Já está disponível no site da Funpresp-Jud a Política de Investimentos 2023 – 2027. Leia aqui! Ela foi aprovada pelo Conselho Deliberativo na 12ª Sessão Ordinária, no último dia 7 de dezembro.
A Política de Investimentos serve como ferramenta de planejamento, fornecendo as diretrizes gerais para a gestão dos recursos financeiros a serem administrados pela Fundação, visando retornar os melhores desempenhos para os recursos dos participantes e patrocinadores, observando os mais elevados níveis de prudência, bem como princípios de governança, segurança, solvência, liquidez e transparência.
A Política de Investimentos está balizada, no mínimo, pelas normas que governam o tema investimentos em Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), podendo ainda ser mais restritiva que os normativos vigentes.
O objetivo da gestão será o de maximizar o retorno das reservas acumuladas dos participantes (RAN e RAS), respeitados níveis prudentes de risco, ajustando-se gradualmente tais níveis de risco a partir da implementação dos perfis de investimentos, prevista para o último trimestre de 2023, com vistas a se alcançar as metas estabelecidas.
Espera-se extenso prazo para aplicação dos recursos do Plano de Benefícios (PB) administrado pela Funpresp-Jud, indicando que aplicações de longo prazo, as quais tendem a agregar prêmio em relação às aplicações de curto prazo, são mais indicadas para parcela significativa dos recursos. Desta forma, a administração dos valores do PB poderá aproveitar-se da vantagem de administrar recursos em fase de longa acumulação.
A partir da implementação dos perfis de investimentos, que utilizarão o Modelo de Ciclo de Vida, mais precisamente por meio dos Fundos com Data-Alvo (Target-Date Funds), os níveis de risco assumidos passarão a adotar critério específico, pois tais fundos possuem a dinâmica de alocações em ativos mais arriscados quando o horizonte é de longo prazo e alocações em ativos menos arriscados quando o horizonte é de curto prazo, sendo esta transição entre ativos feita de maneira gradual.
A leitura do documento é recomendada aos participantes Funpresp-Jud, para que possam estar sempre bem-informados sobre a gestão do seu patrimônio.
Após reforma, brasileiro se aposenta quase 3 anos mais tarde

Fonte: Metrópoles, porCarlos Rydlewski
Foto: Metrópoles/ Agência Brasil/ Arquivo
A idade média dos brasileiros que se aposentam pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aumentou nos últimos três anos, após a aprovação da reforma da Previdência, em novembro de 2019. Desde então, ela passou de 57,9 anos, naquele período, para 59,7 anos, em 2020, atingindo 60,7 anos em 2021; ou seja, nesse ínterim, avançou 2,79 anos.
Os dados fazem parte de um artigo que aborda o impacto da reforma, publicado no Informe nº 8, de julho deste ano, do Ministério do Trabalho e Previdência. O estudo mostra, contudo, que esse incremento ocorreu de forma desigual, notadamente, entre homens e mulheres.
Enquanto a idade média de aposentadoria dos homens, entre 2019 e 2021, aumentou de 58,7 para 62,23 anos (alta de 3,53 anos), para as mulheres o avanço foi de 57,25 para 59,26 (alta de cerca de 2 anos). O estudo destaca: “Em 2019 a idade média de aposentadoria dos homens era 1,45 ano mais alta que das mulheres; em 2021, essa diferença se elevou para 2,97 anos”.
Entre os fatores que explicam o maior impacto da reforma entre homens, está o fato de que as aposentadorias por tempo de contribuição e especial, que estão entre as mais afetadas pela mudança ocorrida em 2021, são predominantemente concedidas a pessoas desse gênero.
Outro grupo bastante afetado pelas mudanças na Previdência foi o de professores. Nesse caso, a idade média aumentou de 52,9 para 55,75 anos, ou seja, apresentou alta de 2,85 anos, também entre 2019 e 2021.
Aposentadorias representam 17,6% do PIB da Itália

Fonte: UOL/ ANSA
Foto: Freepik
A Itália gastou 313 bilhões de euros com aposentadorias e pensões em 2021, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat).
