
Fonte: Veja
Foto: Veja/ Hugo Hu/ Getty Images
Com o aumento da expectativa de vida no país, a China divulgou um novo plano de aposentadoria nesta terça-feira, 14. A expectativa do governo chinês é de aumentar a idade mínima exigida para aposentadoria de maneira lenta e gradual. As informações são do Ministério de Recursos Humanos, citado pelo veículo estatal Global Times.
No modelo em vigor, a aposentadoria é concedida a partir dos 60 anos para homens, 55 para mulheres de colarinho branco e 50 para mulheres que trabalham em fábricas. A idade mínima estabelecida é uma das mais baixas do mundo.
Segundo a Comissão Nacional de Saúde da China, a previsão de crescimento da população idosa é de 280 milhões para mais de 400 milhões nos próximos 12 anos. Nas condições atuais, cada aposentado é sustentado pelas contribuições de cinco trabalhadores.
A política do filho único, imposta de 1980 até 2015, foi uma das causas da crise do sistema previdenciário chinês. Por 35 anos, famílias que tivessem um segundo filho foram submetidas a penas que variavam desde a aplicação de multas, que caso não fossem pagas impossibilitavam o registro da criança no país, até a perda do emprego em casos de pais que ocupassem cargos relacionados ao governo.
A partir de 2021, as famílias chinesas tiveram o aval do governo para até três filhos, mas a taxa de natalidade seguiu em queda. Com a diminuição da força de trabalho local, a manutenção das regras para a aposentadoria tornou-se inviável para o governo.
As mudanças na aposentadoria começariam no aumento de alguns meses para a concessão ao direito dos trabalhadores chineses. Eventualmente, o tempo seria aumentado. De acordo com o presidente da Academia Chinesa de Ciências do Trabalho e da Previdência Social, Jin Weigang, os jovens teriam que trabalhar mais alguns anos, depois de um período de adaptação às novas regras.
Weigang afirmou, ainda, que as mudanças propostas por Pequim traçarão um “caminho progressivo, flexível e diferenciado para aumentar a idade de aposentadoria”. Apesar da urgência indicada pela Academia de Ciências, que previu a escassez dos recursos do sistema previdenciário até 2035, o governo chinês ainda não apresentou a nova proposta formalmente.
‘Muda a lógica da nossa própria felicidade’, diz Nathalia Arcuri sobre educação financeira

