“Nunca na história uma tecnologia serviu tanto para humanizar uma profissão”
A Inteligência Artificial (IA) já faz parte da rotina de pessoas e empresas, e representa uma transformação sem volta. Para o mercado de seguros, o desafio de momento é identificar as oportunidades criadas por essa tecnologia e se preparar para as mudanças que ela continuará provocando.
Essas foram algumas mensagens passadas pelo presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Lucas Vergilio, em seu discurso na cerimônia de abertura do 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado pela Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), pela ENS e pelo Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (Sincor-RJ).

E/D: Nuno Martins, Hugo Leal, Lucas Vergilio, Dyogo Oliveira, Alessandro Octaviani, Armando Vergilio,
Maria Filomena Branquinho e Ricardo Garrido / Crédito das fotos: João Vitor Silva (Comunicação ENS) e Marketing ENS.
A solenidade aconteceu no primeiro dia do evento, no dia 27 de agosto, no ExpoRio, no Rio de Janeiro (RJ). Ao abordar o advento da inovação, tema que marcou o congresso, Vergilio lembrou que a IA está presente em diferentes situações do cotidiano e que o setor precisa avançar na compreensão da ferramenta para sua utilização estratégica. “A IA é um movimento inexorável, ela veio para ficar e continuará impactando nossas relações para sempre. Ao aceitar essa realidade, temos que dar o próximo passo, nos adaptar e fazer o melhor uso dessa revolução que temos o privilégio de vivenciar”, afirmou.
Tecnologia e o fator humano
O avanço acelerado da IA vem despertando dúvidas sobre o futuro de algumas profissões e, no mercado de seguros, a tecnologia provocou uma inquietação entre os corretores: será que as máquinas poderão substituir a relação construída com os clientes?
De acordo com o líder da ENS, a resposta está em um diferencial da atividade da categoria: o lado humano do trabalho do corretor, especialmente nos momentos em que o seguro exerce seu papel de proteção.
“Nunca na história uma tecnologia serviu tanto para humanizar e valorizar uma profissão. Hoje, graças à IA, temos a certeza de que nós, corretores de seguros, jamais seremos substituídos por qualquer tecnologia ou por qualquer máquina. Porque ela veio para comprovar, entre outras coisas, que somente nós, seres humanos, temos a empatia, o sentimento e a capacidade de dar o acolhimento que o cliente tanto precisa”, destacou.

Na avaliação do executivo, os corretores precisam aceitar e compreender todo esse processo. “O pulo do gato é entender cada etapa e saber identificar as melhores oportunidades que cada uma nos oferece”. Para que os profissionais permaneçam competitivos nesse cenário, a resposta do presidente da ENS foi taxativa: “É muito simples, pessoal: capacitação contínua!”.
Uma Escola do mercado
Lucas Vergilio ressaltou ainda o privilégio do mercado de seguros em contar com uma instituição de ensino dedicada, que há tempos incorporou a inovação, a IA e a transformação digital em sua estratégia.
“São temas que norteiam todas as ações na nossa Escola. Seja nos processos internos, na concepção de cursos, na elaboração de conteúdos ou na interação com o mercado, estamos imprimindo a marca da inovação em tudo o que fazemos”, concluiu.
Um setor de oportunidades
A necessidade de adaptação e de qualificação contínua também foram abordadas nos demais pronunciamentos da noite. O presidente da Fenacor, Armando Vergilio, destacou a importância da atuação consultiva dos corretores e citou o Plano Diretor do Mercado da Intermediação de Seguros (PDMIS), lançado em maio deste ano, no evento Conexão Futuro Seguro.
“Esse documento é um norte para o futuro da profissão do corretor. Na verdade, o PDMIS é mais do que um documento, é um conjunto de informações que orientará o corretor para que ele possa fazer sua travessia. É uma ponte para o futuro. Futuro que hoje se desenha com inovação tecnológica, ferramentas digitais, IA. Todos esses mecanismos são aliados do corretor de seguros. O corretor que dominar essa tecnologia é aquele que vai se destacar”, afirmou o anfitrião do congresso.
O superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, ressaltou a relevância crescente do mercado de seguros para a economia brasileira e defendeu a busca por caminhos para o desenvolvimento do setor. “Sem seguro não há futuro para a economia brasileira”, declarou.
Já o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, enalteceu o Congresso como espaço de conhecimento, relacionamento e evolução profissional, enquanto o presidente do Sincor-RJ, Ricardo Garrido, lembrou o compromisso dos corretores com a capacitação e a qualidade da proteção oferecida à sociedade.
A mesa solene de abertura também contou com as presenças do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, que defendeu a permanência da sede da Susep na cidade; do deputado federal Hugo Leal; da presidente do IBRACOR, Maria Filomena Branquinho; e do presidente da Associação Nacional de Agentes e Corretores de Seguros de Portugal (APROSE), Nuno Martins.
Prêmio de Jornalismo
Após a cerimônia, foi anunciada uma novidade em primeira mão: a realização do 9º Prêmio de Jornalismo em Seguros!
A notícia foi dada pelos presidentes das três entidades organizadoras do Prêmio, Lucas Vergilio (ENS), Armando Vergilio (Fenacor) e Dyogo Oliveira (CNseg). “As inscrições serão abertas no dia 31 de agosto e já temos sete patrocinadores confirmados: AXA, CAPEMISA, FenaCap, FenaSaúde, Porto, Seguros Unimed e Tokio Marine”, anunciou o presidente da ENS.
24º Congresso dos Corretores: ENS marcou presença nas plenárias
O segundo dia do 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, promovido pela Fenacor, pela ENS e pelo Sincor-RJ, foi marcado por debates sobre os caminhos para ampliar a presença do seguro em todo o Brasil, que ainda apresenta baixa penetração e públicos pouco atendidos.
As discussões apontaram a necessidade de ampliar a distribuição, de acompanhar as transformações do consumidor e de preparar o corretor para uma nova realidade. Na parte da manhã, o painel “Inovação em Seguros: Abordagem e Mindset” foi mediado pelo presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Lucas Vergilio.

