Cremesp recebe troféu inédito por práticas institucionais relacionadas à proteção de dados
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), pela primeira vez, foi contemplado durante a premiação nacional dos Conselhos Profissionais, voltada a reconhecer as melhores práticas em autarquias deste âmbito. O troféu outorgado à instituição correspondeu à categoria Proteção de Dados – Ações institucionais, pela excelência em boas práticas e geração de resultados.
A solenidade de premiação aconteceu em Brasília, durante a 8ª. Conferência Nacional dos Conselhos Profissionais, que tem entre seus objetivos a integração e o aprendizado contínuo na gestão pública das atividades de registro, fiscalização, regulação e orientação e julgamento ético. O troféu é um dos frutos do trabalho dedicado da Comissão de Gestão da Segurança da Informação e Proteção de Dados Pessoas da Casa.
Antes da cerimônia, houve uma apresentação realizada pelo Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Weder de Oliveira, na qual foi exibida e mencionada uma das campanhas do Cremesp pelo Ato Médico – que lembra aos leigos os riscos de se submeter a procedimentos que exigem habilidade médicas.
Representantes
Durante o evento, o Cremesp foi representado pelas áreas de Gerência de Relacionamento, por Élcio Lima Garcia (DPO); Gerência Financeira, Suzana Dantas do Santos; Auditoria Interna e Qualidade, Djalma Gomes Rodrigues; Auditoria Interna e Relações Institucionais, Dilma Maria Carneiro Lira Mattos; Fiscalização, Vicente José Salles de Abreu; e Compras e Licitações, Leandro de Abreu Basílio.
Ao todo, foram concedidos 21 troféus, sendo dez categorias para Conselhos Federais, dez para Conselhos Regionais e uma categoria especial. Além do prêmio ao Cremesp voltado à Proteção de Dados – Ações institucionais, outras autarquias foram lembradas por temas como Cooperação Técnica e Parceria Institucional; Relatório de Gestão, exercício 2023; e Projetos Inovadores de Transformação Digital, entre outras.
Chapa 2 vence pleito para representar São Paulo no Conselho Federal de Medicina, com 31,37% dos votos
Médicos do Estado de São Paulo elegeram a chapa 2 – Força Médica para representá-los no Conselho Federal de Medicina (CFM), durante a gestão 2024-2029. Os eleitos são Francisco Eduardo Cardoso Alves, como conselheiro efetivo, e Krikor Boyaciyan, como suplente. Eles receberam 39.620 (31,37%) dos 126.308 votos apurados. Em segundo lugar ficou a Chapa 3 – ConsCiência CFM, com 35.601 (28,19%) dos votos; seguida pela Chapa 1 – JUNTOS por uma categoria médica mais forte, com 15.912 (12,60%) dos votos; e pela Chapa 4 – Experiência e Inovação, com 13.182 (10,44%) dos votos.
O mandato dos membros do CFM tem duração de cinco anos e será meramente honorífico, com posse em 1º de outubro e encerramento em 30 de setembro de 2029.
Resultados
Os resultados foram apresentados durante sessão de encerramento da eleição do CFM 2024, com transmissão ao vivo pelo canal da autarquia no YouTube.
A mesa coordenadora foi integrada por José Hiran da Silva Gallo, presidente do CFM; Aldemir Humberto Soares, presidente da Comissão Nacional Eleitoral; Fernando de Pinho Barreira, auditor externo e diretor da empresa The Perfect Link Auditoria de Eleições e Perícia Forense. Também estiveram presentes os membros da Comissão Nacional Eleitoral Armando Otávio Vilar de Araújo, Cristofer e Diego Beraldi Martins e os consultores Mauro Alencar de Barros, Antônio Carlos Roselli e Nelson Nery Junior; e a observadora Talita Machado, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).
Todos os documentos estão disponibilizados no site Eleições 2024 do CFM. https://eleicoescfm.org.br
O neurologista Ricardo Nitrini ganha o Prêmio Henry Wisniewski por pesquisas sobre Alzheimer e demência
O neurologista e pesquisador brasileiro Ricardo Nitrini recebeu o prestigiado Prêmio Henry Wisniewski de Contribuição ao Longo da Vida, na última semana de julho, durante a Conferência Internacional da Associação de Alzheimer (AAIC), realizada na Filadélfia, Estados Unidos. Aos 77 anos, Nitrini recebeu o reconhecimento internacional por suas contribuições significativas e duradouras no campo do Alzheimer e da demência.
O pesquisador aposentou-se recentemente do cargo de professor titular de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e de coordenador do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento da Divisão de Clínica Neurológica do Hospital das Clínicas da mesma universidade; e é presidente do comitê científico da Academia Brasileira de Neurologia.
Os norte-americanos Ralph A. Nixon e Goldie S. Byrd também receberam o mesmo prêmio. Assim como o neurologista brasileiro, ambos são reconhecidos por suas décadas de dedicação e pesquisa nesse campo crucial para a saúde pública global.
Nitrini iniciou sua carreira em neurologia em uma época em que o Alzheimer era considerado uma doença rara. Com o passar dos anos, o conceito da doença se expandiu para englobar não apenas os casos em pessoas com menos de 65 anos, mas também a chamada demência senil, que afeta os mais idosos.
No Brasil, ele liderou pesquisas pioneiras sobre a epidemiologia da demência, identificando as parcelas mais afetadas da população, desenvolvendo novos métodos de diagnóstico adaptados à realidade brasileira. Um dos seus principais achados foi a identificação da maior frequência de demência em indivíduos de baixa escolaridade, contribuindo para o conceito de reserva cognitiva – a ideia de que estimular a cognição, por exemplo, através de estudos, pode proteger o cérebro contra doenças neurodegenerativas.
Carreira
Ao longo de quase 50 anos no Departamento de Neurologia da USP, Nitrini fundou o Grupo de Neurologia Cognitiva e Comportamental e criou o Centro de Referência para Transtornos Cognitivos no Hospital das Clínicas. Ele também é o fundador da revista científica Dementia & Neuropsychologia, que divulga pesquisas importantes na área.
Atualmente, suas pesquisas focam no cérebro de superidosos – indivíduos que mantêm uma memória excepcionalmente boa apesar do envelhecimento – em parceria com o cientista Adalberto Studart. Está também envolvido na análise de biomarcadores de doenças neurodegenerativas em macacos-prego, os mais inteligentes das Américas.
O neurologista participa ainda de uma pesquisa mundial com a Associação de Alzheimer sobre a prevenção da doença em pessoas com predisposição genética, coordenando os esforços na América Latina. Seu próximo grande objetivo é a criação de uma Clínica da Memória, um espaço dedicado ao acolhimento e tratamento dos pacientes com Alzheimer atendidos atualmente no Hospital das Clínicas da USP.
Fonte: Cremesp, em 07.08.2024