No próximo dia 23 de julho, a cidade de São Paulo (SP) sediará o ENS Claims Experience – Seguros, Sinistros e Desastres, evento inédito criado pela Escola de Negócios e Seguros (ENS), que reunirá representantes de diversos segmentos do mercado, como seguradores, corretores de seguros, resseguradores e órgão regulador.
O objetivo é gerar debates exclusivos e insights valiosos sobre o impacto dos desastres naturais e outros sinistros na indústria de seguros, destacando a importância de uma regulação eficaz para mitigar perdas e assegurar a estabilidade do setor.
Entre os palestrantes confirmados estão Andre Dabus, diretor de Infraestrutura e Construção na Marsh Brasil; Cristiane Abdalla, superintendente Claims na Zurich; Júlia Normande Lins, diretora técnica na Susep; Juliana Miranda, superintendente de Relacionamento de Sinistros no IRB RE; Pery Saraiva, doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS); Thiago Junqueira, sócio do CGV Advogados; e Valdemir Menezes, diretor na Sedgwick.
A diretora de Ensino da ENS, Maria Helena Monteiro, representará a Instituição fazendo a abertura do evento, enquanto Gustavo León, coordenador acadêmico da Escola, mediará as discussões.
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Transmissão on-line
Gratuito, o encontro acontecerá na sede da Marsh, localizada na Chácara Santo Antônio, Zona Sul de São Paulo. As inscrições para a participação presencial estão encerradas. No entanto, ainda é possível se inscrever para acompanhar a transmissão on-line pelo canal da ENS no YouTube.
O ENS Claims Experience conta com apoio de empresas renomadas do mercado, casos da Marsh Corretora de Seguros, Chalfin Goldberg & Vainboim Advogados e Sedgwick do Brasil.
A programação terá início às 8h, com credenciamento e welcome coffee para os participantes presenciais. O primeiro painel começará às 9h. Reserve a data na agenda e prepare-se para essa experiência inédita!
Coordenador da ENS analisou 30 anos do Plano Real
Há 30 anos, o Brasil entrava oficialmente na era do Plano Real. Implementado em 1º de julho de 1994, o programa trouxe uma nova moeda e reformas econômicas, com o objetivo de gerar estabilidade e interromper o ciclo inflacionário no País.
A indústria de seguros foi uma das mais beneficiadas com o pacote de medidas. Pode-se afirmar que o crescimento recente e constante do setor está atrelado intrinsecamente ao Plano Real.
Para explicar a influência do Real no desenvolvimento dos seguros ao longo das últimas três décadas, Luiz Macoto, coordenador acadêmico e professor da Escola de Negócios e Seguros (ENS), conversou com o jornalista Gerson Anzzulin, de Porto Alegre (RS).
A entrevista exclusiva foi veiculada no programa Espaço Jurídico, da Rádio Bandeirantes 94.9 FM (ouça no Spotfy clicando aqui) e publicada na coluna do jornalista no Jornal do Comércio. Os dois veículos são de Porto Alegre.

Confira abaixo trechos do bate-papo e clique nos links acima para acessar os conteúdos na íntegra.
Gerson Anzzulin – Por que os planos apresentados antes do Plano Real, como Cruzado, Bresser, Verão e Collor, não deram certo?
Luiz Macoto – Fundamentos econômicos. Avaliando pela perspectiva histórica, o mérito do Plano Real foi perceber o fenômeno da inflação inercial. Os preços aumentavam em função da perspectiva da inflação futura. Os idealizadores do Plano Real compreenderam que a inflação iria cair se ocorresse a implantação de uma nova moeda sem os efeitos da inflação inercial. Nos planos anteriores, a simples troca de moeda não trouxe estabilidade porque os fundamentos econômicos não estavam firmes.
Como as seguradoras operavam no período inflacionário?
Existiam tarifas padronizadas naquela época. A competição não se dava pelo produto, mas na área Comercial. Em época de hiperinflação as seguradoras eram investidoras institucionais. As provisões eram aplicadas no mercado financeiro. Assim, esses ganhos aplacavam o resultado operacional. Atualmente, o resultado das companhias vem dos produtos.
Em 2023, a CNseg lançou o Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros. A principal meta é atingir 10% do PIB até 2030. Essa proposta é a amostra de que o mercado acredita na estabilidade da economia brasileira?
Se o índice de participação do mercado de seguros no Produto Interno Bruto de um país é baixo, significa que o segmento não é desenvolvido naquela economia. A produção do mercado de seguros no Brasil, em 2023, totalizou R$ 669 bilhões. Isto representa 6,2% do PIB brasileiro. No início do Plano Real, essa participação era de 1,3%. Na comparação com economias mais desenvolvidas, estamos abaixo do índice de participação no PIB. Quando a CNseg lança um desafio desse porte, de chegar a 10% do PIB, trata-se de uma aposta no desenvolvimento da economia, estabilidade e modernização do setor.
Fonte: ENS, em 12.07.2024.