Painel “Inovação em Seguros: Abordagem e Mindset” foi mediado pelo presidente da ENS, Lucas Vergilio
Crédito das fotos: João Vitor Silva (Comunicação ENS) e CQCS
Com foco na transformação dos negócios e no papel da inovação dentro desse processo, a plenária reuniu executivos da Mapfre, Porto e Tokio Marine, além de Bruno Sardinha, Chief Innovation Officer (CIO) da Travelers. Especialista com atuação global, Sardinha esteve no congresso a convite da ENS.
Inovação como estratégia
Com 10 anos à frente das iniciativas de inovação da Travelers, Sardinha defendeu que inovar não significa apenas adotar novas tecnologias, mas compreender como diferentes tendências se combinam e impactam os negócios.
Ao citar as mudanças climáticas, por exemplo, o executivo destacou que os efeitos desse fenômeno precisam ser analisados em conjunto com fatores como migração e crescimento populacional em regiões mais expostas a eventos extremos. “Não adianta olhar um episódio de forma isolada. É muito importante que se olhe como esses eventos se combinam, convergem e estão interconectados”, afirmou.
Para o especialista, a inovação também precisa estar diretamente ligada à estratégia da empresa e permear diferentes áreas da organização, em vez de ficar restrita a um departamento específico. “A inovação não pode ser algo separado ou isolado, ela tem que fazer parte do negócio e estar diretamente ligada às estratégias da empresa”, frisou.
Outra recomendação do palestrante foi a necessidade de agir hoje para construir o futuro. “Qualquer coisa que você imagine para acontecer daqui a três anos, você tem que começar a tomar ação agora, porque leva muito tempo até chegar lá”, disse.
Ao citar iniciativas da Travelers, Sardinha enfatizou a aproximação com startups, a realização de experimentos e a disseminação de conhecimento internamente. A companhia se relacionou com mais de 500 startups no último ano, e a IA também passou a ser utilizada para acelerar pilotos e testar soluções com mais rapidez e menor custo.
Corretor no centro da transformação
Lucas Vergilio conectou a discussão sobre inovação à realidade dos profissionais que estão na ponta da distribuição. Para o presidente da ENS, educação continuada, acesso a ferramentas tecnológicas e integração com as seguradoras são fundamentais para que o corretor acompanhe as transformações do mercado.
“É preciso ter acesso a ferramentas inovadoras e de custo acessível. Por isso que a ENS selecionou, junto com a SOSA, empresas que fornecem tecnologia, inovação e custo para vocês, corretores de seguros”, afirmou, convidando os congressistas a conhecerem as soluções apresentadas na ENS TechVillage, o estande da Escola no congresso.
Vergilio também ressaltou a importância da aproximação entre corretores e seguradoras. “O corretor precisa sempre dialogar, interagir e alinhar essas ferramentas com a tecnologia das seguradoras. Eu não tenho dúvida de que essa é a receita do sucesso”, destacou.
Regulação e futuro da corretagem

