Evento marcará lançamento de livro sobre PPM

No próximo dia 21 de outubro, a Escola de Negócios e Seguros (ENS) promoverá a sétima edição do Ciclo de Atualizações Regulatórias em Seguro e Resseguro, iniciativa voltada à análise dos impactos e desdobramentos da Lei do Contrato de Seguro (nº 15.040/2024) e da Lei Complementar nº 213/2025.
No evento, serão discutidos os aspectos jurídicos dos contratos relacionados às operações de Proteção Patrimonial Mutualista (PPM) e de seguros, considerando os diferentes modelos de atuação de seguradoras, cooperativas de seguros e grupos de PPM. A programação também abordará as mudanças recentes no ambiente regulatório e seus reflexos nas relações contratuais e na organização dessas operações.
Os debates serão conduzidos por Fernanda Erbisti, diretora de Governança, Riscos e Compliance da MAG Seguros; Aluízio Barbosa Jr., advogado, sócio da Euds Advogados e professor da ENS; e Gabriel Borges, presidente do Instituto de Governança e Desenvolvimento do Mutualismo (IGDM).
A mediação ficará a cargo dos professores da ENS, Renata Furtado, advogada especialista em Direito Societário Regulatório Brasileiro e Português, e Gustavo León, doutor em Direito e especialista em Seguros, Resseguros, Governança, Compliance e Riscos.
Lançamento de livro
O encontro também marcará o lançamento da obra “A Proteção Patrimonial Mutualista: comentários às alterações promovidas pela Lei Complementar 213/2025 no Decreto-Lei 73/1966 – uma abordagem jurídica, contábil e atuarial”.
O livro é de autoria de Gabriel Martins Teixeira Borges, um dos palestrantes do evento, Luis Felipe Bezerra Pinto e Liliane Garcia de Souza, professora da ENS. A publicação analisa as mudanças promovidas pela Lei Complementar nº 213/2025 no marco regulatório da proteção patrimonial mutualista, reunindo perspectivas jurídicas, contábeis e atuariais.
Com início às 9h, a sétima edição do Ciclo será realizada em formato híbrido, no auditório da Unidade São Paulo da ENS, com transmissão on-line ao vivo. A participação é gratuita.
Serviço
- 7º Ciclo de Atualizações Regulatórias em Seguro e Resseguro
- Tema: Aspectos jurídicos dos contratos de proteção patrimonial mutualista e de seguros
- Data: 21 de outubro de 2026, às 9h
- Local: Auditório da Unidade São Paulo da ENS (formato híbrido, com transmissão on-line ao vivo)
- Participação: Gratuita
PROAUTO chega ao Dia do Corretor com modelo de parceria baseado em receita recorrente
Empresa aproveita a data, celebrada em 12 de outubro, para detalhar como estrutura a parceria com corretores que buscam diversificar a carteira e manter ganhos ao longo do relacionamento

O Dia do Corretor, celebrado em 12 de outubro, coloca em evidência temas que fazem parte da rotina da profissão, como a diversificação do portfólio e a busca por fontes de receita que continuem depois da venda. É nesse contexto que a PROAUTO, que há 19 anos protege o sonho de milhares de brasileiros, marca a data destacando o modelo de parceria que mantém com corretores.
“O corretor é a pessoa que o motorista procura quando precisa decidir como proteger o próprio carro. Essa confiança leva anos para ser construída, e faz sentido que a remuneração dele acompanhe esse mesmo tempo. Quando o parceiro continua sendo remunerado enquanto a pessoa que ele atendeu permanece protegida, a relação não termina na assinatura”, afirma Leandro Costa Ramos, presidente da PROAUTO.
Como funciona a parceria da PROAUTO com corretores
Diversificação da carteira: a proteção veicular entra no portfólio do corretor como mais uma alternativa de atendimento. Segundo a empresa, a análise é do veículo, não do perfil do condutor, o que permite ao profissional atender proprietários de veículos que ainda não encontraram uma solução adequada.
Receita recorrente: no modelo apresentado pela PROAUTO aos parceiros, o corretor recebe a taxa de entrada e uma comissão recorrente enquanto a placa estiver ativa. A parceria não prevê meta obrigatória de produção nem renovação anual.
Relação com o corretor: a PROAUTO define a relação com os parceiros como de lealdade ao corretor.A cotação apresentada pelo corretor tem validade de sete dias, nas condições informadas na proposta, prazo que permite ao interessado avaliar a decisão sem perder a condição negociada.