Isso representa 17,6% do produto interno bruto (PIB) nacional, uma redução de 0,9 ponto percentual em relação ao ano anterior (18,5%).
Ainda segundo o Istat, a Itália encerrou 2021 com 16 milhões de pessoas na lista de pagamento de seu sistema previdenciário.
Atualmente, está em vigor no país o regime da “cota 102”, que permite a aposentadoria de trabalhadores com 64 anos de idade e 38 de contribuição.
Para 2023, o governo de Giorgia Meloni instituiu a “cota 103” (62 anos de idade e 41 anos de contribuição), porém esse sistema será apenas temporário, enquanto o Parlamento discute uma reforma previdenciária mais ampla.
Como sair das dívidas e equilibrar orçamento

Fonte: Monitor Mercantil
Foto: Monitor Mercantil
Chega a mais de 67 milhões de brasileiros inadimplentes inscritos em cadastros negativos de crédito. Nesse universo, 20% das famílias que estão endividadas têm mais de 50% de sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas, de acordo com dados divulgados recentemente pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
O portal de educação financeira Meu Bolso em Dia, da Febraban, tem conteúdo educativo e informativo gratuito que pode ajudar no desafio de organizar a vida financeira, poupar e investir. Este ano, já foram mais de 3 milhões de acessos.
Há guias ensinando passo a passo a entender o endividamento e suas principais causas, como sair das dívidas e como planejar melhor o uso do salário. Há, ainda, dicas sobre planejamento financeiro, criação de poupança, investimentos e relação com o dinheiro, além de informações que ajudam a entender e usar produtos e serviços bancários, em linguagem acessível a diferentes perfis da população e faixas etárias.
Complementando as matérias do portal Meu Bolso em Dia, a Federação lançou em novembro de 2021, com apoio do Banco Central a Plataforma de Educação Financeira com cursos e ferramentas personalizadas de acordo com o perfil e necessidade do usuário.
Para quem busca renegociar suas dívidas, a plataforma pode ajudar a mapear a vida financeira e a desenvolver um plano sustentável e duradouro de pagamento. O Índice de Saúde Financeira do Brasileiro (I-SFB), exclusivo da plataforma, é uma ferramenta por meio da qual é possível fazer um diagnóstico individual para identificar vulnerabilidades e personalizar estratégias de solução para reequilíbrio das finanças.
“O objetivo do Meu Bolso em Dia é oferecer ferramentas e educação financeira para que os brasileiros possam, ao longo do tempo, aprender a lidar melhor com sua renda e seus investimentos, estar mais preparado para fazer escolhas conscientes e prevenir o superendividamento”, explica Amaury Oliva, diretor executivo de Sustentabilidade, Cidadania Financeira, Relações com o Consumidor e Autorregulação da Febraban.
A plataforma também traz recursos interativos, tarefas e simuladores, de modo que o usuário possa colocar em prática o conteúdo aprendido.
YouTube
No canal do Meu Bolso em Dia no Youtube há vídeos que ajudam a entender os principais temas relacionados às finanças pessoais, web séries como a Cuidando Bem do Seu Dinheiro, formada por quinze vídeos que explicam como usar os produtos financeiros a seu favor e dicas práticas de organização financeira para endividados, para quem tem dificuldade de poupar ou quer investir.
“Há um grande desafio para avançarmos como sociedade, que começa pela educação financeira. Ter cidadãos com maior consciência, informação e engajamento em torno de sua vida financeira tem efeitos positivos para toda a sociedade. Nossa missão é contribuir para que a população use o crédito de forma responsável e faça a gestão de suas finanças pessoais da melhor maneira possível. A combinação entre conhecimento com hábitos saudáveis permite aos brasileiros aproveitar melhor o presente e fazer planos para o futuro”, afirma o diretor.