No terceiro e último dia do congresso, a ENS teve representantes em dois importantes debates, sobre ambiente regulatório e novas possibilidades de distribuição. No painel “Autorregulação e PDMIS – A ponte para o futuro do corretor de seguros”, o consultor de Projetos Especiais da Escola, Augusto Cardoso, mediou a conversa sobre qualificação, modernização regulatória e transformação da atividade.
Um dos debatedores do painel, o economista Claudio Contador, que já foi diretor-geral da ENS, apresentou o Plano Diretor do Mercado da Intermediação de Seguros (PDMIS), documento que norteia os corretores de seguros, entre outros aspectos, para uma atividade mais diversificada.
Segundo dados apresentados por Contador, o Brasil reúne quase 150 mil corretores de seguros e movimenta entre R$ 52 bilhões e R$ 55 bilhões por ano em receitas com intermediação.
Mais do que dimensionar o mercado, o PDMIS aponta para a ampliação da atuação do corretor além da venda tradicional, com oportunidades em consultoria, gestão de riscos e outros serviços. Nesse cenário, a qualificação tem papel central.
“O papel de consultor exige uma qualificação que não seja apenas para vender. O corretor tem condições de atuar no atendimento, na consultoria, na auditoria e em uma série de outras atividades dentro das empresas e das famílias”, afirmou Contador.
Augusto Cardoso também conduziu o debate sobre a autorregulação, que contou com a participação dos diretores da Susep, Marcilio Otavio Nascimento e Júlia Normande Lins, além da presidente do IBRACOR, Maria Filomena Branquinho.
Novos mercados, novas oportunidades

A participação da ENS nas plenárias terminou com o painel “Novos Mercados de PPM e Cooperativas de Seguros”, mediado pelo assessor da Presidência da Escola, Marcelo Rocha. O painel reuniu Carlos Queiroz, diretor da Susep; Hugo de Castro Andrade, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB); e Marco Antonio Gonçalves, conselheiro da MAG e presidente do Fórum Mário Petrelli.
Na avaliação de Queiroz, o novo ambiente regulatório poderá contribuir para ampliar significativamente o mercado brasileiro. “O setor de seguros brasileiro poderia ser três vezes maior”, afirmou.
Segundo o diretor da autarquia, a regulamentação de novos modelos de proteção pode ajudar a conquistar públicos que estão fora do mercado tradicional. Para os corretores, porém, a expansão exigirá preparação para compreender as diferenças entre seguros, proteção patrimonial mutualista e produtos oferecidos por cooperativas.
A avaliação foi reforçada por Marco Antonio Gonçalves, que defendeu a entrada de novos modelos para ampliar o escopo de atuação dos corretores. “O corretor passa a ser a pessoa central na decisão de negócios. Se ele já era importante, agora passa a ser fundamental nesse processo”, frisou.
Gonçalves também destacou o potencial das cooperativas para ampliar a proteção em segmentos ainda pouco explorados, como o Seguro Rural, e finalizou com uma recomendação direta aos profissionais: “Não percam tempo, se preparem”.
24º Congresso dos Corretores: diretora da ENS projetou futuro da categoria até 2035

Palestra “2035: Preparando o Corretor do Futuro”, conduzida por Maria Helena Monteiro
Crédito das fotos: João Vitor Silva (Comunicação ENS)
Até pouco tempo atrás, uma das principais dúvidas sobre o avanço da tecnologia era se as máquinas seriam capazes de substituir o corretor de seguros. Para a diretora de Ensino da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Maria Helena Monteiro, essa já não é mais a pergunta que deve orientar o futuro da profissão. O desafio é entender como a transformação tecnológica irá mudar o próprio corretor.
“Não é a tecnologia que vai substituir o corretor. Hoje a pergunta é outra: que tipo de corretor a tecnologia vai criar, está criando, ou vai trazer?”, questionou a executiva, durante sua palestra “2035: Preparando o Corretor do Futuro”, realizada no dia 28 de agosto, na Sala de Negócios IBDCOR, durante o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, no Rio de Janeiro (RJ).
Ao olhar para 2035, Monteiro propôs aos congressistas um exercício de projeção baseado em transformações que já estão em curso. Inteligência Artificial, Open Insurance, embedded insurance, uso intensivo de dados, consumidores vez mais digitais, mudanças regulatórias, expansão do mutualismo, riscos cibernéticos e eventos climáticos são alguns dos movimentos que, segundo ela, já alteram a dinâmica do setor.
“O mercado mudou. Mudaram os riscos, mudou o consumidor e, portanto, também precisa mudar o profissional responsável por intermediar a proteção”, disse.
Para ilustrar essa transformação, a executiva citou o comportamento das novas gerações. “O automóvel, por exemplo, deixou de ocupar o lugar que tinha no passado para muitos jovens, que passaram a priorizar serviços de mobilidade em vez da posse de um veículo. Para os corretores especializados exclusivamente em Auto, a mudança de comportamento representa também um alerta sobre a necessidade de diversificação”.
De vendedor a consultor
Nesse novo cenário, o corretor precisa deixar de atuar exclusivamente na comercialização de apólices para assumir um papel mais amplo na identificação, prevenção e mitigação dos riscos de seus clientes. “Ele precisa deixar de ser um vendedor para se tornar um consultor estratégico”, afirmou Monteiro.
A mudança passa por conhecer melhor o cliente e enxergar além dos produtos que ele possui, avaliando de forma mais abrangente os riscos aos quais pessoas e empresas estão expostas, identificando oportunidades de proteção e desenvolvendo soluções adequadas às diferentes necessidades.
Para a diretora da ENS, a diversificação exige capacidade de incorporar novos serviços à atuação profissional, como gestão de riscos, consultoria, educação financeira e previdência, além de explorar segmentos e modelos de negócio que ganham espaço no mercado.

