Eventos online e gratuitos serão nos dias 5 e 6 de outubro
As finanças descentralizadas serão tema de eventos organizados pelo LAB (Laboratório de Inovação Financeira) durante a Semana Mundial do Investidor, que acontece entre os dias 3 e 9 de outubro.
O grupo irá abordar a DeFi em dois painéis. Na quarta-feira, 5, às 9h, serão exploradas as principais definições sobre o tema, oportunidades, riscos e desafios. A conversa contará com Bernardo Sur (ABCripto), José Alexandre Vasco (CVM), Paloma Alvares Sevilha (BEE4) e Juliana Facklmann (Mercado Bitcoin). Já no dia seguinte, 6, às 9h, o papo é técnico. Os consultores Renan Souza e Ronaldo Torturella Faria explorarão as principais características do DeFi, seu funcionamento e possibilidades de uso.
Para participar, basta se inscrever gratuitamente no site.
A Semana Mundial do Investidor (WIW) é organizada pelo Comitê de Investidores de Varejo da IOSCO (Organização Internacional das Comissões de Valores Mobiliários) e promovida nos mais de 100 países-membro da organização, com coordenação no Brasil pela CVM. Para mais informações, acesse os sites da Semana Mundial do Investidor e da World Investor Week.
DeFi: estudos de tokenização de ativos e novos instrumentos financeiros estão disponíveis em página especial
Materiais serão base para criação de nossa agenda institucional de finanças descentralizadas
O tema finanças descentralizadas acaba de ganhar um espaço exclusivo aqui no Portal ANBIMA: uma página especial que concentra todo o material que já produzimos sobre o assunto. Por lá estão disponíveis estudos, vídeos, documentos, entrevistas, entre outros.
A maior parte deste material foi produzida ao longo deste ano em um projeto sob coordenação do Grupo Consultivo de Inovação, que faz parte de nosso planejamento estratégico de 2022. O objetivo foi produzir e disseminar conhecimento sobre finanças descentralizadas, gerando insumos para construção de uma agenda institucional de atuação sobre o tema. Esse trabalho começou com o mapeamento de tendências e impactos sobre a indústria e se aprofundou em temas transversais, como tokenização, o ecossistema cripto e novos produtos financeiros.
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Os estudos produzidos estão disponíveis na página em formato de videoaulas apresentados pelos consultores que nos apoiaram nesse trabalho. Eles se aprofundam em dois temas: Tokenização de títulos e valores mobiliários e Ecossistema cripto e novos produtos financeiros.
O estudo sobre Tokenização de títulos e valores mobiliários, ou seja, a transformação de ativos “físicos” em ativos digitais, partiu da avaliação de projetos de tokenização em todo o mundo e de discussões com especialistas do mercado brasileiro. Segundo Ricardo Heidel, sócio da Accenture que conduziu os trabalho, os projetos de tokenização precisam resolver alguma ineficiência específica do sistema tradicional para conseguirem apoio do mercado e do regulador. “Para ser bem-sucedido, o projeto deve atacar dores reais e não focar apenas em substituir tecnologias”, explica. Com isso em mente, foram identificadas oportunidades para diversos ativos do mercado brasileiro. Para FIDCs, CCBs e cotas de fundos fechados, por exemplo, a tokenização ampliaria o acesso e viabilizaria um mercado secundário.
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Já o trabalho sobre o Ecossistema cripto e novos produtos financeiros, apresentado por Courtnay Guimarães, da Avanade, mostrou que 295 milhões de pessoas ao redor do mundo detêm cerca de US$ 900 bilhões em criptoativos. Para desenvolvimento deste mercado, a indefinição regulatória foi considerada o principal ponto de preocupação. No Brasil, as discussões do Projeto de Lei 4401, em tramitação no Congresso, devem trazer avanços, mas há baixa previsibilidade sobre os desdobramentos futuros.
Além dos estudos, também é possível rever lives e workshops, baixar os estudos em PDF e conferir o nosso mapa do ecossistema cripto brasileiro.
Fonte: Anbima, em 29.09.2022.