Diretoras da ENS são eleitas mulheres mais influentes do setor
As executivas da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Paola Casado (diretora-geral) e Maria Helena Monteiro (diretora de Ensino), estão entre as “50 Mulheres Mais Influentes do Mercado de Seguros”. O reconhecimento veio neste mês de março, com o anúncio feito pela Revista Cobertura, que promoveu a segunda edição da pesquisa “Mulheres mais Influentes do Mercado”.
O levantamento colheu votos para identificar as lideranças femininas de destaque. Paola e Maria Helena foram reconhecidas na categoria “Entidade”, pelo trabalho à frente da ENS.
Representatividade
“Fico muito honrada com o reconhecimento. Mais do que uma conquista individual, vejo essa escolha como um reflexo da força das mulheres que vêm transformando, com competência e visão, o mercado de seguros no Brasil”, afirmou Casado.

Reeleita na pesquisa pelo segundo ano consecutivo, Monteiro também ressaltou a importância da representatividade feminina no setor.
“Fico genuinamente feliz pela lembrança do meu nome em uma pesquisa construída com a participação de tantos profissionais do mercado. Recebo esse reconhecimento como parte de uma trajetória construída de forma coletiva, com diálogo, educação e desenvolvimento contínuo”, declarou.

Sobre a pesquisa
A segunda edição da pesquisa “Mulheres mais Influentes do Mercado” integra as ações comemorativas pelos 35 anos da Revista Cobertura. O objetivo é reconhecer profissionais que se destacam pela liderança, contribuição técnica e impacto no desenvolvimento do setor de seguros.
A seleção contou com a participação de profissionais do setor, que indicaram e votaram em mulheres que vêm se consolidando como referências em diferentes frentes da indústria de seguros. Ao todo, foram registrados mais de 15 mil votos, o que reforça a relevância da liderança feminina para o fortalecimento e a evolução do mercado de seguros brasileiro.
Allianz Seguros anuncia novo superintendente de Linhas Financeiras
Rodrigo Camargo Novaes chega para contribuir com o avanço da companhia no segmento
A Allianz Seguros apresenta Rodrigo Camargo Novaes como novo superintendente de Linhas Financeiras. Ele assume o cargo a partir de 23 de março e se reportará diretamente a Mauricio Masferrer, diretor executivo de Negócios Corporativos. Com forte conhecimento técnico e visão estratégica da área, Rodrigo chega para contribuir com o avanço da companhia no segmento.
O executivo conta com sólida trajetória no mercado de seguros e resseguros, reunindo passagens por empresas como Liberty, Itaú e AIG. Em 15 anos de atuação, desenvolveu competências técnicas e de gestão, liderando frentes estratégicas de portfólio, desenvolvimento de negócios e eficiência operacional.
“Chego em um momento muito importante para a Allianz, que vem reforçando, cada vez mais, o seu apetite crescente pelo mercado de seguros corporativos voltados a médios e grandes riscos, o que inclui as linhas financeiras. Minha expectativa é atuar ativamente no fortalecimento da área por meio de soluções que apoiem os clientes com ainda mais qualidade, o relacionamento estreito com corretores e clientes e o apoio direto ao crescimento sustentável da companhia.”

Rodrigo Camargo Novaes é formado em Economia pela FEA USP e possui MBA Executivo pelo Insper.
Ciclo regulatório da ENS tem segunda temporada

E/D: Gustavo León (ENS), Jessica Bastos (Susep), Renata Furtado (ENS) e Ronaldo Gallo (Madrona Advogados)

Auditório da ENS / Fotos: ENS
A Escola de Negócios e Seguros (ENS) retomou, neste ano, os encontros do ciclo “Atualizações Regulatórias em Seguros e Resseguros”, iniciativa pioneira lançada em 2025 e voltada à análise dos impactos da Lei do Contrato de Seguro (Lei nº 15.040/2024).
Para 2026, a Instituição ampliou o escopo do debate. A partir desta edição, os encontros passam a contemplar também os desdobramentos e impactos da Lei Complementar nº 213/2025.
O primeiro encontro do ciclo regulatório de 2026 teve como tema “O Processo Sancionador e os Regimes Especiais à luz das mudanças introduzidas pela Lei Complementar nº 213/2025” e foi realizado na manhã de 25 de março, no auditório da Unidade São Paulo (SP).