Estrutura de apoio ao parceiro: os corretores credenciados contam com executivo dedicado, treinamentos, materiais de marketing, campanhas de incentivo e ferramentas de acompanhamento da carteira. A empresa também disponibiliza salas para reuniões e treinamentos e estrutura para gravação de podcast, usadas pelos parceiros em ações de relacionamento e produção de conteúdo.
“Quando alguém que o corretor atendeu precisa de assistência, ele acompanha o atendimento junto com a empresa, todo o status do sinistro e não precisa ligar para ninguém para dar uma resposta. Isso preserva a confiança que ele construiu com aquela pessoa”, complementa Leandro Costa Ramos.
Atendimento ao associado: depois da adesão, o associado conta com assistência 24 horas, rede de apoio em todo o Brasil e aplicativo próprio, com aviso e acompanhamento de eventos e acesso aos canais de atendimento. O app está disponível na Google Play (aqui) e na App Store (neste link).
De acordo com a PROAUTO, a clareza sobre as condições do plano de proteção desde o primeiro contato e o atendimento depois da adesão são os fatores que sustentam a permanência e, com ela, a receita do parceiro. Corretores interessados na parceria podem obter informações pelo site oficial.
SindsegSC reforça mensagem de prevenção no trânsito durante a Oktoberfest com campanha “Se beber, não dirija. É mais seguro”
Ação contará com 15 taxidoors e três outdoors em Blumenau, reforçando a conscientização sobre os riscos da combinação entre álcool e direção
Durante a Oktoberfest, período em que Blumenau recebe milhares de visitantes para celebrar a cultura e as tradições germânicas, o SindsegSC (Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Resseguros e de Capitalização de Santa Catarina) volta a reforçar uma mensagem essencial para a segurança de todos: “Se beber, não dirija. É mais seguro”,estampada em outdoors e taxidoors pela cidade.

A campanha, criada pela LMCO Comunicação, está presente na cidade por meio de 15 taxidoors e três outdoors, convidando moradores e visitantes a refletirem sobre suas escolhas no trânsito e a adotarem atitudes responsáveis durante as festividades.
Os outdoors estão instalados na Rua Humberto de Campos, 850, no lado da Floricultura Garden, no sentido Centro Velha; na Rua República Argentina, 990, próximo à Ponte dos Arcos, no sentido Centro, na região da Ponta Aguda; e na Rua 7 de Setembro, em frente ao Angeloni, em estrutura Frontlit, no sentido bairro–Centro.
Realizada pelo SindsegSC desde 2011, a iniciativa reafirma a continuidade do compromisso da entidade com a prevenção de acidentes e a preservação da vida. Mais do que uma mensagem de conscientização, a ação representa o entendimento de que o seguro também atua antes da ocorrência de um sinistro, por meio da educação, da prevenção e da mitigação de riscos.
Para o presidente do SindsegSC, João Fazio Amato Neto, a campanha reforça a responsabilidade do setor segurador com a sociedade.
“O nosso compromisso com a proteção vai além da indenização após um sinistro. A prevenção é parte fundamental desse trabalho. Ao reforçarmos a mensagem ‘Se beber, não dirija’, buscamos contribuir para escolhas mais conscientes, que preservem vidas e tornem a mobilidade mais segura para todos. É uma iniciativa que o SindsegSC mantém desde 2011, porque acreditamos na importância da continuidade das ações de conscientização.”
O Diretor do SindsegSC, Jean Carlos dos Santos, destaca a importância de aproximar o mercado segurador da sociedade por meio de iniciativas que promovam responsabilidade e cuidado coletivo.
“O setor segurador tem um papel importante na conscientização sobre os riscos e na construção de uma cultura de prevenção. Uma atitude responsável pode evitar acidentes, reduzir consequências e, principalmente, preservar vidas. Durante a Oktoberfest, queremos que essa mensagem seja percebida e praticada por todos: Se beber, não dirija. É mais seguro.”

João Amato
A campanha está alinhada aos pilares de atuação do SindsegSC: prevenção, proteção e presença institucional. Ao ocupar espaços de circulação da cidade e região, a entidade amplia o alcance da mensagem e demonstra que a atuação do mercado segurador também envolve educação, conscientização e responsabilidade social.
A iniciativa reforça que prevenir riscos é parte importante da agenda da proteção e que pequenas decisões individuais podem fazer a diferença na segurança coletiva. O SindsegSC convida moradores, visitantes e participantes da Oktoberfest a lerem a mensagem com atenção e responsabilidade, transformando o alerta em uma prática: se beber, não dirija. É mais seguro.
