Os participantes já podem acessar os relatórios detalhados de rentabilidade dos planos de previdência da Fachesf referentes ao mês de fevereiro de 2025 na página de investimentos.
A inflação elevada de fevereiro, que atingiu 1,31%, impactou diretamente as metas atuariais dos planos. Além disso, a queda de mais de 2% na bolsa, aliada a um leve ajuste em toda a curva de juros, contribuiu para que os planos com exposição a renda variável e a títulos atrelados à taxa de juros não superassem seus respectivos índices de referência.
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Plano
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Rentabilidade
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Meta / Índice de Referência
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BD
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1,15%
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1,72%
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BS
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1,12%
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1,73%
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CD BCO
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1,14%
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1,73%
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CD BAC
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0,55%
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1,73%
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RealizePrev
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0,73%
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0,99%
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CD Puro
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0,74%
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0,99%
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Cenário econômico
Em fevereiro, as incertezas em torno das políticas tarifárias dos Estados Unidos e a postura mais cautelosa do Federal Reserve, banco central americano, impactaram o desempenho dos mercados globais. As bolsas registraram queda, os juros recuaram e o dólar se desvalorizou em relação a outras moedas.
No Brasil, após um início de ano positivo, o mês de fevereiro foi marcado por uma reversão dessa tendência. O cenário externo adverso, somado à volta das preocupações com o quadro fiscal, pressionou os ativos locais. O Ibovespa fechou o mês em queda, o real perdeu valor frente ao dólar e a curva de juros apresentou uma leve alta.
Déficit reduzido: Plano CD não precisará de equacionamento referente a 2024
O Conselho Deliberativo da Fundação aprovou, em reunião realizada neste mês de março, os pareceres atuariais dos planos de previdência referentes ao exercício de 2024. Com o resultado positivo do ano, o déficit técnico acumulado ajustado, que considera o ajuste de precificação dos títulos públicos, diminuiu de R$ 211 milhões (2023) para R$ 150 milhões (2024), totalizando uma redução de R$ 61 milhões.
A elevação da meta atuarial de 4,91% para 5,14%, juntamente ao aumento no ajuste de precificação*, foram os principais fatores técnicos que impactaram positivamente nos resultados.
Segundo Sergio Magalhães, assessor de Gestão Atuarial da Fachesf, a marcação de títulos públicos na curva de juros, diante do atual cenário econômico, permite aos planos “antecipar ganhos futuros”, desde que esses papéis de renda fixa sejam mantidos até o vencimento. Essa estratégia, alinhada ao fluxo de pagamento dos benefícios, é chamada de imunização. Os “ganhos futuros” projetados nessa operação são considerados para minimizar a necessidade de novos equacionamentos.
“Apesar de ainda apresentar déficit acumulado, o Plano CD fica mais longe de um novo plano de equacionamento. Atualmente o último plano registrado é decorrente dos resultados de 2021, ainda sob os efeitos da pandemia e da hiperinflação do IGP-M no período”, explicou o gestor.
As avaliações atuariais dos planos estarão disponíveis para consulta até o dia 30 deste mês.
* Ajuste de precificação é o cálculo que se refere ao prêmio de rentabilidade de títulos públicos federais carregados até o vencimento que, por terem taxas de remuneração superiores à meta atuarial do plano, ajudam nos resultados, gerando superávit ou reduzindo déficits futuros. É um indicador de resultado extracontábil, considerado para fins de apuração de equacionamentos de déficit.
Fonte: Fachesf, em 21.03.2025.