Ao longo do ano, os encontros serão realizados sempre na última quarta-feira de cada mês. Confira, abaixo, o registro do primeiro encontro.
ANSP Noite Acadêmica empossa 22 novos Acadêmicos e Acadêmicas

Realizada na noite de ontem (26), na Casa Bisutti, em São Paulo, a ANSP Noite Acadêmica, da Academia Nacional de Seguros e Previdência, reuniu cerca de 250 convidados, entre Acadêmicas e Acadêmicos, executivas e executivos, e lideranças do setor, para a posse de 22 novos Acadêmicos e Acadêmicas, além de marcar a transição de gestão da nova Diretoria da entidade para o triênio 2026-2029.
A cerimônia foi conduzida pelas Acadêmicas Solange Guimarães e Simone Vizani, que concederam a palavra inicial ao Acadêmico Mauro César Batista, Presidente do Conselho Superior. Em sua fala de abertura institucional, ele apresentou um panorama da ANSP, destacando seus 33 anos de atuação dedicados à pesquisa, ao estudo e ao debate técnico. Também ressaltou a independência da Academia, afirmando que a instituição não está subordinada a nenhuma organização e mantém como propósito contribuir para o desenvolvimento do seguro e previdência com base em ética, conhecimento e produção intelectual.
Na ocasião, também foi anunciada a nova configuração da liderança da entidade a partir de 1º de abril. O Acadêmico Osvaldo Nascimento assumirá a Presidência do Conselho Superior, enquanto o Acadêmico Edmur de Almeida passará a presidir a Diretoria Executiva. O Conselho Fiscal será mantido conforme a gestão anterior.
Na sequência, o Acadêmico Rogério Vergara realizou seu pronunciamento de encerramento de mandato, apresentando um balanço de sua gestão. Em tom de satisfação, destacou avanços como a modernização da Academia, o fortalecimento de sua presença institucional e a ampliação da diversidade entre seus membros. Também ressaltou a atuação da ANSP em consultas públicas e debates técnicos relevantes para o setor.
Antes da posse dos novos integrantes, a cerimônia contou com um momento simbólico de reconhecimento aos Acadêmicos e Acadêmicas que haviam sido empossados de forma virtual em 2020, durante a pandemia, com registro presencial para fotos dos que estavam presentes na ocasião.
Em seguida, foi realizada a posse dos 22 novos Acadêmicos e Acadêmicas, todos com trajetória marcada pela contribuição ao desenvolvimento do seguro, da previdência complementar e de áreas correlatas. A ANSP destacou que o ingresso ocorre por indicação de membros da própria Academia, com posterior aprovação da Diretoria. Foram empossados: André Luiz Lima Soares, Camila de Andrade Soares Feriani, Camilla Barbosa Pessoa de Melo, Celina da Costa Silva, Edson Lasse Fecher, Fábio Cabral da Silva, Fabio Arturo Corrias, Francilene Rodrigues de Freitas, Jackson de Melo Prata, Juan Carlos Pereira, Juliana Oliveira Nascimento, Júlia Sidon Senna Carvalho, Junio Ferreira Tosta, Liliane Guimarães Pereira Lima de Mello, Luis Alberto Saavedra Martinelli, Luiza Perreli Bartolo, Maurício Tadeu Barros Morais, Natália Velasques Sanches, Renata Beiriz Furtado, Simone Aparecida Camargo Libonati, Stephanie Zalcman e Weliton Alves da Costa.
A noite também contou com a presença de importantes representantes de entidades do setor de seguros e previdência, reforçando a relevância da ANSP no mercado segurador. Entre os presentes, destacaram-se André Nunes (CNseg), Augusto Vicente Esteves (UCS – União dos Corretores de Seguros), Beatriz Pinheiro Herranz (FenaPrevi), Boris Ber (Sincor-SP e Fenacor), Bruno Freire (Fenaber), Camila Máximo (Sou Segura), Danilo Silveira (FenSeg), Maria Amélia Saraiva (AIDA Brasil) e Rodrigo de Almeida Matos (ENS – Escola de Negócios e Seguros).
