliário.
No site da Fundação também é possível consultar o Painel de Investimentos, que traz, de forma resumida e gráfica, a composição do Plano de Benefícios por ativos, os saldos segregados por planos e o comparativo de rentabilidade nominal líquida. Clique aqui para acessar! De acordo com o Painel de Investimentos de maio, a rentabilidade nominal líquida acumulada do Plano de Benefícios (PB) desde 21 de novembro de 2013 foi de 146,07%, contra 127,57% do CDI, 77,26% do IPCA, e 71,94% da Poupança.
A educação financeira e a família
Envolver as crianças na definição e acompanhamento do orçamento familiar é uma boa forma de desenvolver a educação financeira. Assista ao vídeo do Balanço Geral Blumenau!
Educação financeira na infância: entenda qual a importância e como promover
Fonte: CNN Brasil
Foto: CNN Brasil/ Shutterstock
A expansão de iniciativas de educação financeira voltadas à infância pode preparar os jovens brasileiros para um futuro mais equilibrado, com finanças estáveis e menor índice de endividamento, dizem especialistas consultados pela CNN.
Após atingir recorde em 2021, o endividamento das famílias brasileiras chegou a 78,3% em fevereiro de 2023. Os dados são da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).
Entender como gerenciar as próprias finanças tende a evitar esses problemas. E ter acesso a informações sobre controle de gastos e planejamento pode ajudar inclusive nos momentos de crise.
Nayra Sombra, sócia da HCI Invest e planejadora financeira pela Planejar, indica que ter esse aprendizado desde a infância é uma maneira de formar adultos mais preparados para diferentes cenários econômicos.
“É na infância a melhor fase para o aprendizado, nesta etapa somos fortemente influenciados pelo meio em que convivemos e interagimos. E é neste ambiente que as escolas e os pais podem estimular as crianças para o desenvolvimento com as finanças. Aprender como lidar com o dinheiro desde pequeno tende a trazer enormes benefícios para uma vida adulta”, indica.
Educação financeira na infância
A educação financeira é um processo de aprendizado que transmite informações sobre a gestão de finanças pessoais.
Para isso, essa área de ensino busca desenvolver habilidades voltadas para métodos de economia, investimentos e controle de gastos pessoais.
Especialistas defendem a importância da educação financeira na infância, sendo este um posicionamento também do Ministério da Educação, que criou o Programa de Educação Financeira para incentivar a temática.
Para Ivan Luiz Sanches, educador financeiro e criador da página Investidor Livre, mesmo antes de contar com renda é importante que jovens tenham contato com a temática, mesmo que para “ter noção de custos”.
A sócia da HCI Invest reitera a importância do aprendizado sobre dinheiro ter início antes do “contato direto” com as cifras. “Assim poderemos colocar em prática todos os ensinamentos que acumulamos ao longo dos anos de estudo”, aponta.
“Indicamos brincadeiras e jogos que tenham de algum modo dinheiro envolvido. Um exemplo são os jogos de tabuleiros, como os famosos Banco Imobiliário e Jogo da Vida. Para crianças menores, brincadeiras simples como fazer compras”, explica.
“Dar mesada também é uma sugestão muito válida! Pode-se combinar com a criança que o valor deve durar até o final do mês e caso ela não gaste tudo, poderá receber um bônus por boa administração dos recursos”, completa.
O criador da página Investidor Livre aponta para a importância de essa conscientização ter início dentro de casa. Ele explica ainda que esse processo pode ser uma “via de mão dupla”.
“As crianças e jovens podem trazer para dentro de casa esse assunto muito importante e podem inclusive colaborar para que haja conscientização dos pais”, aponta.
Educação financeira nas escolas
O debate sobre a inclusão de uma disciplina de educação financeira no currículo escolar não é novo. Em 2010, o Brasil criou a Estratégia Nacional de Educação Financeira, por exemplo.
Em ações mais recentes, o MEC fechou parceria com a CVM (Comissão de Valores Imobiliários) para disponibilizar cursos de educação financeira, com o objetivo de preparar professores para o ensino de saúde financeira nas escolas.
Depois desse período de especialização, que teve início em 2021, o Banco Central entra em cena para levar a educação financeira aos alunos com o programa Aprender Valor.
Segundo o mapa de adesão, divulgado pelo órgão, boa parte dos estados já incluíram o programa no cronograma das escolas. Em São Paulo, por exemplo, mais de 1.700 escolas municipais e estaduais aderiram ao Aprender Valor.
Para Ivan Luiz Sanches, o momento mais eficiente para o aprendizado por ser no ensino médio — apesar de também ser relevante em outros momentos da trajetória escolar.
