São duas moedas: uma em prata e outra em cuproníquel. Elas já estão à venda e custam R$ 420 (prata) e R$ 34 (cuproníquel). Inicialmente, serão cunhadas 5 mil moedas de prata e 10 mil de cuproníquel. Pela primeira vez, em uma moeda brasileira, foi usado o recurso da cor.
O Banco Central lançou, nesta terça-feira (26/7), duas moedas comemorativas, uma em prata e outra em cuproníquel, alusivas aos 200 Anos da Independência do Brasil. A cerimônia online foi transmitida ao vivo, às 15h, pelo canal do BC no Youtube e teve a participação do Presidente do BC, Roberto Campos Neto, e da Diretora de Administração, Carolina Barros. Aline Montenegro Magalhães, do Museu Histórico Nacional, proferiu a palestra “Iconografia da Independência”. As moedas estão disponíveis no Clube da Medalha, da Casa da Moeda do Brasil.
O lançamento das moedas marca a contribuição do BC para a celebração e registro do momento histórico que instituiu o Brasil como nação.
“Nós entendemos que olhar com orgulho para o passado, reconhecendo nossas conquistas, nos ajuda a projetar o futuro. É nesse sentido que, com essas moedas comemorativas, o Banco Central celebra, junto com todos os brasileiros, os 200 anos da data em que nos tornamos uma nação”, disse o Presidente do BC, Roberto Campos Neto. “Gostaria de parabenizar as equipes da Casa da Moeda do Brasil e do Departamento do Meio Circulante do Banco Central, que se envolveram diretamente no desenvolvimento e na execução desse trabalho”, completou.
“A equipe do Banco Central trabalha junto com a equipe de projetistas da Casa da Moeda. Ouvimos as opiniões de historiadores de diversos museus sobre os ícones que melhor representariam o tema. Analisamos a bibliografia e a iconografia, e decidimos compor uma história nessas duas moedas. Uma parte está em uma e a outra parte está em outra”, conta Márcia Barbosa Silveira, chefe da Equipe de Projetos de Cédulas e Moedas do BC.
As moedas retratam, no anverso, dois momentos históricos ligados à Independência do Brasil: a de prata apresenta a sessão do Conselho de Estado, presidida pela princesa D. Leopoldina e com a participação de José Bonifácio, na qual foi tomada a decisão de enviar cartas a D. Pedro aconselhando-o a romper com a Coroa portuguesa; a de cuproníquel mostra o Grito da Independência, em que D. Pedro, ao receber as cartas da princesa e do ministro José Bonifácio, proclama a Independência do Brasil, às margens do Rio Ipiranga.
No reverso, a primeira estrofe do Hino da Independência, escrito por Evaristo da Veiga e com música composta pelo próprio D. Pedro I, aparece como elemento comum às duas moedas. Na moeda de prata, aparece também a Bandeira Nacional. Já o reverso da moeda de cuproníquel traz uma novidade: pela primeira vez em uma moeda brasileira será usado o recurso da cor. Nesse caso, as cores verde e amarela, escolhidas por D. Pedro I logo após a Independência, aparecem em uma faixa em movimento. Essas cores são provenientes das casas de Bragança e Habsburgo e foram usadas na Bandeira do Brasil desde o Primeiro Império, tornando-se um símbolo nacional.
Inicialmente serão cunhadas 5 mil moedas de prata e 10 mil de cuproníquel, podendo-se atingir as tiragens máximas de 20 mil unidades de prata e 40 mil de cuproníquel.

Mecir, Casa da Moeda e historiadores
A equipe começou a trabalhar no projeto das moedas comemorativas em julho de 2021. A ideia inicial, a pesquisa iconográfica e a tiragem foram determinadas pelo BC. Em seguida, foram feitas propostas e contrapropostas de leiaute pela Casa da Moeda. Após essa definição, o projeto foi para aprovação do Mecir e seguiu para a Dirad, que, após concordar, fez um voto para levar à Diretoria Colegiada. A aprovação final foi dada pelo Conselho Monetário Nacional.
