ENS sediou evento do Fórum Mário Petrelli

Crédito das fotos: Livia Alves (CQCS)
O que acontece quando uma grande catástrofe atinge uma região e os prejuízos superam a capacidade de recuperação de pessoas, empresas e do poder público? Como o setor de seguros pode contribuir para que o País esteja preparado antes que esses eventos aconteçam?
Essas foram as questões centrais da segunda edição do ano do “Conversas do Fórum Mário Petrelli”, realizada na última quarta-feira, 19 de agosto, na Unidade São Paulo da Escola de Negócios e Seguros (ENS).
Promovido pelo Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, o encontro reuniu especialistas e lideranças do setor para discutir os impactos dos eventos climáticos extremos e os caminhos para ampliar a prevenção e a capacidade de financiamento de grandes desastres.





Paola Casado, diretora-geral da ENS, prestigiou o evento
Gap de coberturas
A tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul, em 2024, foi o principal exemplo citado para dimensionar o desafio. Dados apresentados pelo diretor-presidente do Fórum, Marco Antônio Gonçalves, mostram que as enchentes provocaram mais de R$ 89 bilhões em prejuízos, e apenas cerca de R$ 6 bilhões foram pagos como indenizações pelo setor de seguros.
A diferença entre os valores evidencia o chamado gap de proteção, que corresponde às perdas provocadas por grandes eventos climáticos que não encontram cobertura securitária. O cenário foi destacado pelo CEO da MDS Brasil, Ariel Couto, que revelou números alarmantes. Segundo o executivo, 93% das perdas provocadas por eventos catastróficos no Brasil não estão cobertas por seguros.


Nesse sentido, o consenso entre os especialistas é de que há uma necessidade de aproximar o mercado da sociedade e ampliar o diálogo sobre proteção.
Quem financia a proteção?
Outro ponto abordado no evento foi a criação de estruturas capazes de distribuir os impactos financeiros dos grandes eventos.
Dario Luna, líder de Soluções Estratégicas de Resseguro da Lockton Re para a América Latina e o Caribe, apresentou experiências adotadas no México para o financiamento de desastres. Dentre as alternativas estão a combinação de recursos públicos, seguros, resseguros, fundos, linhas de crédito contingentes e instrumentos do mercado de capitais, como os Cat Bonds.

Na mesma direção, o Country Head da Lockton Re, Rodrigo Botti, apresentou proposta para compartilhamento de riscos entre governo, seguradoras, resseguradoras, corretores e mercado de capitais.
O modelo considera diferentes camadas de proteção para eventos como enchentes, alagamentos e deslizamentos. A ideia é que o setor privado possa construir uma proposta conjunta e levá-la ao poder público, ampliando a capacidade de resposta do País.
Prevenção antes do seguro
Se financiar coberturas para desastres climáticos é desafiador, reduzir os impactos desses eventos é fundamental.
O presidente da Academia Paulista de Letras, advogado e jornalista especializado em seguros, Antonio Penteado, defendeu que a transferência de riscos deve acontecer somente depois de medidas capazes de eliminar ou reduzir a exposição.
A lógica é direta: quanto menor o risco, menor a necessidade de transferência e, consequentemente, o custo da proteção.
Ao apresentar conclusões do Insurance Development Forum (IDF), o diretor-secretário e membro do Conselho de Administração da Enova Holding S.A., Paulo Eduardo Botti, reforçou que a redução dos riscos será determinante para o futuro do seguro contra catástrofes.
Segundo Botti, o seguro precisa fazer parte de uma estrutura mais ampla, que envolva governo, reguladores, instituições financeiras, setor de seguros e sociedade.
Informação também é proteção
A Escola de Negócios e Seguros (ENS) foi representada no evento pelo vice-presidente Robert Bittar, membro fundador do Fórum. O executivo chamou atenção para outro aspecto fundamental no debate sobre riscos catastróficos: a importância de compreender corretamente a natureza dos eventos e os danos por eles provocados.
Ao lembrar um episódio ocorrido em Esteio (RS), Bittar explicou como fenômenos distintos, como alagamentos, inundações, enchentes e outros eventos relacionados à água, muitas vezes são tratados como se fossem equivalentes, embora possam ter características e consequências diferentes.
Quando falamos em inundação, alagamento, enchente e outros eventos dessa natureza, muitas vezes tratamos tudo como se fosse a mesma coisa, e não é. Precisamos compreender melhor a origem dos danos”, disse.