Grupo HDI apresenta na UCS oportunidades para corretores ampliarem negócios além do seguro auto
6º Trocando Ideias mostrou portfólio de quase 80 produtos, mudanças na precificação do automóvel
e aplicações da inteligência artificial para apoiar a atuação comercial


A diversificação da carteira e o aproveitamento das oportunidades existentes na própria base de clientes estiveram no centro do 6º Trocando Ideias de 2026, realizado pela União dos Corretores de Seguros (UCS), no dia 6 de outubro, em São Paulo. Com o tema “Grupo HDI – Um Oceano de Oportunidades”, Paul Canarin, diretor do Grupo HDI, apresentou aos corretores a evolução da companhia, seu portfólio de produtos e estratégias para ampliar negócios.
Canarin destacou que, embora a HDI ainda seja bastante associada ao seguro automóvel, o grupo conta atualmente com quase 80 produtos. Entre as possibilidades citadas estão soluções de vida, property, transportes, prestamista, patrimonial, pequenos, médios e grandes riscos, responsabilidade civil, garantia e cyber, entre outras. Para o executivo, conhecer essa variedade é fundamental para que o corretor consiga aumentar sua participação na carteira dos próprios clientes. “O pior que pode acontecer com um corretor de seguros é descobrir que o seu cliente contratou outro seguro com outro profissional porque nem sabia que você trabalhava com aquele produto”, afirmou.
A reflexão foi reforçada pelo presidente da UCS, Augusto Esteves, que chamou a atenção para o potencial existente dentro das próprias carteiras. Segundo ele, muitas vezes um mesmo segurado mantém o automóvel com um corretor, a residência com outro e outros riscos com profissionais diferentes. “Por que não fidelizar, analisar o CRM e olhar tudo o que o seu segurado pode oferecer? Vamos pescar dentro do nosso pequeno aquário”, provocou.
Grupo amplia atuação e mira crescimento em São Paulo
Durante a apresentação, Canarin também trouxe números do Grupo HDI. A companhia conta com 67 filiais, quase 40 mil corretores parceiros, cerca de 4,5 mil colaboradores e 4,5 milhões de clientes. Em 2025, registrou faturamento de R$ 15 bilhões e lucro de R$ 1 bilhão.
O executivo apresentou ainda a estrutura de marcas e empresas que integram o ecossistema do grupo e falou sobre os investimentos realizados após as aquisições dos últimos anos. Segundo ele, a companhia ocupa atualmente a segunda posição entre as seguradoras do País em automóvel e P&C, mas ainda enxerga espaço importante para expansão no mercado paulista.
Uma das iniciativas para esse crescimento é a mudança no motor de cálculo do seguro automóvel. Canarin explicou que o objetivo é reduzir grandes diferenças de precificação entre as marcas do próprio grupo e tornar a oferta mais competitiva. A mudança já foi implementada na Yelum e está chegando à HDI durante os meses de outubro e novembro. “Vocês vão perceber cada vez mais a HDI melhor posicionada em preços do que está hoje”, antecipou o executivo. A estratégia não significa, segundo ele, igualar os preços das diferentes marcas, mas buscar maior regularidade na precificação e diminuir distorções.
Inteligência artificial entra na rotina comercial
Outro tema que ganhou espaço no encontro foi a inteligência artificial. Canarin comparou o momento atual ao início da popularização do celular e da internet e defendeu que os corretores comecem a experimentar as novas ferramentas em suas atividades.
Entre as possibilidades mencionadas estão a produção de conteúdo para redes sociais, criação de vídeos, campanhas e materiais de marketing, além do uso da tecnologia para identificar oportunidades dentro da carteira e melhorar os pontos de contato com o cliente. “Para mim, a IA é a nova fronteira”, afirmou. Na avaliação do executivo, a tecnologia pode ajudar o corretor a atuar em diferentes etapas da jornada do segurado, desde as primeiras dúvidas sobre a contratação até o relacionamento ao longo da vigência e o atendimento no momento do sinistro.
O Grupo HDI também já utiliza inteligência artificial em diferentes áreas da operação. Segundo Canarin, há aplicações em sinistros, relacionamento com oficinas e fornecedores, pagamentos, tributos e na própria área comercial. Um projeto em desenvolvimento integra IA ao CRM para identificar oportunidades junto aos corretores e apoiar os executivos comerciais na definição de agendas e abordagens mais consultivas.
A proposta, segundo ele, é utilizar dados e tecnologia para tornar o relacionamento mais direcionado à geração de negócios. “É para fazer negócio, para que vocês ganhem comissão, ganhem dinheiro com a gente, assim como nós com vocês também.”
