Pesquisa da OCDE avalia conhecimentos e hábitos financeiros dos brasileiros
A iniciativa, que conta com a supervisão técnica do BC e da CVM, busca compreender como o brasileiro lida com dinheiro no dia a dia. O levantamento teve início em 29 de junho e termina em 7 de agosto de 2026.
Pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) avalia o letramento, a inclusão e o bem-estar financeiro. Os resultados do levantamento, iniciado em 29 de junho e com término previsto para 7 de agosto, servirão de insumo para aprimorar políticas públicas e iniciativas de educação financeira no país.
A pesquisa é importante porque avalia, de maneira estruturada, diversos temas relacionados à inclusão e ao letramento financeiro da população, como conhecimento, comportamento, atitudes e bem-estar financeiro. Isso permite identificar as reais necessidades e lacunas sobre esses temas na sociedade, além de possibilitar a definição de públicos-alvo prioritários para intervenções de educação financeira mais efetivas.
Ressalte-se que o letramento financeiro é o desenvolvimento de consciência, conhecimentos, habilidades, atitudes e comportamentos necessários para a tomada de decisões financeiras conscientes, em prol do bem-estar financeiro de um indivíduo.
Feita sob supervisão técnica do Banco Central (BC) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com o apoio da B3, trata-se de uma nova edição da pesquisa realizada em 2015, 2020 e 2023. O objetivo central da iniciativa é compreender como as pessoas lidam com o dinheiro no cotidiano, como organizam suas finanças e de que forma tomam decisões sobre o uso de produtos e serviços financeiros.
A pesquisa
A avaliação será baseada em ferramenta de pesquisa desenvolvida pela Rede Internacional de Educação Financeira (Infe, em inglês), da OCDE. O esforço é coordenado em estreita colaboração com seus países-membros, inclusive do Brasil. O resultado é o Toolkit OCDE/INFE para medição do letramento, inclusão e bem-estar financeiros.
Trata-se de um questionário bastante abrangente, abordando, além dos temas já citados, letramento financeiro digital, resiliência financeira, conhecimento e uso de produtos e serviços financeiros, incidência de golpes e fraudes e finanças sustentáveis. A pesquisa é aplicada com amostras representativas das populações de cada país que voluntariamente tenha aderido à aplicação do Toolkit.
Metodologia
Nesta edição, o público-alvo compreende respondentes entre 18 e 79 anos de idade, com uma amostra que abrange estados e cidades em todas as regiões do Brasil. A coleta de dados no país será feita com dois mil respondentes.
A participação é totalmente voluntária e as respostas são confidenciais. O questionário é aplicado por um(a) entrevistador(a) da empresa de pesquisa CP2. Para fins exclusivos de controle de qualidade, as entrevistas são gravadas em áudio, sem a identificação do(a) respondente. Importante destacar que não são oferecidos brindes ou incentivos financeiros pela participação.
Segurança
O BC reforça que, em conformidade com protocolos de segurança, jamais serão solicitadas senhas ou números de conta durante a entrevista, nem serão oferecidos produtos ou serviços financeiros.
Ao final do questionário, são solicitadas as seguintes informações pessoais:
7. nome completo da mãe.
Os dados acima serão utilizados em análises estatísticas agregadas, ou seja, as informações serão misturadas com as de outras pessoas para compreender a situação do grupo e produzir informações como médias e porcentagens, e não para analisar pessoas individualmente. Esses dados são protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
Confirmação de veracidade
Cidadãos que desejarem confirmar a autenticidade da pesquisa podem entrar em contato com os canais oficiais:
- CP2, pelo telefone (31) 3071-8400;
- BC, pelo telefone 145 ou pelo sitebcb.gov.br/cidadaniafinanceira;
- CVM, pelo telefone 0800-025-9666 ou pelo sitegov.br/investidor.
BC divulga ranking de reclamações do segundo trimestre
Clique para acessar o ranking de reclamações contra instituições financeiras referente ao segundo trimestre de 2026.
Banco Central registra publicação de relatórios do FMI sobre a economia e o sistema financeiro brasileiros
O Banco Central do Brasil informa a publicação, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), do relatório da Consulta do Artigo IV de 2026 para o Brasil e do Financial System Stability Assessment (FSSA), elaborado no âmbito do Programa de Avaliação do Setor Financeiro (Financial Sector Assessment Program – FSAP).
Os documentos resultam de amplo processo de diálogo técnico realizado ao longo dos últimos meses entre especialistas do FMI e do Banco Mundial, autoridades brasileiras e representantes dos setores público e privado. A consulta do Artigo IV e o FSAP constituem importantes instrumentos de avaliação das condições macroeconômicas, financeiras e institucionais dos países-membros do FMI e do Banco Mundial e são importantes fontes de recomendações que contribuem para o contínuo aperfeiçoamento do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
O relatório do Artigo IV registra a capacidade de adaptação e absorção de choques da economia brasileira diante de um ambiente global desafiador. Destaca a importância da manutenção de políticas macroeconômicas sólidas, de instituições robustas e da continuidade de reformas estruturais para a preservação da estabilidade econômica. A equipe do FMI reconhece o papel desempenhado pelo regime de metas para a inflação e pelo arcabouço de políticas econômicas do país.
O FSSA reconhece os aprimoramentos do funcionamento do SFN desde sua última avaliação feita em 2018. A avaliação ressalta que o SFN se mantém sólido mesmo diante dos diversos cenários adversos considerados. Além disso, a avaliação destaca que, mesmo diante da ampliação de competências, do crescimento do universo supervisionado e de um contexto prolongado de restrições orçamentárias e redução do quadro funcional, o BC tem conseguido manter níveis adequados de efetividade e tempestividade em suas atividades de regulação, supervisão e monitoramento. Cabe destacar também o reconhecimento do papel transformador do Pix, do aumento da competição no sistema e dos esforços do BC para lidar com riscos emergentes, tais como os riscos cibernético e climático.
Entre os aspectos apontados como prioritários para avanços adicionais, destaca-se a necessidade de fortalecimento do arcabouço institucional do Banco Central, de modo a assegurar condições adequadas para o financiamento de suas atividades, a recomposição de seu quadro de servidores e a atração e retenção de profissionais altamente qualificados. Outras recomendações relevantes referem-se à ampliação do rol de instrumentos e recursos para enfrentamento de crises e à modernização do arcabouço de resolução bancária, alinhando-o a padrões internacionais.
O BC recebe com satisfação a publicação dos relatórios e considera que as análises realizadas contribuem para o debate sobre o aprimoramento contínuo das políticas econômicas e financeiras do país. O BC seguirá comprometido com seu mandato de assegurar a estabilidade monetária, a solidez e a eficiência do SFN e o funcionamento seguro e eficiente das infraestruturas financeiras.
O BC agradece aos corpos técnicos do FMI e do Banco Mundial pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos, pelo diálogo construtivo mantido durante todo o processo e pelo elevado nível técnico das análises apresentadas nos relatórios. O BC também reconhece a colaboração dos diversos órgãos públicos e representantes do setor privado, assim como do Escritório do Brasil no FMI, que contribuíram para o sucesso das missões e para a elaboração das avaliações.
Clique para acessar os relatórios:
- Brazil: 2026 Article IV Consultation-Press Release; Staff Report; and Statement by the Executive Director for Brazil
- Brazil: Financial System Stability Assessment
Fonte: BC, em 23.07.2026.