Encerrando a programação, o Acadêmico Edmur de Almeida, Presidente eleito para a próxima gestão, destacou o compromisso da nova Diretoria com a continuidade e o fortalecimento das iniciativas da Academia. Segundo ele, assumir a liderança da entidade representa uma grande responsabilidade, aliada à confiança em um time altamente qualificado.
“Estar à frente da nova Diretoria é uma grande responsabilidade, mas acredito que esse grupo que assume a gestão é tão qualificado quanto o anterior. Tenho certeza de que seguiremos firmes na disseminação da cultura do seguro, principalmente ampliando esse debate junto à sociedade. Estou muito feliz e agradeço a confiança de todas as Acadêmicas e Acadêmicos”, afirmou.
Na ocasião, foi celebrado o Dia Internacional da Mulher, ressaltando o avanço da participação feminina na instituição. Atualmente, a Academia conta com 74 Acadêmicas, com presença cada vez mais expressiva, inclusive em posições de liderança, como na Diretoria e em Conselhos, evidenciando a importância da diversidade para o fortalecimento do setor.
Durante a programação, o Presidente da Diretoria da ANSP, Acadêmico Rogério Vergara, conduziu uma homenagem às mulheres da Academia. Em nome de todas as Acadêmicas, as Acadêmicas Simone Vizani e Ileana Iglesias foram homenageadas no palco, representando simbolicamente as integrantes da instituição, e receberam uma mensagem especial em reconhecimento às suas trajetórias e contribuições.
A ANSP agradece às mantenedoras Swiss Re, CNP Holding, Sindseg SP, Alper, Sompo, Bradesco Seguros, PASI e ABECOR, bem como aos apoiadores ABGR e AIDA Brasil, pelo apoio contínuo às iniciativas da Academia ao longo do ano.
A Noite Acadêmica reafirmou o compromisso da ANSP em ampliar sua interlocução com a sociedade civil e com o Estado brasileiro, consolidando-se como um espaço plural, ético e qualificado para a reflexão sobre os desafios e o desenvolvimento do mercado de seguros e previdência no Brasil.
allseg seguradora lança seguro de Responsabilidade Civil Profissional e amplia portfólio

Marcelo de Freitas, diretor de Operações da allseg seguradora
A allseg seguradora S/A passa a oferecer ao mercado o seguro de Responsabilidade Civil Profissional, também conhecido na indústria como E&O (Errors and Omissions). O produto foi desenvolvido em parceria com a Catulus Underwriting e já está disponível no Portal do Corretor. A solução visa atender profissionais liberais e empresas prestadoras de serviços, segmento que concentra parte relevante da atividade econômica no país.
O lançamento ocorre em um contexto de crescimento das atividades profissionais e aumento da exposição a riscos decorrentes da prestação de serviços. Dados da Catulus, especializada em subscrição de riscos e estruturação de produtos, indicam que o Brasil reúne mais de 24 milhões de empresas ativas, com forte presença do setor de serviços, o que aumenta a demanda por soluções de proteção patrimonial e gestão de riscos.
Segundo o diretor de Operações da allseg, Marcelo de Freitas, a nova solução amplia a atuação da companhia em linhas especializadas. “O seguro de Responsabilidade Civil Profissional atende a uma demanda crescente do mercado. Com esse produto, ampliamos o portfólio e oferecemos ao corretor uma alternativa alinhada às necessidades de empresas e profissionais que atuam em atividades com maior nível de responsabilidade técnica”, afirma.
A apresentação do produto foi realizada no início de março, durante webinar que reuniu cerca de 500 corretores e assessorias. Na ocasião, a coordenadora de E&O e Cyber da Catulus Underwriting, Erika Park, detalhou o funcionamento e as coberturas do produto. “O seguro foi estruturado para amparar o segurado em situações de reclamações de terceiros relacionadas a erros, omissões ou falhas na prestação de serviços, a partir de notificações judiciais ou extrajudiciais”, explicou.
Park destacou que riscos profissionais podem surgir em praticamente qualquer atividade. Entre os exemplos citados, estão erros em projetos de engenharia que podem resultar em desabamentos de obras; advogados que perdem prazos processuais e passam a responder por prejuízos financeiros; e médicos que realizam atendimentos emergenciais fora do ambiente hospitalar e, posteriormente, são acusados de falha profissional.
A executiva ressaltou que a apólice contempla custos de defesa em processos cíveis, administrativos e criminais, incluindo honorários advocatícios, perícias e demais despesas jurídicas, além de indenizações decorrentes de acordos judiciais ou extrajudiciais.
