Redução de passivo: Agência implementa medidas para otimizar o acesso a dispositivos médicos
Iniciativa reorganiza petições de materiais de uso em saúde protocoladas no segundo semestre de 2025 por agrupamentos tecnológicos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou a execução de nova fase do plano de ação voltado à redução do passivo processual de dispositivos médicos. A estratégia abrange, especificamente, os produtos classificados como materiais de uso em saúde.
O plano de trabalho estabelece a reestruturação dos fluxos de análise das petições protocoladas entre julho e dezembro de 2025, visando à avaliação por blocos. Tal metodologia permite que o corpo técnico da Gerência de Materiais de Uso em Saúde (Gemat) concentre o exame em tecnologias congêneres e viabiliza a realização de análises simultâneas, o que converge para o incremento da celeridade e da eficiência administrativa.
Até o momento, as petições objeto desta iniciativa foram organizadas em 81 grupos distintos, somando 310 petições. Desses grupos, 9 já se encontram sob análise. A distribuição priorizou as categorias com maior volume de protocolos, observando-se, na medida do tecnicamente viável, a ordem cronológica interna de cada agrupamento.
Ressaltamos que a medida não se aplica aos processos relativos a implantes ortopédicos, que estão sendo tratados em iniciativa distinta.
Nesse cenário de concentração de esforços para redução do passivo processual, a Agência reitera o compromisso com a proteção da saúde e com o acesso da população a produtos seguros e de qualidade. Para o êxito desta estratégia, buscamos a colaboração das empresas por meio da adequada instrução documental, em estrita observância ao regramento sanitário vigente. A conformidade técnica dos protocolos é condição essencial para mitigar a necessidade de interrupções para cumprimento de exigências, conferindo a fluidez necessária ao trâmite processual.
Abaixo, apresentamos a relação dos agrupamentos tecnológicos:
|
Grupo |
Código do Nome Técnico |
Nome Técnico do Dispositivo Médico |
|
1 |
2501990 |
Meio De Cultura Para Fertilização in Vitro |
|
2 |
2701411 |
Solução para Preenchimento intradérmico |
|
3 |
2501190 |
Cateteres |
|
4 |
2501255 |
Curativo |
|
5 |
9000005 |
Cateter Balão Para Angioplastia Coronária |
|
6 |
2501244 |
Solução para Uso oftalmológico |
|
7 |
2501896 |
Kit Para Cateter Venoso |
|
8 |
2701120 |
Lentes intraoculares |
|
9 |
2701125 |
Implantes dentários (osseointegravel) |
|
10 |
9000049 |
Grampeador Cirúrgico |
|
11 |
9000006 |
Cateter Guia Intravascular |
|
12 |
9000010 |
Endoprótese (vascular) |
|
13 |
2501400 |
Fios E Fitas cirúrgicos |
|
14 |
2701101 |
Hemostáticos absorvíveis |
|
15 |
2701167 |
Implante oftalmológico |
|
16 |
1551046 |
Kit cirúrgico |
|
17 |
2501898 |
Kit Para Cateter Venoso/arterial |
|
18 |
1531365 |
Solução Salina De Irrigação Nasal |
|
19 |
9000498 |
Adesivos/selantes Cirúrgicos |
|
20 |
2501165 |
Bolsas De Sangue |
|
21 |
2101397 |
Componentes De Implante odontológico |
|
22 |
2701456 |
Implante Oftalmológico |
|
23 |
2701128 |
Oclusor Septal |
|
24 |
2701413 |
Solução Para Preenchimento Intra-articular |
|
25 |
9000004 |
Cateter Intravascular De Microperfusão |
|
26 |
9000079 |
Catéteres Neurológicos E Dispositivos Associados |
|
27 |
9000044 |
Clip Para Tecido |
|
28 |
1511014 |
Conjunto Para Administração Intravenosa Ou Intravascular (iv) |
|
29 |
9000556 |
Enxertos |
|
30 |
2501399 |
Fio De Sutura |
|
31 |
2501401 |
Fio Guia |
|
32 |
2501575 |
Gel |
|
33 |
2709801 |
Implantes absorvíveis |
|
34 |
9000021 |
Stent Biliar |
|
35 |
2701097 |
Stent Intracraniano |
|
36 |
2701340 |
Telas |
|
37 |
8000009 |
Alça De Polipectomia Endoscópica De Corte Mecânico |
|
38 |
2501995 |
Artigos E Materiais Para fertilização in Vitro |
|
39 |
2501150 |
Balões dilatadores |
|
40 |
2701012 |
Barreira Anti-adesao |
|
41 |
1551111 |
Clip cirúrgico com Aplicador |
|
42 |
2501728 |
Debridador |
|
43 |
2501290 |
Dispositivos Para incontinência urinaria |
|
44 |
9000013 |
Fio Guia Cardiovascular |
|
45 |
1571123 |
Higienizador Do Canal Auditivo E/ou Narinas |
