Mercado de capitais tem baixa vulnerabilidade para lavagem de dinheiro
Conclusão é de relatório elaborado pelo Ministério da Justiça, Banco Central e Coaf
Os mercados financeiro e de capitais têm baixa vulnerabilidade para os riscos de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, segundo a Avaliação Nacional de Risco sobre o tema. O relatório foi elaborado por um grupo de trabalho formado pelo Ministério da Justiça, Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e Banco Central. Ainda segundo o documento, o risco geral de lavagem de dinheiro no país foi considerado médio.
+ Acesse a Avaliação Nacional de Riscos de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo
O objetivo da avaliação é mostrar a percepção do governo e dos reguladores sobre os riscos nos diferentes setores da economia. "A avaliação geral foi positiva. A indústria de fundos possui várias vertentes e é bastante complexa, ao longo dos últimos anos o mercado tem envidado os melhores esforços na busca de melhorar seus processos de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, e tem conseguido evoluir", comenta Soraya Alves, nossa gerente da Assessoria Jurídica.
Na avaliação setorial, o segmento formado por fundos de investimento e instituições intermediárias apresentou vulnerabilidade média, especialmente por conta da dificuldade de identificação dos beneficiários finais de investidores não residentes. Como ação prioritária para minimizar os problemas decorrentes da não identificação de beneficiário final, a recomendação do relatório é que as instituições aprimorem seus controles internos.
Live sobre SPACs está disponível no YouTube
Associados acompanharam em primeira mão no Workplace. Conteúdo na íntegra pode ser acessado também nas plataformas de podcasts
A live “O fenômeno das SPACs” está disponível na íntegra no YouTube e nas plataformas de podcast, como Spotify, Deezer, Google Podcasts e Apple Podcasts. O bate-papo, realizado em primeira mão com exclusividade para os nossos associados, aconteceu no dia 25 de maio, no Workplace.
Reunimos dois representantes do mercado que já participaram de processos de SPACs lá fora: Fersen Lambranho, presidente do Conselho de Administração da GP Investments, e Paulo Gouvêa, CEO da Itiquira Aquisition Corp. Além deles, Gustavo Gonzalez, advogado e ex-diretor da CVM, abordou questões sobre a regulação dessas estruturas. E, pela ANBIMA, nossos representantes foram Sergio Goldstein, vice-presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais, e João Camarota, coordenador do nosso GT de SPACs.
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Fonte: ANBIMA, em 28.05.2021