Anvisa proíbe sal sem registro vendido na internet
Produtos não podem ser fabricados nem comercializados
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão dos produtos Quanqton Ocean Salts, Sal integral Quanqton, Sal Perfeito, New Quantic, Endurance e Sal Marinho Integral, todos fabricados por empresa desconhecida. Os produtos não podem ser fabricados, importados, distribuídos, vendidos, divulgados e utilizados.
Anunciados em diversas plataformas de comércio eletrônico, os produtos – comercializados em embalagens de 250g, 1kg e 2kg – não não possuem regularização sanitária.
Além disso, são veiculadas propagandas não permitidas para os produtos. Entre as irregularidades constatadas, há alegações como: “sal marinho integral com concentração elevada de magnésio – desenvolvido para atletas que precisam de reposição mineral real durante e após o esforço físico intenso”, “evita câimbra e fadiga muscular”. Há ainda indicações como “reposição mineral durante treinos longos e provas”, “hidratação celular real – não só água, mas eletrólitos que o corpo absorve” e “recuperação mais rápida após esforço intenso”
Confira a Resolução 3.052/2026 no Diário Oficial da União (DOU).
Anvisa proíbe venda de saneante sem registro
Medida foi publicada nesta sexta-feira (7/8) no Diário Oficial da União
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta sexta-feira (7/8) a venda e a fabricação do desinfetante Flex Ox, da empresa Montreal Química Industrial e Comércio Ltda (CNPJ: 33.507.058/0001-85.
O saneante, que não tem registro na Anvisa, também não pode ser distribuído nem utilizado.
App
Outra medida da Agência proibiu a comercialização do aplicativo Glic, da empresa Afya Participações S.A (CNPJ: 23.399.329/0004-15). Segundo a resolução, além de o dispositivo médico não ter registro, a empresa não tem autorização de funcionamento.
Confira a Resolução (RE) 3.068/2026 e a RE 3.069/2026 no Diário Oficial da União (DOU).
Reposição de testosterona NÃO é obrigatória para mulheres
Uso indiscriminado desse hormônio para fins estéticos e tratamento de sintomas da menopausa pode gerar efeitos irreversíveis à saúde

Reposição de testosterona em mulheres: nas redes sociais, a informação circula de forma repetida e persistente, com promessas de pele mais firme, ganho de massa muscular, emagrecimento e aumento da libido, entre outros. No entanto, especialistas afirmam que é FALSA a afirmação de que toda mulher precisa repor o hormônio para melhorar a saúde, sua disposição ou evitar os efeitos do envelhecimento.
Isso porque a reposição desse e de outros hormônios não é uma necessidade universal e só deve ser feita quando houver indicação clínica, após avaliação individual e com acompanhamento médico. A indicação depende do quadro clínico de cada paciente e precisa considerar sintomas, exames, histórico de saúde e evidências científicas.
Sociedades médicas apontam que a única indicação reconhecida cientificamente para o uso terapêutico da testosterona em mulheres é o tratamento do transtorno do desejo sexual hipoativo (TDSH) na pós-menopausa. Ainda assim, esse recurso só deve ser utillizado após o esgotamento de outras abordagens e a confirmação de persistência do quadro clínico.
Publicada em maio de 2025, a nota conjunta da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e do Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) sobre o uso de testosterona em mulheres destaca os perigos do uso indiscriminado desse hormônio. Segundo o comunicado, a prática de dosar esse hormônio como exame de rotina ou sob alegação de “déficit androgênico” (queda nos níveis de hormônio) não possui respaldo científico e pode induzir à prescrição hormonal sem indicação.
Efeitos adversos
O uso sem necessidade comprovada, em doses superiores às recomendadas ou em combinação com outras substâncias pode aumentar os riscos à saúde. Por isso, promessas genéricas de mais energia, rejuvenescimento ou benefícios estéticos devem ser vistas com cautela.
O uso de testosterona sem indicação clínica pode causar acne, alopecia (perda significativa de cabelo e pelos), alterações no fígado, dislipidemia (distúrbio nos níveis de gorduras no sangue, podendo formar placas nas artérias), dependência psíquica, problemas no coração e nos vasos sanguíneos.
Dados de farmacovigilância reunidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre medicamentos classificados como anabolizantes mostram aumento das notificações de eventos adversos nos últimos anos, com pico em 2024. Testosterona e somatropina, que são medicamentos controlados regularizados no Brasil e possuem indicações terapêuticas específicas aprovadas, concentram mais de 90% dos registros desse grupo.
Isso não significa, necessariamente, que houve crescimento proporcional dos problemas causados por essas substâncias. Os sistemas de notificação espontânea são influenciados por fatores como: maior conscientização de pacientes e profissionais de saúde, expansão das plataformas eletrônicas e aumento do engajamento com a farmacovigilância. Para notificar à Anvisa eventos adversos à saúde relacionados a medicamentos, clique aqui.
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Fonte: Anvisa, em 07.08.2026.