Webinar esclarece dúvidas sobre nova versão do Código de Ofertas Públicas
No dia 13 de agosto, acontecerá webinar para apresentar e esclarecer dúvidas do mercado sobre as mudanças no Código de Ofertas Públicas, que entrou em vigor no dia 3 de junho. Além disto, será detalhado o monitoramento das novas regras pela área de Supervisão de Mercados.
Entre os palestrantes, estão nossos superintendentes Patrícia Herculano e Guilherme Benaderet e as gerentes Erika Lacreta e Priscilla Sorrentino.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela página do evento.
Relembre o que mudou
A nova versão do código incluiu as debêntures distribuídas com esforços restritos (via Instrução CVM 476) na autorregulação e criou o sumário de debêntures para estes produtos. O documento especifica as informações mínimas que devem ser prestadas nessas ofertas, como as características da operação, do valor mobiliário, destinação de recursos da emissão e fatores de risco.
O código passou a contar também com um capítulo específico para ofertas de securitização, com normas para CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio).
Foi ampliada, ainda, a atuação do agente fiduciário, que até então se restringia às ofertas públicas de debêntures distribuídas via Instrução CVM 400. Além das debêntures 476, foram criadas exigências para essa atividade em ofertas – tanto 400 quanto 476 – de CRIs, CRAs, notas promissórias de longo prazo, além da definição de regras para o agente de notas – neste caso, para notas promissórias de curto prazo.
Serviço:
Webinar sobre o novo Código de Ofertas Públicas
Data: 13 de agosto
Horário: 10h às 12h
Local: online
Inscrições: aqui
Grupo Consultivo Macroeconômico reduz projeção da Selic para 5,25% no fim do ano
Economistas apontam que o primeiro corte pode ser anunciado pelo Copom hoje, de 6,5% para 6%
O Grupo Consultivo Macroeconômico reduziu a estimativa para a Selic deste ano pela segunda vez consecutiva. Em junho, a avaliação dos economistas era de que os juros deveriam encerrar 2019 em 5,75%. Agora, a projeção é de 5,25%, com início da trajetória de queda já na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que termina hoje, passando dos atuais 6,5% para 6%.
“Nossa avaliação geral é de que o cenário do país está favorável para a redução da Selic. A inflação abaixo da meta e o baixo dinamismo da atividade econômica em um ambiente mais construtivo, principalmente após a aprovação da Reforma da Previdência em primeiro turno, contribuem para que os juros atinjam níveis mais baixos, o que pode permitir o reaquecimento do consumo e dos investimentos”, afirma Fernando Honorato, presidente do grupo.
Em relação à inflação, os economistas projetam que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deve permanecer abaixo da meta (4,25%) pelo terceiro ano consecutivo, com 3,8% no encerramento de 2019. O grupo avalia que o quadro está mais favorável após as pressões pontuais observadas nos preços dos combustíveis, alimentos e serviços no primeiro semestre.
Atividade econômica
Após quatro cortes consecutivos nas projeções do PIB (Produto Interno Bruto) de 2019, o grupo manteve a estimativa de 0,8% apontada na reunião anterior, em junho. Para os economistas do grupo, mesmo com a aprovação da Reforma da Previdência e a liberação de parte dos recursos do FGTS, não é aguardada uma recuperação acentuada do PIB em curto prazo – as medidas devem apenas impedir um desaquecimento maior da economia.
Cenário externo e dólar
O grupo reduziu a projeção do dólar para o encerramento de 2019, de R$ 3,80, apontado na reunião anterior, para R$ 3,78. Caso se concretize, o resultado representará valorização de 2,6% do real no ano. Os economistas apontaram que o ambiente de juros baixos nos Estados Unidos e a liquidez deverão favorecer os mercados emergentes, o que pode impactar nos preços dos ativos.