ENS participa de evento sobre inclusão no mercado de seguros
A Escola de Negócios e Seguros (ENS) participou, na manhã da última terça-feira, 14 de julho, do evento “Seguro para Todos os Bolsos”, promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), em seu auditório, no Centro do Rio de Janeiro (RJ). Capitaneada pela Comissão de Seguros Inclusivos da Confederação, a iniciativa reuniu representantes do mercado brasileiro para debater caminhos de ampliação do acesso à proteção securitária, especialmente entre a população de baixa renda.
Realizado em formato híbrido, o encontro reuniu cerca de 100 participantes, entre público presencial e remoto, e trouxe discussões sobre seguros inclusivos, microsseguros, educação financeira e boas práticas para ampliar a capilaridade do setor.
Representando a ENS, o gerente de Produtos, Ronny Martins, participou do primeiro painel do dia, que abordou o tema “Cultura de Risco e Educação em Seguros: proteção de populações vulneráveis”. Mediado por André Nunes, diretor de Assuntos Corporativos, Institucionais e Sindicais da CNseg, o debate contou também com a participação da diretora de Infraestrutura de Mercado e Supervisão de Conduta (DISUC) da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), Julia Lins; do diretor executivo de Sustentabilidade da FEBRABAN, Amaury Oliva; e da diretora de Projetos Especiais do Instituto Locomotiva, Rachel Baptista.

E/D: André Nunes, Júlia Normando Lins, Ronny Martins, Amaury Oliva e Rachel Rua Baptista / Fotos: João Vitor Silva (Comunicação ENS).

E/D: diretoras da ENS, Maria Helena Monteiro (Ensino) e Paola Casado (Geral), marcaram presença no evento.
Inclusão por meio da educação
Em sua explanação, o gestor destacou a educação como eixo central para o desenvolvimento do mercado. “Esse é o papel fundamental da Escola, especialmente na formação dos profissionais”, afirmou.
Ele também apresentou iniciativas da Escola voltadas à inclusão de públicos vulneráveis.
“No âmbito das populações menos favorecidas, temos uma iniciativa bem tradicional e consolidada na Escola, o Programa Amigo do Seguro (PAS), que é voltado à inclusão de jovens em situação de baixa renda para a formação de uma primeira profissão. Também contamos com parceria com a ONG Generation Brasil, por meio da qual desenvolvemos ações de educação securitária, além de projetos realizados com a CNseg e o Unicef no campo da educação financeira. Nós já incluímos uma certa parcela da população no mundo securitário, e seguimos ampliando esse alcance por meio da educação”, destacou.

Maior união do setor
Outro ponto ressaltado por Martins foi a importância da atuação conjunta entre as instituições do setor. “O que eu acho importante, e é digno de nota num momento como esse, é que essas atividades podem ser feitas cada vez mais em conjunto. Quanto mais unirmos forças, SUSEP, CNseg, seguradoras e demais entidades, maior será o impacto dessas iniciativas”, afirmou.
O executivo também chamou atenção para os desafios relacionados ao acesso à informação e aos canais de distribuição. “Acreditamos muito no corretor de microsseguros como grande canal de divulgação e de venda do produto”, disse. Segundo ele, embora os meios digitais avancem, ainda há barreiras como a baixa literacia digital e a desconfiança de parte da população.
No campo da informação ao consumidor, Ronny destacou o portal Tudo Sobre Seguros (TSS), mantido pela ENS.
“As pessoas têm interesse em conhecer mais sobre seguros para fazer a sua contratação, e a Escola tem um produto chamado Tudo Sobre Seguros, que é um portal onde divulgamos informações sobre o mercado de forma gratuita”, explicou.

Segundo ele, a plataforma deverá passar por atualização em 2027. “Já estamos planejando fazer toda a atualização dos dados que nós temos para os consumidores diretos”, completou.
As diretoras da ENS, Paola Casado (Geral) e Maria Helena Monteiro (Ensino), também estiveram presentes no evento, acompanhando as discussões e reforçando o compromisso institucional da Escola com o desenvolvimento do mercado de seguros.

Maria Helena Monteiro, Paola Casado e Ronny Martins / Créditos: João Vitor Silva (Comunicação ENS).
Corretores podem recuperar até um dia de trabalho por mês com apoio de IA
Estimativas da Segura indicam ganho de até 2 horas por semana na rotina operacional do corretor e redução de 25% a 50% no retrabalho