“Acredito que os professores de matemática poderiam introduzir casos práticos do cotidiano, como questões elaboradas sobre juros de financiamento, custo de passagem no transporte público, material escolar, etc. Poderia haver um material extracurricular no ensino médio também.”
Como promover a educação financeira nas crianças?
Como indicaram os especialistas, para promover a educação financeira é importante incluí-la no dia a dia das crianças. Dessa forma, é possível tornar a reflexão sobre finanças um processo natural.
Desde explicar conceitos simples em termos que elas possam entender e incentivá-las a economizar dinheiro até mostrar exemplos práticos, existem diversas formas de inserir o aprendizado na rotina de casa.
Confira algumas opções para promover esse aprendizado:
Dar o exemplo
Uma vez que as crianças têm os mais velhos como referência, é importante que os adultos sejam um modelo positivo para elas, mostrando como lidar com o dinheiro de forma consciente e responsável.
Pais e responsáveis podem demonstrar a importância de economizar, investir e evitar dívidas por meio de suas próprias ações financeiras.
Discutir a realidade financeira da família
Os pais podem envolver os filhos nas decisões de orçamento familiar, como a escolha de um produto em comparação a outro no supermercado, por exemplo.
Incluí-las em algumas decisões financeiras e compartilhar a realidade da família é uma maneira de fazer com que elas se sintam parte atuante, além de estimular o desenvolvimento da responsabilidade.
Ao fazer isso, os pais devem estar abertos para questionamentos dos pequenos e ter paciência para explicar como funcionam alguns processos, como de onde vem o dinheiro e porque é preciso usá-lo de maneira consciente.
Desestimular o consumo compulsivo
Para formar adultos financeiramente responsáveis, os pais e responsáveis devem explicar sobre o valor do dinheiro e desestimular o consumo compulsivo, ensinando a controlar os impulsos na hora das compras.
Ensinar as crianças a identificarem o que é essencial e o que é supérfluo é um passo importante para isso, e pode ser complementar a disciplina de educação financeira com hábitos em casa.
Usar a tecnologia como aliada
As crianças da geração atual nasceram conectadas, por isso usar a tecnologia para estimular a educação financeira em casa pode ser uma opção mais atrativa.
É possível encontrar vídeos, aplicativos e jogos educativos que podem ajudar nesse processo, tornando o aprendizado mais dinâmico e interessante ao olhar das crianças.
Usar métodos lúdicos de aprendizagem
Jogos educativos, livros, mesada e estabelecimento de metas financeiras são algumas das maneiras de envolver as crianças no aprendizado de finanças e explicar a elas o objetivo da educação financeira.
No entanto, muito além de dar uma mesada mensal, por exemplo, é importante explicar às crianças por que elas estão recebendo dinheiro e como devem administrá-lo de maneira eficiente.
Saber envelhecer é primeiro passo para a longevidade
Fonte: Estado de Minas
Foto: Estado de Minas/ Pexels
A velhice, infelizmente, é frequentemente associada a doenças e perdas físicas e mentais. Porém, à medida que a expectativa de vida aumenta, a população tem percebido que não adianta muito lutar contra, mas que precisa se preparar para uma terceira idade mais plena e satisfatória.
É nessa fase que boa parte das pessoas pode desfrutar de uma série de aspectos positivos que enriquecem suas experiências, tais como o acúmulo de conhecimento, mais assertividade nas escolhas, autoconfiança, ganho de tempo livre para fazer atividades que tragam prazer, para aprender coisas novas, novas companhias, comportamentos mais positivos, resiliência, autocuidado e novos propósitos.
É o caso de Cida Antão, que em janeiro deste ano completou 70 anos. Ela, que sempre gostou de aberturas e fechamentos de décadas, conta que, aos 45 anos, foi diagnosticada como hipertensa e que, o esforço físico e a resiliência foram imprescindíveis nesse período. “Posso afirmar que hoje estou saudável, apesar de ter que conviver com uma hipertensão controlada com dose mínima de medicação. Considero a vida como sendo uma maravilhosa dádiva e o envelhecer uma fase da existência que todas as pessoas, mulheres e homens deveriam lutar para chegar e sem medo de alcançar.”
Além das caminhadas (trekking) aos 40 anos, as mudanças do corpo nos anos “50 mais” exigiram que ela iniciasse atividades de musculação. “Decidi também nadar e aprendi a modalidade aos 54 anos. Longa fase do desfrutar das braçadas na piscina. Era nessa hora da natação, três vezes na semana, que minha mente sonhava e eu me alegrava com a vida. Muitos planos foram feitos ali.”
