Anvisa reforça segurança da vacina contra gripe e desmente boatos sobre componentes
Agência esclarece que substâncias citadas em notícias falsas são usadas em doses seguras e fundamentais para a eficácia do imunizante

Vacina da gripe - Foto: Myke Sena/MS
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, iniciada no último sábado (28/3), trouxe uma nova onda de desinformação. Para proteger a população e garantir a continuidade da vacinação — essencial para reduzir internações e mortes, especialmente entre idosos, crianças e gestantes — a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reafirma que o imunizante utilizado no Sistema Único de Saúde (SUS) é seguro, eficaz e rigorosamente testado.
Confira o esclarecimento técnico sobre alguns pontos das notícias falsas:
O uso do mercúrio (Timerosal)
Ao contrário do que afirmam os boatos, o mercúrio utilizado na vacina (na forma de timerosal) não representa risco à saúde.
Função: ele atua como conservante, impedindo o crescimento de bactérias e fungos em frascos que contêm várias doses.
Segurança: a quantidade é ínfima e muitos estudos comprovam que essa formulação específica é eliminada rapidamente pelo corpo, sem causar danos ao sistema nervoso ou aos rins.
Octoxynol-10 (Triton X-100)
As notícias falsas alegam que este componente causaria doenças autoimunes ou câncer. A informação não tem base científica.
Função: esta substância é um detergente usado para fragmentar o vírus durante a fabricação, garantindo que ele seja inativado (morto) e não cause a doença.
Realidade: apenas traços residuais permanecem no produto final. O Triton X-100 é amplamente utilizado em cosméticos e medicamentos aprovados no mundo inteiro, sem qualquer indício de que cause malformação ou doenças graves.
Formaldeído (Formol)
A tentativa de comparar o formaldeído da vacina com o "formol" usado em concentrações perigosas (como em salões de beleza) é enganosa.
Presença natural: o corpo humano produz formaldeído naturalmente durante o metabolismo das células. O sangue de um bebê, por exemplo, possui naturalmente uma concentração muito maior da substância do que qualquer vacina.
Risco de câncer: o formaldeído só é considerado cancerígeno em exposições industriais altas e prolongadas. Nas vacinas, ele é usado em doses residuais mínimas apenas para inativar o vírus, sendo incapaz de causar leucemia ou outros tumores.
Segurança
A Anvisa monitora continuamente a segurança das vacinas. O risco real não está nos componentes do imunizante, mas sim nas complicações da gripe, que podem evoluir para pneumonia e óbito.
Anvisa publica painel de acompanhamento da Agenda Regulatória 2026-2027
Acompanhe o planejamento dos cronogramas para evolução dos temas e propostas regulatórias previstas para o biênio 2026-2027.
Já está disponível no Portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o novo Painel de Acompanhamento de Temas e Propostas Regulatórias priorizadas pela Anvisa no biênio 2026-2027. O painel pode ser acessado a partir da página da Agenda Regulatória 2026-2027 e apresenta dados regulatórios gerais e detalhes sobre os cronogramas planejados para cada proposta regulatória, incluindo a previsão da etapa de Consulta Pública.
Além de exibir os prazos planejados, o painel é atualizado diariamente com publicações que marcam a evolução das propostas no fluxo regulatório. Assim é possível acessar links para os Termos de Abertura, que definem as condições processuais das propostas, bem como as minutas em Consulta Públicas ou os normativos finais aprovados. A cada trimestre o painel também apresenta a evolução do andamento das propostas, a partir do percentual de execução das atividades registradas no monitoramento trimestral da Agenda.
Trata-se de um painel central e completo para acompanhar toda a atuação regulatória da Anvisa, reunindo em um único ambiente as principais informações sobre o planejamento e evolução das propostas regulatórias da Agência
Com foco no planejamento e no monitoramento da Agenda 2026-2027, o painel está estruturado em cinco (5) módulos informativos, sendo o primeiro com dados gerais e o segundo com informações sobre os temas da Agenda e sobre o planejamento e andamento das propostas regulatórias. Adicionalmente, há três (3) módulos que disponibilizam tabelas para consultar os detalhes sobre os temas da Agenda e suas propostas regulatórias, bem como as propostas de regulação desenvolvidas fora da Agenda.
Atuação da Anvisa na ação sobre desvio de amostras de vírus na Unicamp