Nesse contexto, o tornado registrado na região foi citado por Bittar para ilustrar a importância de distinguir a ocorrência de um fenômeno de seus efeitos diretos e indiretos. No caso mencionado, explicou o executivo, os danos em questão não decorreram diretamente da ação do tornado, mas das fortes chuvas e dos transbordamentos ocorridos posteriormente.
“Tornado é um risco previsto, contemplado nas coberturas de vendaval e granizo. No caso ocorrido no município de Esteio, os danos em questão não decorreram diretamente da ação do tornado. O fenômeno se formou no mar e provocou fortes chuvas na região, ocasionando o transbordamento de rios e córregos e, por consequência, enchentes e alagamentos. É importante compreendermos essa diferença e a origem dos danos, porque esse é um ponto que precisamos cuidar daqui para frente”, explicou.

Novos riscos, novas soluções
Os debatedores abordaram ainda as transformações regulatórias que influenciam a capacidade de estruturação de soluções para grandes riscos.
Camila Calais, sócia do escritório Mattos Filho, destacou os efeitos das mudanças recentes na regulamentação dos seguros de danos e a necessidade de acompanhar como essas alterações poderão impactar contratos e operações relacionadas aos riscos catastróficos.
Já o conselheiro do Fórum Mário Petrelli e presidente do Instituto de Longevidade MAG Seguros, Nilton Molina, ampliou a discussão sobre proteção para os desafios decorrentes do envelhecimento da população e das transformações demográficas brasileiras.



Ação inédita leva educação financeira a jovens cariocas

À frente, jovens premiados com kits da ENS com o coordenador do Ensino Médio, Flavio Freitas (à direita). Ao fundo, equipe da Escola: Luiz Mattua, Ricardo Mota e João Vitor Silva
No dia 12 de agosto, a Escola de Negócios e Seguros (ENS) realizou, no Rio de Janeiro (RJ), uma ação especial junto a estudantes do ensino médio, a fim de apresentar conceitos relacionados a educação financeira e securitária.
O público escolhido para o inédito projeto é formado por jovens que estão próximos do início da vida adulta e da trajetória universitária. A proposta é contribuir para que os estudantes compreendam, desde cedo, a importância do planejamento financeiro, do consumo consciente, da poupança e de investimentos.
Localizado no bairro de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio de Janeiro, o colégio CELC foi a primeira instituição a receber a ação. Representaram a ENS o superintendente de Marketing e Vendas, Luiz Mattua, o gerente de Marketing, Ricardo Mota, e o jornalista da área de Comunicação Social, João Vitor Silva.
Cultura financeira para novas gerações
Na opinião de Luiz Mattua, a iniciativa reforça o compromisso da ENS com a disseminação da educação financeira, assunto diretamente relacionado à cultura de proteção defendida pelo setor de seguros.
“O tema da educação financeira é fundamental para os jovens. É uma bandeira que a Escola defende com força e que também está no DNA do setor brasileiro de seguros. Queremos plantar essa semente e mostrar a importância de economizar, planejar o futuro e buscar uma vida financeira saudável. É também uma oportunidade para conversar sobre investimentos conscientes e ajudar esses jovens a identificarem, desde cedo, os chamados gastos invisíveis”, destacou.

