Parceria firmada em dezembro de 2021 é renovada até 2028
O Colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou, em reunião de 29/11/2023, termo aditivo para o convênio entre a Autarquia e a Associação de Investidores no Mercado de Capitais (AMEC), firmado em dezembro/2021 com foco na disseminação de ações de educação financeira e projetos de pesquisa na área.
Com a medida, o acordo foi renovado por mais cinco anos.
"O relacionamento com a AMEC nesses dois anos de vigência do acordo de cooperação técnica, gerou relevantes resultados, com apoio mútuo a diversos eventos e iniciativas educacionais. Prorrogamos o convênio por mais cinco anos por entendermos que ainda há muitas ações conjuntas a serem realizadas neste âmbito, e considerando que a educação financeira é um dos pilares essenciais da Autarquia." - Nathalie Vidual, Superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores (SOI) da CVM.
Parceria CVM e AMEC
O convênio prevê a criação de programas e materiais de educação financeira, a formatação projetos de pesquisa visando à melhoria das políticas públicas do mercado de capitais, e a realização de eventos, palestras e debates, sobre os temas afins às instituições.
Nos dois anos de convênio, a AMEC esteve presente em eventos sobre a nova regulação de fundos e os desafios da regulação, bem como apoiou na realização do evento anual de aniversário da CVM, junto ao CFA Society Brazil.
Além disso, a AMEC tem dado contribuições técnicas em outras frentes, como discussão de voto múltiplo e a distância e participação na audiência pública da Resolução CVM 59.
Ainda estão previstos no convênio o apoio a campanhas educacionais, tais como: Semana Mundial do Investidor, Global Money Week, Semana ENEF e Semana Estadual de Educação Financeira.
“Estamos muito felizes em dar continuidade a mais essa parceria com a CVM. Acreditamos profundamente que contribuir com a Autarquia significa contribuir com o crescimento e amadurecimento do nosso mercado de capitais. A AMEC que trazer toda sua experiência e conteúdo técnico acumulado ao longo de seus 17 anos para se somar ao trabalho de excelência desempenhado pela CVM”, afirma Fábio Coelho, presidente da AMEC.
CVM e ABCripto lançam “dicionário cripto” para ampliar o acesso ao conhecimento sobre a economia digital
Ação faz parte do convênio firmado este ano entre as instituições e traz termos relativos a criptoativos, tokenização e ativos digitais
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto) lançam hoje, 5/12/2023, glossário de termos relativos a criptomoedas, ativos digitais, tokenização e áreas correlatas. O objetivo é padronizar as terminologias e auxiliar a população na compreensão de termos técnicos para o desenvolvimento do sistema financeiro brasileiro, favorecendo o diálogo entre os diferentes atores desse novo ecossistema.
"O glossário ajuda a compreender termos técnicos relativos às novas tecnologias financeiras, em especial às finanças descentralizadas (DeFi) e outras aplicações relativas à criptoeconomia, ao blockchain e aos investimentos em ativos digitais. Este material vai ao encontro do trabalho que a CVM vem construindo de, cada vez mais, tornar a linguagem com o mercado mais clara e simples, facilitando o conhecimento e a aproximação com o investidor pessoa física, bem como o acesso ao mercado de capitais", explica Paulo Portinho, Gerente de Educação e Inclusão Financeira (GEIF) da CVM.
Para alcançar o resultado, a ABCripto estruturou um grupo de trabalho para elaborar o documento, que foi revisado e validado pela CVM. As instituições buscaram, entre outros pontos, o consenso com relação às definições apresentadas no glossário, para garantir que estejam em linha com conceitos e princípios das áreas de conhecimento de origem, além de aderência à legislação.
Bernardo Srur, Diretor-Presidente da ABCripto, destacou a importância do projeto. Segundo Srur, "o glossário é um orgulho para a ABcripto e para a CVM. É uma obra com rigor técnico, qualidade editorial, produzida a várias mãos. O material oferece conhecimento e estrutura para o desenvolvimento e a inserção de todos no mercado de ativos digitais."
Mais de 200 verbetes disponíveis
O glossário foi estruturado como um dicionário e são mais de 200 verbetes listados em ordem alfabética, que podem conter um ou mais significados. Fábio Moraes, coordenador do Comitê de Pesquisa e Educação da ABCripto, ressalta que o glossário é algo inédito no setor. "O material é um marco para a criptoeconomia e para a sociedade. Não havia, até agora, um documento produzido por uma entidade que representasse o setor, além de educar a população no entendimento dos termos do mercado. São conceitos novos e complexos, que são esclarecidos pelo glossário", explica.
"A ideia é que o documento seja ampliado e revisado periodicamente para incorporar as sugestões recebidas, além de acompanhar as novidades que surjam na área. O glossário tem a intenção de ser um documento vivo, refletindo o próprio dinamismo da criptoeconomia", complementa Nathalie Vidual, Superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores da CVM.
"Está cada vez mais acessível comprar ou vender criptomoedas, dada a crescente clareza regulatória e um ecossistema cada vez mais maduro e resiliente. Padronizar a terminologia facilita muito a comunicação entre os vários players e a sociedade, que é essencial para construção de um mercado pujante e saudável", finaliza Marco Carnut, vice-coordenador do comitê de pesquisa e educação da ABcripto.
Parceria
A iniciativa faz parte do acordo de cooperação técnica firmado este ano entre as instituições, com o objetivo de desenvolver ações que visam à educação financeira, além da idealização de campanhas e materiais educacionais destinados à população sobre as novas tecnologias financeiras, em especial as finanças descentralizadas (DeFi) e outras aplicações relativas à criptoeconomia, blockchain e investimentos em ativos digitais.
Saiba mais
Acesse o glossário.
Fonte: CVM, em 05.12.2023