Ela observou ainda que o produto abrange situações recorrentes na atividade profissional, como extravio, furto, roubo ou danos a documentos de clientes sob responsabilidade do segurado, bem como ocorrências envolvendo subcontratados ou correspondentes. “Também estão previstas coberturas para casos de quebra involuntária de sigilo profissional, atos desonestos ou fraudulentos de colaboradores e retenção de honorários por alegações de falhas na prestação de serviços”, acrescentou.
O produto inclui, ainda, coberturas adicionais, como despesas emergenciais de defesa, suporte para gestão de crise e proteção para danos morais, materiais e corporais. Há também condições específicas para o segmento de saúde (MedMal), voltadas a profissionais e empresas da área.
Para o diretor da allseg, o avanço das atividades especializadas e o aumento das exigências por responsabilidade técnica ampliam a demanda por esse tipo de proteção no país, que já movimenta cerca de R$ 1 bilhão em prêmios. “Esse cenário abre espaço para a atuação mais estratégica dos corretores, que passam a exercer um papel consultivo junto aos clientes. Com esse produto, oferecemos uma alternativa estruturada, alinhada a diferentes perfis de risco e com acesso simplificado”, conclui Freitas.
Allianz Risk Barometer 2026: Ciber permanece como principal risco empresarial, mas IA é a que mais cresce e ocupa o 2º lugar
- Ciber, especialmente ataques de ransomware, ocupa o 1º lugar pelo quinto ano consecutivo como o maior risco para empresas de todos os portes (42% das respostas globalmente).
- Inteligência Artificial (IA) é a maior ascensão do ranking, saltando da 10ª para a 2ª posição (32%), destacando riscos emergentes para empresas de praticamente todos os setores.
- Turbulências geopolíticas e incertezas impulsionam os riscos políticos e a violência para sua posição mais alta já registrada, em 7º lugar.
- Desafios de implementação, exposições de responsabilidade e o impacto da desinformação gerada pelo avanço da IA lidera o ranking de riscos no Brasil (32%).
O cenário de 2026 no Brasil exige que sejamos tão velozes quanto a tecnologia: com a Inteligência Artificial assumindo o topo dos riscos e a crise de energia e mudanças regulatórias ganhando relevância, nosso papel é garantir que a inovação caminhe lado a lado com a continuidade dos negócios e a segurança dos nossos clientes”, afirma Maurício Masferrer, Managing Director da Allianz Commercial Brasil

Maurício Masferrer
Incidentes cibernéticos dominaram as manchetes em 2025 e continuam sendo a maior preocupação das empresas globalmente em 2026, de acordo com o Allianz Risk Barometer. O último ano também foi marcado pela rápida adoção da inteligência artificial (IA), refletida em sua posição como o maior avanço do ranking anual, alcançando o 2º lugar, como uma fonte complexa de risco operacional, jurídico e de reputação para as empresas. Ainda assim, quase metade dos respondentes acredita que a IA traz mais benefícios do que riscos para seu setor, embora um quinto pense o contrário. Pela primeira vez, a interrupção de negócios não figura entre os dois principais riscos, caindo para a 3ª posição. Ainda assim, permanece como uma preocupação relevante, pois pode ser consequência de outros riscos presentes no top 10 global.
Fatores como uma temporada de furacões mais tranquila em termos de perdas em 2025 fizeram com que as catástrofes naturais caíssem para a 5ª posição em relação ao ano anterior. Já os riscos políticos e a violência subiram da 9ª para a 7ª posição, impulsionados pelo aumento das preocupações com a volatilidade geopolítica e conflitos ao redor do mundo.
Brasil
No Brasil, os três principais riscos são: inteligência artificial, que surge como a principal preocupação (32%) em uma nova entrada diretamente no topo do ranking. Em seguida, aparecem os incidentes cibernéticos (31%) e as mudanças na legislação e regulamentação (28%), que apresentaram um crescimento significativo de importância em relação ao ano anterior. O ranking também destaca a relevância de riscos ambientais e operacionais, como mudanças climáticas (27%) e catástrofes naturais (21%), além das novas entradas de desenvolvimentos macroeconômicos e crise de energia, refletindo um ambiente de negócios focado na transformação digital e na volatilidade do cenário econômico e institucional.