Ricardo Mota ressaltou a importância de estabelecer uma linguagem capaz de aproximar os jovens do mercado de seguros, ainda pouco conhecido por esse público. “Estamos buscando construir uma nova frente de atuação voltada para os jovens, com uma abordagem mais leve, acessível e disruptiva, capaz de despertar o interesse deles por temas que serão fundamentais ao longo de suas vidas”, afirmou.
Ao longo dos dois dias de atividades, os estudantes participaram de ações promocionais e conheceram o portfólio de cursos da ENS, ampliando o contato com oportunidades de conhecimento e capacitação para os próximos passos de suas trajetórias.
ENS e ABRELPS promovem fórum sobre regulação de sinistros

A Escola de Negócios e Seguros (ENS) e a Associação Brasileira das Empresas de Regulagem de Sinistros (ABRELPS) firmaram parceria inédita para realização, no dia 10 de novembro, do Fórum ENS/ABRELPS Claims Experience – Seguros, Sinistros e Desastres.
Agendado para o Hotel Meliá Paulista, em São Paulo (SP), o encontro reunirá especialistas para discutir os impactos das recentes transformações sobre regulação e gestão de sinistros no setor de seguros.
Um dos destaques da programação será a análise do primeiro ano de vigência da Lei do Contrato de Seguros (nº 15.040/2024) e seus reflexos sobre as atividades desenvolvidas por reguladores, liquidantes e peritos.
Regulação em debate
Outros painéis abordarão boas práticas e desafios relacionados à formação e ao aperfeiçoamento dos profissionais que atuam na regulação de sinistros. Dentre os temas previstos estão a apresentação de novas iniciativas de capacitação e o debate sobre a qualificação técnica dos especialistas do segmento.
O Seguro Agro também estará em pauta, com a análise das particularidades próprias na regulação e na gestão de sinistros, e discussões sobre o futuro da modalidade.
O Fórum ENS/ABRELPS Claims Experience – Seguros, Sinistros e Desastres tem coordenação do professor da ENS, Gustavo León, e do advogado Luis Felipe Pellon, pela ABRELPS.
O investimento é de R$ 400, mas associados da ABRELPS têm desconto de 50% (R$ 200). Os interessados podem conferir mais informações e realizar inscrição no site da ENS.
Serviço
- Fórum ENS/ABRELPS Claims Experience – Seguros, Sinistros e Desastres
- Data: 10 de novembro de 2026 (das 8h30 às 18h)
- Local: Hotel Meliá Paulista (Av. Paulista, 2181, São Paulo – SP)
- Investimento: R$ 400 (associados da ABRELPS pagam R$ 200)
Mudanças no seguro RCV e Reforma Tributária exigem adequações no transporte de cargas
Workshop do CIST reúne especialistas para analisar efeitos sobre apólices, contratos, tributação, fornecedores e atuação dos transportadores autônomos
O Clube Internacional de Seguros & Transportes (CIST) reuniu profissionais dos setores de seguros, transportes e logística, no dia 19 de agosto, para discutir duas mudanças com efeitos diretos sobre as empresas: as novas regras do Seguro de Responsabilidade Civil de Veículo (RCV) e a implementação da Reforma Tributária. Realizado no Auditório SURA, em São Paulo, o workshop teve lotação esgotada e reuniu análises jurídicas, técnicas, tributárias e operacionais.

