Resta avaliar a intensidade do fenômeno, que poderá ser de moderada a forte
Por conta de divergências entre os modelos climáticos utilizados, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ainda não tem uma palavra final sobre a intensidade do fenômeno El Niño durante as estações da primavera e verão este ano no país.
Contudo, o Inmet reconhece que seus impactos poderão variar de moderado a forte, algo suficiente para produzir prejuízos elevados.
De seca a chuvas
Sabe-se que o El Niño afeta as diferentes regiões brasileiras de maneira distinta:
- No Norte e no Nordeste, prevalece a tendência de uma seca mais severa e um aumento nos focos de incêndio nas duas próximas estações
- Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, espera-se um aumento nas temperaturas médias e uma irregularidade nas chuvas. Por fim, no Sul do Brasil, as chuvas tendem a ficar acima da média, especialmente durante a primavera e o verão, o que pode resultar em enchentes e deslizamentos de terra
A explicação da ciência
Especialistas afirmam que os danos causados ao solo por incêndios são extremamente severos e podem até ser irreparáveis em termos de nutrientes e características de composição.
“Uma área que pegou fogo nunca mais vai voltar a ser como era na nossa escala de tempo. As partículas passam por um processo de fusão que alteram toda uma bioquímica que acontece no solo. É prejudicial em todos os aspectos, além de ter um custo significativo de recuperação”, informa o técnico do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP/SENAR-PR Bruno Vizioli, em reportagem publicada no site da Confederação Nacional da Agricultura.
O El Niño, inicialmente, contribui para o aquecimento da atmosfera, o que pode resultar em chuvas de verão, frequentemente na forma de pancadas. Além disso, as correntes polares tendem a enfraquecer, reduzindo o risco de geadas no inverno.
Estoque de perdas
No Rio Grande do Sul
. Entre 2013 e 2023, os desastres naturais causaram R$ 79,1 bilhões de prejuízos no estado
. As chuvas geraram prejuízos de R$ 13,9 bilhões (17,5% do total) e as secas, R$ 66 bilhões, correspondendo a 83,4% do total, de acordo com levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM)
. Nos últimos 10 anos, a União repassou aos municípios gaúchos afetados por desastres apenas R$ 766,84 milhões para ações de drenagem urbana, prevenção, reabilitação, recuperação e reconstrução de áreas destruídas por calamidades e para ações de enfrentamento à seca
. O montante não cobre 1% do total de prejuízos, segundo a CNM
Em Santa Catarina
. Os danos foram proporcionalmente menores que no RS. O evento extremo atingiu 15 municípios mais severamente, que decretaram situação de emergência em decorrência da passagem do ciclone
. Ao todo, a CNM estima prejuízos de mais de R$ 28,8 milhões
. No período que vai de 2013 a 2023, os desastres causaram R$ 19,1 bilhões de prejuízos em Santa Catarina, resultando em 4.732 decretações de situação de emergência ou estado de calamidade pública
. As chuvas causaram R$ 9,3 bilhões em prejuízos econômicos, correspondendo a 48,9% do total de R$ 19,1 bilhões
. A seca causou prejuízos de R$ 8,9 bilhões, correspondendo a 46,6% do total
. 128 pessoas perderam suas vidas decorrente do excesso de chuvas entre 2013 e 2023
Apoio olímpico para ampliar a popularização do seguro

Judô, arremesso de peso e boxe foram as modalidades escolhidas pela CNseg
A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) optou por usar o Esporte como uma nova maneira de disseminar a importância de seguros, previdência privada, saúde suplementar e capitalização.
A partir deste mês de setembro, a confederação lança a ação “Seguros pra tudo e pra todos. Apoiando o esporte, mudando vidas” com três atletas olímpicos: Daniel Cargnin, do judô; Darlan Romani, do atletismo (arremesso de peso); e Beatriz Ferreira, do boxe.
Os três foram escolhidos para simbolizar a diversidade e a importância do seguro até os Jogos Olímpicos de Paris, que acontecerão de 26 de julho a 11 de agosto de 2024.
Nova estratégia de comunicação
Carla Simões, superintendente-executiva de Comunicação e Marketing da CNseg, ressalta que a ação integra a nova estratégia da Confederação que tem como objetivo democratizar o conhecimento e, também, o acesso aos seguros.
“Durante muito tempo, o mercado segurador se comunicou de uma maneira muito técnica. Entendemos que para impactar de maneira assertiva toda a população, foi essencial redesenhar a estratégia de comunicação. Essa nova ação vai impactar novos públicos e especialmente os jovens. Gosto demais da imagem e da história que os atletas são capazes de contar”, explica.
“O Darlan, a Bia e o Daniel são atletas renomados com histórico de carreira e resultados excelentes. Gostaria que a história deles inspirasse a todos e nos unisse, no ano que vem, para torcermos por grandes conquistas em Paris”, conclui Simões.
Sobre os atletas olímpicos
Beatriz Ferreira, do boxe:
Participou do projeto Vivência Olímpica durante os Jogos Jogos Olímpicos de Verão de 2016
Em 2017, obteve vitórias em competições internacionais, incluindo o título panamericano
Conquistou o Campeonato Mundial de boxe na categoria até 60kg em 2019
Em 2021, foi vice-campeã olímpica em Tóquio.
Recebeu o Prêmio Brasil Olímpico em boxe quatro vezes, com destaque em 2019 como atleta feminina do ano

Daniel Cargnin, do judô:
Representa a equipe Sogipa, faz parte da Marinha do Brasil (CDM)
É membro titular da seleção brasileira de judô (CBJ)
Conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 na categoria meio-leve (até 66kg)

Darlan Romani, do atletismo (arremesso de peso):
Foi campeão no Pan de 2019
Conquistou o 4º lugar nos Jogos Olímpicos no Mundial de 2019
Também conquistou o 4º lugar nos Jogos Olímpicos de 2020
Conquistou o título mundial indoor em 2022
É o recordista brasileiro da modalidade desde 2012
Detém os recordes sul-americano (22,61 m, alcançado em Eugene, EUA, em 30 de junho de 2019) e panamericano (22,07 m, estabelecido em Lima)

Conteúdo do trio nas redes sociais
Durante o ciclo olímpico, período em que ocorrem torneios de qualificação e preparação para as Olimpíadas, os atletas brasileiros vão produzir vídeos e stories para as redes sociais conectando o dia a dia deles com os produtos do mercado segurador - como esse conteúdo produzido pelo Darlan.
A ideia é desmistificar a imagem do seguro e reforçar a cultura, pluralidade e importância dos produtos, seja para proteger vidas ou bens. Além disso, a ação – criada pela Spark, agência de marketing de influência - contempla a presença dos atletas em eventos da CNseg.
A ação “Seguros pra tudo e pra todos. Apoiando o esporte, mudando vidas” integra o conjunto de estratégias do Programa de Desenvolvimento do Mercado Segurador (PDMS) que visa aumentar a parcela da população atendida por seguros em 20%, e a participação no PIB dos atuais 6,2% para 10% até 2030, em termos de arrecadação.
Crédito das fotos utilizadas nesta matéria:
Atleta Beatriz Ferreira: Comitê Olímpico Brasileiro
Atleta Darlan Romani: Wagner Carmo - Confederação Brasileira de Atletismo
Atleta Daniel Cargnin: Confederação Brasileira de Judô
Fonte: CNseg - Notícias do Seguro, em 15.09.2023