Misturar produtos de limpeza NÃO é uma boa ideia e pode ser perigoso
Febre nas redes sociais, receitas caseiras podem provocar reações químicas e intoxicação grave em que as manipula

Na hora da faxina, pode ser tentador testar aquelas dicas que sugerem a mistura de produtos de limpeza e garantir resultados mais eficientes. São muitas as opções voltadas a deixar o banheiro mais limpo, o espelho mais brilhante ou facilitar a retirada daquela sujeira mais difícil. Essas combinações, no entanto, NÃO são seguras.
Nas redes sociais, são comuns os vídeos com “misturinhas” para tirar gordura, limpar rejuntes ou remover manchas. O problema é que produtos de limpeza têm composições diferentes e, quando combinados, podem provocar reações químicas indesejadas.
A orientação mais segura é simples: não misture produtos de limpeza, a menos que o próprio rótulo diga que essa combinação pode ser feita.
Atenção especial com a água sanitária
Produtos à base de hipoclorito de sódio, como a água sanitária, exigem cuidado extra. Quando misturados a determinados produtos ácidos, por exemplo, podem liberar gás cloro. Já a combinação com saneantes que contenham amônia também pode formar gases irritantes e tóxicos.
As reações podem causar ardência nos olhos, irritação das vias respiratórias, tosse, falta de ar e até intoxicações mais graves.
Produto em excesso
Outro erro é pensar que aumentar a quantidade do produto vai deixar a limpeza mais eficiente.
Se o rótulo orienta que um limpador seja diluído antes do uso, é importante respeitar a quantidade indicada de água e de produto. Usar uma concentração maior pode aumentar a exposição às substâncias químicas sem necessariamente melhorar o resultado.
Também vale ficar atento a sinais como cheiro muito forte, mudança de cor, aquecimento ou formação excessiva de espuma. Isso não significa que a mistura “ficou mais potente” e pode ser, justamente, um sinal de uma reação química que não deveria estar acontecendo.
Misturou produtos e começou a passar mal?
A primeira orientação é sair do ambiente e procurar um local ventilado.
Não tente corrigir ou neutralizar a mistura adicionando outro produto. Se aparecerem sintomas como ardência nos olhos, tosse, tontura, náusea, dificuldade para respirar ou qualquer outro sinal de intoxicação, procure atendimento de saúde.
Também é possível receber orientação especializada pelo Disque-Intoxicação: 0800 722 6001. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.
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Webinar vai apresentar novas regras para laboratórios analíticos de controle de qualidade
Evento acontece na próxima segunda-feira (28/9). Participe!
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizará, na próxima segunda-feira (28/9), às 10h, um webinar para apresentar e esclarecer os principais aspectos do novo marco regulatório sanitário aplicável aos laboratórios analíticos de controle de qualidade de produtos sujeitos à vigilância sanitária.
O evento será transmitido por meio da plataforma Microsoft Teams e terá como tema “Novo marco regulatório sanitário de laboratórios analíticos: Resolução RDC nº 1.039, de 26 de agosto de 2026, e Guia Anvisa nº 25, versão 4”.
Durante o seminário virtual, especialistas da Anvisa apresentarão as principais mudanças introduzidas pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 1.039/2026, que estabelece os requisitos sanitários para o funcionamento dos laboratórios analíticos responsáveis pelo controle de qualidade de produtos sujeitos à vigilância sanitária. Também serão discutidas as orientações contidas no Guia Anvisa 25, versão 4, elaborado para apoiar a implementação do novo regulamento e promover uma interpretação harmonizada dos requisitos aplicáveis.
A iniciativa busca orientar laboratórios públicos e privados, profissionais da área da qualidade, responsáveis técnicos, gestores e autoridades sanitárias sobre o processo de adequação ao novo marco regulatório, contribuindo para o fortalecimento da confiabilidade dos resultados analíticos e para a proteção da saúde da população.
Como participar
Para participar do evento, basta clicar no link abaixo, no dia e horário agendados. Não é preciso fazer cadastro prévio.
Dia 28/9, às 10h – Novo marco regulatório sanitário de laboratórios analíticos: Resolução RDC nº 1.039, de 26 de agosto de 2026, e Guia Anvisa nº 25, versão 4
O que é um webinar?
Webinar é um seminário on-line, transmitido pela internet, que permite a interação entre os participantes e os apresentadores. Para saber mais, acesse a página específica de webinares realizados pela Anvisa.
Mais de 1.000 produtos irregulares apreendidos no Aeroporto do Galeão
Operações realizadas pela Anvisa, em parceria com Receita Federal e Polícia Federal, recolherem produtos sujeitos ao controle sanitário em um dos mais movimentados aeroportos do Brasil

Anabolizantes e medicamentos para emagrecimento estão entre os produtos apreendidos – Foto: Anvisa
Durante a primeira quinzena de setembro, a atuação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão) resultou em 19 ações de apreensões de produtos sujeitos ao controle sanitário em voos nacionais e internacionais.
As ações fiscalizatórias integradas se destacaram pelas abordagens estratégicas de passageiros vindos de Foz do Iguaçu, região de fronteira de grande circulação de produtos sensíveis, além de rotas internacionais oriundas de Dubai e Amsterdã.
As operações conjuntas com a Receita Federal do Brasil (RFB) e a Polícia Federal (PF) resultaram na retenção de expressivas quantidades de medicamentos e peptídeos sem registro, que estavam sendo trazidos nos voos, na tentativa de entrada irregular no país. Veja quais foram os produtos apreendidos: 347 unidades de tirzepatida, 572 unidades de retatrutida e 198 unidades de GHK-Cu.
Foram apreendidos ainda 113 frascos de anabolizantes em ocorrência que resultou na prisão de passageiro pela PF por crime contra saúde pública e contrabando. O viajante estava sendo monitorado desde a sua saída, por meio de um sistema de inteligência utilizado pela Anvisa, o que possibilitou o acionamento da RFB e da PF para ação conjunta.
A parceria entre os órgãos de fiscalização e segurança evidencia o combate ao tráfego ilegal de insumos e de medicamentos em um dos principais pontos de entrada do ´país. O objetivo principal é proteger a saúde da população, atuando diretamente na prevenção e na promoção da segurança sanitária.
Anvisa publica registro de medicamento para hipoparatireoidismo crônico
Terapia de liberação prolongada mantém exposição contínua ao hormônio
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou o registro do medicamento Yorvipath (palopegteriparatida). O produto é uma terapia de reposição do hormônio da paratireoide (PTH), indicada para o tratamento de adultos com hipoparatireoidismo crônico.
A doença é uma condição rara, porém tratável, que causa baixos níveis de cálcio no sangue. Ela é causada normalmente causado por danos às glândulas paratireoides durante cirurgias e também pode ser provocada por doenças genéticas e autoimunes.
Liberação prolongada
A palopegteriparatida é um pró-fármaco de liberação prolongada do hormônio da paratireoide (PTH), desenvolvido para manter uma exposição contínua e estável ao PTH dentro da faixa fisiológica por até 24 horas. O medicamento mimetiza a secreção endógena e evitando flutuações plasmáticas típicas de formulações de ação curta.
Esse mecanismo favorece a regulação fisiológica do cálcio e do fosfato, aumentando a reabsorção renal de cálcio, modulando a excreção de fosfato e estimulando a produção de vitamina D ativa. Com isso, apresenta potencial para restaurar de forma mais fisiológica as funções do PTH ausente ou insuficiente.
Confira a Resolução 3.645/2026 no Diário Oficial da União (DOU).
Fonte: Anvisa, em 22.09.2026.