Primeiro painel / Crédito das fotos: Divulgação
Na abertura, o presidente do CIST, Frederico Leopoldo, destacou a importância dos encontros presenciais para a disseminação de conhecimento e o relacionamento entre os participantes. “Esse é um dos grandes objetivos do CIST: promover a integração entre todos os atores do ecossistema de seguros, transportes e logística”, afirmou.
A programação foi dividida nos painéis “RCV em Foco: Impactos e Novos Rumos no Transporte Rodoviário de Cargas” e “A Virada de Setembro: Reforma Tributária e os Novos Caminhos do TRC e do TAC”.
RCV exige atenção às apólices e coberturas
Mediado por Paulo Alves, sócio-fundador do CIST e diretor executivo Brasil da Insert Corretora de Seguros, do Grupo Apisul, o primeiro painel contou com a advogada e corretora de seguros Rosa Gahlen; Thiago Marques, head de Insurtech Innovation da NDD; e Tiago Camilo, sócio-fundador da Albatroz MGA e vice-presidente do CIST.
Paulo Alves lembrou que o RCV passou por diferentes etapas regulatórias desde a inclusão de sua obrigatoriedade na legislação e que as alterações ainda geram dúvidas para transportadores, embarcadores, corretores e seguradoras. “Existem dúvidas do próprio mercado de seguros e precisamos transformá-las em orientações claras para quem está na operação”, disse.
Entre os alertas apresentados por Thiago Marques está a necessidade de preenchimento completo dos dados exigidos para a emissão do certificado do RCV, como placa do veículo, motorista e tipo de contratação. Embora o sistema possa aceitar a averbação e gerar uma chancela eletrônica, a ausência dessas informações pode resultar em certificado incompleto e trazer problemas na fiscalização ou regulação de sinistro. “O fato de existir a chancela da averbação pode gerar um falso positivo para o segurado. Para o RCV, é necessário verificar o certificado e analisar o clausulado da apólice”, explicou. Como as condições podem variar entre as seguradoras, corretores e transportadores devem conhecer as obrigações de cada apólice e os procedimentos exigidos para averbação e regulação.
A relação entre o RCV e o Seguro de Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos (RCF-V) também esteve no centro do debate. A possibilidade de o RCV funcionar como primeiro risco, com o RCF-V atuando de maneira complementar, ainda depende da adequação das coberturas, inclusive para situações envolvendo o veículo vazio. “O mercado ainda vai se adaptar. Acredito que o RCV possa se tornar o primeiro risco do RCF-V, mas os termos atuais ainda não estão totalmente adequados para essa aplicação em todas as situações”, avaliou Tiago Camilo.
Segundo os participantes, também não deve ocorrer uma redução relevante e imediata do preço do RCF-V devido à obrigatoriedade do RCV. Eventuais ajustes dependerão da acomodação do mercado e da formação de dados sobre exposição e sinistralidade.
Rosa Gahlen abordou os impactos financeiros e jurídicos dos acidentes rodoviários, que podem envolver danos materiais, corporais e morais, além de responsabilidades civis, administrativas e criminais. Para a especialista, o seguro não deve ser compreendido somente como obrigação legal, mas como instrumento de preservação do equilíbrio econômico. “Um acidente atrai diferentes tipos de responsabilidade e pode provocar um impacto financeiro profundo. O seguro é um aliado para preservar o equilíbrio econômico diante de uma ocorrência de maior gravidade”, afirmou.
A advogada explicou que embarcadores, proprietários da carga e operadores logísticos também podem ser chamados a responder perante terceiros atingidos por um acidente. Por isso, a análise das apólices, das condições dos seguros, dos comprovantes de pagamento e do plano de gerenciamento de riscos deve integrar os cuidados na contratação do transportador.
O painel discutiu ainda a situação em que uma Empresa de Transporte Rodoviário de Cargas (ETC) subcontrata um Transportador Autônomo de Cargas (TAC). Embora a legislação atribua à ETC ou ao embarcador a contratação dos seguros em nome do autônomo quando ele atua como preposto, normas relacionadas ao Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) também preveem a comprovação pelo TAC.
Os especialistas defenderam maior alinhamento regulatório para evitar custos adicionais e insegurança. Ressaltaram ainda que a fiscalização ocorrerá principalmente pelo cruzamento eletrônico de dados de apólices, averbações, veículos e motoristas, tornando indispensável manter as informações completas e atualizadas.
Reforma Tributária chega à estratégia das empresas

