Mapeamento inédito identifica 74 perfis ativos com atuação na mídia social chinesa
O TikTok, rede social que se popularizou pelos vídeos curtos de dancinhas, atrai cada vez mais influenciadores que falam sobre investimentos. É o que mostra a terceira edição do nosso relatório FInfluence – quem fala de investimentos nas redes sociais. O levantamento identificou que, dentre os 255 influenciadores monitorados nas demais redes (Twitter, Facebook, YouTube e Instagram), 74, ou 29% do total, também atuam na plataforma chinesa.
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Esses personagens foram responsáveis por 4.223 publicações entre 1º de janeiro e 29 de junho de 2022 - média de 703 por mês. As postagens renderam 333 milhões de visualizações (cerca de 78,7 mil por publicação) e 25,6 milhões de interações. Esta é a primeira vez que o FInfluence, publicado em parceria com o IBPAD (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados), dedica um capítulo especial para o universo de investimentos no TikTok.
“O número de players mapeados é expressivo e mostra uma tentativa de levar a temática de investimentos para um público mais jovem, que é majoritário no TikTok. Para fisgar a audiência, eles apostam em vídeos de curta duração, mais didáticos e com análises menos aprofundadas dos temas”, diz Amanda Brum, nossa gerente-executiva de Comunicação, Marketing e Relacionamento com Associados.
Entrando na bolha
A dinâmica do TikTok é diferente das demais redes sociais analisadas no relatório. Ao contrário de Facebook, YouTube, Instagram e Twitter, a plataforma não autoriza o monitoramento sistematizado de perfis e publicações por robôs, além de não ter APIs (tecnologias que permitem a comunicação entre dois sistemas distintos) abertas.
Dessa forma, a pesquisa acompanhou manualmente no TikTok os players que já são monitorados nas demais plataformas e analisou cada vídeo individualmente. “Entramos em uma bolha para mostrar como ela funciona. Esse método nos dá acesso a um primeiro olhar sobre como estão as conversas sobre finanças e educação financeira nessa plataforma”, explica Amanda Brum.
Potencial viral
No TikTok, o potencial de engajamento está diretamente ligado à capacidade de um conteúdo conquistar visualizações. Com o objetivo de analisar essa dinâmica, a pesquisa selecionou os 50 vídeos mais vistos entre os 4.223 mapeados. Uma das descobertas é que a duração média desses conteúdos mais populares é de 49 segundos, enquanto o tempo médio dos demais é de 39 segundos.
O assunto abordado também aumenta o potencial de visualização. Entre os 50 vídeos mais vistos, os que abordaram “finanças pessoais” e “educação financeira” foram os mais populares. Na análise de alcance e engajamento, destaque para o conteúdo baseado em outras redes sociais. Entre os 50 vídeos com maior alcance na temática finanças e investimentos, 62% são recortes de lives no YouTube.
“Os influencers estão atuando com bastante frequência, volume e engajamento no TikTok. No entanto, poucos produzem especificamente para essa rede. Eles aproveitam cortes de outras mídias. Mas a rede chinesa não para de crescer, precisamos avaliar o que veio para ficar, o que já passou e o que é tendência nesse canal”, diz Amanda Brum.
Hashtags mais utilizadas
Para medir o interesse da audiência, a pesquisa comparou as hashtags ligadas a investimentos com as de outros temas, como saúde e educação. Na análise das visualizações em dois momentos distintos (agosto de 2021 e junho de 2022), a #investimentos cresceu 114,2%, o segundo maior avanço entre os diferentes temas mapeados, ficando atrás apenas de #ensinomedio.
Sobre o relatório
A ANBIMA monitora e acompanha os influenciadores digitais que falam sobre investimentos desde setembro de 2020 com o apoio do IBPAD. A partir da análise de postagens públicas feitas por esses players, foram identificados os temas e produtos financeiros mais abordados, as categorias de influenciadores e os principais porta-vozes em cada rede. Para a terceira edição do FInfluence – Quem fala de investimentos nas redes sociais, foram mapeadas 188.091 publicações de 255 influenciadores, responsáveis por 581 perfis no Facebook, Instagram, Twitter e YouTube. Pela primeira vez, foram analisados os trabalhos de 74 desses personagens no TikTok. Os dados foram coletados a partir de postagens públicas entre 1° de janeiro e 30 de junho de 2022.
Instituições podem usar a nossa precificação para cumprimento da nova regra de marcação a mercado
A partir de 2 de janeiro, será necessário informar o valor de referência de títulos públicos, debêntures, CRIs e CRAs nos extratos dos investidores
A nova regra de marcação a mercado de títulos de renda fixa entra em vigor em 2 de janeiro. Para ajudar as instituições a se adequarem a essa novidade, a nossa recomendação é que elas utilizem os preços divulgados diariamente pela ANBIMA para a apuração dos valores de referência de títulos públicos (exceto Tesouro Direto), debêntures, CRIs e CRAs nos extratos dos clientes que investem diretamente nesses ativos.
Hoje somos a principal fonte de informação para marcação a mercado de carteiras. Nossa precificação abrange a totalidade dos títulos públicos e 90% das debêntures, CRIs e CRAs mais transacionados pelos investidores.
“Os preços divulgados pela ANBIMA são baseados em uma metodologia discutida e aprovada pelo próprio mercado. Além disso, ela é revista periodicamente, para espelhar de forma realista os ativos efetivamente negociados”, explica Hilton Notini, nosso gerente de Preços e Índices. Segundo ele, esse processo assegura a governança e a transparência na apuração e divulgação das informações.
Integração e flexibilidade
Para atender as diferentes necessidades das instituições, disponibilizamos os preços dos títulos negociados no mercado de duas formas: pelo ANBIMA Feed e ANBIMA Data.
O ANBIMA Feed dá acesso a informações completas sobre diversos ativos, com uma distribuição feita por meio de APIs (Interface de Programação de Aplicação) que possibilitam a integração com outras bases de dados. Essa solução permite a elaboração de relatórios, análises e estudos estatísticos. As consultas incluem séries históricas de títulos públicos, debêntures, CRIs, CRAs, índices, fundos de investimento e ETFs (Exchange Traded Funds).
“Com a tecnologia oferecida pelo ANBIMA Feed, as informações podem ser extraídas de forma automatizada, o que permite que as instituições montem base de dados customizadas de forma ágil e eficiente. Isso facilita o consumo dos dados e otimiza os processos internos”, avalia Notini.
Os pacotes do ANBIMA Feed são gratuitos para nossos associados. Para os demais interessados, são oferecidas três opções de contratação e os valores dependem da forma como os dados serão utilizados.
Informações abertas e gratuitas
Outra forma de consultar nossos dados de precificação é pela plataforma ANBIMA Data, que reúne os preços para marcação a mercado nos últimos cinco dias úteis. O acesso é gratuito e a extração de dados deve ser feita de forma manual. Além de informações sobre títulos públicos, debêntures, CRIs e CRAs, a plataforma disponibiliza ampla base sobre fundos de investimento e os resultados dos nossos índices de mercado (IMA, IHFA, IDA e IDkA).
O sistema conta, ainda, com calculadora de taxas e preços, além de comparadores de debêntures e fundos.
Tire suas dúvidas sobre as novas regras
Para esclarecer as principais dúvidas do mercado sobre as mudanças na regra, elaboramos um documento de perguntas e respostas, sintetizando as questões levantadas na reunião aberta com o mercado realizada em junho.
Também está disponível o documento de regras e procedimentos, que traz na íntegra a norma de apuração de valores de referência de títulos públicos e privados.
Fonte: Anbima, em 28.10.2022.