Novos associados e conscientização no Outubro Rosa
A programação também marcou a entrada de sete novos associados na UCS. Augusto César, David Souza, Diego de Oliveira Barbosa, Lúcio de Lima Gomes, Meire Lúcia Teixeira, Vivian Nascimento de Oliveira e Edson Fecher receberam diplomas e pins da entidade durante o encontro.
O 6º Trocando Ideias também abriu espaço para a conscientização sobre o Outubro Rosa. A vice-presidente da UCS, Catia Guirao, destacou a importância de as mulheres não deixarem o próprio cuidado em segundo plano diante das inúmeras responsabilidades assumidas no dia a dia. “A mulher é aquela que cuida de todos, é aquela que ampara, que leva para a escola, para o médico, que vai ao mercado, mas nem sempre se lembra de cuidar dela. Cuidar de nós mesmas também é um ato de amor”, afirmou. Catia reforçou ainda a importância dos exames e da prevenção ao câncer de mama.
Augusto Esteves aproveitou o encontro para lembrar os 50 anos de sua trajetória no mercado de seguros e ressaltou a importância de os corretores planejarem a sucessão de suas empresas. Para ele, a continuidade da corretora também representa a preservação do atendimento construído durante anos com os segurados.
O presidente destacou ainda que o Trocando Ideias tem justamente a proposta de aproximar corretores das companhias e ampliar o conhecimento sobre as possibilidades existentes no mercado de seguros. O Trocando Ideias permite que o corretor conheça melhor as oportunidades oferecidas pelo mercado e converse com quem está à frente delas. Essa aproximação ajuda a esclarecer dúvidas e a encontrar novas formas de atender os clientes”, afirmou Esteves.
Realizado na Charles Pizza Grill, em São Paulo, o encontro reuniu associados da UCS, profissionais do mercado de seguros, representantes do Grupo HDI e da imprensa especializada.
Genival Silva aponta três motores para o crescimento das corretoras de seguros
Em palestra para corretores de Jundiaí, Mogi e Taubaté, estrategista destacou retenção, captação e ampliação
da proteção dos clientes como bases para o desenvolvimento dos negócios

Genival Silva na ENS / Foto: Divulgação
O crescimento do mercado de seguros abre oportunidades para as corretoras, mas aproveitar esse movimento exige estratégia, qualificação e conhecimento das necessidades dos clientes. Essa foi a mensagem central do estrategista e professor da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Genival Silva, durante a palestra “PDMIS Prático – A arquitetura de crescimento da corretora”, realizada no dia 7 de outubro, no auditório da ENS, em São Paulo.
Promovido pela ENS e pelo Sincor-SP, o encontro recebeu uma caravana de corretores das regiões de Jundiaí, Mogi e Taubaté. Na apresentação, Genival abordou a aplicação prática do Plano de Desenvolvimento do Mercado de Intermediação de Seguros (PDMIS), relacionando as perspectivas para o setor às decisões que os profissionais precisam tomar para manter seus negócios relevantes nos próximos dez anos.
Segundo o palestrante, o crescimento das corretoras depende da combinação de três motores: captar novos clientes, reter a carteira e oferecer outras soluções de proteção para quem já é atendido. Trabalhar essas frentes de maneira integrada permite ampliar os negócios sem concentrar todo o esforço comercial na reposição de clientes perdidos. “Dentro da carteira da corretora, existe um mercado que é igual ou maior do que a corretora que você já tem hoje”, afirmou.
Para alcançar esse potencial, Genival defendeu que o corretor conheça a vida do cliente além da apólice contratada. Compreender sua renda, patrimônio, dependentes, projetos e responsabilidades permite identificar necessidades de proteção e fortalecer uma atuação consultiva.
Relacionamento durante todo o ano
Ao abordar a retenção, o estrategista destacou que o acompanhamento precisa acontecer ao longo de toda a vigência do seguro. Deixar o contato para os últimos dias antes da renovação tende a limitar a conversa ao preço, reduzindo as oportunidades de demonstrar o valor do serviço prestado.
Genival recomendou que os profissionais comecem o aprofundamento do relacionamento com um grupo pequeno de clientes, desenvolvam um método e ampliem esse trabalho gradualmente. Nas empresas, por exemplo, conversas sobre investimentos, mudanças na operação e planos para os próximos anos podem revelar riscos e demandas ainda não contemplados pelos seguros existentes.
O professor também chamou a atenção para a necessidade de aproximar as corretoras das novas gerações. Na sua avaliação, renovar a base de clientes e adaptar a comunicação a diferentes perfis são decisões importantes para a continuidade dos negócios.