Segundo painel
O segundo painel foi mediado pelo diretor do CIST Sérgio Akira Sato e reuniu Marcelo Marques Júnior, advogado tributarista e presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB Santo André; Reinaldo Lima, representante do sistema Fenacon/Sescon/Sescap; e Marina Lima, do Grupo Terra Nova Logística.
Akira comparou a mudança do sistema tributário à passagem de um jogo de damas para o xadrez, diante da quantidade de variáveis que as empresas precisarão administrar. “É uma mudança que gera outras mudanças em cascata. Precisamos entender como os transportadores e os TACs irão atuar daqui para a frente”, afirmou.
Entre os assuntos abordados estiveram IBS, CBS, regime híbrido do Simples Nacional, geração de créditos, split payment, revisão contratual e preparação tecnológica.
Marcelo Marques Júnior explicou que a Reforma Tributária busca simplificar a tributação do consumo por meio de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), federal, e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), estadual e municipal.
As empresas deverão conviver com o sistema atual e o novo modelo até 2033, revisando custos, processos e contratos. “Já estamos em um momento de transformação do sistema tributário. As empresas precisam olhar para os contratos, para o custo da operação, para os fornecedores e planejar os próximos passos”, ressaltou.
Reinaldo Lima alertou que a Reforma Tributária não pode ser tratada exclusivamente pelos escritórios de contabilidade, pois alcança a precificação, o fluxo de caixa, os contratos, a tecnologia e a estratégia de contratação. “A reforma muda conceitos dentro da empresa, interfere nos custos, exige revisão de contratos e afeta a operação. A decisão é do empresário, com o apoio do contador, do advogado e das empresas de tecnologia”, afirmou.
Uma das recomendações é mapear os fornecedores para identificar quais geram créditos tributários e quais poderão aderir ao regime híbrido do Simples Nacional. Essa composição poderá influenciar o valor de IBS e CBS a recolher e ganhar peso nas decisões de contratação.
A regulamentação prevê crédito presumido para a empresa que contratar um TAC pessoa física, embora o percentual ainda deva ser divulgado. A medida pode ajudar a preservar o espaço dos autônomos na cadeia, já que a transformação em pessoa jurídica não será necessariamente a alternativa mais vantajosa. “A Reforma Tributária precisa ser analisada caso a caso e de ponta a ponta. Em algumas situações, transformar o TAC em pessoa jurídica poderá aumentar o custo em uma proporção superior ao crédito gerado para a contratante”, ponderou Marcelo Marques Júnior.
Marina Lima relatou que aproximadamente 15% da operação da Terra Nova Logística depende de terceiros e pessoas físicas. A transportadora já iniciou um trabalho de orientação e busca parceiros de contabilidade para apoiá-los. “Muitos motoristas que realizam viagens entre cidades e portos ainda não compreendem o tamanho da mudança. Estamos chamando essas pessoas para a mesa e explicando os impactos”, disse.
A empresa também começou a testar seu sistema de gestão de transportes e os processos fiscais em ambiente paralelo, com uma amostra de clientes e fornecedores. “É preciso fazer muita conta e construir cenários. Cada empresa terá que avaliar sua cadeia e tomar decisões de acordo com a própria realidade”, acrescentou Marina.
Os especialistas alertaram ainda que o split payment poderá alterar o fluxo de caixa ao segregar a parcela do tributo no momento do pagamento. O aproveitamento de créditos também aumentará a necessidade de controle e conformidade na cadeia.
Outra providência urgente é revisar os contratos de frete. Como as alíquotas definitivas e diferentes aspectos operacionais ainda não estão totalmente definidos, contratos de longo prazo, incluindo BIDs com vigência de 12 ou 24 meses, podem exigir cláusulas de revisão e mecanismos de recomposição do equilíbrio econômico.
Marcelo Marques Júnior sugeriu separar, nos novos contratos, o preço da operação e o valor dos tributos. “A empresa pode indicar o preço da operação e prever que os tributos serão acrescentados na nota fiscal. Isso reduz o risco de formar hoje um preço fechado com base em uma alíquota que ainda não está definida”, explicou.

Casa cheia
Os participantes convergiram sobre a perspectiva de uma transição complexa até 2033, mas também apontaram oportunidades de profissionalização e formalização das operações. Para Reinaldo Lima, as empresas não devem aguardar a conclusão de todas as regulamentações para agir. “Invista em contabilidade, assessoria jurídica e sistemas. Todos nós estamos reaprendendo, mas quem não mudar corre o risco de ficar para trás”, concluiu.
Acompanhe o CIST
Para acompanhar os próximos workshops, visitas técnicas, conteúdos e iniciativas do CIST, siga a entidade nas redes sociais e acesse www.cist.org.br. No site, também é possível conhecer as modalidades de associação e as oportunidades para empresas mantenedoras e patrocinadoras.
Instituto Minha Vida Protegida retoma oficinas gratuitas com foco na atuação consultiva do corretor
Primeiro encontro da nova temporada foi realizado nesta quinta-feira (20); programação terá 23 oficinas até dezembro, com conteúdos sobre seguro de vida, planejamento e desenvolvimento profissional

