Evento on-line vai tratar da eficiência na adoção de tecnologias de sequenciamento genômico e de produtos de terapia avançada.
AAnvisa participará do “I Genomas Brasil Internacional Summit”. O evento on-line tem como objetivo discutir como melhorar a eficiência na adoção de tecnologias de sequenciamento genômico e de produtos de terapia avançada (ATMPs, do inglês Advanced Therapy Medicinal Products), de forma a beneficiar os pacientes brasileiros.
Estarão reunidos, de 30 de novembro a 3 de dezembro, representantes de governo, indústria farmacêutica, sistema de saúde, Academia e sociedade para difundir e debater os mais recentes avanços científico-tecnológicos. A Anvisa participará das discussões regulatórias referentes aos produtos de terapia avançada.
As inscrições para o evento, organizado pelo Ministério da Saúde, são gratuitas. Os interessados podem se inscrever até o limite de participantes, por meio de um formulário eletrônico específico.
Quer saber mais? Acesse a página do evento.
Entenda
O Programa Nacional de Genômica e Saúde de Precisão – Genomas Brasil foi criado em 2020 a fim de estabelecer no país as bases para o desenvolvimento da saúde de precisão e sua implementação no Sistema Único de Saúde (SUS). A saúde de precisão associa dados já conhecidos de diagnóstico e tratamento (como histórico pessoal/familiar, exames clínicos e laboratoriais) ao perfil genético do paciente, permitindo a escolha de tratamentos mais seguros e que produzam melhores resultados, além de detectar com antecedência a probabilidade de vir a desenvolver certas doenças.
O Genomas Brasil tem duas linhas de atuação: o sequenciamento genômico e o emprego de terapias avançadas. O sequenciamento genômico é utilizado para obter maior acurácia diagnóstica e predição de risco de doenças, abrindo caminho para o emprego de terapias avançadas (como as terapias celulares, gênicas e de tecidos à base de células humanas) que levam em consideração a arquitetura genômica do paciente.
O Programa tem como objetivos fomentar pesquisas, impulsionar empresas de base tecnológica e formar consórcios de inovação para desenvolver tecnologias inovadoras, dentre elas as de produtos de terapias avançadas, e fortalecer o SUS, a partir da qualificação da força de trabalho em saúde.
Acompanhe a 18ª Reunião Extraordinária da Dicol
Na pauta, a avaliação da Anvisa sobre doses de reforço para as vacinas contra a Covid-19.
18ª Reunião Extraordinária Pública da Diretoria Colegiada da Anvisa
Data: 24/11/2021, quarta-feira.
Horário: 14h.
Confira a íntegra da pauta.
Acompanhe ao vivo pelo canal da Anvisa no YouTube.
A Anvisa realiza, a partir das 14h desta quarta-feira (24/11), a 18ª Reunião Extraordinária Pública da Diretoria Colegiada (Dicol). Nesta edição, os diretores vão avaliar as doses de reforço para as vacinas contra a Covid-19.
Confira dados mundiais sobre resistência microbiana
Considerada um grave problema de saúde pública, a resistência microbiana aos antimicrobianos causa um número expressivo de óbitos e prejuízos à economia.
Já é de amplo conhecimento das autoridades sanitárias que a resistência microbiana aos antimicrobianos é um grave problema de saúde pública, que cada vez mais chama a atenção pelo grande potencial de danos à saúde da população. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), trata-se de uma das 10 principais ameaças à saúde global enfrentadas pela humanidade atualmente.
Para chamar a atenção para o assunto, todos os anos ocorre a Semana Mundial de Conscientização sobre o Uso de Antimicrobianos, entre os dias 18 e 24 de novembro, quando autoridades mundiais realizam uma ampla mobilização sobre o tema. No Brasil, a iniciativa tem o apoio da Anvisa.