Processos antes das ferramentas
A tecnologia foi outro tema central da palestra. Genival explicou que a automação pode reduzir tarefas operacionais e devolver tempo à equipe, enquanto ferramentas de análise e relacionamento ajudam a acompanhar mudanças na carteira e antecipar necessidades. “Se você não tem processo, a tecnologia não adianta nada. Você precisa ter processo, aí a tecnologia vem”, ressaltou.
Antes de contratar um sistema, o estrategista orientou os corretores a definir o problema que pretendem resolver, organizar o processo e testar sua aplicação. Com o método funcionando, a ferramenta pode ajudar a ampliar a capacidade de atendimento e tornar a operação mais eficiente.
Como exemplo, citou o acompanhamento de um filho do segurado que atinge a idade de dirigir durante a vigência da apólice. Um alerta permite ao corretor entrar em contato, entender a nova situação e avaliar a necessidade de atualizar a proteção.
Ao encerrar, Genival reforçou a importância de escolher os públicos e segmentos em que a corretora pretende atuar, preparar as equipes e manter uma rotina de aprendizado. Para o professor, transformar a expansão do mercado em crescimento para o negócio depende de decisões concretas sobre como atender, se posicionar e acompanhar os clientes.
Custo da inadimplência impulsiona mercado de Seguro de Crédito em Santa Catarina

Com salto de 86,4% no pagamento de indenizações até junho de 2026, proteção de caixa consolida-se como
ferramenta indispensável para a sustentabilidade das empresas no estado
– O aumento da inadimplência e a busca por maior segurança nas transações comerciais B2B (business to business) transformaram a gestão de risco nas empresas catarinenses. No acumulado de 2026 até junho, o mercado de Seguro de Crédito no estado registrou um crescimento expressivo no pagamento de indenizações aos segurados, que somou R$ 11,75 milhões, um avanço de 86,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
A alta no volume das indenizações foi acompanhada pela maior procura pelo produto. No mesmo intervalo, a arrecadação cresceu 45,2%, alcançando R$ 12,83 milhões em prêmios emitidos.
O desempenho reflete um cenário de cautela, no qual as empresas precisam conceder crédito e prazos aos seus clientes para manter a competitividade, mas sem comprometer a saúde financeira do negócio. Esse alerta no ambiente corporativo é respaldado por dados da Serasa Experian, que apontam um agravamento acelerado do quadro no varejo nos últimos seis meses: o número de pedidos de recuperação judicial no setor saltou cerca de 20,4%, impulsionado pelas taxas de juros elevadas e pelo endividamento recorde das famílias. O avanço da crise no varejo e nas cadeias de suprimentos é evidenciado por casos de grandes redes em reestruturação financeira, como Casas Bahia e Tok&Stok, o que acendeu o sinal de alerta entre fornecedores de todos os portes.
Como funciona a cobertura do seguro de crédito?
Projetado especificamente para transações comerciais entre empresas, o seguro de crédito protege o fornecedor contra o risco de calote nas vendas efetuadas a prazo. Caso o comprador não honre o pagamento por insolvência ou falência, a seguradora indeniza o segurado com o valor da fatura não paga, garantindo a continuidade do fluxo de caixa.
Mais do que indenizar uma empresa quando um cliente deixa de pagar, as seguradoras acompanham continuamente a situação financeira dos compradores e ajudam seus segurados a identificar sinais de deterioração antes que a inadimplência aconteça.
Para o empresariado catarinense, fortemente ancorado em polos industriais, no comércio e no agronegócio, a proteção deixou de ser um diferencial para se tornar um pilar estratégico.
“O empresariado catarinense sempre se destacou pela eficiência operacional e governança, e os dados do primeiro semestre de 2026 mostram uma mudança clara de postura: o seguro de crédito deixou de ser encarado apenas como custo e passou a ser tratado como um pilar essencial para o crescimento seguro. Em um cenário em que as concessionárias e a indústria precisam dar prazo para vender, proteger o balanço contra a inadimplência tornou-se a prioridade número um para garantir a sustentabilidade dos negócios no estado”, ressaltou o presidente do Sindicato das Seguradoras de Santa Catarina (SindsegSC), João Fazio Amato Neto.
Com a perspectiva de manutenção das oscilações de mercado no segundo semestre, a tendência é que a busca por instrumentos de proteção ao crédito permaneça em alta no ecossistema corporativo de Santa Catarina.
Fonte: ENS, em 09.10.2026.