Rogério Araújo conduziu a primeira oficina da nova temporada do Instituto Minha Vida Protegida, com reflexões sobre intraempreendedorismo e a evolução do corretor para uma atuação consultiva
O Instituto Minha Vida Protegida retomou, na noite desta quinta-feira, 20 de agosto, sua programação de oficinas gratuitas. O primeiro encontro da nova temporada, conduzido por Rogério Araújo, corretor de seguros da TGL Consultoria e presidente do Instituto, abordou o tema “Do Corretor ao Consultor: intraempreendedorismo, propósito e protagonismo”.
A programação contará com 23 oficinas até 15 de dezembro, realizadas todas as quintas-feiras, das 17h30 às 18h30, e também em algumas terças-feiras. Os encontros reunirão especialistas para compartilhar conhecimentos, experiências e boas práticas que contribuam para o desenvolvimento dos profissionais e para a ampliação da cultura do seguro de vida no Brasil.
Na abertura da primeira oficina, Rogério destacou que a iniciativa busca estimular a troca de experiências e fortalecer uma atuação mais consultiva no mercado de seguros. “Queremos levar conhecimento, compartilhar boas práticas e ajudar a construir um mercado cada vez mais maduro, com um atendimento mais consultivo, porque a nossa sociedade precisa”, afirmou.
Ele também ressaltou a evolução do Minha Vida Protegida, que passou a atuar formalmente como instituto sem fins lucrativos, voltado à educação financeira, securitária e previdenciária. A transformação ocorre após a realização do primeiro Congresso Minha Vida Protegida, em março deste ano, que reuniu 522 participantes, mais de 22 palestrantes e 17 apoiadores e patrocinadores.
O novo papel do corretor
Durante a oficina, Rogério defendeu que a missão do corretor vai muito além da comercialização de produtos. Segundo ele, o profissional deve ajudar os clientes a proteger suas famílias e seu patrimônio, construir reservas e planejar o futuro com maior segurança financeira.
“A nossa missão vai muito além da venda de produtos. Existimos para ajudar a sociedade brasileira na proteção das famílias e do patrimônio, na constituição de patrimônio e no planejamento do futuro, para que as pessoas tenham dignidade e tranquilidade financeira”, declarou.
A proposta do intraempreendedorismo, explicou, é levar o corretor a identificar novas oportunidades dentro do próprio negócio e da carteira que já possui. Para isso, é necessário deixar de concentrar a abordagem no produto e passar a compreender o contexto de vida, os objetivos, as preocupações e as necessidades de cada cliente.
Na avaliação de Rogério, o consumidor atual chega às conversas mais informado, utiliza ferramentas digitais para pesquisar e comparar soluções e se mostra menos tolerante a abordagens genéricas. Esse cenário amplia a importância de um atendimento personalizado, baseado em conhecimento técnico, ética e visão de longo prazo.
“Um consultor não é apenas um vendedor. É um profissional que conhece profundamente o cliente, identifica suas necessidades e propõe soluções sob medida. O corretor que domina o planejamento financeiro não compete por preço, compete por relevância. E a relevância gera resultado sustentável”, destacou.
Proteção associada aos projetos de vida
Outro ponto abordado foi a necessidade de apresentar o seguro de vida e a previdência como ferramentas para viabilizar os projetos das pessoas, e não apenas como produtos. Rogério observou que os clientes desejam segurança para a família, educação para os filhos, preservação do patrimônio, continuidade da empresa e uma aposentadoria digna. “As pessoas não compram produtos, elas compram benefícios. Ninguém quer comprar morte, invalidez ou doença. As pessoas querem liquidez para preservar a moradia da família, a educação dos filhos, o patrimônio e o acesso ao melhor tratamento quando necessário”, explicou.
Para tornar essa atuação mais estruturada, Rogério apresentou o método PAP, baseado em quatro etapas: perguntar, para conhecer a história e os objetivos do cliente; analisar, identificando riscos, lacunas e oportunidades; provocar, demonstrando as possíveis consequências da falta de planejamento; e orientar, apresentando soluções adequadas à realidade identificada.
