Seguro contra catástrofes: especialista defende modelo com regras sólidas e riscos compartilhados
“O sistema funcionaria como uma estrutura organizada de compartilhamento de riscos”
Os eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes e intensos, têm ampliado os prejuízos econômicos e sociais em diversas regiões do país e colocado em evidência a necessidade de mecanismos capazes de garantir uma resposta financeira mais rápida e eficiente às vítimas. Nesse contexto, o governo federal e representantes do mercado segurador discutem a criação de um sistema nacional de proteção financeira contra catástrofes, inspirado em modelos internacionais que combinam a atuação do mercado de seguros, resseguros, Estado e instrumentos do mercado de capitais para reduzir a chamada “lacuna de proteção” existente no Brasil.
Para a advogada Simone Sampietri Creoruska, especialista em Seguros e Resseguros do escritório Barcellos Tucunduva, a proposta representa um avanço importante na forma como o país poderá enfrentar os impactos financeiros provocados por enchentes, deslizamentos, secas severas e outros desastres naturais. Segundo ela, atualmente grande parte dos prejuízos acaba sendo absorvida diretamente pelo Poder Público e pelas próprias vítimas, o que torna a recuperação mais lenta e onerosa.
Na avaliação da especialista, o sistema funcionaria como uma estrutura organizada de compartilhamento de riscos. As seguradoras assumiriam uma primeira camada das perdas por meio da oferta de produtos acessíveis e padronizados para pessoas físicas, empresas e entes públicos, enquanto as resseguradoras absorveriam parte significativa dos prejuízos de maior severidade, ampliando a capacidade do mercado sem comprometer sua solvência. “Esse compartilhamento é essencial porque eventos catastróficos provocam perdas extremamente elevadas e atingem milhares de pessoas simultaneamente, exigindo uma distribuição mais eficiente dos riscos”, explica.
Outro elemento considerado estratégico é a utilização de instrumentos do mercado de capitais para ampliar a capacidade de financiamento do sistema. A advogada destaca que, diante de prejuízos potencialmente bilionários, mecanismos como seguros paramétricos, Letras de Crédito do Seguro (LCS) e, futuramente, títulos vinculados a riscos de seguros, como os Insurance-Linked Securities (ILS) e os catastrophe bonds (cat bonds), podem complementar o resseguro tradicional ao atrair investidores para dividir parte dessa exposição financeira. Ela ressalta, contudo, que ainda não há definição sobre quais instrumentos efetivamente integrarão o modelo brasileiro, sendo necessária uma avaliação técnica conjunta entre governo e mercado.
Creoruska observa que o Brasil pode aproveitar experiências internacionais bem-sucedidas sem necessariamente reproduzi-las integralmente. Países como Espanha e França desenvolveram sistemas que combinam participação estatal e mercado segurador para cobrir riscos extraordinários, enquanto o Caribe utiliza seguros paramétricos para garantir liquidez imediata após grandes desastres. “O importante é construir um modelo compatível com a realidade brasileira, baseado em boa governança, previsibilidade de financiamento e adequada distribuição dos riscos entre todos os participantes”, afirma.
Apesar do potencial da iniciativa, Simone alerta que a implementação dependerá da superação de importantes desafios jurídicos e regulatórios. Entre eles estão a definição das fontes permanentes de financiamento, das responsabilidades de cada agente envolvido, dos riscos efetivamente cobertos, dos critérios de indenização e da estrutura de governança e fiscalização. Segundo ela, experiências brasileiras de grande alcance social demonstram que mecanismos dessa natureza exigem regras institucionais sólidas para garantir sustentabilidade financeira e segurança jurídica ao longo do tempo.
A advogada acrescenta que os contratos também precisarão estabelecer com precisão quais eventos estarão cobertos, quais serão os gatilhos para pagamento das indenizações, como ocorrerá a apuração das perdas e quem serão os beneficiários, reduzindo o risco de litígios futuros. Além disso, destaca que o fortalecimento da cultura do seguro será indispensável para o sucesso do modelo. “Se o seguro permanecer caro, complexo ou pouco difundido, continuará existindo uma grande lacuna de proteção. O sistema precisa estar associado à educação securitária, incentivos adequados e políticas públicas de prevenção, adaptação climática e gestão de riscos”, observa.
