Ampliamos o diálogo com governo e setores produtivos, concentramos esforços na implementação da 175 e colocamos o investidor no centro das nossas atividades
Publicamos hoje o Relatório Anual 2023 que traz as principais atividades desenvolvidas pela Associação ao longo do último ano, que teve o investidor no centro das nossas agendas estratégicas e a comemoração dos 25 anos da autorregulação. O relato começa com a mensagem das nossas lideranças que trazem um olhar direto sobre a importância do diálogo com diversos stakeholders e sua importância para fortalecer a indústria de investimentos e a sustentabilidade da própria Associação.
+ Confira o Relatório Anual na íntegra
Nosso presidente, Carlos André, aborda ainda as mudanças no arcabouço regulatório que foram, como de praxe, seguidas por ajustes na autorregulação, não só para garantir a conformidade com as novas regras. Esse dinamismo e capacidade de adaptação, entre outros atributos, garantiu à autorregulação comemorar seus 25 anos em 2023.
Zeca Doherty, superintendente-geral, por sua vez, ressaltou o plano de transformação da Associação, batizado de Bússola do Investidor, que visa colocar esse importante agente no centro das nossas ações com o objetivo de promover a cultura de investir entre brasileiros e brasileiras. Ele também fala dos avanços no fornecimento de informação e inteligência de dados sobre o mercado de capitais com a reformulação da plataforma ANBIMA Data.
O documento é totalmente digital e reúne tudo que foi realizado tanto para o mercado quanto dentro de casa, a estrutura da nossa governança, o perfil dos associados e das pessoas que trabalham na Associação. Trata-se de uma ótima oportunidade para saber mais sobre a ANBIMA e ter uma visão geral de tudo que fizemos em 2023.
ESG
Pela primeira vez, nosso relatório considera requisitos de divulgação aos investidores sobre os riscos e oportunidades ESG, por meio do IFRS (International Financial Reporting Standards) e reporte dos ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU. Além disso, a publicação é indexada pelo GRI (Global Reporting Initiative), metodologia internacional para relatos de sustentabilidade.
Para conferir Relatório Anual da ANBIMA na íntegra, acesse aqui.
Podcast Vai Fundo: caminhos para ampliar a diversidade e equidade de gênero nas empresas investidas
Especialistas analisam a evolução dessa pauta no setor financeiro e o papel dos gestores de recursos
Aproveitamos o mês da mulher para levar ao mais novo episódio do podcast Vai Fundo um debate sobre diversidade e equidade de gênero. Participaram do bate-papo Fernanda Camargo, sócia-fundadora da Wright Capital, e Jéssica Silva, cofundadora da Black Women Investment Network.
No debate, as convidadas analisaram o avanço ainda lento da pauta de diversidade nas companhias e na indústria de investimento e falaram sobre a importância de as assets usarem seu poder de influência para fomentar essa causa nas empresas em que investem.
“Para falar sobre desigualdades e equidades no Brasil, é preciso olhar com uma lente interseccional, relacionando gênero, raça e classe, entendendo como esses marcadores se relacionam dentro de uma perspectiva socioeconômica”, afirma Jéssica. “Mulheres ocupam ainda menos de 10% dos cargos de c-level nas grandes corporações e, nos conselhos, menos de 17%”, complementa.
Fernanda explica que, antes de engajar as empresas a melhorarem suas práticas de diversidade e equidade, as assets precisam primeiro flexibilizar suas próprias políticas de admissão. “Se a gestora não tiver essa política [de diversidade], dificilmente ela vai levantar a questão na empresa investida. É preciso que alguém de dentro tenha esse olhar” ressalta. O segundo passo, afirma, é levar essas pautas para as companhias do portfólio e acompanhar. “Quando investidores de cheque grande questionam junto, o processo acelera e as políticas caminham”.
Segundo Jéssica, apenas 1,4% dos ativos baseados nos Estados Unidos são geridos por mulheres ou pessoas negras; 95% dos tomadores de decisão em fundos de venture capital são homens; e somente 8% das gestoras de private equity e venture capital na América Latina contam com mulheres na liderança. Um cenário que mostra a complexidade do tema e cuja mudança só tende a trazer resultados positivos para o investidor. “Um estudo do IFC [International Finance Corporation] mostra que equipes de gestão de fundos de investimento formadas por pessoas diversas entregam uma taxa interna de retorno de 10% a 15% maior que equipe homogêneas”, destaca.
Para saber mais sobre o assunto e ouvir o episódio completo, acesse sua plataforma de áudio preferida: Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, Deezer, Spreaker, iHeartrádio, Podcast Addict, Castbox e Podchaser.
Confira os últimos episódios do podcast Vai Fundo:
- Fundos ESG: perspectivas globais e os desafios do Brasil
- IA na gestão de recursos: como usar os algoritmos a seu favor
- FIPs: modernização da regulação e potencial de crescimento
- Fundos estressados: evolução regulatória, oportunidades e riscos
- Ações e multimercados: o que esperar desses fundos com os juros em queda?
- Para conferir todos os episódios, clique aqui.
Hub ANBIMA será lançado em 1 de outubro
Até lá, as instituições devem continuar usando o Site Fundos
O Hub ANBIMA já tem data para entrar no ar. Com a prorrogação das próximas fases da Resolução 175 pela CVM, a nossa nova plataforma para envio de informações sobre fundos de investimento será lançada em 1 de outubro. Nesta data, também passam a valer os ajustes que foram feitos nos formulários de rankings e estatísticas, na estrutura dos códigos de fundos, nas APIs do ANBIMA Feed e em produtos de dados para adequá-los às mudanças trazidas pela norma.
Até lá, as instituições devem continuar usando os códigos de fundos e os formulários de rankings atuais para enviar informações pelo Site Fundos. Nada muda também em relação às APIs utilizadas hoje para integração ao ANBIMA Feed e ao envio de dados de CRIs e ofertas.
Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail
Fonte: Anbima, em 28.03.2024.