Qualificação como regra
Se o mercado se transforma em velocidade cada vez maior, a capacitação do profissional precisa acompanhar esse ritmo. Maria Helena Monteiro chamou atenção para a inclusão, na Resolução CNSP nº 493/2026, da necessidade de os corretores manterem seus conhecimentos e habilidades atualizados diante das mudanças na legislação, regulação, práticas de mercado e inovações técnicas. “Se não estudarem, não voltarem para a escola e não se atualizarem, vocês vão ficar para trás em muito pouco tempo”, alertou.
Preparação começa agora
Ao final de sua explanação, a executiva mostrou que o corretor de 2035 não será construído apenas pelas tecnologias que estarão disponíveis, mas pelas competências que os profissionais começarem a desenvolver desde já. Nesse processo, a ENS ocupa papel estratégico ao oferecer formações voltadas a diferentes estágios da carreira, desde cursos rápidos, Qualificações Técnicas, Certificações Avançadas, Extensões, Graduações, MBAs e imersões internacionais.
“Vocês têm uma Escola de Seguros, com portfólio que acompanha justamente essas transformações”, afirmou a diretora, ao destacar conteúdos relacionados a IA, gestão de riscos, riscos cibernéticos, inovação, novos modelos de distribuição, mutualismo, cooperativismo, seguros paramétricos e saúde. “A Escola é de vocês, é dos corretores de seguros”, reforçou.
Após a apresentação, Maria Helena participou de uma sessão de perguntas e respostas, que teve mediação do presidente do Sincor-GO, Vinicius Porto, e presença da diretora Comercial da Mapfre, Karine Brandão, do presidente da Bradesco Auto/RE, Rodrigo Bacellar, e do corretor de seguros e presidente do Sincor-RN, Stênio Max.

E/D: Luiz André Santos (vice-presidente da Região Norte da Fenacor), Maria Helena Monteiro (ENS), Rodrigo Bacellar (Bradesco Auto/RE),
Vinicius Porto (Sincor-GO), Karine Brandão (MAPFRE) e Stênio Max (Sincor-RN).
24º Congresso dos Corretores: Sala de Negócios recebeu centenas de congressistas