Luis Alberto Nogueira / Foto: Divulgação
A rotina do corretor de seguros ainda é marcada por tarefas operacionais que, embora essenciais para o atendimento e para a venda, consomem uma parte relevante do dia. Buscar uma apólice, confirmar vigência, localizar o histórico de um cliente, acompanhar uma proposta ou consultar uma informação documental são atividades recorrentes que, sem uma base estruturada, podem levar até 15 minutos cada, dependendo do nível de organização da corretora.
Segundo estimativas internas da Segura, infraestrutura de IA para o mercado de seguros, o uso da tecnologia para organizar informações, recuperar contexto e reduzir retrabalho pode diminuir esse tempo para tarefas operacionais em segundos. Na prática, corretores que utilizam a plataforma de forma recorrente podem ganhar, em média, duas horas por semana em atividades ligadas à busca de documentos, acompanhamento de propostas e gestão de informações dos clientes. Ao longo de um mês, esse ganho pode equivaler a quase um dia de trabalho devolvido à agenda do profissional.
“Quando falamos em IA no mercado de seguros, muitas vezes a discussão fica presa ao futuro. Mas o impacto mais concreto já está no presente: devolver tempo ao corretor em tarefas que fazem parte da rotina, mas que não deveriam consumir tanto da capacidade dele”, afirma Luis Alberto Nogueira, o Bebeto, CEO e cofundador da Segura. “O corretor precisa vender, atender bem e acompanhar o cliente. Quanto menos tempo ele perde procurando informação, refazendo conferência ou recuperando contexto, mais espaço ele tem para atuar onde realmente gera valor.”
Entre as tarefas analisadas pela Segura, buscar uma apólice específica, por exemplo, pode levar de 5 a 10 minutos em uma operação sem base estruturada. Com apoio da plataforma, esse tempo cai para apenas alguns segundos. Já a confirmação de vigência, status, seguradora ou número da apólice, que costuma levar de 4 a 8 minutos, passa a ser feita em 1 a 2 minutos. Consultas documentais sobre produtos e apólices, que podem consumir de 8 a 15 minutos, passam para uma faixa de 2 a 5 minutos.
A estimativa de economia semanal considera que os corretores ativos realizam, em média, cerca de 11 interações por dia ativo com apoio da Segura. Em uma conversão conservadora para a base semanal, isso representa aproximadamente 18 interações por corretor. Considerando uma economia de 3 a 5 minutos por interação relevante, a empresa chega a um ganho estimado de 54 a 90 minutos por semana, equivalente a cerca de 1 a 2 horas semanais.
Para Bebeto, o principal ponto não é eliminar completamente o trabalho operacional, mas reduzir o peso que ele ocupa na rotina. “Parte da operação sempre vai existir, porque seguro exige cuidado, documentação e validação. O problema é quando o corretor passa uma parcela grande demais do dia preso em busca manual, retrabalho e organização de informações. A IA precisa atuar justamente nessas fricções”, diz.
A Segura estima que, em operações pouco digitalizadas, o retrabalho ainda consuma de 2 a 4 horas por semana por corretor. Esse tempo costuma estar concentrado em atividades como rebusca de informações, conferências repetidas, correção de inconsistências, recuperação de contexto perdido e repetição de tarefas em diferentes canais ou controles. Com a plataforma, a estimativa conservadora é de uma redução de 25% a 50% no retrabalho operacional, dependendo do perfil e do nível de organização da corretora.
O impacto também aparece na distribuição do tempo ao longo da jornada. Segundo a Segura, tarefas não comerciais ainda podem representar de 20% a 35% da rotina de um corretor, o equivalente a cerca de 1h30 a 2h48 por dia em uma jornada de 8 horas. Com apoio da plataforma, o peso do operacional tende a cair para uma faixa entre 15% e 25%, ampliando a capacidade dedicada à venda, relacionamento e acompanhamento comercial.
“No fim, eficiência não é só fazer a mesma tarefa mais rápido. É reorganizar a rotina para que o corretor tenha mais previsibilidade, menos perda de contexto e mais capacidade de acompanhar oportunidades”, afirma Bebeto. “Quando a informação está centralizada e a IA ajuda a estruturar o trabalho, o corretor não depende tanto de memória, planilhas soltas ou buscas manuais para seguir com o atendimento.”
IA conectada ao WhatsApp da corretora
Além do Portal de Gestão, a Segura também vem ampliando o uso da Helena, sua assistente inteligente, no WhatsApp por meio do Conversas. A solução foi criada para apoiar corretoras no canal em que grande parte do relacionamento com clientes já acontece. Com o Conversas, a Helena responde diretamente os clientes com base nas informações adicionadas no Sistema de Gestão da Segura e pode acionar o corretor quando a pergunta exige intervenção humana ou quando o cliente pede para falar com uma pessoa.
Em interações simples, como consulta de apólice, status ou vigência, o que antes podia levar de 15 minutos a 2 horas passa a ser resolvido de forma imediata ou em poucos minutos com o Conversas conectado à base de gestão. Em uma corretora parceira, a Helena foi responsável por responder 53,8% de todas as mensagens do canal e por enviar 90,2% das mensagens de saída no WhatsApp.
Para a Segura, o ganho de produtividade tende a se traduzir em mais capacidade comercial, ainda que a empresa não divulgue um percentual público fechado de aumento de vendas ou conversão. “O cliente mais caro de atender é aquele que desiste da compra porque procurou um corretor e ficou sem resposta, ou foi respondido horas depois. Os corretores são muito familiares com essa dor, e hoje a tecnologia existe para endereçar esse problema.”, complementa Luis Alberto. Ao reduzir o tempo gasto com busca de informações, organização de contexto e retrabalho, a plataforma ajuda o corretor a responder mais rápido, acompanhar renovações, fazer follow-up e perder menos oportunidades por desorganização.
“Seguro é um mercado em que tempo de resposta, contexto e confiança fazem diferença. Se a IA ajuda o corretor a responder melhor, acompanhar melhor e não deixar oportunidades escaparem, ela deixa de ser uma promessa tecnológica e passa a ser infraestrutura de trabalho”, conclui Luis Alberto.
Fonte: ENS, em 15.07.2026.