O portal Meu Bolso em Dia oferece para download diversos guias sobre “Como Sair das Dívidas”, “Crédito Consignado”, “Cartão de Crédito” e “Reserva Financeira”. Também oferece listas para organizar as compras de supermercado, material escolar e os gastos com a revisão do carro e planilhas que fazem todos os cálculos a partir da inserção de entradas de dinheiro e as despesas, permitindo uma fotografia real de como anda o orçamento. O simulador de sonhos, por exemplo, pode ajudar a entender o quanto é preciso guardar por mês para atingir as metas, ensinando o usuário a criar uma disciplina para poupar.
Dicas para economizar
A economia deve começar com os gastos do lar. Na hora das compras no supermercado, por exemplo, é importante fazer uma lista de compras, pesquisar por melhores preços e ativar descontos nos aplicativos dos supermercados, quando há essa possibilidade. Atitudes como comprar frutas da época, evitar o desperdício, criar a própria horta em casa e reaproveitar sobras criando pratos criativos podem ser incorporadas à rotina, contribuindo para a economia dentro de casa.
Pequenas mudanças nos hábitos e atitudes podem fazer grande diferença no orçamento. No caso da água, além de verificar e sanar vazamentos (se houver), é possível reaproveitar água da lavagem da roupa para limpar calçada, carro e regar plantas, diminuir o tempo no banho e fechar a torneira ao escovar os dentes.
No caso da energia, o hábito de tirar das tomadas os equipamentos que não estão sendo utilizados, mudar o chuveiro elétrico para a posição verão; evitar que lâmpadas fiquem ligadas desnecessariamente e substituir as lâmpadas convencionais por outras de led podem trazem economia.
Outra dica é colocar papéis, contratos, extratos e as contas em ordem, para não esquecer de pagar as contas na data, evitando juros. Vale analisar faturas e boletos de telefonia, internet, serviços financeiros, academia de ginástica e assinaturas de aplicativos, por exemplo, para ver se encontra alguma despesa que se possa enxugar.
Fazer uma lista dos projetos para o ano e estabelecer metas ajudam no planejamento de poupança. A poupança tem de ser uma obrigação e deve entrar no orçamento.
Se a situação financeira da pessoa já estiver comprometida, a primeira orientação é listar todas as contas fixas e atrasadas e tentar renegociá-las com os credores. Ou, ainda, trocar dívidas com juros mais altos, como cheque especial e cartão de crédito, por outras opções mais baratas, com juros menores. E restringir gastos supérfluos por um tempo, tendo em mente que pequenas despesas podem gerar um grande gasto no fim do mês, assim como as pequenas parcelas.
Também é importante começar a construir uma reserva de emergência, ainda que os recursos para isso sejam modestos no início, por ser um importante recurso para garantir mais tranquilidade. Ela pode ajudar a cobrir eventuais situações inesperadas, oferecer mais segurança em relação às finanças familiares e, consequentemente, uma rotina com menos preocupações.
Contra golpes, população precisa de educação financeira e cibernética, afirma ‘pai do Pix’

Fonte: Infomoney, por Lucas Sampaio, com edição
Foto: Infomoney/ Shutterstock
Mais de 130 milhões de pessoas já usaram efetivamente o Pix — sistema de pagamentos que completou 2 anos em novembro — e o Brasil “pode ser essencial na interligação de sistemas de pagamentos ao redor do mundo”, afirma Carlos Eduardo Brandt, chefe-adjunto do departamento de competição e de estrutura do mercado financeiro do Banco Central (BC).
Chamado por alguns de “criador/pai do Pix”, Brandt dispensa a alcunha e diz que o sistema “é fruto de um trabalho coletivo do Banco Central e envolveu pessoas de diversos departamentos”. “O sucesso é resultante do alto nível de qualificação técnica e engajamento dos servidores públicos. Além disso, contou com um elevado empenho das instituições financeiras e instituições de pagamento”.
O chefe de departamento do BC diz que o Pix tem “como pilar fundamental a segurança” e afirma que a maioria dos casos de fraude são “golpes de engenharia social” (quando criminosos induzem as vítimas a contribuírem com o crime, enviando dados confidenciais, por exemplo). “É preciso atuar na educação financeira e cibernética da população”, diz.
