Iniciativa reforça compromisso da Fundação com a integridade de dados
A segunda palestra da 3ª edição do Mês da Integridade na Funpresp, realizada nesta quinta-feira (15/8), reuniu mais de 120 profissionais e destacou a importância da cultura de Proteção de Dados, tanto no ambiente corporativo quanto no cotidiano. A palestra abordou os desafios e responsabilidades que envolvem a segurança da informação na Fundação, considerando o avanço tecnológico atual.
“A proteção de dados é um pilar essencial para garantir a confiança e a integridade nas operações da Funpresp. Estamos empenhados em criar uma cultura sólida de segurança da informação, que permeie todas as áreas da Fundação e seja parte do nosso dia a dia”, afirmou o diretor-presidente da instituição, Cícero Dias. Ele enfatizou ainda que o compromisso da instituição é assegurar que todos compreendam a importância dessa responsabilidade e adotem as melhores práticas para proteger os dados que são confiados à Funpresp.
A palestrante convidada, professora Dra. Patricia Peck, PhD e advogada especialista em Direito Digital e Proteção de Dados, esclareceu os aspectos jurídicos que permeiam as ferramentas de segurança de dados, além de discutir suas limitações e os desenvolvimentos em curso para aprimorá-las. Peck também compartilhou recomendações essenciais para o tratamento de dados, orientando sobre quando o DPO (sigla em inglês de Data Protection Officer) deve ser acionado e os cuidados necessários para evitar o comprometimento de informações sigilosas.
Interação
O evento contou com uma sessão de perguntas e respostas, em que os profissionais da Fundação, já engajados com os temas de Ética e Integridade, enriqueceram o debate. A professora enfatizou a importância do treinamento e da conscientização tanto dos titulares dos dados quanto dos responsáveis por informações confidenciais, destacando que estas não devem ser compartilhadas sem necessidade ou além do estritamente necessário.
Mês da Integridade
O Mês da Integridade é uma iniciativa prevista no Plano de Integridade 2024-2025, documento que formaliza ações do Programa de Integridade da Funpresp-Exe, e visa conscientizar e capacitar a equipe da Fundação sobre ética, transparência e boas práticas. Em sua 3ª edição, o evento deste ano conta com palestras semanais durante todo o mês de agosto. Os próximos temas incluem: Gestão de Riscos e Segurança da Informação. O tema da primeira palestra foi Ética e Integridade.
Passar em concurso com salário garantido é certeza de dívida zero?
Com a abertura de milhares de vagas com boa remuneração no serviço público, candidatos podem acreditar que será o fim do nome no Serasa. Mas, sem planejamento, pode ser o oposto.
O Concurso Nacional Unificado (CNU), também conhecido como “Enem dos concursos”, está oferecendo vagas com salários superiores a R$ 20 mil, uma oportunidade que promete transformar a vida de muitos brasileiros, permitindo que eles saiam de uma realidade inconstante para uma posição melhor. No entanto, é preciso fazer um alerta importante: não adianta ter um salário garantido se a educação financeira e previdenciária não acompanhar essa evolução. Além dos salários, servidores federais têm facilidade de acesso ao crédito e frequentemente se beneficiam de taxas de juros diferenciadas nessas operações.
Esse cenário é particularmente atrativo, mas pode se transformar em uma armadilha, levando a um mar de novas dívidas. “Ao contrário do que muitos pensam, um bom salário não necessariamente é sinônimo de estabilidade financeira”, afirma Cícero Dias, diretor-presidente da Funpresp, a entidade de previdência complementar do servidor federal. “Sem gestão desse novo salário, é possível que servidores ainda enfrentem dificuldades financeiras e endividamento. Não é incomum encontrar esse perfil”, aponta.
Educação necessária
A educação financeira é o conjunto de conhecimentos que permite às pessoas fazerem uma gestão adequada de seus recursos, principalmente o salário, mas pode haver renda de aluguéis e outras, planejando e controlando seus gastos, investimentos e poupando para o futuro. Para os novos servidores que perceberem que estão entrando em uma espiral de dívidas, a educação financeira é essencial antes mesmo de tomar posse.
É fundamental adotar um nível de gastos abaixo da renda e já considerar, no orçamento, a destinação de parte do salário para formar poupança e reservas financeiras. Parece trivial, mas nem todo mundo age dessa forma. “Muita gente se vislumbra com os salários e instalam despesas que não conseguem manter. E acabam se envolvendo num ciclo vicioso de endividamento”, explica Cícero Dias.
É importante também já começar a pensar na aposentadoria logo no início da carreira no serviço público. Isso porque, há mais de 10 anos, servidores que ingressam no serviço público não se aposentam mais com integralidade e paridade, o que significa que não recebem o último salário integral ao se aposentarem, e seus reajustes não são mais os mesmos dos servidores ativos. Assim, o servidor passou a ser o principal responsável pela própria aposentadoria. Por isso, é fundamental investir na educação previdenciária também.
“Claro que o servidor que acabou de entrar no serviço público quer usufruir daquele dinheiro pelo qual ele se esforçou tanto, e a orientação não é não gastar, guardar tudo, manter a vida de antes. É claro que dá para usar o próprio dinheiro, mas com sabedoria, com calma, com organização, para não cair nas dívidas”, orienta Cícero Dias.
Para ajudar nesse processo, instituições públicas renomadas oferecem cursos gratuitos e online de educação financeira e previdenciária. São exemplos o Instituto Saberes, do Senado Federal, o Tribunal de Contas da União e o Banco Central. Basta procurar no site dessas instituições para aprender a melhor maneira de organizar o seu novo salário e sua tão sonhada aposentadoria como servidor federal.
Fonte: Funpresp, em 19.08.2024.