Anvisa informa sobre aplicação de vacina com prazo de validade expirado
A Agência esclarece que não participa da logística de aplicação dos imunizantes
A Anvisa atua na avaliação da qualidade, segurança e eficácia das vacinas e das condições de fabricação das empresas envolvidas na produção tanto do insumo farmacêutico ativo quanto do produto acabado.
Os dados avaliados pela Agência, dentre eles o estudo de estabilidade, em condições controladas de temperatura e umidade, definem o prazo de validade e as condições de armazenamento do produto, impactando na logística de distribuição.
Não cabem à Anvisa, assim, a aquisição, a distribuição e a aplicação dos imunizantes utilizados no Programa Nacional de Imunização (PNI).
A Agência não recebeu pedido de análise sobre a ampliação do prazo de validade da vacina da AstraZeneca ou foi consultada sobre a aplicação do produto fora do prazo definido em bula.
Os dados de qualidade, segurança e eficácia avaliados pela Anvisa se referem ao produto dentro de sua validade aprovada.
Vacinas com prazo de validade expirado não têm garantia de eficácia e segurança.
Webinar da Anvisa: infecções de microrganismos multirresistentes
Na próxima sexta-feira (9/7), às 10h, a Agência irá realizar um seminário virtual sobre prevenção e controle de infecções causadas por microrganismos multirresistentes durante a pandemia. Participe!
A Anvisa informa que na próxima sexta-feira (9/7), a partir das 10h, irá promover um seminário virtual que visa apresentar informações práticas de como os profissionais de saúde devem implementar ações para prevenção e controle de infecções causadas por microrganismos multirresistentes durante a pandemia da Covid-19.
Na ocasião, os participantes poderão esclarecer dúvidas sobre o tema. Para participar do evento, basta clicar no link abaixo, no dia e horário agendados. Não é preciso fazer cadastro prévio.
Dia 9/7, às 10h – Webinar: Medidas de prevenção e controle de infecções causadas por microrganismos multirresistentes durante a pandemia da Covid-19
Anvisa propõe restrição de uso de vacinas que utilizam vetor adenoviral em gestantes
No caso das gestantes, além da vacina Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, outras vacinas que utilizam vetor adenoviral, como a vacina da Janssen, também não devem ser utilizadas
Em atualização ao Comunicado GGMON 006/2021, a Anvisa mantém a recomendação pela continuidade da vacinação com os referidos imunizantes, uma vez que, até o momento, os benefícios das vacinas superam os riscos associados à infecção por Covid-19.
No caso das gestantes, além da vacina Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, outras vacinas que utilizam vetor adenoviral, como a vacina Janssen, também não devem ser utilizadas.
É importante destacar as seguintes recomendações aos profissionais e serviços de saúde:
1. As gestantes não devem ser imunizadas com vacinas de vetor adenoviral, que incluem as vacinas Oxford/AstraZeneca/Fiocruz e Janssen.
2. Apesar do baixo risco de ocorrência de trombose com trombocitopenia (TTS), que pode ocorrer em 0,1% a 0,5% do total de vacinados, há a necessidade de se instituir medidas para a identificação precoce de casos suspeitos e a intervenção oportuna para uma melhor evolução clínica.
Os sinais e sintomas associados à TTS mais frequentes são falta de ar, dor no peito, inchaço na perna, dor abdominal persistente e sintomas neurológicos, como dores de cabeça fortes e persistentes (que não cedem ao uso de analgésico) ou visão turva.
Após o uso das vacinas contra Covid-19, qualquer pessoa que apresente os sintomas citados anteriormente deve procurar atendimento médico imediato.
A Anvisa reforça a relação benefício-risco favorável das vacinas contra Covid-19 autorizadas para uso no país, sendo essencial a continuidade da imunização da população.
Confira o Comunicado GGMON 006/2021 na íntegra.
Fonte: Anvisa, em 02.07.2021