Confira a lista 10 maiores riscos para os negócios no Brasil em 2026:
10. Crise energética – 11% (novo risco em 2026)
O CEO da Allianz Commercial, Thomas Lillelund, comenta: “Após a volatilidade e a incerteza de 2025, as empresas continuam enfrentando riscos interconectados e altamente complexos em um ambiente de rápidas transformações em 2026. Considerando a crescente importância da IA na sociedade e na indústria, não é surpreendente que ela seja o principal fator de variação no Allianz Risk Barometer. Além de trazer enormes oportunidades, seu potencial transformador, aliado à rápida evolução e adoção, está remodelando o cenário de riscos, tornando-se uma preocupação central para empresas de todos os portes em todo o mundo, ao lado de ameaças mais estabelecidas.”
Riscos cibernéticos são, de longe, a maior preocupação das empresas
Em 2026, os incidentes cibernéticos ocupam o topo do ranking global pelo quinto ano consecutivo, com sua maior pontuação histórica (42% das respostas) e com a maior margem já registrada (+10%). O risco lidera em todas as regiões (Américas, Ásia-Pacífico, Europa, África e Oriente Médio). A permanência do risco cibernético no topo do Allianz Risk Barometer reflete a crescente dependência das tecnologias digitais em um momento em que o cenário de ameaças cibernéticas, bem como os ambientes geopolítico e regulatório, evoluem rapidamente. Ataques cibernéticos recentes de grande repercussão reforçam a ameaça contínua para empresas de todos os portes. Pequenas e médias empresas têm sido cada vez mais visadas e pressionadas devido à escassez de recursos em segurança cibernética.
“Os investimentos das grandes empresas em segurança cibernética e resiliência têm dado resultado, permitindo detectar e responder a ataques de forma antecipada. No entanto, o risco cibernético continua evoluindo. As organizações dependem cada vez mais de fornecedores terceiros para dados e serviços críticos, enquanto a IA potencializa as ameaças, ampliando a superfície de ataque e agravando vulnerabilidades existentes”, explica Michael Bruch, Global Head de Risk Consulting Advisory Services da Allianz Commercial.
IA cria riscos emergentes e novas oportunidades de negócios
A IA avançou rapidamente para o grupo dos principais riscos empresariais globais, subindo para a 2ª posição (32%) em 2026, após ocupar o 10º lugar em 2025 – o maior salto do ranking deste ano. Trata-se de um movimento significativo em todas as regiões: 2º lugar nas Américas, Ásia-Pacífico e África e Oriente Médio, e 3º lugar na Europa. O risco também cresce para empresas de todos os portes, entrando no top 3 entre grandes, médias e pequenas organizações. À medida que a adoção da IA acelera e se integra às operações centrais dos negócios, os respondentes esperam que os riscos associados se intensifiquem, especialmente no que diz respeito à responsabilidade civil. A rápida disseminação de sistemas de IA generativa e agêntica, aliada ao seu uso crescente no mundo real, aumentou a percepção de quão expostas as organizações se tornaram.
As empresas veem cada vez mais a IA não apenas como uma poderosa oportunidade estratégica, mas também como uma fonte complexa de riscos operacionais, legais e reputacionais. Em muitos casos, a adoção está avançando mais rapidamente do que a governança, a regulação e a capacitação da força de trabalho conseguem acompanhar”, afirma Ludovic Subran, Chief Economist da Allianz. “À medida que mais empresas tentarem escalar em 2026, enfrentarão maior exposição a problemas de confiabilidade dos sistemas, limitações na qualidade dos dados, desafios de integração e escassez de talentos qualificados. Ao mesmo tempo, surgem novas exposições de responsabilidade relacionadas à tomada de decisões automatizadas, modelos enviesados ou discriminatórios, uso indevido de propriedade intelectual e incertezas sobre quem é responsável quando resultados gerados por IA causam danos.”
Interrupção de negócios fortemente ligada aos riscos geopolíticos
O ano de 2025 marcou uma mudança em direção a políticas comerciais protecionistas e guerras tarifárias que trouxeram incertezas à economia global. Também foi um período de conflitos regionais no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia, além de disputas fronteiriças entre Índia/Paquistão e Tailândia/Camboja, e guerras civis na África – uma tendência que continua em 2026 com a intervenção dos EUA na Venezuela. Os riscos geopolíticos estão colocando as cadeias de suprimentos sob pressão crescente, mas, apesar disso, apenas 3% dos respondentes do Allianz Risk Barometer consideram suas cadeias de suprimentos “muito resilientes”.
