A presidente do Cremesp, Irene Abramovich, o 1º secretário, Angelo Vattimo, e a procuradora jurídica do Conselho, Paula Vespoli Godoy, tiveram na segunda-feira, 31 de outubro, o primeiro encontro com diretores da rede SulAmérica para obter explicações sobre o descredenciamento de vários serviços de saúde, notícia amplamente divulgada pela imprensa. Pela operadora do plano de saúde estiveram presentes a diretora médica Tereza Villas-Bôas Veloso e a diretora jurídica Fernanda Ramos Dantas.
Na reunião, as diretoras justificaram que houve alteração somente de alguns serviços de laboratórios e poucos médicos descredenciados, em razão da antiga operadora Sompo ter sido absorvida pela SulAmérica Seguros Saúde. Também foi esclarecido que ao adquirir a carteira da Sompo houve uma revisão dos prestadores. Diante da complexidade do tema, outros encontros deverão acontecer nas próximas semanas.
O Conselho está preocupado com as condições dos médicos que atendem pacientes que se utilizam da rede SulAmerica, assim, solicita que relatem, de forma detalhada, pelo e-mail
A gestão do Conselho, atenta às garantias contratuais relacionadas aos honorários médicos, glosas, descredenciamentos, aplicação de índice mínimo entre outras demandas na representação dos médicos deste Estado, vem ampliando a discussão com todos os seguimentos a evitar escaladas e litígios evitáveis.
Cinco faculdades de Medicina recebem o Conselho para orientações e informações aos sextanistas
O programa Conversa com o Cremesp promoveu mais cinco eventos em três diferentes cidades - Campinas, Ribeirão Preto e Franca -, entre os dias 26 e 28 de outubro, reunindo sextanistas de Medicina e conselheiros. O objetivo é orientar os estudantes que em breve serão médicos, sobre as responsabilidades que assumirão no exercício da Medicina, para que não cometam infrações éticas. Plantões, prontuários, sigilo médico, publicidade, atestados médicos, pejotização da profissão e relação com os demais colegas são os temas principais dos encontros. Nos últimos anos, tem havido um aumento de denúncias no Conselho em relação a médicos com poucos anos de experiência na profissão. Muitas delas poderiam ter sido evitadas se eles tivessem um maior conhecimento do Código de Ética Médica.
Em Campinas, o Conversa com o Cremesp foi realizado na PUC-Campinas e na Faculdade São Leopoldo Mandic, com a presença da presidente do Cremesp, Irene Abramovich e do coordenador do Departamento de Comunicação, Wagmar Barbosa de Souza. Na PUC, a abertura do evento ficou a cargo do diretor do Centro de Ciências da Vida, José Gonzaga Teixeira de Camargo. Pela Faculdade São Leopoldo Mandic, quem abriu a conversa com os estudantes foi o coordenador do curso de Medicina, Tiago Nardi Amaral, com a participação dos coordenadores de Internato, Katia Pinton Serra e Emílio Carlos Elias Baracat.
A Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) e a USP-Ribeirão Preto receberam a 2ª secretária e coordenadora do Conversa com o Cremesp, Maria Camila Lunardi, e a conselheira e coordenadora da Câmara Técnica de Oftalmologia, Mirna Yae Yassuda Tamura, para a conversa com os sextanistas. Na Unaerp, o coordenador do curso de Medicina e da Residência Médica, Reinaldo Bulgarelli Bestetti, fez a abertura do evento. Na USP, a abertura foi realizada pela vice-coordenadora do curso de Medicina, Alessandra Cristina Marcolin, com a participação do professor titular do Departamento de Neurociência e Ciências do Comportamento e delegado superintendente do Cremesp em Ribeirão Preto, Osvaldo Massaiti Takayamagui.