A oficina também destacou a educação financeira, previdenciária e securitária como responsabilidade social e estratégia de relacionamento. Segundo Rogério, compartilhar conhecimento permite que as pessoas reconheçam suas vulnerabilidades e compreendam a importância de construir proteção para o presente e para o futuro.
“O novo negócio está dentro do seu negócio. É preciso olhar para o cliente que já está na carteira, entender suas necessidades não atendidas e perceber onde é possível gerar mais valor e mais impacto na vida das pessoas”, afirmou.
Ao final do encontro, os participantes receberam acesso gratuito a um guia em formato de e-book, reunindo os principais conteúdos e orientações apresentados durante a atividade.
Próximas oficinas
A programação terá continuidade no dia 27 de agosto, às 17h30, com Elizeu Dias, que conduzirá a oficina “Proteja-se Primeiro: coerência, diagnóstico e patrimônio imediato”. O encontro mostrará como integrar proteção pessoal, venda consultiva, perguntas de diagnóstico e a visão do seguro de vida como patrimônio imediato.
No dia 1º de setembro, às 17h30, Viviane Barbosa apresentará “Imposto de Renda como Ferramenta de Diagnóstico e Prospecção”, abordando como identificar riscos, oportunidades previdenciárias e necessidades de proteção a partir da declaração do Imposto de Renda.
Em 3 de setembro, no mesmo horário, Ricardo Tarantello comandará a oficina “Planejamento Financeiro Familiar: organizar, proteger e construir riqueza”. A proposta é apresentar uma jornada prática que conecte orçamento, reserva financeira, proteção, previdência e objetivos de longo prazo.
No dia 10 de setembro, às 17h30, Maurício Toito tratará do tema “Planejamento Sucessório para Todos: família, empresa e patrimônio”, demonstrando que a sucessão não é um assunto restrito às grandes fortunas e apresentando suas aplicações em contextos familiares e empresariais.
Encerrando esta primeira sequência de encontros confirmados, Luciano Tane conduzirá, no dia 15 de setembro, às 17h30, a oficina “Seguro Coletivo Não é Planejamento Individual”. O conteúdo ajudará os participantes a identificar lacunas de capital, riscos da dependência exclusiva do benefício empresarial e questões relacionadas à portabilidade de vínculo.
As demais datas, temas e convidados serão divulgados gradualmente pelos canais oficiais do Instituto Minha Vida Protegida.
Conteúdo gratuito e permanente
Todas as oficinas serão transmitidas ao vivo pelo canal do Instituto Minha Vida Protegida no YouTube, gravadas e disponibilizadas gratuitamente no portal da entidade. Dessa forma, quem não puder acompanhar as transmissões poderá acessar os conteúdos posteriormente, enquanto os participantes terão a oportunidade de rever os temas apresentados.
Os vídeos e demais materiais poderão ser encontrados em minhavidaprotegida.com.br/conteudos.
A retomada das oficinas reforça um dos pilares do Instituto: oferecer conhecimento e ferramentas para que corretores de seguros, multiplicadores e demais interessados contribuam para a conscientização da sociedade sobre a importância da proteção financeira.
Sobre o Instituto Minha Vida Protegida
O Instituto Minha Vida Protegida atua na conscientização da sociedade sobre a importância do seguro de vida para a proteção das pessoas, das famílias e de seus projetos. Reúne profissionais, apoiadores, embaixadores e multiplicadores comprometidos com a disseminação de informações e com o fortalecimento da cultura de proteção no Brasil.
Qualquer pessoa ou profissional pode se engajar como multiplicador da iniciativa. Mais informações estão disponíveis em minhavidaprotegida.com.br.
Serviço
- Oficinas do Instituto Minha Vida Protegida
- Período: até 15 de dezembro de 2026
- Horário: das 17h30 às 18h30
- Participação: gratuita
- Transmissão: YouTube do Instituto Minha Vida Protegida
- Conteúdos e gravações: minhavidaprotegida.com.br/conteudos
Fonte: ENS, em 21.08.2026.