|
46 |
2701086 |
Implante esfíncter |
|
47 |
2501441 |
Introdutores |
|
48 |
2501850 |
Kit De Sutura |
|
49 |
1551485 |
Kit Para Gastrostomia |
|
50 |
2501491 |
Lubrificante Íntimo |
|
51 |
2109218 |
Membranas Regenerativas odontológicas |
|
52 |
1559800 |
Sistema Introdutor De Cateter |
|
53 |
9000029 |
Stent Não Vascular |
|
54 |
9000497 |
Adesivos/vedações/selantes |
|
55 |
2701005 |
Balão intragástrico |
|
56 |
9000525 |
Cânulas |
|
57 |
9000003 |
Cateter Balão Para Angioplastia Periférica |
|
58 |
2101012 |
Componentes Para prótese dentaria |
|
59 |
2701060 |
Enxertos |
|
60 |
2501243 |
Esponja cirúrgica |
|
61 |
2700103 |
Fio E Cabo Flexíveis Absorvíveis |
|
62 |
1571135 |
Gerador De oxigênio |
|
63 |
9000075 |
Grampos Para Sutura |
|
64 |
2501430 |
Hemostáticos cirúrgicos |
|
65 |
2701439 |
Implante Cardiovascular |
|
66 |
2701275 |
Implantes mamários |
|
67 |
2509990 |
Kit Para autotransfusão |
|
68 |
9000082 |
Malhas Cirúrgicas Multipropósito |
|
69 |
2709991 |
Membrana implantável para Neurologia |
|
70 |
2701065 |
Membranas Regeneradoras |
|
71 |
2501495 |
Micropartículas para embolização |
|
72 |
2501515 |
Preservativos Femininos |
|
73 |
2701280 |
Próteses peniana |
|
74 |
2501580 |
Seringas descartáveis |
|
75 |
2501709 |
Sistema De oclusão vascular |
|
76 |
2501901 |
Sistema De Proteção Embólico |
|
77 |
2501241 |
Solução conservante |
|
78 |
2701504 |
Solução Lubrificante Para Articulações |
|
79 |
9000023 |
Stent Esofágico |
|
80 |
9000024 |
Stent Pancreático |
|
81 |
9000031 |
Stent Para Artérias Periféricas |
Sistema de Emissão de Certificados de Dispositivos Médicos legado (Sicert) será descontinuado
Sistema será encerrado definitivamente na próxima sexta-feira (3/7)
Em continuidade ao processo de transformação digital dos serviços da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em novembro de 2025 foi anunciada a criação de uma nova solução para gerar certificados de dispositivos médicos registrados ou notificados.
A ferramenta hoje integra o Sistema Solicita, bem como o Portal de Consultas da Agência, e ampliou as melhorias já feitas nas atividades de autosserviço oferecidos.
O sistema legado, Sistema de Emissão de Certificados (Sicert), que realizava a emissão dos certificados de dispositivos médicos, foi mantido em operação durante o período de transição que já totaliza seis meses, para permitir a validação dos certificados emitidos até dezembro de 2025.
Em razão dos riscos de segurança relacionados à manutenção do Sicert, das dificuldades operacionais decorrentes da necessidade de utilização de um navegador que está sendo descontinuado pelo fornecedor e da necessidade de otimizar os recursos de infraestrutura de tecnologia da informação da Agência, o sistema Sicert será descontinuado definitivamente na próxima sexta-feira (3/7), a partir das 18h.
Para informações e exemplo visual sobre a criação dos certificados, orientamos a leitura do Manual do Usuário do Sistema Solicita, que em sua versão atual apresenta tais instruções na seção "6. CRIANDO UM RASCUNHO DE UMA CERTIDÃO/CERTIFICADO" (página 31).
Acesse o Manual do Usuário do Sistema Solicita,
Para saber mais:
Anvisa lança nova ferramenta para emitir certificados de dispositivos médicos
Câmara Técnica de Cosmetovigilância realiza sua primeira reunião ordinária
Encontro marcou o início das atividades da CTEC no biênio 2026-2027 e definiu prioridades para o fortalecimento da cosmetovigilância no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou, de forma virtual, no dia 17 de junho, das 9h às 16h, a 1ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Cosmetovigilância (CTEC), marcando o início das atividades do colegiado no biênio 2026-2027.
Instituída pela Portaria 471/2026, a CTEC é uma instância consultiva destinada a subsidiar a Anvisa na formulação e no aperfeiçoamento de estratégias, diretrizes e ações relacionadas à cosmetovigilância, contribuindo para a proteção da saúde da população e para o fortalecimento da vigilância pós-comercialização de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes.