Fonte: Terra/ Dinheiro em Ação
Foto: Freepik
Para Nathalia Arcuri, fundadora e CEO da Me Poupe!, a educação financeira vai além do “guardar e investir dinheiro”. Ela explica que é uma ferramenta que gera autonomia na vida das pessoas. “Eu já pude testemunhar alguns casos de alunas que saíram de relações abusivas, reduziram quadros de ansiedade, saíram de situação de rua após o contato com a educação financeira”, conta.
A especialista em finanças frisa que a educação financeira ensina a importância de ter valores, planejamento e objetivos claros, além de reduzir desigualdades sociais e trazer tranquilidade em tempos de crise. “Muitas pessoas ainda acreditam, equivocadamente, que educação financeira é só pra quem já tem dinheiro. Na verdade, esse tema importa principalmente para quem não tem condições, mas sonha com uma vida melhor.”
“Quando temos o conhecimento sobre a lógica financeira e aprendemos a ganhar, poupar e investir, somos capazes de mudar a lógica da nossa própria realidade. Por meio do relacionamento saudável com o dinheiro, é possível conquistar autonomia em todas as esferas da vida e construir um futuro seguro. Eu costumo dizer que o dinheiro deve trabalhar para nós, e não o contrário”, completa.
Como está o cenário brasileiro em relação a esse tema?
O Brasil ainda tem 70 milhões de endividados e 30 milhões de inadimplentes. Mais de 60% dos brasileiros nunca investiram ou não conhecem nenhum tipo de investimento. São dados alarmantes que retratam a importância de continuarmos trabalhando para ajudar as pessoas a ter acesso a outras ferramentas que auxiliem na gestão de suas vidas financeiras.
É nisso que estamos trabalhando neste momento. Além de todo o trabalho de educação financeira que realizamos ao longo de todos esses anos na Me Poupe!, agora estamos desenvolvendo uma tecnologia que vai trazer, na prática e de forma divertida e simplificada, orientações dos melhores caminhos e decisões financeiras a serem tomadas de acordo com o perfil e objetivo de cada pessoa.
E quais são os desafios para fazer com que a educação financeira esteja presente na vida de todos?
O maior desafio é entregar informação isenta e de qualidade, de forma simples e descomplicada, que habilite as pessoas a tomarem decisões mais inteligentes. Dinheiro ainda é um tabu no Brasil e não aprendemos a falar sobre o tema abertamente dentro de casa. Sabemos que o sistema financeiro atual não incentiva a autonomia da gestão financeira, e, sim, uma dependência. Nosso propósito é trabalhar na contramão dessa lógica, fornecendo ferramentas para que todo indivíduo possa tomar as melhores decisões financeiras para sua vida.
Como saber a hora de começar no mundo dos investimentos e quais cuidados precisam ser tomados?
A melhor hora pra começar a investir é agora, mesmo que seja com R$ 1,00 por mês. Obviamente, um valor pequeno não vai fazer diferença na realização de objetivos de curto e médio prazo, mas pode ser o primeiro passo para o hábito de investir, que é fundamental. Entre os nossos leitores e alunos, existem inúmeros casos de pessoas que nunca investiram, até começar com R$ 30 por mês.
O aprendizado envolvido em uma operação simples como investir em Tesouro Direto produz um efeito psicológico inestimável. Muitas vezes, basta um único contato com uma corretora de valores e com investimentos de baixo risco para despertar o interesse e a disciplina de quem até pouco tempo atrás não fazia ideia de que podia pertencer a esse universo. O cuidado necessário é buscar conhecimento antes de investir.
Apenas 16% dos brasileiros tiveram educação financeira na escola ou faculdade, mostra levantamento
A educação financeira não é obrigatória no currículo escolar, por mais que seja importante ao longo da vida de todos. Segundo levantamento de um banco digital, apenas 16% dos brasileiros tiveram educação financeira na escola ou na faculdade. Mais da metade aprendeu sobre o assunto quando começou a trabalhar; 42% receberam ensinamentos em casa com a família e 14% só foi entender de finanças após acumular dívidas. Assista à matéria da TV Cultura sobre um projeto realizado em escola estadual de São Paulo:
Projeto de voluntariado Construindo o Futuro abre programação 2023

Na última quinta-feira (30/3), o grupo de Voluntariado da Funpresp-Jud abriu a programação 2023 do projeto de educação financeira e previdenciária Construindo o Futuro. Na ocasião, houve aula coletiva para cerca de 100 alunos do 6º ano do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 102 Norte, em Brasília, escola pública parceira do projeto desde 2021.
Sérgio Cabral, gerente de Contabilidade da Fundação, conduziu dinâmica sobre consumo, estimulando a reflexão sobre necessidades, desejos de consumo e controle financeiro. Antes da atividade, os voluntários distribuíram as revistas em quadrinhos da Turma da Judi, iniciativa de educação financeira e previdenciária desenvolvida pela Fundação, voltada para o público infantil.
Durante o ano, o grupo realizará atividades dentro de sala de aula, para cada turma do 6º ano, com tempo máximo de 45 minutos. Os voluntários irão se revezar nos deslocamentos para a escola. Serão abordados os seguintes temas: conceitos básicos de finanças; conceitos básicos de investimentos; segurança dos dados na internet; noções de aposentadoria; e consumo consciente.
Os alunos também serão estimulados a exercitar o poder de decisão de compra, formação de poupança e a possibilidade de cooperativismo na “Lojinha da Judi”. Lá, os voluntários oferecerão, para compra, produtos como canetas, cadernos, blocos e copos, por exemplo, com variação de preços a cada mês. A moeda de pagamento será a “Judi”, distribuída em todas as aulas, de acordo com critérios como presença, participação colaborativa e acertos de perguntas sobre os temas discutidos pelos professores.
Neste ano, o grupo de voluntariado conta com a participação de 14 empregados da Fundação.

Fonte: Funpresp-Jud, em 06.04.2023.