O mês de setembro perpetuou discussões sobre a elevação nas taxas de juros americanas, em especial para a Treasury de 10 anos, que é um título emitido pelo Tesouro dos Estados Unidos para o financiamento da dívida do governo e que é considerado por muitos a taxa de juros mais importante do mundo por se referir ao ativo de menor risco do mundo. Em função desse aumento, os ativos de risco a exemplo das bolsas ao redor do mundo apresentaram quedas, como demonstra o índice MSCI World que mede o desempenho do mercado em países desenvolvidos de empresas de grande e médio porte com presença global e resultou em reais um despenho de 2,78% no mês. Além disso, a atratividade em se investir nas altas taxas de juros dos EUA refletiu uma valorização do dólar frente às principais moedas globais.
Nos países emergentes, para aqueles que já iniciaram seus ciclos de cortes de juros, o impacto foi de dúvidas em relação ao nível das próximas reduções. Já as bolsas, amargaram resultados com a saída de capital estrangeiro com a atratividade do mercado de renda fixa americano. O índice MSCI Emerging que acompanha o desempenho das bolsas de valores de 26 países emergentes apresentou desvalorização de 2,81%, em dólares.
No cenário doméstico, os mercados se comportaram muito em função da dinâmica externa, conforme explicado anteriormente. Em função de uma possibilidade de perspectiva de manutenção de altas taxas de juros da economia norte americana, economistas se tornaram céticos às projeções do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, de que os cortes da SELIC chegariam a uma taxa de 9,00% ao final de 2024 e elevaram suas expectativas para a taxa para patamares entre 10% e 11%. Ainda na renda fixa, as discussões sobre o nível de receita do governo federal e a possível necessidade de ajustes na política fiscal, levantaram uma percepção de risco do cumprimento da meta do setor primário, o que gerou uma oscilação negativa nas taxas de juros de longo prazo do país. O índice IMA-B 5+ que é um indexador que reflete o comportamento dos títulos públicos de vencimentos mais longos, deixou claro essa preocupação do mercado rentabilizando -1,92% no mês. Já na bolsa brasileira, apesar do resultado ruim nos mercados emergentes, o índice Ibovespa apresentou ganho modesto de 0,71% em setembro, após grande realização no mês anterior (-5,09%). Essa não correlação com as bolsas externas é explicada pela alta no ciclo de commodities, bastante ligada à economia brasileira de maneira geral.
Resultado dos planos da Libertas
Diante deste contexto, o resultado consolidado dos planos da Libertas foi de 0,54% no mês de setembro.
Os planos da modalidade de Benefício Definido, mais indexados à inflação, com mínima exposição à ativos de risco e com a possibilidade de marcação na curva, alcançaram 0,65%. Cabe ressaltar que a carteira consolidada dos planos de Benefício Definido, até este mês já obteve retorno de 8,02% no ano, 113,79% da maior meta atuarial (INPC + 5,40%), que alcança 7,05% no ano.
Já os planos da modalidade de Contribuição Definida, que por exigência legal tem seus ativos de renda fixa marcados a mercado, obteve retorno de 0,46% no mês. O consolidado da modalidade de Contribuição Definida também demonstra resultados positivos em relação ao índice de referência dos planos, IPCA + 4,09%. No ano a carteira alcançou 8,49% de rentabilidade bruta contra 6,67% do índice de referência, demonstrando 127,27% da meta de rentabilidade.
Governança: saiba o que são riscos sistêmicos
No cenário de mudanças constantes, a busca por uma governança eficaz tornou-se uma necessidade primordial para as organizações, e a Libertas está sempre atenta para se adequar aos mais elevados padrões, o que envolve um intenso gerenciamento de riscos.
Além dos riscos operacionais tradicionais, há uma classe de riscos que pode abalar as bases de toda uma economia ou sistema financeiro – os chamados Riscos Sistêmicos. Eles representam eventos ou choques capazes de gerar efeitos adversos em larga escala na economia, e podem se manifestar de diversas maneiras, desde inflação fora de controle, crises políticas e instabilidades globais até mudanças nas taxas de juros e incertezas jurídicas.