Somente no último ano, as restrições comerciais triplicaram, afetando cerca de US$ 2,7 trilhões em mercadorias – quase 20% das importações globais, segundo a Allianz Trade – impulsionando empresas a explorar tendências como friendshoring e regionalização. Esses fatores contribuem para uma alta percepção de risco: 29% dos respondentes apontam a interrupção de negócios como um dos principais riscos, posicionando-a em 3º lugar, apesar da queda de uma posição em relação ao ano anterior.
Como esperado, os riscos políticos e a violência sobem duas posições, alcançando o 7º lugar, sua classificação mais alta até hoje. O risco intimamente relacionado de mudanças na legislação e regulamentação – que inclui tarifas comerciais – ocupa o 4º lugar global, sem alteração em relação ao ano anterior, mas com aumento no número de respondentes, impulsionado por preocupações com o avanço do protecionismo. De fato, a paralisação global das cadeias de suprimentos devido a um conflito geopolítico é considerada o cenário de “cisne negro” mais provável de se materializar nos próximos cinco anos por 51% dos respondentes.
O cenário de riscos na América Latina é atualmente dominado pela transformação digital e pela instabilidade institucional, com a Inteligência Artificial (42%) e os Incidentes Cibernéticos (41%) isolados no topo das preocupações. Esta dualidade tecnológica reflete o temor das empresas quanto à desinformação, vulnerabilidades de rede e desafios de implementação, superando riscos tradicionais da região. Em um segundo patamar, surgem riscos regulatórios (25%), interrupção de negócios (20%) e catástrofes naturais (19%), desenhando um perfil de vulnerabilidade que mistura a modernização acelerada com a histórica volatilidade política e climática do continente.
David Colmenares, Regional Managing Director América Latina, comenta: “Para 2026, a perspectiva é de que a América Latina enfrente uma “convergência crítica” de riscos. A maturidade das ferramentas de IA deve transformar o risco de 1º lugar de uma ameaça teórica para uma crise operacional real, especialmente no que diz respeito a fraudes financeiras e manipulação política em anos eleitorais. Espera-se que a Mudança Climática (7º lugar) suba no ranking, à medida que eventos extremos impactem severamente as cadeias de suprimentos e a infraestrutura, forçando governos a implementarem legislações ambientais mais rigorosas (alimentando o risco de 3º lugar). Além disso, a polarização política e a volatilidade macroeconômica continuarão a atuar como ruídos de fundo constantes, exigindo que as empresas na região invistam pesadamente em resiliência cibernética e planos de continuidade de negócios para sobreviverem a um ambiente de baixo crescimento e alta pressão regulatória.”
Roubo e furto de itens pessoais preocupam profissionais em viagens corporativas
Cobertura internacional em produtos de seguros surge como alternativa para reduzir impactos de imprevistos
O roubo ou furto de pertences esteve entre os incidentes mais comuns enfrentados por profissionais durante viagens de trabalho em 2025, segundo levantamento global do Grupo Zurich sobre tendências em viagens corporativas. No Brasil, esse foi o incidente ou emergência mais relatado em viagens internacionais, sendo citado por 11% dos respondentes – em linha com o índice global. Entre a geração Z, o percentual piora, chegando a 13%.
Os dados fazem parte do relatório Business Travel Outlook: How to navigate a new era of disruption (em tradução livre: Perspectivas para Viagens Corporativas: Como navegar uma nova era de disrupção), realizado com 4 mil viajantes corporativos em oito países, incluindo o Brasil.
O estudo mostra ainda que a preocupação com a perda ou o roubo de itens essenciais para 2026 é elevada entre brasileiros: 73% demonstram preocupação intensa ou moderada a respeito do roubo e furto de pertences durante viagens de trabalho. Esse índice se intensifica especialmente na geração Z (77%) e entre os baby boomers (pessoas acima de 60 anos, para quem o índice atingiu 100%).