Samy Hazan durante a palestra “O Corretor Despachante Morreu. E agora?!”
Crédito das fotos: João Vitor Silva (Comunicação ENS)
A Escola de Negócios e Seguros (ENS) teve participação de destaque no 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, organizado pela Fenacor, pela ENS e pelo Sincor-RJ. Nos dias 28 e 29 de agosto, a Sala de Negócios da Escola recebeu centenas de congressistas que assistiram a seis palestras (três por dia), conduzidas por especialistas, docentes e colaboradores da Instituição.
Sempre no período da tarde, a programação foi dedicada à capacitação, inovação e o impacto da tecnologia na atuação dos corretores de seguros. O espaço serviu para aproximar os congressistas de conteúdos estratégicos para o desenvolvimento dos seus negócios, além de apresentar soluções tecnológicas desenvolvidas especialmente para as necessidades dos corretores de seguros.
O corretor de seguros moderno
A primeira palestra, “O Corretor Despachante Morreu. E agora?!”, foi conduzida pelo professor da ENS, Samy Hazan. Em sua explanação, o especialista abordou a transformação do modelo de negócios dos corretores diante da chamada nova economia e mostrou como a atuação baseada exclusivamente na emissão e renovação tradicional de apólices vem perdendo espaço.
A partir dessa mudança, Hazan apresentou cinco pilares considerados fundamentais para a evolução dos corretores: “Diversificação da Carteira”, “Uso Estratégico da Tecnologia”, “Qualificação”, “Relacionamento” e “Eficiência e Gestão”.
“Na diversificação, a proposta é reduzir a dependência do Seguro Automóvel e ampliar a capacidade de atender diferentes necessidades de proteção dos clientes. Já o uso estratégico da tecnologia envolve a adoção de IA e automação para eliminar tarefas manuais, identificar gargalos e permitir que os profissionais concentrem esforços na jornada e no relacionamento com o cliente”, frisou.
Na sequência da apresentação, o docente detalhou os demais pilares. “No aspecto da Qualificação, o profissional deve ir além dos cursos tradicionais e se preparar para um modelo de atendimento cada vez mais consultivo. Já o Relacionamento exige adaptação às novas demandas do mercado e à legislação, enquanto a Eficiência e Gestão passam pelo controle de custos, acompanhamento de indicadores e preparação das corretoras para novos modelos de remuneração, incluindo a cobrança de fees”, destacou.

Sala cheia
A Sala de Negócios da ENS teve ainda outras três palestras: “TechVillage em Debate: Inovação na Prática para o Corretor de Seguros”, “IA Depois do Hype – O futuro do Corretor de Seguros na Era dos Agentes Inteligentes” e “Viajando com a ENS”.
Para conferir os detalhes de cada apresentação basta clicar nos nomes e acessar as matérias dedicadas.
Roteiro de imersões internacionais fecha programação da Sala de Negócios

Ronny apresentando também a palestra “Viajando com a ENS”, no auditório TechSpace,
montando especialmente no estande TechVillage da ENS no Congresso
Crédito das fotos: CQCS e João Vitor Silva (Comunicação ENS)
A programação da Sala de Negócios TechVillage, no 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, terminou com um convite para olhar o mercado de seguros para além das fronteiras. No dia 29 de agosto, o gerente de Produtos da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Ronny Martins, apresentou aos congressistas o “Viajando com a ENS”, palestra que reuniu informações sobre os programas internacionais da Escola previstos para 2027.
Responsável pela concepção das imersões, Martins apresentou o calendário de experiências internacionais programadas para o primeiro semestre de 2027 e destacou a ampliação dos destinos oferecidos pela ENS.
“A nossa programação para 2027 está bastante diversificada. Teremos, novamente em janeiro, a segunda edição da imersão na Itália; depois, em fevereiro e em março, destinos inéditos, como Coimbra, em Portugal, e Beijing e Shanghai, na China. Já em maio e junho, teremos a quarta edição da imersão na cidade do Porto, Portugal, e a quarta imersão nos EUA, mais uma vez em Nova Iorque”, destacou.

Muito além de uma viagem
O gestor também reforçou a proposta que diferencia as imersões internacionais da ENS.
Para Martins, os programas combinam conhecimento acadêmico, experiências culturais, relacionamento e contato direto com diferentes mercados.
“É a combinação entre conhecimento, experiências culturais, relacionamento e contato com diferentes mercados. As nossas imersões são tudo isso e muito mais. Proporcionamos aos participantes uma experiência que ultrapassa a sala de aula, com contato com instituições de ensino, empresas, profissionais e diferentes realidades do mercado de seguros. Ao mesmo tempo, os programas incluem momentos de convivência e experiências culturais nos destinos visitados”, afirmou.
Ao encerrar a apresentação, Martins convidou os congressistas a conhecerem os programas internacionais da ENS e acompanharem as informações sobre inscrições, programação e destinos divulgadas pela Escola.
IA transforma o corretor operacional em profissional estratégico: “saí de um zero de IA para fazer diversas atividades”