Riscos sistêmicos na história
Para compreender a magnitude desses Riscos Sistêmicos, é fundamental olhar para a história. Eventos como o Crash da Bolsa de Nova York em 1929, a crise financeira asiática de 1997, o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, a crise financeira de 2008, a crise da dívida soberana na Grécia em 2010 e a pandemia de Covid-19 exemplificam claramente como esses eventos podem impactar economias e sistemas financeiros em escala global.
As consequências dos Riscos Sistêmicos são alarmantes. Eles têm o potencial de desencadear uma cascata de falências e inadimplências, resultando em recessão econômica, aumento do desemprego e instabilidade social. Além disso, a intervenção do governo muitas vezes se torna necessária para evitar o colapso do sistema, o que pode acarretar custos significativos para os contribuintes.
Diante desse contexto, a mitigação dos Riscos Sistêmicos assume um papel crucial. Organizações, instituições financeiras e governos devem adotar medidas preventivas, como diversificar investimentos, reduzir interconexões, melhorar transparência e comunicação, e fortalecer a regulamentação e a supervisão.
Atuação da Fundação Libertas
Na Fundação Libertas, o monitoramento constante dos Riscos Sistêmicos é uma prática rotineira. Relatórios periódicos são elaborados, analisando dados e indicadores econômicos nacionais e globais para identificar fatores que possam ameaçar a estabilidade do sistema financeiro. A organização também utiliza indicadores de volatilidade de mercado, como o Valor em Risco (VaR), e realiza testes de estresse na carteira consolidada, seguindo parâmetros estabelecidos.
A Libertas compreende a importância crítica de estar preparada para enfrentar os desafios dos Riscos Sistêmicos. Essa abordagem proativa não apenas protege seus ativos, mas também contribui para a construção de um futuro mais seguro e próspero. Em um mundo em constante mudança, onde a preservação não é suficiente, a organização se prepara para prosperar, garantindo a segurança de seus ativos e o bem-estar daqueles a quem ela serve.
Fundação Libertas compartilha cases de sucesso no 44º Congresso Brasileiro de Previdência Privada
Entre os dias 18 e 20 de outubro, a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) promoveu o 44º Congresso Brasileiro de Previdência Privada, considerado o maior evento sobre o tema no mundo. E a Libertas foi uma das selecionadas entre centenas de entidades no Brasil, para compartilhar dois temas no “Espaço Boas Práticas”.
O primeiro case apresentado foi “Previdência no Shopping: Projeto Libertas 45 Anos”, conduzido por Ludmila Benevides, coordenadora de Comunicação e Eventos da Fundação. O projeto de celebração do aniversário de 45 anos da entidade, realizado em 2022, foi um exemplo de inovação e disrupção para o segmento ao levar o tema Previdência Privada, para o shopping. A exposição “De mineiro pra mineiro”, foi realizada de forma gratuita, no Shopping Cidade, no centro de Belo Horizonte, recebeu mais de quatro mil visitantes e promoveu conteúdos de educação financeira, valorização da cultura local e da própria história da entidade.
Thales de Melo, gerente de Controles Internos e Riscos da Libertas, apresentou o segundo case, sobre o processo de “Estruturação da atividade de riscos de investimentos na Fundação Libertas”. O advogado e administrador compartilhou insights valiosos contidos no seu artigo homônimo, proporcionando aos participantes do congresso uma compreensão aprofundada sobre as estratégias adotadas pela Fundação na gestão de riscos de investimentos.
“Nossa participação reforça o papel da Libertas como agente ativo no fomento de práticas inovadoras no setor de previdência privada. A contribuição no 44º Congresso Brasileiro de Previdência Privada é um testemunho de nossa busca contínua por excelência e compromisso com o futuro financeiro e qualidade de vida dos participantes”, finaliza Ludmila Benevides.
Acesse o canal do YouTube da Libertas e confira os cases de sucesso:
- “Previdência no Shopping: Projeto Libertas 45 Anos”
- “Estruturação da atividade de riscos de investimentos na Fundação Libertas”
Relembre matérias sobre os temas:
- Aniversário de 45 anos marca a história da Fundação Libertas
- Governança: saiba mais sobre o gerenciamento de riscos da Fundação Libertas
Fonte: Fundação Libertas, em 30.10.2023.