A resistência microbiana é caracterizada pela capacidade de microrganismos como bactérias, fungos e parasitas resistirem à ação de medicamentos antimicrobianos – antibióticos, antivirais, antifúngicos e antiparasitários. Os impactos da resistência microbiana incluem aumento do risco de morte, invalidez, necessidade de cuidados mais intensivos, de internações mais longas e de antibióticos alternativos e mais caros.
Dados internacionais revelam que níveis alarmantes de resistência microbiana foram relatados em países de todos os níveis de renda. Em alguns países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cerca de 35% das infecções humanas comuns já são resistentes aos medicamentos atualmente disponíveis.
Em alguns países de baixa e média renda, as taxas de resistência chegam até a 90%. Mais de 1/3 dos países que forneceram dados à OMS em 2017 relataram resistência generalizada a patógenos comuns. O resultado é o tratamento ineficaz de doenças como infecções urinárias, respiratórias e sexualmente transmissíveis (ISTs), além de pneumonias e tuberculose, além de várias outras.
Superbactérias
É especialmente alarmante a rápida disseminação global de bactérias multirresistentes (resistentes a diferentes classes de antimicrobianos testados em exames microbiológicos) e pan-resistentes (com resistência comprovada in vitro – ou seja, fora do organismo vivo, em laboratório – a todos os antimicrobianos testados em exames microbiológicos), também conhecidas como superbactérias, que causam infecções que não são tratáveis com os medicamentos antimicrobianos existentes. Neste cenário, a disponibilidade de novos antimicrobianos para tratar infecções em humanos é urgente.
Em 2019, a OMS identificou 32 antibióticos em desenvolvimento clínico que atendiam à lista de patógenos prioritários, publicada em 2017, em uma tentativa de orientar e promover a pesquisa e o desenvolvimento de novos antibióticos. Desses 32, apenas seis foram classificados como inovadores. No entanto, se as pessoas não mudarem agora a forma como os antibióticos são usados, os novos medicamentos terão o mesmo destino que os atuais e se tornarão ineficazes.
Vidas perdidas
De acordo com a OMS e o Banco Mundial, a falta de acesso a antimicrobianos de qualidade continua sendo um grande problema, e a escassez de antibióticos está afetando países de todos os níveis de desenvolvimento. Dados da OMS mostram que o acesso inadequado aos antibióticos mata cerca de seis milhões de pessoas anualmente, incluindo um milhão de crianças que morrem de infecção generalizada (sepse ou septisemia) e pneumonia evitáveis.
Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention – CDC) dos Estados Unidos, mais de 2,8 milhões de infecções resistentes a antibióticos ocorrem nos EUA a cada ano e mais de 35 mil pessoas morrem como resultado disso. Na União Europeia, a resistência microbiana aos antimicrobianos é responsável por cerca de 33 mil mortes por ano e estima-se que custe 1,5 bilhão de euros anuais em gastos com saúde e em perda de produtividade.
Medicamentos falsificados
A falsificação também pode ser uma forte aliada do aumento da resistência microbiana, assim como os produtos de baixa qualidade, pois não cumprem as funções esperadas de um medicamento. Segundo a OMS, entre 72 mil e 169 mil crianças morrem anualmente de pneumonia devido a antibióticos falsificados.
Saiba mais
Links da OMS:
Informações técnicas:
- Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no Âmbito da Saúde Única - Ministério da Saúde
- Plano Nacional para a Prevenção e o Controle da Resistência Microbiana nos Serviços de Saúde
- Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde – este link dá acesso às publicações sobre: Programa Nacional de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (PNPCIRAS – 2021-2025); Diretriz Nacional para o Gerenciamento do Uso de Antimicrobianos; boletins com dados de infecção e resistência microbiana; Caderno 10 de Segurança do Paciente: Prevenção da disseminação de microrganismos multirresistentes em serviços de saúde; Cadernos de Microbiologia.
Fonte: Anvisa, em 23.11.2021.