Para essa pesquisa, a equipe do Mecir consultou inicialmente o Museu do Ipiranga, ligado à USP, e que está há quase dez anos fechado, mas será reaberto ao público por ocasião do Bicentenário da Independência, no dia 7 de setembro. Lá está a obra mais conhecida sobre o episódio, “Independência ou Morte”, de Pedro Américo. Parte da obra, que foi restaurada recentemente, está no anverso da moeda de cuproníquel.
“A obra de Pedro Américo é muito importante na iconografia da Independência, pois é a mais reproduzida, principalmente nos livros escolares. Por causa dela, a imagem de D. Pedro I empunhando a espada às margens do Rio Ipiranga está no imaginário de todos nós. Mas o processo que culminou na Proclamação da Independência foi muito mais do que esse momento”, explica Tereza Cristina de Oliveira, coordenadora da Equipe de Projetos de Cédulas e Moedas.
A equipe do Mecir consultou também historiadores do Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, sobre o tema. Foi quando conheceram a obra de Georgina de Albuquerque sobre o episódio que antecedeu o famoso Grito do Ipiranga, e que ganhou, em 1922, concurso realizado em comemoração ao centenário da Independência.
“O quadro “Sessão do Conselho de Estado” lança luz sobre a importância de D. Leopoldina no cenário político da Independência. Pouca gente sabe que, na ausência de D. Pedro, cabia a ela presidir o conselho de ministros. E ela o fazia de fato, discutindo, tomando decisões e aconselhando o príncipe sobre questões de Estado”, conta Tereza Cristina.
Além dessas obras, na moeda de prata há a composição com parte da litografia “D. Pedro I: Imperador”, de Sebastien Sisson, do acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, da Universidade de São Paulo.
Características das moedas:
1. Moeda de prataBanco Central lança moedas comemorativas dos 200 Anos da Independência do Brasil
O Banco Central lançou, nesta terça-feira (26/7), duas moedas comemorativas, uma em prata e outra em cuproníquel, alusivas aos 200 Anos da Independência do Brasil. A cerimônia online foi transmitida ao vivo, às 15h, no canal do BC no Youtube, onde está disponível.
O lançamento das moedas marca a contribuição do BC para a celebração e registro do momento histórico que instituiu o Brasil como nação.
As moedas retratam, no anverso, dois momentos históricos ligados à Independência do Brasil: a de prata apresenta a sessão do Conselho de Estado, presidida pela princesa D. Leopoldina e com a participação de José Bonifácio, na qual foi tomada a decisão de enviar cartas a D. Pedro aconselhando-o a romper com a Coroa portuguesa; a de cuproníquel mostra o Grito da Independência, em que D. Pedro, ao receber as cartas da princesa e do ministro José Bonifácio, proclama a Independência do Brasil, às margens do Rio Ipiranga.
No reverso, a primeira estrofe do Hino da Independência, escrito por Evaristo da Veiga e com música composta pelo próprio D. Pedro I, aparece como elemento comum às duas moedas. Na moeda de prata, aparece também a Bandeira Nacional. Já o reverso da moeda de cuproníquel traz uma novidade: pela primeira vez em uma moeda brasileira será usado o recurso da cor. Nesse caso, as cores verde e amarela, escolhidas por D. Pedro I logo após a Independência, aparecem em uma faixa em movimento. Essas cores são provenientes das casas de Bragança e Habsburgo e foram usadas na Bandeira do Brasil desde o Primeiro Império, tornando-se um símbolo nacional.
Inicialmente serão cunhadas 5 mil moedas de prata e 10 mil de cuproníquel, podendo-se atingir as tiragens máximas de 20 mil unidades de prata e 40 mil de cuproníquel.
Após o lançamento, as moedas poderão ser adquiridas no sítio do Clube da Medalha da Casa da Moeda do Brasil: https://www.clubedamedalha.com.br/catalogo-de-produtos.
Características das moedas:
1. Moeda de prata
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Acompanhe o lançamento das moedas comemorativas dos 200 Anos da Independência do Brasil
Clique para assistir ao lançamento das Moedas Comemorativas alusivas aos 200 Anos da Independência do Brasil, que será transmitido pelo Canal do BC no Youtube, nesta terça-feira (26), às 15h.
Fonte: BCB, em 26.07.2022.