Certificações Anbima: instituições terão mais tempo para adequar suas equipes à C-Pro R
Primeira meta das casas aderentes à autorregulação, que devem ter 25% do quadro de profissionais que indicam investimentos com essa certificação, passa de outubro de 2026 para junho de 2027

As instituições aderentes aos códigos de AGRT (Administração e Gestão de Recursos de Terceiros), Distribuição e de Ofertas Públicas terão um prazo maior de adaptação às regras das novas certificações Anbima. A exigência de que ao menos 25% dos profissionais com CPA-10 que indicam produtos de investimento a clientes de varejo tenham a C-Pro R passa a valer em junho de 2027. O prazo anterior era outubro de 2026.
A mudança vale para as instituições que contam com profissionais CPA-10 exercendo essa atividade. Com as novas regras das certificações Anbima, anunciadas em 2025, a indicação de produtos de investimento passa a exigir a C-Pro R.
Na prática, profissionais que possuem a CPA-10 podem fazer a transição apenas para a CPA. Para continuar atuando em atividades que passaram a exigir a C-Pro R, deverão obter também a aprovação no exame dessa certificação.
“A preparação para a C-Pro R exige um conjunto amplo de conhecimentos que demandam algum tempo de estudo, principalmente para quem está dando esse passo pela primeira vez. Ajustamos o cronograma atendendo aos pedidos de instituições aderentes, assim essa capacitação pode acontecer de forma consistente, sem renunciar ao nível de exigência da certificação”, afirma Fernanda Mateus, gerente-executiva de Educação da Anbima.
O novo cronograma
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Meta de profissionais com C-Pro R |
Prazo anterior |
Novo prazo |
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Primeira etapa: 25% |
outubro de 2026 |
30 junho de 2027 |
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Segunda etapa: 50% |
junho de 2027 |
29 fevereiro de 2028 |
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Terceira etapa: 75% |
fevereiro de 2028 |
31 outubro de 2028 |
Não houve mudança nos percentuais exigidos. Ou seja, após a última etapa, as instituições devem manter de forma permanente ao menos 75% de profissionais com a C-Pro R na indicação de produtos de investimento.
Para as pessoas certificadas, 31 de dezembro continua valendo
A medida não muda o cronograma de migração dos profissionais CPA-10, CPA-20 e CEA para a CPA, C-Pro R e C-Pro I. O prazo se mantém em 31 de dezembro deste ano. O processo inclui o estudode conteúdos obrigatórios no ANBIMA Edu e o pagamento de atualização anual.
Quem não concluir perderá a certificação e, caso deseje certificar-se novamente, precisará recomeçar o processo, incluindo o pagamento e a aprovação no exame.
Conheça o ANBIMA em Ação 2026
O ANBIMA em Ação 2026 é o conjunto das principais iniciativas estratégicas da associação para este ano. Esse planejamento está ancorado em três frentes principais: desenvolvimento de mercados, institucional e transformação. Confira aqui o plano completo.
Emissões de debêntures incentivadas somam R$ 6,3 bilhões em setembro
Volume se recupera após menor patamar mensal desde 2019 e mercado secundário cresce 19,1% em relação a agosto
As emissões de debêntures incentivadas somaram R$ 6,3 bilhões em setembro, ante R$ 170 milhões em agosto, segundo nossos dados, mostrando recuperação na comparação mensal. Apesar da melhora, o volume ficou 61,3% abaixo do registrado em setembro de 2025, quando as ofertas alcançaram R$ 16,3 bilhões.
No acumulado de janeiro a setembro, as emissões chegaram a R$ 79,1 bilhões, queda de 30,5% na comparação anual. As incentivadas responderam por 30,3% das emissões de debêntures em 2026, ante 35,7% em 2025.
Mercado secundário cresce 19,1% em setembro
As negociações de debêntures incentivadas no mercado secundário somaram R$ 33,7 bilhões em setembro, alta de 19,1% sobre os R$ 28,3 bilhões de agosto e de 10,1% frente aos R$ 30,6 bilhões de setembro de 2025. No acumulado de 2026, as negociações avançaram 20,9% e alcançaram R$ 309,8 bilhões, ante R$ 256,3 bilhões no mesmo período do ano passado.
O desempenho das incentivadas foi o principal responsável pelo avanço do mercado secundário de debêntures como um todo, que cresceu 5,8% e chegou a R$ 689 bilhões entre janeiro e setembro. Com isso, as incentivadas passaram a responder por 45% do volume negociado, ante 39,3% no mesmo período de 2025.
“O crescimento do mercado secundário também está ligado ao movimento de alta dos spreads das debêntures incentivadas ao longo do ano, que provocou uma dinâmica mais intensa de compra e venda desses papéis. Esse movimento mostra a capacidade do secundário de absorver esses ajustes e continuar dando liquidez aos ativos, mesmo em um cenário de maior volatilidade”, afirma Erika Lacreta, nossa gerente de Mercado de Capitais.
Em setembro, o IDA-IPCA Infraestrutura, índice da Anbima que acompanha o desempenho das debêntures incentivadas, registrou retorno de 0,41% no mês e acumula 4,17% em 2026.
Fonte: ANBIMA, em 29.10.2026.