Para Simone, a criação de um sistema brasileiro de proteção financeira contra catástrofes representa uma evolução necessária diante da crescente exposição do país aos eventos climáticos extremos. Ela lembra que as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 evidenciaram essa vulnerabilidade: embora as perdas econômicas tenham sido estimadas em cerca de R$ 100 bilhões, apenas aproximadamente 6% desse valor estava coberto por seguros, fazendo com que a maior parte dos prejuízos recaísse diretamente sobre famílias, empresas e o Poder Público. “O grande desafio agora é transformar essa percepção de urgência em uma arquitetura institucional capaz de conciliar proteção social, segurança jurídica, sustentabilidade financeira e fortalecimento da resiliência do país diante das mudanças climáticas”, conclui.
CCS-RJ e CVG-RJ participam de ação solidária promovida pelos securitários do Rio de Janeiro
Campanha arrecadou 122 cestas básicas entregue na instituição Fraternidade na Rua

Entrega das cestas básicas arrecadas, feitas no dia 2 de julho na instituição Fraternidade na Rua – Foto: Divulgação
A solidariedade voltou a unir o mercado segurador do Rio de Janeiro. O Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ) e o Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ) participaram de mais uma ação beneficente promovida pelos securitários do Rio de Janeiro, iniciativa que desde 2023, reúne trimestralmente profissionais do setor, entidades, seguradoras e corretores para fortalecer o voluntariado e o relacionamento entre as entidades.
Segundo Igor Menezes, diretor adjunto do CVG-RJ e um dos voluntários do grupo, nesta edição, a campanha foi voltada para a Fraternidade na Rua, instituição localizada no Centro do Rio de Janeiro que oferece diariamente almoço e assistência a cerca de 100 pessoas em situação de rua. Ao longo de 30 dias de mobilização, representantes do mercado segurador arrecadaram recursos para a compra de 122 cestas básicas, entregues à instituição no dia 2 de julho.
Para a diretora administrativa do CCS-RJ, Dayse Magesti, a iniciativa demonstra o papel social exercido pelo mercado de seguros. “A participação do CCS-RJ em ações beneficentes como essa representa o compromisso de nossos associados com a solidariedade. Mais do que apoiar uma causa, essa mobilização demonstra a união e a representatividade da nossa categoria, fortalecendo os valores de empatia e responsabilidade do mercado segurador com a sociedade”, afirma.
A presidente do CVG-RJ, Sonia Marra, destaca que essas iniciativas reforçam o propósito das entidades de contribuir para uma sociedade mais solidária. “É muito gratificante ver o mercado de seguros unido em uma iniciativa que faz a diferença na vida de tantas pessoas. Cada cesta entregue representa esperança, acolhimento e a certeza de que, quando trabalhamos juntos, conseguimos transformar realidades”, ressalta.
Patzlaff Seguros destaca a prevenção aos riscos climáticos
Orientação especializada ajuda clientes a reduzir impactos e prejuízos

As chuvas intensas, enchentes e tempestades que têm atingido o Sul do Brasil reforçam a importância do planejamento e da proteção patrimonial. Em uma região que convive com eventos climáticos cada vez mais frequentes, empresas e pessoas passaram a olhar o seguro de forma mais estratégica, impulsionando a busca por orientação especializada e coberturas compatíveis com a exposição aos riscos.
Na avaliação da Patzlaff Seguros, esse movimento também transformou a atuação da corretora, que passou a dedicar ainda mais atenção à análise individual de cada cliente.
“Os eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção e passaram a fazer parte da realidade. Isso fez com que nosso trabalho fosse além da venda do seguro. Hoje, analisamos com mais atenção a exposição de cada cliente aos riscos e orientamos sobre coberturas que realmente façam sentido para sua necessidade”, afirma Gustavo Boff, gerente de Sinistros da Patzlaff Seguros.
A mudança também se reflete na forma como as apólices são estruturadas. A recomendação da corretora é revisar as coberturas com maior frequência para que acompanhem as transformações no perfil de risco de residências, empresas e operações de transporte.
