Novo CPD do Selic entra em operação no Rio de Janeiro
Datacenter deixa o prédio do Banco Central após mais de 30 anos. Projeto de mudança faz parte de parceria entre o órgão regulador e a ANBIMA
O CPD (Centro de Processamento de Dados) do Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia), que há mais de 30 anos ficava no prédio do Banco Central, no Rio de Janeiro, está funcionando em novo endereço, também na capital fluminense. Concluídas as etapas de transporte de parte dos equipamentos que ficavam no edifício, além da compra, instalação e dos testes de novas máquinas, os sistemas já estão rodando no novo ambiente desde o último fim de semana. O projeto de mudança faz parte do convênio entre a ANBIMA e o BC para a operacionalização do Selic.
A transferência foi consolidada após a chamada “virada da produção”, ou seja, os dados que estavam rodando no outro CPD foram ativados na nova estrutura. Para garantir a segurança e a disponibilidade do sistema, há dois datacenters em pleno funcionamento na cidade do Rio de Janeiro e um em Brasília.
“A migração dará ainda mais robustez, estabilidade e disponibilidade para os serviços do Selic”, explica Francisco Vidinha, superintendente do Selic, destacando que o novo datacenter possui a certificação TIER nível 3, que atesta a qualidade da infraestrutura de CPDs. O documento é concedido pela organização Uptime Institute Professional Services, com sede em Nova York. “Tivemos um longo processo para escolha de um datacenter que possuísse os mais avançados requisitos de segurança e confiabilidade. Estamos evoluindo porque a tecnologia evolui”, completa.
Executado durante 11 meses, o projeto foi dividido em fases para que em nenhum momento as informações deixassem de ter dois datacenters aptos a processá-las. Para isso, houve um intenso planejamento, que contou inclusive com a contratação de caminhões apropriados para o transporte desses equipamentos, com amortecimento para evitar trepidações.
Cresce a adesão aos nossos códigos de autorregulação
Mercado passa um sinal positivo, mesmo durante o período atípico da pandemia
Aumentou o número de adesões aos nossos códigos de autorregulação no primeiro semestre de 2020, mesmo com a pandemia e a queda no ritmo da atividade econômica: foram 136 adesões, frente a 101 no mesmo período do ano passado. “É um sinal positivo que recebemos do mercado neste ano atípico”, comenta Guilherme Benaderet, superintendente de Supervisão de Mercados. A exemplo de anos anteriores, o código de certificação liderou as novas adesões, totalizando 51 novas instituições a seguirem as regras no semestre.
Confira a lista completa de orientações e penalidades do 1º semestre de 2020
Outro destaque do período foi a necessidade de o mercado se adequar rapidamente ao trabalho em contingência, o que levou a ANBIMA a postergar ou suspender algumas exigências normalmente feitas às instituições. Durante dois meses não foram aplicadas multas por descumprimento objetivo. As atividades de supervisão continuaram acontecendo, com a finalidade de orientar, diante do entendimento geral de que havia a necessidade de flexibilizar temporariamente as regras para facilitar o dia a dia das instituições nesse período. “Mantivemos um olhar mais atento sobre questões importantes naquele momento: a liquidez dos fundos de investimento, principalmente de crédito privado, e o processo de distribuição de produtos”, explica Benaderet. No período, foram enviadas 341 cartas de orientação para as empresas que seguem as regras da autorregulação, número menos expressivo que no mesmo período do ano anterior. O Código de Administração de Recursos de Terceiros foi o tema da maior parte dessas cartas, que são documentos encaminhados às instituições com o objetivo de auxiliá-las a ajustar seus processos quando detectados descumprimentos de baixa relevância.
Entenda os procedimentos da Supervisão de Mercados
Saiba mais
Para conhecer em detalhes o balanço das orientações e penalidades do primeiro semestre de 2020, basta consultar o Relatório de Supervisão - 1º semestre de 2020. O documento traz também a relação completa de instituições que aderiram ou cancelaram suas adesões às nossas regras de autorregulação.
Grupo Consultivo Macroeconômico revisa para cima inflação de 2020
Economistas de instituições associadas sinalizam piora no cenário de preços
A inflação deve encerrar o ano a 2,8%, abaixo da meta prevista de 4%, segundo os economistas que representam instituições associadas no nosso Grupo Consultivo Macroeconômico. A projeção, que estava em 2% desde abril, subiu após uma conjunção de fatores, de acordo com eles, como a recomposição das margens de lucro, a alta nos preços dos alimentos e das commodities e os desalinhamentos pontuais entre demanda e oferta que surgiram com a pandemia de Covid-19.
Para a Selic, o grupo manteve a estimativa de 2% até o fim de 2020. Em relação à atividade doméstica, os economistas apontaram uma trajetória de recuperação gradual e revisaram a taxa de queda do PIB de 5% (apontada na reunião anterior) para 4,8%. Já a projeção da taxa de câmbio para o fim deste ano subiu de R$ 5,21 para R$ 5,40 – se concretizada, corresponderá a uma desvalorização anual de 34% do real.
+ Confira todas as projeções no relatório do Grupo Consultivo Macroeconômico
Fonte: ANBIMA, em 28.10.2020