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Celso Brandão / Crédito das fotos: João Vitor Silva (Comunicação ESN)
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Apresentação da palestra “IA Depois do Hype –
O futuro do Corretor de Seguros na Era dos Agentes Inteligentes” |
A Inteligência Artificial (IA) ultrapassou a condição de tendência para se tornar uma ferramenta concreta de transformação dos negócios. No mercado de seguros, essa tecnologia pode contribuir para eliminar tarefas operacionais, reduzir gargalos e permitir que os corretores dediquem mais tempo ao relacionamento e à análise das necessidades dos clientes.
Foi a partir dessa perspectiva que o professor da Escola de Negócios e Seguros (ENS) e especialista no assunto, Celso Brandão, conduziu a palestra “IA Depois do Hype – O futuro do Corretor de Seguros na Era dos Agentes Inteligentes”, durante a programação da Sala de Negócios TechVillage, no 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros.
Em uma abordagem voltada à aplicação prática da tecnologia na corretagem, Brandão mostrou como os recursos de IA podem atuar sobre alguns dos gargalos históricos do setor, como processos manuais, excesso de burocracia e baixa padronização operacional.
A proposta é que, ao transferir parte dessas atividades para ferramentas digitais, o corretor possa concentrar seus esforços naquilo que exige competências essencialmente humanas e estratégicas, como relacionamento, análise, tomada de decisão e personalização do atendimento.
IA, uma aliada
Realizada nos dias 28 e 29 de agosto, a apresentação do docente também destacou a importância da preparação profissional para que a tecnologia seja incorporada de maneira efetiva à rotina das corretoras. Nesse sentido, Brandão apresentou o curso “Inteligência Artificial para Corretores de Seguros”, da ENS, do qual é docente.
A experiência de quem já passou pela formação ajudou a demonstrar, na prática, o potencial dessa transformação. Presente na plateia no dia 28, a corretora Maria das Graças, de Belo Horizonte, contou como o aprendizado adquirido no curso repercutiu diretamente em sua rotina profissional.
“Pessoal, eu gostei demais do curso. Gostei tanto que indiquei para dez pessoas, e tenho certeza de que todo mundo fez. Me matriculei porque eu sou uma profissional 60 mais e era importante atualizar meus conhecimentos. Vejo que tomei a decisão certa. Eu saí de um zero de IA para conseguir fazer diversas atividades. Otimizei processos e estou até produzindo vídeos com IA e estou tendo muito retorno no Instagram. O Celso ajudou muito e eu fiquei extremamente satisfeita com o programa”, relatou a mineira.

Celso e a aluna Maria das Graças
Seis soluções de tecnologia mostram ao corretor como inovar na prática

Crédito das fotos: João Vitor Silva (Comunicação ENS)
Depois de discutir a transformação do modelo de atuação do corretor de seguros moderno, a Sala de Negócios TechVillage levou ao 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros um olhar para as ferramentas capazes de colocar a inovação em prática.
No painel “TechVillage em Debate: Inovação na Prática para o Corretor de Seguros”, realizado no dia 28 de agosto, representantes das seis empresas de tecnologia parceiras da ENS apresentaram suas soluções desenvolvidas para enfrentar desafios presentes no dia a dia das corretoras.
Conduzida e mediada por Victor Bistritzki, sócio da SOSA, gigante israelense também parceira da ENS, a sessão apresentou aos congressistas o conceito da TechVillage e mostrou, na prática, como recursos de Inteligência Artificial (IA), automação e gestão podem ser incorporadas às operações.
A proposta, lançada em Salvador durante o 6º CONSEGNNE e ampliada para o Congresso Brasileiro dos Corretores, é aproximar os corretores de tecnologias aplicáveis ao negócio, com ferramentas voltadas a diferentes etapas da jornada profissional, desde a gestão de carteiras e prospecção até processos operacionais, financeiros e relacionamento com clientes.
Tecnologia ao alcance do corretor
A SegBox, representada pelo CEO João Arthur Baeta, apresentou uma solução para leitura e monitoramento de apólices e carteiras diretamente pelo WhatsApp. A ferramenta busca facilitar o acesso às informações e tornar o acompanhamento dos negócios mais ágil.
Já a Segura AI, representada pela head de Engenharia de IA, Leticia Schettino, demonstrou uma solução de gestão inteligente de carteira, com visão 360° do cliente e comparação de condições gerais de seguradoras.
Na área comercial, a Hub2You, representada pelo sócio Rodrigo Silva, apresentou recursos para gestão do funil de vendas e qualificação de novos leads, contribuindo para organizar e acompanhar as oportunidades de negócio.
A Handle levou à TechVillage soluções de automação de backoffice, com robôs capazes de executar tarefas como cotação, transmissão e conciliação em portais de seguradoras. A proposta é reduzir o trabalho operacional e ampliar a eficiência dos processos internos das corretoras.
Representada pelo CEO Guilherme Mendes, a Flui apresentou uma ferramenta direcionada à gestão operacional e financeira de contas corporativas de seguro saúde.
Fechando a apresentação, a canadense Guava mostrou seu programa de fidelização e engajamento white label desenvolvido para operar via WhatsApp.

