Com a novidade, as instituições poderão acessar os dados de forma integrada a seus sistemas internos, facilitando análises personalizadas
A partir de hoje, as instituições participantes do Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) poderão acessar informações de negócios registrados no sistema de forma mais fácil e integrada, por meio de APIs (interface de programação de aplicações, na sigla em inglês). O novo recurso é parte das iniciativas de inteligência de dados previstas no ANBIMA em Ação, o conjunto de atividades que elegemos como prioritárias para o biênio 2025/2026.
Nas APIs, são disponibilizadas informações sobre a evolução diária das operações registradas no Selic em tempo real, incluindo preços médio mínimo e máximo. Também está liberada a consulta às operações que compõem estas estatísticas. “Essa novidade tem o objetivo de facilitar a consulta aos dados de preços dos negócios com títulos públicos federais registrados no Selic, trazendo a possibilidade de integração com os sistemas utilizados pelas instituições participantes em suas rotinas internas”, explica Francisco Vidinha, superintendente do Selic.
As informações necessárias para todos os novos acessos podem ser encontradas no Selic Conecta, o catálogo digital de documentações sobre APIs do Selic, que tem por objetivo facilitar a integração do mercado financeiro aos produtos e serviços oferecidos pelo Selic.
Saiba mais sobre o Selic
O Selic é o sistema responsável pelo registro e liquidação de negócios com títulos públicos federais do Tesouro Nacional. É operacionalizado pelo Demab (Departamento de Operações do Mercado Aberto) do Banco Central, com apoio da ANBIMA, há mais de 40 anos.
Conheça o ANBIMA em Ação
O ANBIMA em Ação é o conjunto das principais iniciativas da Associação para este e o próximo ano. Esse planejamento estratégico foi elaborado a partir de uma ampla consulta aos nossos associados, novos players, reguladores e lideranças da ANBIMA que resultou em uma agenda apoiada em três pilares: representatividade, inteligência de dados e redução do custo de observância. Além das iniciativas sob estes três pilares indicados na consulta, o ANBIMA em Ação 2025-2026 inclui temas que já estão em andamento, seja porque são estratégicos para o mercado ou para o futuro da Associação: sustentabilidade, investimento internacional, finanças digitais, inteligência artificial e educação. Confira cada uma aqui.
Caderneta de poupança recua, mas ainda é o investimento preferido da população brasileira, segundo ANBIMA
Enquanto 32 milhões de pessoas investem apenas na poupança, 27 milhões diversificam suas aplicações. Jovens impulsionam esse movimento
A 8ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, nossa pesquisa feita em parceria com o Datafolha, aponta que a tradicional caderneta de poupança ainda é o investimento mais comum entre a população brasileira (23%), bem à frente de outros tipos de produtos. De acordo com o levantamento, 32 milhões de pessoas investem exclusivamente na caderneta de poupança, dois pontos percentuais menor do que no levantamento anterior. Isso já mostra uma transformação importante no futuro se considerarmos a idade dos investidores. Hoje, 27 milhões de brasileiros já diversificam suas carteiras, aplicando em dois ou mais produtos financeiros.
Historicamente, a caderneta de poupança é a aplicação com o maior número de citações espontâneas. Porém, 2024 houve uma queda de seis pontos percentuais na comparação a 2023, essa baixa foi observada entre pessoas de todas as gerações, mas muito puxada pelos mais jovens.
Entre os mais jovens, especialmente a Geração Z (16 e 28 anos), cresce o interesse por alternativas como fundos de investimento, títulos privados e moedas digitais. Esse grupo não apenas demonstra maior familiaridade com produtos financeiros, como também está mais disposto a diversificar suas aplicações – um comportamento que aponta para uma mudança estrutural no perfil do investidor brasileiro no médio e longo prazo.
A movimentação também pode ser observada na evolução de alguns produtos. Os títulos privados, por exemplo, estão em crescimento pelo terceiro ano consecutivo, alcançando 6% de preferência. Já os fundos de investimento aparecem na terceira posição (5%), superando as moedas digitais (4%), que perderam espaço em relação às edições anteriores da pesquisa.
“A poupança ainda é o destino preferido da população brasileira quando falamos de investimento, mas a proporção das pessoas que apontam para a caderneta se reduz a cada ano. Isso ainda é mais acentuado quando olhamos para a parcela mais jovem da população, que conhece mais produtos, diz estar mais disposta a diversificar e tende a ter maior propensão ao risco”.
As pessoas da classe A/B são as que mais diversificam seus investimentos. Além da caderneta de poupança (31%) essa faixa da população aplica seus recursos em títulos privados (15%), fundos de investimento (13%), moedas digitais/criptomoedas (8%) compra e venda de imóveis (7%), ações na bolsa (6%) e outros. Nas classes C e DE a caderneta de poupança ainda segue absoluta, com 24% e 16% respectivamente.
Expectativas para 2025 também refletem mudança geracional
Quando questionados sobre suas intenções de investimento para 2025, os brasileiros apontam a poupança como o principal destino dos recursos (21%), seguida da compra e venda de imóveis (12%). No entanto, novamente os dados revelam sinais de transformação.
Produtos como fundos de investimento (7%), títulos privados (6%) e moedas digitais (5%) vêm ganhando espaço, especialmente entre os mais jovens, o que reforça a tendência de diversificação no futuro.
A segurança (24%) ainda é o principal fator que leva os investidores a escolherem a poupança, seguida da facilidade de aplicar (20%) e da confiança na marca (19%). Mas, à medida que novas gerações entram no mercado com maior acesso à informação e tecnologia, cresce a busca por alternativas que conciliem segurança com rentabilidade.
Fonte: Anbima, em 30.05.2025.