
Patrocinadora Master do 23º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, promovido pela Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), de 10 a 12 de outubro, no Rio de Janeiro (RJ), a Escola de Negócios e Seguros (ENS) participou ativamente das principais plenárias.
Com o tema “O Futuro da Distribuição de Seguros no Brasil”, o evento reuniu lideranças do setor, executivos de grandes seguradoras, representantes de órgãos reguladores, autoridades, jornalistas e milhares de corretores de seguros.
Transformações e oportunidades de mercado, novos produtos, atendimento qualificado e ágil ao consumidor, e o uso intensivo de tecnologia foram os assuntos mais debatidos. Como principal instituição de ensino em seguros, a ENS contribuiu decisivamente para o alto nível das discussões com seus renomados docentes e especialistas convidados.
IA a serviço do corretor
No primeiro dia de plenárias, o professor Diego Rocha apresentou o painel “A Inteligência Artificial a Serviço do Corretor”. Head de Parcerias Estratégicas & Novos Negócios na Simple2u Seguros, Rocha destacou o impacto transformador da tecnologia no setor de seguros e reforçou a importância de o corretor se adaptar a essa nova realidade. “O mercado está mudando. A nova geração de consumidores busca soluções digitais e o corretor precisa estar preparado para atender essa demanda e usar a IA a seu favor”, afirmou.
O docente elencou as ferramentas de IA já disponíveis, como chatbots e plataformas de integração e análise de dados, que permitem automatizar o atendimento e fornecer respostas 24 horas por dia.
“Essas soluções não só melhoram a experiência do cliente, mas também permitem aos corretores entender melhor o perfil de seus segurados, personalizando ofertas e otimizando resultados”, complementou.

Diego Rocha / Fotos: João Vitor Silva (Comunicação ENS)
O especialista em Transformação Digital finalizou o painel enfatizando que a IA deve ser encarada como uma aliada estratégica e não uma ameaça. “A IA não substituirá o corretor, mas permitirá que ele se concentre em atividades estratégicas, delegando processos repetitivos à tecnologia. O corretor que souber utilizar essas ferramentas terá vantagem competitiva”, concluiu.
Corretor como planejador financeiro
No dia do Corretor de Seguros, 12 de outubro, o último do evento, o professor da ENS, Idelbrando Neres Jr., mediou o painel “O Corretor de Seguros como Planejador Financeiro e de Investimentos”, tendo ao lado Edmilson Ribeiro Silva, vice-presidente da Fenacor na Região Nordeste; Nuno David, diretor Comercial e de Marketing da MAG Seguros; e Pedro Guimaraes, CEO da Fiduc – Investimentos e Proximidade.
O debate focou na oportunidade de os corretores de seguros expandirem suas competências para atuarem como consultores financeiros. Neres Jr. ressaltou a importância de uma abordagem consultiva para fidelizar clientes, oferecendo serviços além do seguro.
“Investir em novos leads é fundamental, mas o maior ativo do corretor é a sua base de segurados. É essencial pensar em como oferecer soluções de planejamento financeiro que atendam a essas necessidades”, frisou.

Idelbrando Neres Jr.
IA e inteligência humana
Um dos momentos mais aguardados do congresso foi a palestra do renomado cientista e roboticista Gil Giardelli, convidado pela ENS, que abordou o tema “Quando a Inteligência Artificial encontra com a Inteligência Humana. Oportunidade para o Mercado de Seguros”.
Com uma visão futurista, Giardelli mostrou a velocidade das inovações tecnológicas e o impacto profundo na sociedade. “O futuro que imaginávamos em filmes de ficção científica já está aqui. A tecnologia avança em ritmo acelerado”, afirmou. Ele citou as revoluções tecnológicas de 1789, 1929 e 2019 como marcos de transformações significativas, e previu que a próxima fase, batizada de Indústria 6.0, será caracterizada por alta automação e mínima presença humana.
A Inteligência Artificial foi um dos principais temas da apresentação, que destacou seu potencial para transformar o mercado de seguros, tanto em termos de personalização de serviços quanto na automação de processos.
“A IA está se tornando um elemento fundamental para o desenvolvimento de novas tecnologias e soluções em diversos setores, incluindo seguros”, disse. O especialista também ressaltou o papel da IA na criação de novos produtos, como seguros para carros autônomos e drones, que trarão novas demandas e oportunidades para o mercado.

Gil Giardelli
Giardelli ainda alertou para a necessidade de ajuste dos modelos de negócios das seguradoras para atendimento às novas exigências do mercado digital.
“O setor de seguros tem uma grande oportunidade de crescimento e inovação com a implementação da IA”, concluiu.