Boris Ber destaca qualificação e uso da inteligência artificial durante participação no ENSCast
Em entrevista realizada no 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, presidente do Sincor-SP também abordou o novo perfil da corretagem e antecipou novidades do Conec 2027

O presidente do Sincor-SP, Boris Ber, participou da programação especial do ENSCast, realizada durante o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, entre os dias 27 e 29 de agosto, no ExpoRio, no Rio de Janeiro. Em entrevista ao podcast oficial da Escola de Negócios e Seguros (ENS), o dirigente abordou a qualificação dos profissionais, o novo perfil consultivo da corretagem, os impactos da inteligência artificial e a importância dos grandes encontros do mercado de seguros.
A conversa foi conduzida por Fernando Gonçalves, assessor de Comunicação da ENS, no estúdio montado no TechVillage ENS, espaço tecnológico instalado dentro do congresso. Logo no início, Boris destacou sua relação pessoal com a instituição e a relevância da Escola em sua trajetória profissional. “Tudo o que eu tenho na minha vida devo a essa escola. Foi onde me formei corretor de seguros”, afirmou Boris. Para ele, a formação profissional se tornou ainda mais necessária diante da velocidade das transformações do mercado. “As mudanças que estão ocorrendo no mundo e no mercado de seguros vão requerer muito treinamento e uma volta aos estudos. Eu costumo dizer que estou voltando à cadeira de estudante, porque também preciso aprender.”
Parceria amplia acesso à capacitação
Durante a entrevista, Boris ressaltou os resultados da parceria entre o Sincor-SP e a ENS, fortalecida pela proximidade física das duas instituições, que atualmente estão instaladas no mesmo edifício, no centro da capital paulista.
Segundo o presidente, essa integração tem facilitado a realização de cursos, palestras, ciclos de capacitação e imersões destinados aos corretores de seguros e às equipes das corretoras. A iniciativa também permite ampliar o alcance das ações para diferentes regiões do Estado. “O Sincor-SP tem 30 Regionais, sendo 25 no interior. O Estado é gigante, e estamos conseguindo chegar a localidades distantes, trazer esses profissionais para São Paulo e também levar cursos e palestras até eles”, explicou.
Boris chamou a atenção especialmente para a necessidade de preparar não apenas o corretor, mas também seus colaboradores e sucessores. Em sua avaliação, a continuidade dos negócios precisa ser tratada de maneira estratégica pelas empresas do setor. “Essa parceria ajuda em pontos que considero fundamentais: a sucessão, a qualificação do corretor e a qualificação dos seus funcionários. Quem não investir em conhecimento vai ficar fora deste novo momento. Ou você estuda ou você estuda. Não existe outra opção”, enfatizou.
Corretor precisa conhecer profundamente o risco
Outro tema abordado foi a evolução do papel do corretor de seguros, que passa a exigir uma atuação cada vez mais consultiva e próxima do cliente. Para Boris, as mudanças na legislação e a maior complexidade dos riscos aumentam a responsabilidade do profissional na identificação das necessidades e na orientação do segurado.
Nesse cenário, conhecer detalhadamente a atividade do cliente, realizar inspeções e dialogar com áreas como contabilidade e gestão de custos tornam-se atitudes indispensáveis para a contratação adequada de seguros empresariais, transportes, lucros cessantes e outras modalidades. “A partir de agora, o corretor precisa explicar e registrar com clareza aquilo que está ou não coberto. Uma inspeção vale muito mais, conhecer o risco vale muito mais. É preciso estar presente dentro da empresa segurada e conversar com o contador e com o departamento de custos”, afirmou.
De acordo com o dirigente, essa nova realidade também exige equipes mais preparadas para prestar informações precisas. “Eu não posso ter alguém na ponta renovando o seguro de um condomínio, de uma empresa ou de um risco vultoso sem saber responder e escrever corretamente aquilo que está coberto ou não”, alertou.
Inteligência artificial deve ser incorporada à rotina
Ao comentar os avanços tecnológicos, Boris reconheceu que a inteligência artificial ainda provoca insegurança, mas ponderou que ela também oferece oportunidades importantes para as corretoras. O presidente citou experiências observadas em sua própria empresa, na qual novas ferramentas já contribuem para aprimorar sistemas, organizar informações e apoiar a gestão.
Para ele, a tecnologia não elimina a relevância do corretor, mas exige uma mudança de postura. “A inteligência artificial não vai acabar com o corretor de seguros. Mas o corretor que não aprender a usar a inteligência artificial pode ficar para trás”, declarou.
Nesse processo, Boris voltou a destacar o papel da ENS na atualização e na preparação dos profissionais para utilizar os novos recursos de forma produtiva, sem abrir mão do conhecimento técnico e do relacionamento com os clientes.
Congressos integram processo de atualização profissional
A participação em congressos e encontros do setor também foi defendida como parte da formação continuada. Boris comparou a necessidade de atualização do corretor à realidade de médicos, dentistas e engenheiros, que precisam acompanhar constantemente novas técnicas, materiais e tecnologias. Estar em um congresso faz parte desse processo. O corretor precisa conhecer as novidades para evoluir. Além do conteúdo, esses encontros possibilitam conversar com diretores e gerentes, olhar nos olhos, conhecer produtos e identificar oportunidades de negócios”, disse.
O dirigente também antecipou informações sobre o Conec 2027, promovido pelo Sincor-SP. Segundo ele, a organização do evento começa praticamente assim que termina a edição anterior, e a próxima programação deverá trazer diversas novidades. Boris adiantou que a abertura geral das inscrições seria anunciada durante o congresso, com condições especiais, manutenção do valor praticado na edição anterior, parcelamento e cashback. “Vai ter muita coisa nova. Quem não estiver lá será porque realmente não quis”, brincou. Ao final, convidou os profissionais a participarem do Conec, dos congressos regionais e das próximas edições do Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros.
A entrevista integrou a cobertura especial ao vivo do ENSCast no 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, que reuniu lideranças, executivos de seguradoras e corretores para debater temas como a nova era da distribuição de seguros, inteligência artificial, transformação digital, qualificação e mudanças regulatórias. Assista na íntegra em: https://www.youtube.com/watch?v=TTftaTZce-k
CABERGS Seguros leva equipe ao Congresso dos Corretores em meio à expansão para além do RS
Participação no encontro nacional integra estratégia de qualificação e acompanha nova fase de crescimento da corretora