As viagens em lugares e países sonhados desde a juventude passaram a acontecer no final de 2019. Devido a seu trabalho e sua disciplina com a organização financeira, ela conseguiu construir um pequeno patrimônio que, atualmente, dá a ela o conforto necessário para viver o presente e se resguardar para os desafios e imprevistos das situações do futuro, que já chegou. “Além de trabalhar, estudar e cuidar das rotinas, pude fazer as viagens com que sonhei durante muitos anos. Essas aventuras foram interrompidas com a pandemia. Passados os impactos iniciais, mesmo no isolamento social pude buscar formas de manter o corpo e a mente saudáveis. Fiz “Pilates online”, caminhadas dentro de casa e a musculação, que mantiveram meu corpo, de certa forma, estável. Ao mesmo tempo, pude planejar, mais uma vez, uma mudança de rota. Descobri que não queria passar os últimos anos da minha existência sem o contato diário com a natureza.”
Foi assim que Cida, ao vender um sítio, que nos últimos anos foi se tornando um fardo para administrar, conseguiu adquirir um imóvel distante das regiões Leste/Sul de BH.
“De um apartamento espaçoso e difícil para uma senhora de 70 anos cuidar, esbocei num pedaço de papel como seria a “casinha” que queria viver. Contratei o trabalho de um arquiteto, que transformou meu esboço num projeto e sonho em realização. Com isso, há um ano e quatro meses, vivo afastada da turbulência de um bairro central, mesmo vivendo em BH, num bairro onde estou cercada da natureza e dos pássaros.”
Ela, que atende como psicóloga, desde a pandemia decidiu experimentar o trabalho de atendimentos on-line. Aos 68 anos, fez mais um curso, também on-line, com um psicanalista de renome do Rio de Janeiro que, na mesma faixa etária de Cida, estava construindo junto com os inscritos no canal, uma nova metodologia para abordagem de pacientes em análise, sem o uso do tradicional “divã”. “Dessa forma e lidando com os ajustes e vivências do dia a dia, interrupções de tratamento dos que não se adaptaram aos atendimentos não presenciais, e acolhimento de alguns novos casos, continuo exercendo meu trabalho.”
Finanças pessoais: como se livrar dos pesadelos e focar nos sonhos
Fonte: Revista Capital Econômico
Foto: Freepik
Planejar as finanças pessoais permite entender quais são as formas mais seguras para atingir um determinado objetivo.
Mesmo não possuindo a renda dos sonhos, com uma organização orçamentária é possível estabelecer metas respeitando o seu poder aquisitivo ou, ao menos, ter uma noção de como agir para chegar lá.
Entretanto, esse planejamento não é uma realidade para a maioria dos brasileiros, já que o país possui um índice de qualidade de educação financeira baixo, mesmo sendo a 10º economia do mundo.
Uma pesquisa da Onze, aponta que 74% dos brasileiros dizem que o dinheiro é sua maior fonte de preocupação.
Entendo que o ponto de partida para ter mais segurança financeira é estabelecer metas, anotando tanto os custos daquilo que deseja conquistar quanto dos seus próprios rendimentos e contas.
A partir disso, avaliar e respeitar a priorização dos gastos a fim de garantir a ordem com que as despesas devem ser priorizadas.
É claro que, mesmo com um planejamento adequado, é importante que a gente avalie a situação socioeconômica do país, que influencia diretamente na qualidade de vida da população.
Por isso, entendo também que as empresas têm um papel fundamental em fornecer essa saúde financeira aos seus colaboradores, pois grande parte não tem esse tipo de orientação.
Afinal, pessoas estáveis financeiramente são mais propensas a aumentar seu capital, estabilizar suas despesas e, consequentemente, alavancar o crescimento econômico/patrimonial.
A partir disso, elas possuem mais possibilidades de realizar sonhos e sair dos ciclos de endividamento, pois esse cenário estimula um futuro mais consciente.
Vejo que muitas pessoas não iniciam esse processo de reeducação financeira e os riscos estão relacionados justamente a um agravamento da sua situação financeira, pois quanto maiores os gastos por impulso, como despesas desnecessárias e acesso descontrolado a linhas de crédito, maiores são as chances de você contrair várias dívidas ao mesmo tempo.
Posso concluir afirmando que o planejamento financeiro permite entender os caminhos que existem para atingir um determinado desejo pessoal ou profissional, realizando sonhos e se desprendendo de antigos pesadelos relacionados a ciclos de dívidas.
Além disso, quando a gente se dispõe a fazer o planejamento financeiro, ele se torna um grande incentivador para transformar a atual realidade.
Fonte: Funpresp-Jud, em 21.06.2023.