Entre as apresentações realizadas, destacou-se o panorama da cosmetovigilância no Brasil, além da discussão e definição das prioridades de trabalho da Câmara para os próximos dois anos.
Como primeira entrega do biênio 2026-2027, a CTEC definiu a elaboração das Diretrizes Éticas em Cosmetovigilância para a Saúde Pública, documento voltado aos diferentes segmentos envolvidos com a segurança de produtos cosméticos, incluindo o setor regulado, o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), a comunidade acadêmica e demais interessados.
Além dessa iniciativa, a CTEC definiu como prioridades subsequentes, que poderão ser revistas conforme necessidade e deliberação da Câmara:
- elaborar recomendações de estratégias para ampliar as notificações de eventos adversos relacionados a produtos cosméticos nos canais oficiais da Anvisa; e
- desenvolver uma proposta inicial da Agenda de Pesquisas Prioritárias em Cosmetovigilância, voltada ao fortalecimento das bases científicas e das ações estruturantes da área no país.
A realização da primeira reunião ordinária da Câmara representa um marco para a consolidação da cosmetovigilância no Brasil, fortalecendo a articulação técnico-científica e a produção de recomendações voltadas à segurança dos produtos cosméticos e à proteção da saúde pública.
Sobre a CTEC
A Câmara Técnica de Cosmetovigilância é uma instância consultiva vinculada à Anvisa, composta por especialistas e pesquisadores convidados, com reconhecida experiência em áreas de interesse da cosmetovigilância. Entre suas atribuições estão a proposição de estratégias, recomendações e documentos técnicos destinados ao aprimoramento das ações de cosmetovigilância no Brasil.
Anvisa divulga relatório sobre inspeções em armazéns alfandegados e reforça foco em boas práticas de armazenagem
Ao longo de 2025, 60 recintos foram inspecionados
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou o Relatório de Inspeções em Armazéns Alfandegados referente ao ano de 2025, com a consolidação de dados relevantes sobre as ações de fiscalização em estabelecimentos que armazenam produtos sujeitos à vigilância sanitária.
Atualmente, o Brasil conta com 119 armazéns alfandegados com Autorização de Funcionamento (AFE) para armazenagem de produtos sujeitos à vigilância sanitária. A maior concentração está nas regiões Sudeste (50%) e Sul (27%), com destaque para os estados de São Paulo (43 recintos) e Santa Catarina (20).
Ao longo do ano, foram inspecionados 60 recintos alfandegados. Apesar do cenário ainda desafiador, houve redução proporcional das classificações insatisfatórias em relação a 2024, indicando maior direcionamento para adequações e melhoria dos processos.
A classificação dos recintos por índice de risco sanitário mostrou que:
- 70% estão na categoria de maior risco (C)
- 28% em risco intermediário (B)
- 2% em menor risco (A)
Com base nesses dados, a expectativa é que cerca de 60 empresas sejam inspecionadas em 2026, mantendo o foco e frequência de inspeção nos estabelecimentos com maior potencial de risco à saúde pública.
Principais não conformidades
Conforme apontado, uma parcela significativa dos recintos ainda se concentra nas faixas de médio e alto risco sanitário, indicando a necessidade de aprimoramento contínuo dos controles e processos internos. Entre os principais pontos observados nas inspeções, destacam-se:
- Não conformidades relacionadas a procedimentos, rotinas e Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ);
- Fragilidades no controle de temperatura e umidade em áreas de armazenamento de produtos termolábeis;
- Ocorrência de falhas na qualificação térmica de áreas e equipamentos, especialmente em estudos sazonais;
- Necessidade de melhoria na gestão de desvios, investigações e ações corretivas.
Avanços institucionais
O relatório também destaca avanços relevantes. Entre eles está a consolidação da gestão centralizada das inspeções; ampliação e capacitação do corpo de inspetores (52 profissionais cadastrados); a implantação do aplicativo InsPAF, que padroniza o registro das inspeções e a disponibilização de painéis públicos de consulta no site da Anvisa. As ações contribuem para o aumento da transparência regulatória.
Proteção da saúde pública
A Anvisa reforça que o modelo de fiscalização baseado em risco, aliado à aplicação da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 938/2024, é essencial para garantir a qualidade, segurança e eficácia dos produtos sujeitos à vigilância sanitária armazenados no país.
O acompanhamento contínuo dos recintos e o fortalecimento das inspeções permanecem como prioridade estratégica para a proteção da saúde da população e o aprimoramento do ambiente regulatório.
Fonte: Anvisa, em 01.07.2026.