23º Congresso dos Corretores: Digitalização e importância da qualificação marcaram debates do primeiro dia
O primeiro dia de plenárias do 23º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros contou com debates importantes sobre o futuro do setor. Pela manhã, o presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Lucas Vergilio, e o vice-presidente da Instituição, Robert Bittar, marcaram presença em dois painéis.
“Realidade e Perspectivas Econômicas para o Brasil e o Mercado de Seguros” abriu as atividades pela manhã. Além de Lucas Vergilio, o painel teve como debatedores os presidentes Marcos Pinto (Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP) e Dyogo Oliveira (CNseg). A mediação coube ao anfitrião, o presidente da Fenacor, Armando Vergilio.

Fotos: João Vitor Silva (Comunicação ENS) e Thiago Mello (Marketing ENS)
Perspectivas e crescimento
Em sua explanação, Lucas Vergilio destacou o potencial de crescimento da indústria de seguros brasileira, que ainda apresenta baixa penetração junto à população. “Temos um imenso espaço para crescer e a digitalização, por meio das insurtechs e do Open Insurance, será essencial para destravar esse crescimento”, afirmou.
O presidente da ENS ressaltou que inovação e regulamentação precisam andar juntas para tornar o setor mais competitivo e ágil, permitindo o desenvolvimento de novos produtos. “Precisamos de um mercado mais flexível, em que inovação e regulamentação impulsionem o crescimento”.
Sobre riscos emergentes, Vergilio alertou para os prejuízos causados por catástrofes ambientais e ataques cibernéticos, que exigem respostas ágeis por parte das seguradoras.
“É crucial que o setor se adapte aos novos desafios e desenvolva soluções para proteger seus clientes contra esses riscos”.

Lucas Vergilio
Qualificação em todos os níveis
Ao encerrar sua participação, o líder da ENS lembrou o papel fundamental que a Instituição desempenha ao impulsionar o setor por meio da qualificação profissional.
“A ENS tem atuado fortemente com iniciativas de educação. Somos uma referência na formação e capacitação, oferecendo desde cursos técnicos, de nível superior, até programas mais amplos, sempre com foco na conscientização e na qualificação”.

Transformações no setor
O outro painel da manhã, “O Setor de Seguros em Movimento e Transformações”, discutiu inovações, mudanças regulatórias e o papel dos corretores neste cenário de evolução. Robert Bittar, vice-presidente da ENS e da Fenacor, mediou o encontro, que reuniu nomes de peso do mercado de seguros e da política nacional.

Robert Bittar apresentando o painel “O Setor de Seguros em Movimento e Transformações”.
Participaram das discussões o deputado federal Reginaldo Lopes; o superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Alessandro Octaviani; e o presidente do Conselho Diretor da CNseg e membro do Conselho de Administração da Porto, Roberto Santos.

23º Congresso dos Corretores: Opin, Lei de Seguros, Mutualismo e capacitação no exterior, ENS leva multiconhecimento ao evento
No último dia do 23º Congresso Brasileiro de Corretores de Seguros, 12 de outubro, data em que todos comemoraram o Dia do Corretor de Seguros, a Escola de Negócios e Seguros (ENS) contribuiu com discussões técnicas em diversos painéis.
Pela manhã, Samy Hazan, professor da ENS e especialista em Inovação em Seguros, mediou o painel “Open Insurance: o que é e o que esperar?”. Durante o debate, Hazan reforçou os benefícios do sistema aberto de seguros para os corretores, explicando que “o Opin é sinônimo de praticidade, agilidade e confiança”.

Fotos: João Vitor Silva (Comunicação ENS)
Um dos debatedores, Manuel Matos, vice-presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), trouxe uma visão complementar, apontando os três pilares essenciais dessa transformação: o cliente, o corretor e a confiança. “O corretor é essencial para garantir a proteção, e a confiança é o nosso diferencial, construída pela proximidade com o cliente”, afirmou Matos, que também é membro do Conselho de Administração da ENS.
SPOC e atualização
A Sociedade Processadora de Ordem do Cliente (SPOC), plataforma digital que vai revolucionar a atuação dos corretores, foi um dos pontos altos do painel. Segundo Matos, a SPOC é uma evolução das ferramentas digitais já existentes, mas com atendimento mais rápido e eficiente. “A Fenacor está na vanguarda desse movimento desenvolvendo a SPOC como um laboratório de inovação, dando aos corretores uma nova forma de trabalho”, ressaltou.
O executivo finalizou sua participação com uma mensagem de otimismo, reforçando que os corretores estão preparados para os desafios do mercado digital.
“Temos que nos manter atualizados e preparados para as mudanças. O futuro da categoria é promissor e a Fenacor, junto da ENS, estará ao lado dos corretores para garantir que continuemos à frente do mercado”.

