Como estarão os juros no Brasil no início de 2026?
Nossos analistas respondem a essa e outras perguntas em mais um episódio do podcast FUNCEF Sem Economês

No oitavo episódio do podcast FUNCEF Sem Economês, os analistas de investimentos da Fundação Camila Canedo, Rafael Coimbra e João Marcos Soares preveem o início da redução da taxa Selic em janeiro de 2026, com a queda de 0,25%. O Banco Central do Brasil vai manter os juros em 15% até o final deste ano.
Além disso, o episódio esclarece alguns termos em inglês frequentes no noticiário econômico: o shutdown do governo americano, o que significa ser dovish e hawish na política monetária e até o que o urso e touro têm a ver com o mercado financeiro.
Para saber mais sobre esses temas e como serão os impactos da isenção do imposto de renda de pessoa física para quem recebe até R$ 5 mil, em vigor no ano fiscal de 2026, que tem início em janeiro, assista à íntegra do podcast no YouTube da Fundação ou acompanhe no Spotify.
Planos da FUNCEF fecham novembro com saldo positivo e projeção otimista
Dados mostram forte desempenho no Novo Plano e REB CD e resultado sólido dos planos BD

A FUNCEF deve alcançar superávit em todos os seus planos de benefícios em 2025, apontam os dados de novembro.
Além do forte desempenho do Novo Plano e REB CD, que impulsiona a acumulação de reservas dos participantes da ativa, a Fundação está próxima a consolidar o reequilíbrio técnico ajustado positivo do REG/Replan Saldado superior a R$ 1,3 bilhão. Isso significa um superávit acumulado pela primeira vez desde 2015, o que abrirá espaço para novas reduções nas taxas do equacionamento no futuro.
“Os resultados confirmam o acerto das estratégias da nossa Política de Investimento e a eficácia da gestão de passivos. Estamos trabalhando para assegurar que o desempenho de 2025 seja replicado nos próximos anos”, afirmou o presidente Ricardo Pontes, com entusiasmo.
Confira a prévia dos destaques:
Novo Plano e REB CD
Os planos de Contribuição Definida (CD) tiveram o melhor desempenho do segundo semestre em novembro, com forte rentabilidade mensal superior a 1,3%. No acumulado de 2025, o Novo Plano e o REB CD, que reúnem os participantes na ativa, acumulam ganhos de 12,91% e 13,50%, respectivamente.
Esse desempenho supera com folga a rentabilidade média de novembro dos planos CD de outros fundos de pensão (1,17%), conforme dados da Consultoria Aditus.
A grande novidade de 2025
A grande novidade do ano foi o processo de reposicionamento das carteiras de investimentos do Novo Plano e REB CD, que reduziu a parcela de renda variável de 17,5% para um patamar inferior a 10%.
Os recursos foram realocados em títulos públicos de longo prazo atrelados à inflação (NTN-Bs), papeis que não sofrem risco de mercado e possuem retornos superiores ao índice de referência dos planos.
Além da rentabilidade desses títulos públicos, a rentabilidade de 2025 tem sido puxada pela valorização dos fundos imobiliários, que estão concentrados no Novo Plano CD e no REB CD.

Planos BD (aposentados e pensionistas)
Com uma carteira composta em 85% por renda fixa, o REG/Replan segue protegido dos efeitos da variação das taxas de juros e inflação e trazendo resultados estáveis.
No acumulado até novembro, o REG/Replan Saldado e o REG/Replan Não Saldado alcançaram rentabilidades de 9,85% e 9,92%. Isso representa um ganho quase 20% superior às respectivas metas atuarias de 8,26% e 8,35% para o período.
Com o resultado, o REG/Replan Saldado ampliou o superávit técnico ajustado para R$ 1,31 bilhão.
É importante destacar que o resultado acumulado até novembro não reflete totalmente o desempenho da carteira imobiliária, que é relevante no REG/Replan, captando apenas o retorno da renda com aluguéis. A reavaliação de preços de imóveis é realizada por meio de laudo no final do ano.
Com retorno de 10,30% e 9,83%, o Novo Plano BD e REB BD também bateram a meta atuarial (8,35%). Ambos têm carteiras formadas apenas por títulos públicos e uma fatia mínima de empréstimos aos participantes.

Fonte: Funcef, em 19.12.2025.