Em Franca, o evento foi realizado na Universidade de Franca (Unifran), também com a presença, pelo Cremesp, de Maria Camila Lunardi e Mirna Yae Yassuda Tamura. O coordenador do Internato, Sinásio G. Duarte, e do curso de Medicina, Robson Dutra, ficaram a cargo da abertura.
Em todos os eventos, após as falas iniciais dos representantes do Cremesp, os alunos fizeram diversas perguntas, tendo suas dúvidas esclarecidas. Também foram apresentados dois vídeos institucionais. Um deles abordando as funções e os serviços prestados pelo Conselho; e o outro informando sobre as ferramentas e inovações digitais que a entidade tem feito, revelando um papel mais educativo do que punitivo, com diversos projetos voltados à atualização profissional e ao exercício ético da Medicina.
Temas
Confira, abaixo, alguns tópicos discutidos no Conversa com o Cremesp, em alguns dos cinco encontros:
"Escolhemos os temas dos encontros com vocês porque são os mais recorrentes nas denúncias feitas ao Cremesp, e muitos deles atingem os recém-formados. O prontuário, por exemplos, é uma catástrofe em nosso meio, infelizmente. Nas denúncias, os prontuários médicos são vergonhosos, e os da enfermagem são melhores. E é só aprender a escrever. É precisa descrever o caso com detalhes e, quando da alta, explicar o por que dela. Se você não explicar, fica vago. O prontuário não é apenas uma defesa do médico, ele é a história de vida do paciente dentro do hospital. Ele é a chave de tudo. E tem de ser legível." (Irene Abramovich, presidente do Cremesp).
"Como médicos, estamos sujeitos a algumas regras a mais do que a maioria das pessoas. Em relação à publicidade, a partir do momento em que você se identifica como médico nas redes sociais, já está fazendo propaganda médica. E isso tem um regulamento, que é atualizado, constantemente, pelo Conselho Federal de Medicina, para tentar melhorá-lo. Toda vez que se identificar como médico, tem de colocar o número do CRM e nunca se deve fazer prescrição em público. Separar o perfil profissional do pessoal é importante, mas mesmo no pessoal é preciso seguir o Código de Ética Médica. Não se pode, por exemplo, expor o paciente, fazer propaganda de marcas, ou prometer resultado, principalmente na estética. Medicina é profissão de meio não de fim. Se houver uma denúncia sobre uma suspeita de infração, o Cremesp vai ter de investigar o caso." (Wagmar Barbosa de Souza, coordenador do Departamento de Comunicação)
"Como recém-formados vocês precisarão ter cuidado com o que vão fazer. Por exemplo, onde farão plantões. Precisarão perguntar: vou ter alguém para me orientar, que tenha um conhecimento maior, ou vou fazer plantão com meu amigo que sabe tanto de Medicina quanto eu? É necessário que tenham respaldo de um profissional mais experiente. Vocês terão de avaliar se no local tem uma estrutura mínima para a boa prática médica. Se não tiver, estarão se arriscando muito, pois uma vez no plantão, não poderão abandoná-lo. Não se pode abandonar o plantão sem rendê-lo para outro colega. Há muitas denúncias no Cremesp sobre abandono ou falta a plantão. É preciso, também, saber quem está te contratando." (Maria Camila Lunardi, 2ª secretária e coordenadora do Conversa com o Cremesp)
"Fora dos prontos-socorros, se tiverem um paciente com comportamento agressivo você pode dizer que não quer atender, pois é um direito do médico não atender paciente por quebra do relacionamento. Mas é necessário explicar isso para ele ou algum familiar e passar o caso, fazendo um relatório para o colega que vai dar prosseguimento ao atendimento." (Mirna Yae Yassuda Tamura, conselheira e coordenadora da Câmara Técnica de Oftalmologia)
Confira as fotos de cada um dos eventos:
São Leopoldo Mandic - Campinas
Caso sua faculdade ou turma de Medicina queira participar do Conversa com o Cremesp, envie e-mail para
Fonte: Cremesp, em 01.11.2022