Brandt diz também que os casos recentes de ataques e vazamentos envolvendo o Pix são “frutos de falhas pontuais em instituições participantes que não estavam totalmente aderentes às regras previstas pelo Pix” (o BC comunicou recentemente o vazamento de 137 mil chaves Pix de clientes do Abastece Aí, do Ipiranga). “Nenhum caso de vazamento envolveu dados sensíveis, todos foram rapidamente corrigidos e foi dada total transparência à sociedade, mesmo nos menores casos”.
Veja abaixo as respostas atribuídas ao chefe-adjunto do departamento de competição e de estrutura do mercado financeiro do BC. Por um pedido da assessoria de imprensa, as perguntas foram enviadas e respondidas por e-mail:
1. Como o Sr. avalia o Pix 2 anos após a sua implementação? Quais serão os maiores desafios para o futuro do sistema de pagamentos do BC nos próximos 2 anos?
O Pix é reconhecido nacional e internacionalmente como um caso de sucesso. A adoção massiva nos mais diversos casos de uso ao longo desses 2 anos está em linha com as expectativas do BC, pois foi concebido para ser versátil, acessível e democrático, embora tenha superado o esperado em relação à velocidade de sua adoção, já tendo superado a marca de 2 bilhões de transações e R$ 1 trilhão por mês.
Foi incorporado no dia a dia das pessoas, empresas e instituições governamentais em um curtíssimo espaço de tempo e tem feito frente aos objetivos públicos ao qual foi desenhado, promovendo redução de custos, eficiência e competitividade no setor de pagamentos, alavancando a digitalização e impulsionando a inclusão financeira e novos modelos de negócio.
Para os próximos anos, iremos continuar aperfeiçoando o que já está no ar e também iremos desenvolver novas funcionalidades que irão ampliar ainda mais o uso e os benefícios do Pix, sempre pensando na melhor experiência para os usuários e tendo como pilar fundamental a segurança.
2. O que o Sr. avalia como decisivo para uma aceitação tão rápida e tão ampla do Pix pela população brasileira?
São vários fatores que somados contribuíram para a rápida adoção do Pix. Destaco em especial:
A execução de uma estratégia de comunicação forte e integrada, com a criação de uma marca única e o engajamento dos múltiplos atores no processo de construção da solução e de informação e educação dos usuários;
A abordagem centrada no usuário, viabilizando uma experiência fluida tanto para as pessoas como para as empresas;
O fato de o Pix ser um meio de pagamento universal e democrático, acessível a todos e podendo ser usado nas mais variadas situações de uso;
O estabelecimento de uma governança colaborativa, com a integração não apenas dos agentes da indústria financeira e de pagamentos, mas também incluindo representantes dos usuários finais e da sociedade civil;
O modelo de participação amplo e flexível, promovendo a competição no setor e reduzindo assimetrias na oferta do serviço;
Por fim, o papel desempenhado pelo Banco Central, que, entre outros, viabilizou a gratuidade para as pessoas e baixo custo para as empresas.
3. Qual é a principal virtude do Pix e o que o Sr. considera que é seu maior defeito? O que está sendo feito para melhorar essa deficiência?
Não percebemos uma deficiência inerente ao Pix. Como toda solução inovadora, são promovidos ajustes e aprimoramentos com o crescimento de sua adoção e, consequentemente, com a ampliação dos casos de uso. Vemos isso como um processo evolutivo natural e permanente.
4. Apesar da grande adesão ao Pix – e em tão pouco tempo –, o Relatório de Economia Bancária 2021 do próprio BC revelou recentemente que 46% da população adulta do Brasil nunca fez um Pix (mais de 82 milhões de pessoas). A que o Sr. atribui isso e como fazer para que o sistema de pagamentos do Banco Central chegue a mais pessoas?
Os números mais atualizados mostram que mais de 130 milhões de pessoas já usaram efetivamente o Pix desde o seu lançamento, o que é um número extremamente significativo, principalmente se considerarmos o tempo de funcionamento e as dimensões do Brasil.