“Temos incentivado uma revisão mais frequente das apólices para garantir que as coberturas acompanhem a realidade de cada cliente. Também reforçamos a importância de avaliar riscos específicos, como enchentes, vendavais e impactos na operação das empresas e no transporte de cargas”, explica.
Para a Patzlaff, a prevenção continua sendo um dos pilares da gestão de riscos. A orientação adequada antes da contratação e o acompanhamento após um evento são fatores que contribuem para reduzir prejuízos e acelerar a recuperação dos segurados.
“Nosso papel é estar ao lado do cliente em todas as etapas. Ajudamos a contratar uma proteção adequada e, quando acontece um sinistro, prestamos suporte durante todo o processo. Esse acompanhamento traz mais tranquilidade e evita que o cliente enfrente esse momento sozinho”, destaca Gustavo.
Os impactos registrados nos últimos anos também alteraram o comportamento dos consumidores. A procura por informações e pela revisão das apólices aumentou, especialmente após os episódios climáticos que atingiram o Sul do país.
“Acreditamos que prevenir é tão importante quanto indenizar. Quando o cliente conhece seus riscos e contrata as coberturas corretas, reduz prejuízos e consegue se recuperar com muito mais rapidez após um evento climático”, observa.
5 formas de começar a usar IA no dia a dia da corretora
Especialista mostra como a inteligência artificial pode sair do discurso técnico e entrar em tarefas reais da rotina dos corretores de seguros

A inteligência artificial já deixou de ser uma promessa distante para o mercado de seguros. Cada vez mais, a tecnologia começa a aparecer em atividades práticas da rotina dos corretores, especialmente em tarefas que exigem leitura de documentos, organização de informações, respostas recorrentes e acompanhamento de clientes.
Para Lucca Buffara, CTO e cofundador da Segura, infraestrutura de IA para o mercado de seguros, o primeiro passo para usar a tecnologia não precisa ser complexo. Segundo ele, a IA pode começar apoiando justamente as tarefas que mais consomem tempo no dia a dia.
“O corretor não precisa mudar toda a operação de uma vez para começar a usar IA. Muitas vezes, o ganho aparece quando ele usa a tecnologia para resolver pequenas fricções da rotina, como explicar uma cobertura com mais clareza, encontrar uma informação em uma apólice ou priorizar os clientes que precisam ser acionados”, afirma Buffara.
A seguir, o executivo lista cinco formas simples de os corretores começarem a aplicar IA no trabalho.
1. Explicar coberturas em linguagem simples
Seguros ainda são cheios de termos técnicos, siglas e condições que podem gerar dúvidas para o cliente na hora da decisão. Expressões como cobertura compreensiva, franquia reduzida, RCF-V, carência ou exclusão nem sempre são compreendidas com facilidade, e cabe ao corretor traduzir essas informações de forma clara para o cliente.
Nesse contexto, a IA pode ajudar a transformar trechos de apólices, condições gerais ou descrições de coberturas em explicações mais simples, adaptadas ao canal de atendimento. O corretor pode pedir, por exemplo, uma versão resumida para WhatsApp, um texto mais formal para e-mail ou até um roteiro curto para áudio.
“Uma das aplicações mais imediatas da IA é ajudar o corretor a explicar melhor. Quando o cliente entende o que está contratando, a conversa avança com menos insegurança e o corretor consegue dedicar mais tempo ao aconselhamento, e não à tradução de termos técnicos”, explica Lucca.
2. Comparar produtos e coberturas com mais agilidade
Corretores lidam diariamente com propostas, condições gerais e materiais de diferentes seguradoras. Comparar coberturas, franquias, limites, assistências, carências e exclusões manualmente pode ser demorado e aumenta o risco de deixar passar algum detalhe importante.
Com apoio da IA, é possível organizar essas informações em formatos mais objetivos, como tabelas comparativas ou resumos por perfil de cliente. A tecnologia pode ajudar a destacar diferenças entre produtos, apontar pontos de atenção e facilitar a preparação do corretor antes de uma conversa comercial.