Manuel Matos
Também participaram do painel a diretora da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Júlia Lins; o presidente do Conselho Consultivo da MAG Seguros, Marco Antonio Gonçalves; o membro independente do Conselho da Open Insurance Brasil, Fábio Moser; e o fundador e membro dos Conselhos Executivo e Consultivo do Instituto de Inovação em Seguros e Resseguros da Fundação Getulio Vargas (IISR FGV), Cassio Amaral.
Nova Lei de Seguros
No período da tarde, a ENS promoveu três painéis nas Salas de Negócios, sobre temas essenciais para o futuro do setor. O primeiro abordou a “Nova Lei do Contrato de Seguros” e teve mediação do advogado e assessor da Presidência da Escola, Marcelo Rocha.
Um dos assuntos discutidos foi a criação da Política Nacional de Acesso ao Seguro, que visa melhorar a regulamentação e ampliar a inclusão de brasileiros no mercado. Nesse sentido, Rocha enfatizou o caráter colaborativo da nova legislação e seu potencial para fortalecer o setor.
O painel contou com a presença do anfitrião Armando Vergilio, que revelou que a lei, já aprovada no Senado e aguardando apreciação na Câmara, cria um marco legal focado na proteção do consumidor e na modernização dos contratos de seguros. “É um passo importante para ampliar a base de segurados e fortalecer o mercado”, afirmou.
Também participaram do debate o ex-ministro da Justiça e ex-deputado federal, José Eduardo Cardozo; o procurador-chefe da Susep, Alexandre Chu Chang; a diretora Jurídica da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Glauce Carvalhal; e o presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS), Ernesto Tzirulnik.

Marcelo Rocha (à esquerda de paletó preto) e Armando Vergilio
Mútuas trazem oportunidades
Na sequência, na mesma sala, o advogado e consultor de Projetos Especiais da ENS, Augusto Cardoso, mediou o painel “Regulamentação das Mútuas: Novo Mercado, Novas Oportunidades”. Os debatedores foram Cauby Morais, presidente da Força Associativa Nacional (FAN), Carlos Queiroz, diretor da Susep, e o deputado federal Reginaldo Lopes.
A discussão girou em torno do grande potencial de crescimento do segmento das mútuas no Brasil, que, atualmente, representa entre 4 a 4,5% do setor. “Esse mercado ainda é pequeno, mas pode crescer cinco vezes. Em países desenvolvidos, as mútuas já representam de 25% a 27% do mercado de seguros””, destacou Augusto Cardoso.
Um dos principais obstáculos para esse avanço é a falta de regulamentação específica, o que gera insegurança e trava o desenvolvimento. “A ausência de um regramento cria um limbo jurídico”, argumentou Cauby Morais.
Segundo Carlos Queiroz, as mútuas movimentam atualmente R$ 18 bilhões, e podem quintuplicar esse valor, superando a casa dos R$ 90 bilhões com a iminente regulamentação da atividade pela Susep.
Já aprovado pelo Senado e aguardando análise da Câmara, o projeto de lei que regulamenta a atividade reforça as vantagens das mútuas para os corretores. “A regulamentação e a expansão das mútuas representa uma grande oportunidade para os corretores, que poderão oferecer soluções a um público tradicionalmente desatendido pelas seguradoras”, explicou Reginaldo Lopes.
O deputado complementou destacando que “a nova legislação abrirá um subsistema de proteção patrimonial mutualista, ampliando as oportunidades e trazendo um novo horizonte para o mercado de seguros”.

Mercados no exterior com a ENS
O painel que encerrou o último dia de atividades da ENS no congresso destacou as imersões internacionais oferecidas pela Instituição. Conduzido pelo gerente de Pós-Graduação e Programas Especiais da Escola, Ronny Martins, o encontro apresentou o tema “Viajando com a ENS”.
Entre as imersões mencionadas, destaque para a realizada na cidade do Porto, em Portugal, focada em “Práticas Europeias em Produtos e Distribuição de Seguros”, e a de Connecticut/Nova Iorque, nos Estados Unidos, que aborda “Risk Management and Innovation”.
Para enriquecer o debate, ex-alunos das imersões compartilharam suas experiências, detalhando os benefícios adquiridos durante os programas e o impacto direto em suas carreiras.
A diretora de Ensino da ENS, Maria Helena Monteiro, também participou do painel e apresentou o convidado especial, Ariel Couto, CEO da MDS Brasil, uma das parcerias do treinamento no Porto.

Fonte: ENS, em 17.10.2024.