5. Um dos receios de parte da população em relação ao Pix está relacionado aos golpes. Como tornar a ferramenta mais segura e o que o BC pode fazer para combater os vários tipos de fraude envolvendo o Pix?
O Pix conta com mecanismos inovadores que ajudam a prevenir casos de fraudes, bem como facilitam o ressarcimento das vítimas, nos casos de fraude consumada. Fazemos o acompanhamento contínuo das medidas e a segurança no Pix é entendida como um pilar fundamental e em constante aperfeiçoamento. A maioria dos casos em que ocorre fraude são frutos de golpes de engenharia social, portanto é preciso atuar na educação financeira e cibernética da população.
6. Recentemente tivemos casos pontuais de vazamentos envolvendo o Pix. O BC pretende anunciar em breve mudanças no funcionamento do sistema para fortalecer a segurança contra fraudes e vazamentos de dados?
Cabe esclarecer que os sistemas providos pelo Banco Central não foram objeto de ataque e vazamento, sendo os incidentes reportados frutos de falhas pontuais em instituições participantes as quais não estavam totalmente aderentes às regras previstas pelo Pix. O Banco Central possui mecanismos para proteção dos dados pessoais, bem como estabelece exigências e procedimentos a serem implementados pelos participantes.
O BC realiza o monitoramento constante de consultas às chaves Pix e realiza uma série de ações de verificação de aderência da atuação dos participantes ao Regulamento do Pix. Por fim, cabe ressaltar que nenhum caso de vazamento envolveu dados sensíveis, todos foram rapidamente corrigidos e foi dada total transparência à sociedade, mesmo nos menores casos.
7. Quanto a greve dos servidores do BC neste ano afetou a programação de melhorias do Pix? O que já deveria ter saído do papel neste ano (e ainda não saiu) e quais melhorias devem ser lançadas nos próximos meses?
Naturalmente, a greve atrasou algumas entregas, mas nada que comprometa de forma permanente a agenda prospectiva de entregas para a evolução do Pix.
8. Muitos o chamam de “pai do Pix”. O sr. gosta dessa alcunha? Quais outras pessoas o Sr. destacaria como responsáveis pela criação do sistema de pagamentos do BC?
O Pix é fruto de um trabalho coletivo do Banco Central e envolveu pessoas de diversos departamentos, o sucesso é resultante do alto nível de qualificação técnica e engajamento dos servidores públicos. Além disso, contou com um elevado empenho das instituições financeiras e instituições de pagamento.
9. Recentemente, vários países demonstraram interesse em desenvolver sistemas de pagamentos similares ao Pix. O BC já está colaborando formalmente com algum governo estrangeiro, seja com algum tipo de consultoria ou transferência de tecnologia? Caso sim, com quais? Caso não, há discussões para esse tipo de parceria em um futuro breve?
O Banco Central atua de forma bastante colaborativa com toda a comunidade internacional. Já participamos de inúmeros eventos e realizamos diversas reuniões técnicas com bancos centrais de países de todos os continentes. Na próxima semana, inclusive, estamos promovendo um workshop internacional com a participação de mais de 25 países, em que iremos apresentar detalhadamente o Pix.
10. O Brasil pode liderar a criação de um tipo de “Pix internacional”, que eventualmente possa substituir o Swift?
Pela relevância do Pix e o volume de transações transfronteiriças que o país possui, certamente o Brasil pode ser essencial na interligação de sistemas de pagamentos ao redor do mundo. O Banco Central vem acompanhando diversas iniciativas, e ainda não há uma solução vencedora ou um modelo definido, mas as perspectivas são bastante promissoras. Se a iniciativa for priorizada pelos diferentes agentes envolvidos, certamente o Pix internacional será uma realidade no futuro.
Mesada para os filhos: dar ou não dar?

Fonte: G1 Paraná, por Mariana Becker
Foto: G1
Ensinar educação financeira para as crianças desde cedo é importante. Contudo, sempre fica a questão para os pais: dar ou não dinheiro para crianças?