Entre os itens que mais geram preocupação estão, além de carteiras e documentos, dispositivos eletrônicos, como celulares e laptops. A perda ou subtração desses itens pode gerar transtornos operacionais e financeiros, que podem comprometer a continuidade das atividades profissionais durante a viagem, além de causar grandes prejuízos pessoais.
Diante disso, soluções de proteção para dispositivos móveis têm ganhado relevância, especialmente para quem precisa se manter conectado durante deslocamentos nacionais e internacionais.
“A mobilidade e a conectividade são essenciais para muitos profissionais que viajam a trabalho. O celular, mesmo o aparelho pessoal, se tornou uma ferramenta indispensável para manter a produtividade e a comunicação durante deslocamentos, e por isso, a proteção pode ajudar a reduzir impactos em situações inesperadas”, afirma Sidemar Spricigo, diretor executivo de Parcerias da Zurich.

Sidemar Spricigo, diretor executivo de Parcerias da Zurich / Foto: Divulgação
O seguro celular da Zurich oferece proteção para mais de 400 modelos de aparelhos e conta com cobertura internacional, o que garante amparo ao segurado mesmo quando ele está fora do país. A proteção passa a valer imediatamente após a contratação, sem carência, e pode ser acionada por canais digitais ou pela central de atendimento da seguradora.
Em caso de roubo ou furto do aparelho, o cliente pode receber um dispositivo igual ou similar, ou ainda indenização em dinheiro, conforme as condições do seguro. Já em situações de dano, é realizado o reparo do aparelho e, quando o conserto não é possível, o segurado também pode receber um dispositivo igual ou similar, ou ainda indenização em dinheiro conforme as condições do seguro.
“O seguro celular oferece cobertura para situações como roubo, furto e danos materiais ao aparelho, garantindo mais tranquilidade para quem depende do dispositivo no dia a dia ou durante viagens”, explica o executivo.
O processo de acionamento do seguro pode ser feito de forma digital. O cliente pode entrar em contato por meio dos canais online da companhia ou pela central de atendimento. Em casos mais simples, a análise e a indenização podem ocorrer de forma ágil, em poucos minutos.
Outras modalidades
Além do seguro celular, existem outras modalidades de proteção que podem ajudar a reduzir prejuízos em situações de roubo ou furto de pertences durante viagens. Entre elas estão o seguro de roubo ou furto de cartões e o seguro bolsa protegida, que normalmente são contratados junto a instituições financeiras.
O seguro de roubo ou furto de cartões tem como objetivo proteger o cliente contra transações financeiras indevidas realizadas com o cartão segurado, como compras, saques ou pagamentos não autorizados, além de situações em que o titular é coagido a realizar operações financeiras sob ameaça ou coação.
Já o seguro bolsa protegida oferece cobertura para pertences pessoais que estejam dentro da bolsa, mochila ou sacola quando ocorre um roubo com violência ou ameaça. A proteção pode incluir itens pessoais que estejam no interior da bolsa, como celular, carteira e documentos, conforme as condições do produto.
Para quem viaja com frequência, alguns cuidados também podem ajudar a reduzir riscos. Entre as orientações estão: optar por ambientes fechados (lojas, cafés) para usar o celular com calma, tomar cuidado ao entrar ou sair de carros e apps de transporte (já que muitos furtos acontecem nesse momento), e em transportes públicos, segurar o celular com firmeza e evitar ficar próximo às portas.
Conforme orienta Carlos Eduardo Silva, superintendente de Parcerias da Zurich, caso o roubo ou furto aconteça, a pessoa deve priorizar sua segurança e não reagir. Após o evento, é importante registrar um boletim de ocorrência no país onde ocorreu o roubo ou furto, sempre que possível, além de comunicar o ocorrido à seguradora e às instituições financeiras envolvidas.
“Em situações como roubo ou furto de pertences durante uma viagem, especialmente no exterior, é importante registrar o boletim de ocorrência no local do fato e entrar em contato com os canais de atendimento da seguradora o mais rápido possível, para dar início ao processo de análise. Essas medidas ajudam a agilizar o atendimento e a reduzir os impactos para o cliente”, conclui o superintendente de Parcerias da Zurich.
