
O Dia Internacional da Mulher é uma data para celebrar conquistas, mas também para refletir sobre os desafios que ainda existem. Um deles é a autonomia financeira, essencial para que as mulheres tenham mais liberdade e segurança ao longo da vida. Afinal, controlar o próprio dinheiro significa ter escolhas: seja para realizar sonhos, enfrentar imprevistos ou garantir um futuro mais tranquilo.
Mas será que todas as mulheres têm, de fato, conquistado a independência financeira? A realidade mostra que ainda há muito a avançar.
Mulheres nas finanças da casa: participação ativa, mas desafios persistem
Segundo uma pesquisa divulgada pelo Serasa em 2023, 88% das mulheres participam das despesas domésticas. Destas:
√ 38% são as principais provedoras da casa;
√ 24% dividem igualmente os gastos com o parceiro ou parceira.
Apesar dessa presença ativa no orçamento familiar, as mulheres ainda enfrentam obstáculos significativos. A diferença salarial continua sendo um fator preocupante: mulheres ganham, em média, 25% a menos do que os homens, mesmo quando possuem a mesma escolaridade e qualificações.
Isso significa que, mesmo quando contribuem financeiramente, muitas ainda não têm total controle sobre suas decisões econômicas, impactando diretamente sua capacidade de investir, poupar e planejar o futuro.
A importância do planejamento para conquistar a autonomia financeira
Autonomia financeira não se resume apenas a pagar contas, mas a ter segurança e liberdade para tomar decisões financeiras sem depender de terceiros. E isso só é possível com planejamento e protagonismo.
3 passos essenciais para fortalecer a independência financeira das mulheres:
1. Educação financeira como ferramenta de poder
Saber administrar dinheiro é um direito e uma necessidade. Entender conceitos básicos como orçamento, investimentos e planejamento previdenciário ajuda a tomar decisões mais estratégicas e evitar armadilhas financeiras.
2. Planejamento para um futuro mais seguro
O planejamento financeiro não se limita ao presente. Ter um plano para o futuro – incluindo previdência complementar e investimentos – é fundamental para garantir estabilidade a longo prazo. Isso é ainda mais importante considerando que as mulheres vivem, em média, 7 anos a mais que os homens, segundo o IBGE.
3. Protagonismo para investir e construir patrimônio
Investir é uma forma de conquistar independência. Além da previdência complementar, buscar diversificação financeira, com diferentes tipos de investimentos, pode garantir maior segurança e crescimento do patrimônio ao longo do tempo.
Se você quer começar agora a sua jornada rumo à autonomia financeira, um bom primeiro passo é organizar seu orçamento e buscar informações sobre previdência complementar e investimentos. Afinal, o futuro começa a ser construído no presente!
Termo de Cisão da Fachesf é encaminhado para Previc
A Fachesf comunica que, dando prosseguimento ao processo de separação das atividades de previdência e saúde, encaminhou o Termo de Cisão, Protocolo e Justificação da Cisão Parcial para a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Essa etapa, obrigatória por lei, antecede os procedimentos finais do processo. O termo também foi submetido à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Para conhecer todos os documentos que compõem esse projeto, acesse.
Eletrobras convoca fundações para compor Grupo de Trabalho
Em continuidade ao Projeto de Otimização da Previdência, iniciado em 2024, a Patrocinadora Eletrobras convocou a Fachesf a indicar representantes para o Grupo de Trabalho que visa criar uma nova Entidade Fechada de Previdência Complementar, a partir da incorporação das cinco fundações do grupo: Fachesf, Previnorte, Eletros, Real Grandeza e Elos.
De acordo com a correspondência enviada, a Fundação deve indicar dois membros dos Conselhos Deliberativo (um eleito e um indicado), além de gestores de diversas áreas. O grupo se reunirá no dia 12 de março, contando com os representantes nomeados pelas demais entidades.
A Fachesf reforça que, conforme comunicado anterior, a participação nos trabalhos do projeto não implica qualquer alteração nos direitos dos participantes ou nas condições dos regulamentos dos planos de previdência atualmente administrados.
A decisão sobre uma possível incorporação será tomada futuramente, após a análise detalhada de todos os termos e da estrutura da nova fundação pelo Conselho Deliberativo, que avaliará a conveniência e os impactos de eventuais mudanças, sempre priorizando a proteção do patrimônio, da história e dos interesses dos participantes da Fundação.
Fonte: Fachesf, em 07.03.2025.