3. Responder dúvidas recorrentes com mais velocidade
Boa parte da rotina de uma corretora é formada por perguntas repetidas: status de cotação, segunda via, documentos pendentes, dúvidas sobre cobertura, renovação ou informações básicas de atendimento. Quando tudo depende de uma resposta manual, o tempo de espera aumenta, especialmente em horários de pico ou fora do expediente.
A IA pode ajudar a absorver parte dessas interações, oferecendo respostas iniciais, organizando demandas e encaminhando para uma pessoa quando o assunto exige análise humana. Isso permite que dúvidas simples sejam resolvidas mais rapidamente, enquanto os casos mais sensíveis chegam ao corretor com mais contexto.
“O melhor uso da IA no atendimento não é automatizar tudo a qualquer custo. É entender o que pode ser resolvido com segurança pela tecnologia e o que precisa ir para o humano. Esse equilíbrio é fundamental para ganhar eficiência sem perder qualidade na relação com o cliente”, afirma o CTO da Segura.
4. Resumir e consultar documentos longos
Apólices, condições gerais e manuais de seguradoras podem ter dezenas de páginas. Na prática, encontrar uma informação específica em meio a esses documentos toma tempo e pode atrasar uma resposta ao cliente.
A IA pode ser usada para resumir documentos, localizar cláusulas e responder perguntas pontuais a partir de um arquivo. O corretor pode consultar, por exemplo, se determinada cobertura está prevista, qual é a franquia aplicável ou se há alguma carência mencionada no documento.
A recomendação, segundo Lucca, é usar a tecnologia para ganhar velocidade na busca, mas manter a checagem nos casos críticos. “A IA ajuda o corretor a chegar mais rápido no trecho certo. Isso economiza tempo e melhora a experiência do cliente, mas informações sensíveis, como exclusões e limites de cobertura, devem sempre ser conferidas na fonte antes de qualquer orientação final”, explica.
5. Identificar oportunidades dentro da própria carteira
Muitas oportunidades comerciais já estão na base da corretora, mas acabam passando despercebidas por falta de tempo para analisar cliente por cliente. Renovações próximas, clientes com apenas um tipo de seguro, mudanças de perfil ou oportunidades de cross-sell podem ficar escondidas em planilhas e sistemas.
Com IA, o corretor pode organizar essas informações e transformar a carteira em uma agenda de relacionamento. A tecnologia pode ajudar a listar clientes com renovação nos próximos meses, identificar quem tem seguro auto mas não residencial, apontar contas com maior potencial ou priorizar contatos por valor de prêmio.
“Uma das maiores oportunidades para o corretor está na base que ele já construiu. A IA pode ajudar a enxergar padrões, priorizar contatos e transformar dados parados em ação comercial. Isso fortalece o relacionamento e reduz a dependência de começar toda venda do zero”, afirma Buffara.
Para os corretores que querem começar a experimentar IA na prática, há diferentes caminhos possíveis. Ferramentas genéricas de LLM já podem apoiar tarefas do dia a dia. Mas, no mercado de seguros, o ganho tende a ser maior quando a tecnologia já nasce conectada à rotina do setor. É o caso da Helena, assistente inteligente da Segura, que foi desenvolvida para apoiar corretores em tarefas como consulta a documentos, explicação de coberturas, comparação de produtos e organização de informações da carteira. Já o Conversas leva essa inteligência para o WhatsApp, principal canal de relacionamento de muitas corretoras, combinando IA e atendimento humano para responder dúvidas, estruturar fluxos e direcionar casos mais sensíveis para um operador quando necessário.
“A diferença está em usar IA com contexto. No seguro, não basta responder rápido: é preciso entender a linguagem do setor, respeitar a complexidade das informações e saber quando acionar o humano. É isso que buscamos construir com a Helena e com o Conversas”, conclui Buffara.
SindsegSC participa da solenidade de abertura do “Julho Laranja” em Blumenau
Entidade destaca que prevenção, gestão de riscos e proteção da sociedade caminham lado a lado com a missão do setor segurador

Crédito das fotos: SindSeg-SC e Giovanni Silva PMB
O Sindicado das Seguradoras de Santa Catarina (SindsegSC) esteve presente na solenidade de abertura do Julho Laranja 2026, realizada nesta quarta-feira, dia 1º, no Salão Nobre da Prefeitura de Blumenau.