Insurtech Brasil 2026 chega à 9ª edição como principal encontro de tecnologia e inovação em seguros do país
Evento será realizado no Expo Center Norte, em São Paulo, e deve reunir mais de 1,5 mil participantes

O evento Insurtech Brasil 2026 chega à sua 9ª edição consolidado como o principal encontro de tecnologia e inovação em seguros do país. Realizado no dia 28 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo, o evento deve reunir mais de 1,5 mil participantes entre profissionais de seguradoras, fintechs, plataformas digitais, investidores e executivos do setor.
Mais do que um fórum de debates, o evento Insurtech Brasil 2026 se posiciona como um ambiente de conexão entre diferentes modelos de negócio do mercado de seguros, promovendo a aproximação entre quem desenvolve tecnologia, quem distribui e quem opera a indústria.
Um dos principais diferenciais da edição de 2026 é o foco em canais de distribuição digital, com a presença de bancos, fintechs, varejistas e plataformas que vêm redefinindo a forma como o seguro chega ao cliente. O evento se consolida como um ponto de encontro estratégico para seguradoras que buscam expandir sua atuação por meio de novos canais e parcerias.
A edição também reforça a presença das principais seguradoras do país, com executivos de grandes grupos participando dos debates ao longo da programação, evidenciando o amadurecimento do encontro e sua relevância para decisões estratégicas do setor.
Para José Prado, CEO do Insurtech Brasil, o evento reflete um momento de virada no mercado. “O Insurtech Brasil nasceu com o propósito de conectar o ecossistema, e hoje vemos isso acontecendo de forma concreta. Seguradoras, plataformas, distribuidores e empresas de tecnologia estão construindo juntos novos modelos de negócio, com muito mais integração e foco no cliente”, afirma.
Segundo o executivo, a edição de 2026 evidencia o amadurecimento da inovação no setor. “O que antes era visto como tendência já faz parte da operação das empresas. O embedded insurance, o uso de dados e a inteligência artificial estão redesenhando o mercado. O evento é o espaço para discutir como transformar essas possibilidades em escala e resultado.”

A programação foi estruturada para atender diferentes perfis do mercado. Para seguradoras, o evento representa uma oportunidade de identificar novos canais de distribuição e parcerias. Para empresas que estruturam novas operações, como MGAs e plataformas, é um ambiente para troca de experiências e desenvolvimento de modelos. Já para executivos e áreas de tecnologia, o encontro oferece acesso a soluções, tendências e casos práticos de inovação aplicada.
Um dos eixos centrais da edição de 2026 é o avanço das MGAs no Brasil, tema que ganha cada vez mais relevância no mercado e que será debatido sob a ótica de governança, estruturas de capital, estratégias de escala e criação de novas operações.
Na frente tecnológica, o evento aprofunda discussões sobre modernização das seguradoras, com foco em sistemas core, arquitetura de dados, uso de APIs e aplicações de inteligência artificial. Temas como sinistros automatizados, prevenção à fraude e integração de sistemas legados também ganham destaque na agenda.
Juliana Montez, CEO da Pluvon e organizadora do encontro, destaca o papel do evento como catalisador de conexões. “O Insurtech Brasil é, acima de tudo, um ambiente de construção. Ao reunir diferentes perfis de empresas e lideranças, conseguimos acelerar parcerias, gerar negócios e ampliar o acesso à proteção por meio de soluções mais integradas e digitais”, afirma.

O Insurtech Brasil atua como um hub de inovação para o mercado de seguros, sendo o evento anual um dos principais pontos de conexão desse ecossistema.
A realização do evento Insurtech Brasil 2026 conta com o apoio de empresas que vêm contribuindo ativamente para o desenvolvimento da inovação no mercado de seguros. Nesta edição, participam como patrocinadores as empresas Guidewire e Adyen, na categoria Gold; add, insurMO, brick e Getrak, como Silver; e Carbigdata, Confitec e Safe2Go, como Bronze. O evento conta ainda com o apoio institucional de ITC Vegas, ITC Latam e MIA Hub, reforçando a conexão do encontro com o ecossistema global de inovação em seguros.
Mais informações e inscrições estão disponíveis em: https://www.insurtechbrasil.com
Jornalistas interessados em cobrir o evento já podem solicitar credenciamento antecipado. A organização prevê uma programação com ampla participação de executivos e especialistas do mercado, além de oportunidades para entrevistas e acompanhamento dos principais debates ao longo do dia.
Fonte: ENS, em 31.03.2026.