Andressa Gonçalves Santos, de 38 anos, optou por dar a mesada e há dois anos começou a utilizar esse método com o filho Enzo Gabriel, de 11 anos.
“Decidi por isso para ele ter um pouco de independência, ter um controle em relação a gastos.”
Segundo o planejador financeiro, Olavo Ferenshitz os pais podem começar a dar mesada para os filhos em média a partir dos sete, oito anos.
“Depende do desenvolvimento de cada um para compreender o valor do dinheiro, começar a entender especificamente o valor dessa questão de receber, de como empregar o dinheiro”, pontuou Ferenshitz.
O Enzo ganha R$ 200,00 por mês, e a Andressa conta que quando tentou dar um valor maior notou que ele também queria gastar mais rápido.
“Eu acho que desde criança tendo a mesadinha dele, tendo dinheirinho dele, ele vai ter sim um controle financeiro bem interessante quando ele estiver adulto.”
Já a Regiane da Silva Trindade, de 34 anos, escolheu por não dar um valor fixo para a filha Anna Clara, de 11 anos, todos os meses. Ela afirma ter achado outras maneiras de ensinar para a filha o valor do dinheiro.
“Ao invés da gente dar o dinheiro em mãos para ela fazer o que quiser, a gente abriu uma previdência, já faz três anos que ela tem essa previdência e todo mês a gente deposita lá uma quantidade que quando ela completar 18 anos vai conseguir resgatar”.
Além disso, Regiane também achou outra forma de ensinar para Anna sobre finanças, ela criou uma forma que chama de recompensa.
“Ela tem que fazer alguma coisa para conquistar esse dinheiro, ela tem que tirar nota boa, ela tem que fazer durante a semana as atividades que ela tem. Se ela fizer todas as atividades, tudo bonitinho, ela ganha um valor X. A gente não considera isso como uma mesada e sim como uma recompensa”.
A mãe da Anna ainda enfatiza que faz parte do ensinamento da filha que ela junte o dinheiro para comprar coisas comuns do dia a dia. Se eles vão no mercado, Anna precisa comprar o que deseja com o dinheiro das recompensas que recebeu.
“Para ela conquistar o que ela quer, ela tem que juntar o dinheirinho dela para comprar, porque a gente acredita que é assim que ela vai dar o valor ao dinheiro. Não tem como dar de graça porque a gente não recebe nada de graça”.
O especialista sugere estabelecer um valor fixo para dar para a criança, mas que ela receba esse valor fracionado, porque muitas vezes na vida adulta os ganhos são variáveis.
“A gente tem R$ 40,00 por mês, então isso pode ser dividido de uma maneira variável ao longo do mês. Uma semana ela não recebe, nas outras duas ela recebe R$ 20,00; em duas semanas seguidas ela não recebe, e na outra recebe R$ 30,00 e depois R$ 10,00”.
Educador financeiro dá dicas de como ensinar às crianças sobre o dinheiro
O educador financeiro Olavo Ferenshitz ainda deu algumas dicas de como ensinar educação financeira para os filhos. Uma das formas é criar uma conta digital para a criança, para ela ver os ganhos.
“É uma outra geração, então esses recebimentos ela vai ver no aplicativo dos pais no nome dela e ela já vai saber lidar de maneira mais dinâmica com esse dinheiro”.
Ele também enfatiza que é importante a criança compreender qual é o objetivo de ela estar recebendo o dinheiro. E que desde criança ela pode ser estimulada a investir.
“Toda vez que você investir um dinheiro eu te dou a mesma quantia. Então, ela iria ver esse dinheiro crescendo e isso é muito interessante para a criança ter essa educação, essa a capacidade de segmento e de ver o dinheiro crescendo porque ela investiu”.
Planejamento financeiro é aliado para gastos de fim de ano

Black Friday, presentes de fim de ano, gastos com a ceia, é preciso cuidar dos gastos para não começar 2023 endividado. Confira dicas em matéria da TV Paraná Turismo:
Fonte: Funpresp-Jud, em 13.12.2022.