Promovida pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil, a campanha marca um mês dedicado à prevenção de desastres naturais, à redução de riscos e ao fortalecimento da cultura de segurança — temas que dialogam diretamente com a missão do setor segurador de incentivar a prevenção, proteger pessoas e contribuir para comunidades mais resilientes.
A entidade foi representada pela gerente executiva Siméia Heleodoro, que acompanhou a solenidade junto as autoridades, instituições parceiras, forças de segurança e representantes da comunidade. A participação do SindsegSC reforça o papel institucional do mercado segurador no incentivo à gestão de riscos e à prevenção, ampliando o debate sobre medidas preventivas e apoiando iniciativas que buscam reduzir perdas humanas, sociais e econômicas.
Instituído por lei como o mês da Defesa Civil, o Julho Laranja tem como objetivo mobilizar poder público, instituições e sociedade em torno da prevenção. Durante o evento, foi apresentada uma ampla programação voltada à conscientização e à preparação da comunidade para situações de desastres naturais, com atividades educativas, técnicas e comunitárias ao longo de todo o mês.
Durante a apresentação da programação, a Defesa Civil reforçou que o mês representa “um compromisso coletivo entre poder público, instituições e comunidade”, evidenciando que informação, preparo e ação coordenada são essenciais para proteger vidas.
Para o secretário municipal de Proteção e Defesa Civil, Coronel Carlos Olímpio Menestrina, a campanha reforça uma necessidade permanente de Blumenau, cidade historicamente marcada por eventos climáticos. “O grande objetivo do Julho Laranja é fortalecer a cultura da prevenção. Os eventos climáticos fazem parte da história do município, integram o nosso calendário e vão acontecer. A nossa preparação é permanente”, destacou.
Entre as ações previstas para julho estão simulados de evacuação em escolas e no prédio da Prefeitura, atividades com Agentes Mirins, o 6º Simpósio Municipal de Defesa Civil, blitz educativa, campanha de doação de sangue, exposição fotográfica sobre desastres naturais ocorridos em Blumenau e capacitações voltadas à comunidade. A programação também inclui um simulado de resposta a emergências na Vila Itoupava, com cenário envolvendo deslizamento e atuação integrada das equipes de atendimento.
Prevenção e seguro caminham juntos
Em um cenário de eventos climáticos cada vez mais frequentes e intensos, ações de prevenção tornam-se fundamentais para minimizar impactos sobre a população, o patrimônio e a atividade econômica. Nesse contexto, o setor segurador exerce um papel estratégico ao estimular a gestão de riscos, promover a conscientização e incentivar medidas que aumentem a resiliência das cidades.
Para o SindsegSC, iniciativas como o Julho Laranja demonstram que investir em prevenção é uma responsabilidade compartilhada entre poder público, iniciativa privada e sociedade, fortalecendo uma cultura que beneficia toda a comunidade.
Na avaliação da gerente executiva Siméia Heleodoro, a presença da entidade reforça o compromisso do setor segurador com ações que promovem prevenção, segurança, gestão de riscos e proteção da comunidade.
“A prevenção é um dos pilares do setor segurador. Quanto mais preparada estiver uma comunidade para enfrentar situações de risco, menores serão os impactos humanos, sociais e econômicos. O SindsegSC acredita que promover a cultura da prevenção é também fortalecer a proteção das pessoas, do patrimônio e do desenvolvimento sustentável das cidades. Por isso, fazemos questão de apoiar iniciativas como o Julho Laranja, que unem conscientização, educação e preparação da população”, destaca Siméia. Além disso, a atuação do SindsegSC no Julho Laranja também amplia o debate sobre o papel do seguro para além da reparação financeira após eventos adversos. Ao apoiar ações voltadas à prevenção e à gestão de riscos, a entidade contribui para fortalecer comunidades mais preparadas diante de desastres naturais. Em Blumenau, cidade historicamente marcada por cheias, enxurradas e deslizamentos, essa articulação entre instituições, poder público e sociedade é considerada essencial para reduzir perdas, proteger vidas e construir um futuro mais seguro.