Foto: Divulgação
O movimento de expansão da CABERGS para além das fronteiras do Rio Grande do Sul esteve entre os fatores que levaram a empresa ao 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros. Realizado entre os dias 27 e 29 de agosto, no Rio de Janeiro, o encontro reúne profissionais e lideranças do setor em torno das mudanças que estão redesenhando a distribuição de seguros no Brasil.
A CABERGS Seguros participa da programação com uma equipe de cinco profissionais. A proposta é acompanhar os debates sobre tecnologia, inovação, regulação e novas formas de distribuição e transformar o conhecimento obtido no evento em aplicações para a rotina da corretora.
Segundo o Diretor da CABERGS Seguros, Fernando Zingano, a presença da equipe ocorre em um momento estratégico para a empresa.
“A CABERGS está crescendo bastante e ocupando um espaço importante como corretora de seguros e parceira de várias seguradoras e empresas de benefícios. Um evento que fala de distribuição, justamente quando estamos crescendo, expandindo e rompendo as fronteiras do Rio Grande do Sul, é muito importante”, afirma.
A ampliação dos negócios também passa pelo fortalecimento das relações construídas com o mercado segurador. Entre elas está a atuação com a Icatu Seguros, apontada por Zingano como uma das principais parceiras da corretora e com a qual novas oportunidades vêm sendo desenvolvidas.
Mais do que acompanhar tendências, a CABERGS buscou ampliar o acesso de sua equipe às discussões que devem influenciar os próximos movimentos da atividade. Durante os três dias de Congresso, os profissionais participam de palestras, painéis e encontros com representantes de diferentes frentes da indústria.
“Estamos aqui com o maior número de pessoas que conseguimos trazer para absorver todo esse conteúdo e levá-lo para dentro da CABERGS, fazendo com que esse conhecimento também faça parte do nosso momento de crescimento e expansão”, explica o executivo.
Para Zingano, 2026 também representa um período de materialização dos projetos construídos nos últimos anos. Iniciativas planejadas em 2024 e desenvolvidas ao longo de 2025 começaram a apresentar resultados concretos, com novas operações e oportunidades já em execução.
A participação no Congresso integra um processo mais amplo de preparação da estrutura e das pessoas para sustentar a nova fase da empresa. A qualificação da equipe, a proximidade com seguradoras e o acompanhamento das transformações da distribuição passam a caminhar ao lado da expansão territorial e comercial da CABERGS.
Fonte: ENS, em 03.09.2026.