Sede da Anvisa, em Brasília - Foto: Jacqueline Spotto
Atendendo a pedido da Polícia Federal, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) integrou a ação de busca por amostras retiradas de laboratório da Universidade de Campinas na semana passada. Como o inquérito corre em sigilo, a Agência não pode comentar sobre o andamento das investigações.
Em que pese o fato de a Anvisa não ser a responsável pela fiscalização de laboratórios de pesquisa científica e experimental, os técnicos da agência não constataram, com base nas informações disponíveis até o momento, a hipótese de emergência de saúde em decorrência desse material.
Anvisa aprova novo medicamento para prevenção do vírus sincicial respiratório (VSR)
Enflonsia® é indicado para prevenir infecções causadas pelo vírus em recém-nascidos e bebês

O vírus é responsável por infecções no trato respiratório, com destaque para a bronquiolite, que atinge crianças e recém-nascidos – Foto: Freepok
Nesta segunda-feira (30/3), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Enflonsia® (clesrovimabe), da empresa Merck Sharp &Dohme Farmacêutica. O medicamento é indicado para a prevenção do vírus sincicial respiratório (VSR).
O produto será disponibilizado como uma solução injetável, para administração intramuscular em recém-nascidos e bebês lactentes durante períodos de maior circulação do VSR.A doença costuma ser mais grave nos primeiros seis meses de vida, especialmente em prematuros e em crianças com outras condições de saúde, como cardiopatias congênitas ou doença pulmonar crônica da prematuridade.
Para pacientes submetidos à cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea, recomenda-se a administração de dose adicional após estabilização clínica, considerando a potencial redução dos níveis no sangue do anticorpo.
VSR
O vírus é responsável por infecções no trato respiratório, com destaque para a bronquiolite, que atinge crianças e recém-nascidos. Dados do Ministério da Saúde (MS) indicam que o VSR é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e até 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos.
Estima-se que uma em cada cinco crianças infectadas necessite de atendimento ambulatorial, enquanto uma em cada 50 seja hospitalizada no primeiro ano de vida. Entre 2018 e 2024, foram registradas 83.740 internações de bebês prematuros (menos de 37 semanas) devido a complicações relacionadas ao vírus, como bronquite, bronquiolite e pneumonia.
Em dezembro do ano passado, o MS deu início à campanha nacional de vacinação contra o VSR. A imunização, ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é destinada a gestantes a partir da 28ª semana para prevenir casos de bronquiolite em recém-nascidos.
Leia a Resolução (RE) 1.214/2026 publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Anvisa aprova ampliação de uso de medicamento para artrite psoriásica
Tremfya® também será opção de tratamento para crianças acima de 12 anos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (30/3), a ampliação do uso do medicamento Tremfya (guselcumabe), usado no tratamento da artrite psoriásica. O Tremfya® passa agora a ser uma opção para crianças acima de 12 anos.
A artrite psoriásica em pacientes pediátricos é considerada uma doença rara. Diante do impacto significativo da doença na qualidade de vida e das implicações psicossociais da doença em crianças, há uma necessidade de opções adicionais de tratamento seguras, eficazes e convenientes para essa faixa etária.
A segurança e eficácia do medicamento foi avaliada para o tratamento de artrite psoriásica ativa em pacientes pediátricos de 12 a 17 anos de idade. O uso do medicamento neste grupo etário é sustentado pela evidência de estudos adequados e bem controlados de pacientes adultos e pediátricos.
O Tremfya®, produzido pela Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda, foi registrado pela Anvisa em 2018 para tratamento de pacientes adultos que tiveram uma resposta inadequada ou que sejam intolerantes a terapia prévia com medicamentos antirreumáticos modificadores do curso da doença (MMCDs).
Doença inflamatória crônica
A artrite psoriásica (AP ou PsA) é uma doença inflamatória crônica que pode causar inflamação articular progressiva e lesão, comprometimento da atividade funcional e, consequentemente, redução da qualidade de vida. O tratamento ajuda a controlar a doença e a reduzir seu impacto na rotina do paciente.
Leia a Resolução (RE) 1.214/2026 publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Fonte: Anvisa, em 30.03.2026.