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Histórico de desastres reforça a importância da campanha
A realização do Julho Laranja ganha ainda mais relevância em Blumenau pelo histórico de enchentes, enxurradas e deslizamentos que marcam o município todos os anos. Segundo Menestrina, a lembrança desses episódios reforça a necessidade de manter uma estrutura preparada e uma comunidade consciente dos riscos. “Não é só o poder público que precisa fazer a sua parte, somos todos nós como sociedade”, pontuou o secretário.
A vice-prefeita Maria Regina Soar destacou o trabalho contínuo da Defesa Civil e a importância da integração entre secretarias, entidades e instituições parceiras. “A Defesa Civil é uma secretaria que não para, trabalha 365 dias no ano, 24 horas, estando de plantão para atender a nossa comunidade”, afirmou. Ela também reforçou que Blumenau precisa estar preparada para os piores cenários, com planos de contingência e ações coordenadas.
O prefeito Egídio Ferrari reforçou que as ações do Julho Laranja buscam fortalecer a cultura da prevenção e ampliar o cuidado com a população, especialmente com quem vive em áreas de risco ou pode precisar de atendimento prioritário em situações de emergência. “Vamos continuar trabalhando nesse sentido de proteção, de prevenção, de cuidar das pessoas, de cuidar da nossa cidade, de conhecer e saber onde estão as pessoas que precisam mais da nossa ajuda”, afirmou. Ele também orientou a população a acompanhar os canais oficiais, como o AlertaBlu, e destacou que os alertas enviados à comunidade têm papel fundamental na prevenção.
Confraria PROAUTO chega a Recife e fortalece rede de parceiros no Nordeste
Encontro na capital pernambucana aproximou corretores e representantes da operação da PROAUTO, apresentou os diferenciais da marca e proporcionou uma imersão na cultura da empresa

A PROAUTO promoveu nesta quinta-feira, 2 de julho, mais uma edição da Confraria PROAUTO. Realizado no Coco Bambu Shopping Recife, o encontro reuniu corretores e representantes comerciais da região para uma noite de relacionamento, troca de experiências e apresentação da operação da empresa.
Em Recife, a Confraria seguiu o formato já consolidado em outras praças do país, com uma experiência que vai além da apresentação comercial e propõe um ambiente de conversa, degustação e imersão na cultura da PROAUTO. Mais do que conhecer o portfólio, os participantes vivenciaram de perto o jeito da marca trabalhar e se relacionar com quem a leva ao mercado.
Durante o encontro, os participantes conheceram os produtos da PROAUTO, os processos de regulação de eventos e de atendimento, as ferramentas digitais disponíveis e a estrutura comercial da empresa. Também tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas e entender, na prática, os diferenciais da operação, com foco em mostrar como o parceiro pode ampliar seus ganhos ao oferecer a proteção da PROAUTO.
As Confrarias PROAUTO se consolidaram como uma das principais iniciativas de relacionamento da marca com o mercado nacional. Criados para aproximar corretores, representantes comerciais e profissionais do setor automotivo, os encontros presenciais funcionam como espaços de conexão, qualificação e apresentação prática da operação da PROAUTO.
Para a PROAUTO, eventos como a Confraria cumprem um papel estratégico ao fortalecer o vínculo com quem leva a marca ao mercado. “Quando o corretor entende como a PROAUTO funciona e enxerga o potencial de rentabilidade que oferecemos, ele passa a vender com mais segurança e a recomendar a marca com convicção. As Confrarias existem justamente para isso: aproximar, qualificar e mostrar, na prática, por que vale a pena estar ao lado da PROAUTO”, afirma Leandro Costa Ramos, presidente da PROAUTO.
A edição de Recife integra um movimento contínuo de aproximação com corretores e representantes em diferentes praças do país. Com 18 anos de atuação sob o mesmo CNPJ e mais de R$ 2 bilhões investidos em indenizações e reparos, a PROAUTO segue investindo no desenvolvimento e na qualificação de sua rede de parceiros comerciais em todo o Brasil, certa de que o crescimento sustentável da marca passa pela força e pela confiança de quem a representa no mercado.
Fonte: ENS, em 06.07.2026